Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 4 10790123
Concursos Fundação Casa 2013Leia o texto para responder à questão
Temos o poder da escolha
Os consumidores são assediados pelo marketing a todo momento para comprarem além do que necessitam, mas somente eles podem decidir o que vão ou não comprar. É como se abris- sem em nós uma “caixa de necessidades”, mas só nós temos o poder da escolha.
Cada vez mais precisamos do consumo consciente. Será que paramos para pensar de onde vem o produto que estamos consumindo e se os valores da empresa são os mesmos em que acreditamos? A competitividade entre as empresas exige que elas evoluam para serem opções para o consumidor. Nos anos 60, saber fabricar qualquer coisa era o suficiente para ter uma empresa. Nos anos 70, era preciso saber fazer com qualidade e altos índices de produção. Já no ano 2000, a preocupação era fazer melhor ou diferente da concorrência e as empresas passaram a atuar com responsabilidade socioambiental. O consumidor tem de aprender a dizer não quando a sua relação com a empresa não for boa. Se não for boa, deve comprar o produto em outro lugar. Os cidadãos não têm ideia do poder que possuem.
É importante, ainda, entender nossa relação com a empresa ou produto que vamos eleger. Temos uma expectativa, um envolvimento e aceitação e a preferência dependerá das ações que aprovamos ou não nas empresas, pois podemos mudar de ideia.
Há muito a ser feito. Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas acreditam no consumo consciente, mas essas mesmas pessoas admitem que já compraram produto pirata. Temos de refletir sobre isso para mudar nossas atitudes.
(Jornal da Tarde 24.04.2007. Adaptado)
No trecho – Temos uma expectativa, um envolvimento e aceitação... –, a palavra destacada apresenta sentido contrário de
Questão 37 10784050
Liceu-SP 2013Com relação à concordância nominal, qual é a oração correta?
Questão 5 10728001
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2013Leia este texto de Moacyr Scliar, para responder à questão.
A VIDA ENTRE PARÊNTESES
Leitor pergunta por que uso tantos
parênteses nas minhas crónicas (leitores inteligentes
[5] conseguem descobrir no texto particularidades
significativas). A pergunta me fez pensar (não chega a
ser um evento raro na minha existência, mas pensar
entre parênteses não era algo que eu fizesse com
frequência). E então me dei conta de que os sinais
[10] gráficos, mais que as letras (por muito importantes
que estas sejam), veiculam emoções. Quanta emoção
numa exclamação! E pode haver dúvida maior que a
do ponto de interrogação? Sobre isto sempre somos
reticentes... Mas temos que admitir que certos sinais,
[15] como, por exemplo, a virgula, esta pequenina
serpente que, de espaço em espaço, atravessa o
caminho, sempre acidentado, de nossa frase, é uma
evidência, não muito clara, decerto, mas evidência,
sim, de nossa indecisão.
[20] Já os parênteses (a discussão a respeito foi
propositalmente omitida no parágrafo anterior) têm
uma significação (alguns não admitirão que é uma
significação, mas enfim), os parênteses, dizia eu
quando os parênteses me interromperam, traduzem
[25] não apenas uma forma de escrever, mas (o que é
mais importante) um modo de viver. Sim, porque se
pode viver (ainda que não plenamente) entre
parênteses. O garoto (ah, esses garotos) que no meio
do tema se distrai pensando na sua coleguinha
[30](aquela lindíssima) está vivendo entre parênteses. O
executivo que, no meio da tarde (nessas horas que os
americanos chamam de 'menores mas que para muitos são as maiores), sai para uma escapada (e
deem a esta escapada a interpretação que vocês
[35] quiserem) está vivendo como? (A pergunta era para
ficar soando retoricamente, mas não me furto a dar
aqui a resposta: entre parênteses.)
Sim, confesso: gosto de parênteses (deve
ser uma espécie de perversão). Uma vez escrevi um
[40] livro chamado (O ciclo das águas). O titulo era assim
mesmo, entre parênteses, (eu queria simbolizar com
isto um ciclo fechado). Deu tanta confusão que, nas
edições seguintes, tive de tirar os parênteses (para
escapar dos parênteses, só mesmo assim, em novas
[45] edições. Lamentável é que a vida tenha uma única
edição. Muitas vezes esgotada. Muitas vezes entre
parênteses).
