Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 32 169818
IFMT 2013/2Gaúcho é jogador de futebol e acha que ganha muito pouco. Por isso, resolveu pedir aumento de salário ao presidente do clube e disse:
– Atualmente, recebo x salários mínimos, que fica dividido por (x – 2) por causa dos descontos com impostos. Agora quero receber mais
líquidos, isto é sem descontos.
– Está bem, eu lhe dou o aumento e você passa a receber
Líquidos, respondeu o presidente do clube.
Qual fração representa o aumento de salário do jogador?
Questão 25 169810
IFMT 2013/2Qual das expressões abaixo representa o número da figura?

Questão 18 169799
IFMT 2013/2TEXTO 05
BRUXOS, VAMPIROS E AVATARES
Lya Luft
“A tecnologia abre territórios fascinantes, e ameaça nos controlar: se pensarmos um pouco, sentiremos medo”
Cibernéticos e virtuais, nadamos num rio de novidades e nos consideramos moderníssimos. Um turbilhão de recursos trazidos pela ciência, pela tecnologia, nos atrai ou confunde. Se somos mais velhos, nos faz crer que jamais pegaremos esse bonde – embora ele seja para todos os que se dispuserem a nele subir, não necessariamente para ser campeões ou heróis.
A tecnologia abre territórios fascinantes, e ameaça nos controlar: se pensarmos um pouco, sentiremos medo. O que mais vem por aí, quanto podemos lidar com essas novidades, sem saber direito quais são as positivas, quanto servem para promover progresso ou para nos exterminar ao toque do botão de algum demente no poder? Exageradamente entregues a esses jogos cada dia inovados, vamos nos perder da nossa natureza real, o instinto? Viramos homens e mulheres pós-modernos, sem saber o que isso significa; somos cibernéticos, somos twitteiros e blogueiros, mas não passamos disso. E, se não formos muito equilibrados, vamos nos transformar em hackers, e o mundo que exploda.
(…)
Não vamos regredir: a civilização anda segundo seu próprio arbítrio. Mas, como quase todas as coisas, seus produtos criam ambiguidade pelo excesso de aberturas e pelo receio diante do novo, que precisa ser domesticado, para se tornar nosso servo útil. As possibilidades do mundo virtual são quase infinitas. Sua sedução é intensa. Tão enganador quanto fascinante, no que tange à comunicação. Imenso, variado, assustador, rumoroso, ameaçador e frio, porque impessoal. Nesse mundo difuso, somos quase onipotentes, sem maior responsabilidade, pois cada ação nem sempre corresponde a uma consequência – e ainda podemos nos esconder no anonimato. Criam-se sérias questões morais e éticas não resolvidas nesse território: através da mesma ferramenta que nos abre universos e nos comunica com o outro, caluniamos e somos caluniados, ameaçamos e somos ameaçados, nos despersonalizamos, nos entregamos a atividades estranhas, algumas perversas; espiamos, espreitamos, maldizemos amigos e desconhecidos, odiamos celebridades, cortamos a cabeça de quem se destaca porque se torna objeto de inveja e ressentimento, escutamos mensagens sombrias e cumprimos, talvez, ordens sinistras.
Relacionamentos pessoais começam e terminam, bem ou mal, nesse campo virtual – não muito diferente do mundo dito real, dos bares, festas e trabalho, faculdade e escola. Para as crianças, esse universo extenso e invasivo pode ser uma grande escola, um mestre inesgotável, um salão de jogos divertido em que elas imediatamente se sentem à vontade, sem os limites dos adultos. Mas pode ser a estrada dos pedófilos, a alcova dos doentes, ou a passagem sobre o limite do natural e lúdico para o obsessivo e perverso.
(Revista Veja, 17 de fevereiro de 2010).
Nos excertos abaixo, todas as orações apresentam a mesma figura de linguagem EXCETO em:
Questão 14 169795
IFMT 2013/2TEXTO 04
BANHO COM CELULAR?