Zero Hora, 05/02/1992, p.5
Entre estas análises acerca da concordância verbal, só há uma correta.
Qual?
Questão 3 10727992
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2013Leia este texto de Moacyr Scliar, para responder à questão.
A VIDA ENTRE PARÊNTESES
Leitor pergunta por que uso tantos
parênteses nas minhas crónicas (leitores inteligentes
[5] conseguem descobrir no texto particularidades
significativas). A pergunta me fez pensar (não chega a
ser um evento raro na minha existência, mas pensar
entre parênteses não era algo que eu fizesse com
frequência). E então me dei conta de que os sinais
[10] gráficos, mais que as letras (por muito importantes
que estas sejam), veiculam emoções. Quanta emoção
numa exclamação! E pode haver dúvida maior que a
do ponto de interrogação? Sobre isto sempre somos
reticentes... Mas temos que admitir que certos sinais,
[15] como, por exemplo, a virgula, esta pequenina
serpente que, de espaço em espaço, atravessa o
caminho, sempre acidentado, de nossa frase, é uma
evidência, não muito clara, decerto, mas evidência,
sim, de nossa indecisão.
[20] Já os parênteses (a discussão a respeito foi
propositalmente omitida no parágrafo anterior) têm
uma significação (alguns não admitirão que é uma
significação, mas enfim), os parênteses, dizia eu
quando os parênteses me interromperam, traduzem
[25] não apenas uma forma de escrever, mas (o que é
mais importante) um modo de viver. Sim, porque se
pode viver (ainda que não plenamente) entre
parênteses. O garoto (ah, esses garotos) que no meio
do tema se distrai pensando na sua coleguinha
[30](aquela lindíssima) está vivendo entre parênteses. O
executivo que, no meio da tarde (nessas horas que os
americanos chamam de 'menores mas que para muitos são as maiores), sai para uma escapada (e
deem a esta escapada a interpretação que vocês
[35] quiserem) está vivendo como? (A pergunta era para
ficar soando retoricamente, mas não me furto a dar
aqui a resposta: entre parênteses.)
Sim, confesso: gosto de parênteses (deve
ser uma espécie de perversão). Uma vez escrevi um
[40] livro chamado (O ciclo das águas). O titulo era assim
mesmo, entre parênteses, (eu queria simbolizar com
isto um ciclo fechado). Deu tanta confusão que, nas
edições seguintes, tive de tirar os parênteses (para
escapar dos parênteses, só mesmo assim, em novas
[45] edições. Lamentável é que a vida tenha uma única
edição. Muitas vezes esgotada. Muitas vezes entre
parênteses).
Zero Hora, 05/02/1992, p.5
Nas alternativas a seguir, as palavras são classificadas de acordo com o contexto em que são empregadas.
Marque a alternativa cuja classificação da palavra destacada está errada.
Questão 2 10727991
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2013Leia este texto de Moacyr Scliar, para responder à questão.
A VIDA ENTRE PARÊNTESES
Leitor pergunta por que uso tantos
parênteses nas minhas crónicas (leitores inteligentes
[5] conseguem descobrir no texto particularidades
significativas). A pergunta me fez pensar (não chega a
ser um evento raro na minha existência, mas pensar
entre parênteses não era algo que eu fizesse com
frequência). E então me dei conta de que os sinais
[10] gráficos, mais que as letras (por muito importantes
que estas sejam), veiculam emoções. Quanta emoção
numa exclamação! E pode haver dúvida maior que a
do ponto de interrogação? Sobre isto sempre somos
reticentes... Mas temos que admitir que certos sinais,
[15] como, por exemplo, a virgula, esta pequenina
serpente que, de espaço em espaço, atravessa o
caminho, sempre acidentado, de nossa frase, é uma
evidência, não muito clara, decerto, mas evidência,
sim, de nossa indecisão.