Quando você desliga o celular? Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope Solution e pela revista “Connect”, 61% das pessoas desligam os celulares no teatro; 64% no cinema; 60% na igreja/templo e 58% nas reuniões de trabalho. Na “balada”, eles permanecem ligados para 67% dos pesquisados. Em casa, 65% das pessoas dormem com os celulares funcionando e 85% tomam banho com os aparelhos ligados.
(Rio de Janeiro, Jornal O Globo, Caderno INFOetc, p.2, 22/jan/2007).
Lendo o trecho “...85% tomam banho com os aparelhos ligados.”, é possível interpretá-lo de duas maneiras: a primeira, tomam banho na companhia do aparelho; a segunda, tomam banho e o aparelho fica ligado em lugar próximo.
Assinale a alternativa em que só é possível a segunda interpretação.
Questão 13 169794
IFMT 2013/2TEXTO 04
BANHO COM CELULAR?
Quando você desliga o celular? Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope Solution e pela revista “Connect”, 61% das pessoas desligam os celulares no teatro; 64% no cinema; 60% na igreja/templo e 58% nas reuniões de trabalho. Na “balada”, eles permanecem ligados para 67% dos pesquisados. Em casa, 65% das pessoas dormem com os celulares funcionando e 85% tomam banho com os aparelhos ligados.
(Rio de Janeiro, Jornal O Globo, Caderno INFOetc, p.2, 22/jan/2007).
No texto 4, a palavra balada aparece entre aspas, porque
Questão 2 169783
IFMT 2013/2TEXTO 1
A TRIBO QUE MAIS CRESCE ENTRE NÓS
A nova tribo dos micreiros* cresceu tanto que talvez já não seja mais apenas uma tribo, mas uma nação, embora a linguagem fechada e o fanatismo com que se dedicam ao seu objeto de culto sejam quase uma seita.
Sua linguagem lembra a dos funkeiros** em quantidade de importações vocabulares adulteradas, porém é mais ágil e rica, talvez a mais rápida das tribos urbanas modernas. Dança quem não souber o que é BBS, internet, modem, interface, configuração, acessar e assim por diante. Alguns termos são neologismos e, outros, recriações semânticas de velhos significados, como janela, sistema, ícone, maximizar. Quando ouvi outro dia que “fulano é interneteiro”, achei que era uma grave acusação.
No começo da informatização das redações de jornais, não faz muito tempo, houve um divertido mal-entendido quando uma jovem repórter disse pela primeira vez: “Eu abortei!”. Ela acabava de rejeitar não um filho, mas uma matéria. Hoje, ninguém mais associa essa palavra ao ato pecaminoso. Aborta-se tão impune e freqüentemente quanto se acessa.
Nada mais tem forma e sim “formatação”. Foi-se o tempo em que “fazer programa” era uma aventura amorosa. O “vírus” que apavora os micreiros não é o HIV, mas uma intromissão indevida no “sistema”, outra palavra cujo sentido atual não tem nada a ver com os significados anteriores. A geração de 1968 lutou para derrubar o sistema; hoje o sistema cai a toda hora.
[...]
Falar mal hoje do computador é tão inútil e reacionário quanto foi quebrar máquinas no começo da primeira Revolução Industrial. Ele veio pra ficar, como se diz, e seu sucesso é avassalador. Basta ver o entusiasmo das adesões.
(VENTURA, Zuenir. In: Crônicas de um fim de século. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999).
*micreiros: usuários de microcomputador
**funkeiros: criadores ou entusiastas da música funk
Atente para as seguintes afirmações:
I. O vocabulário dos micreiros é similar, porém mais ágil que a dos funkeiros.
II. Alguns termos da linguagem utilizada pela informática podem provocar ambiguidade.
III. Palavras como formatação, vírus e sistema são apresentadas como exemplos de estrangeirismos da informática.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em
06
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