[20] Já os parênteses (a discussão a respeito foi
propositalmente omitida no parágrafo anterior) têm
uma significação (alguns não admitirão que é uma
significação, mas enfim), os parênteses, dizia eu
quando os parênteses me interromperam, traduzem
[25] não apenas uma forma de escrever, mas (o que é
mais importante) um modo de viver. Sim, porque se
pode viver (ainda que não plenamente) entre
parênteses. O garoto (ah, esses garotos) que no meio
do tema se distrai pensando na sua coleguinha
[30](aquela lindíssima) está vivendo entre parênteses. O
executivo que, no meio da tarde (nessas horas que os
americanos chamam de 'menores mas que para muitos são as maiores), sai para uma escapada (e
deem a esta escapada a interpretação que vocês
[35] quiserem) está vivendo como? (A pergunta era para
ficar soando retoricamente, mas não me furto a dar
aqui a resposta: entre parênteses.)
Sim, confesso: gosto de parênteses (deve
ser uma espécie de perversão). Uma vez escrevi um
[40] livro chamado (O ciclo das águas). O titulo era assim
mesmo, entre parênteses, (eu queria simbolizar com
isto um ciclo fechado). Deu tanta confusão que, nas
edições seguintes, tive de tirar os parênteses (para
escapar dos parênteses, só mesmo assim, em novas
[45] edições. Lamentável é que a vida tenha uma única
edição. Muitas vezes esgotada. Muitas vezes entre
parênteses).
Zero Hora, 05/02/1992, p.5
Assinale a única opção em que a correspondência entre os elementos textuais está correta.
Questão 3 10727166
CMC 6º Ano - Português 2013Leia o texto a seguir, para responder ao item.
TEXTO:
Sapato maluco
Quando criou O Menino Maluquinho, Ziraldo inspirou-se na própria infância. Em Caratinga
(Minas Gerais), onde nasceu, o garoto era tão espevitado que ganhou dos colegas o apelido de "Bala
Perdida".
"Eu era muito agitado, é o que hoje as pessoas chamam de hiperativo", relembra o escritor.
[05] Ele nasceu em 1932 e completou 80 anos no mês passado. É o mais velho de sete irmãos. Seu nome
veio da mistura do nome da mãe (Zizinha) com o do pai (Geraldo).
Os pais ganhavam pouco dinheiro. Ele tinha apenas um par de sapatos. Quando um estragava
e ia para o conserto, ele andava pelas ruas com um pé calçado e o outro descalço.
Também quase não ganhava brinquedos. "Mas eu não percebia isso. Era uma criança muito
[10]feliz."
A diversão de Ziraldo era ficar na rua com amigos. Adorava brincar de pique-esconde,
soldado e pião.
Em casa, eram raros os castigos. O pai era muito carinhoso. Gostava de brincar, pentear os
cabelos e arrumar os filhos. Quando sobrava dinheiro, Geraldo comprava livros para eles.
[15] Ziraldo adorava as histórias do "Sítio do Pica-Pau Amarelo", de Monteiro Lobato, e os gibis
do Batman e do Super-Homem. Em 1939, começou a Segunda Guerra. A família de Ziraldo
acompanhava o conflito pelo rádio. Ele tinha medo de que uma bomba caísse em Caratinga.
Felizmente, isso nunca aconteceu. O que realmente deixava a sossegada Caratinga em pânico
era o travesso Ziraldo.
[20] Uma de suas brincadeiras prediletas era pegar uma gravata do pai, enchê-la de areia, amarrar
um fio de linha e colocá-la na rua. Quando alguém passava, ele puxava o fio. Pensando que a
gravata era uma cobra, as pessoas levavam um baita susto.
(Marco Rodrigo Almeida – Folha de São Paulo, 10.12.2012.)
“Em Caratinga (Minas Gerais), onde nasceu, o garoto era tão espevitado que ganhou do colegas o apelido de “Bala Perdida.” (linhas 01 a 03).
Assinale a alternativa em que o vocábulo em destaque tem o seu significado alterado.
06
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