Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 1 11009508
IFC Exame de Classificação 2018Leia atentamente os textos 1 e 2:
TEXTO 1 – LADAINHA
Por que o raciocínio,
os músculos, os ossos?
A automação, ócio dourado.
O cérebro eletrônico, o músculo
mecânico
mais fáceis que um sorriso.
Por que o coração?
O de metal não tornará o homem
mais cordial,
dando-lhe um ritmo extracorporal?
Por que levantar o braço
para colher o fruto?
A máquina o fará por nós.
Por que labutar no campo, na cidade?
A máquina o fará por nós.
Por que pensar, imaginar?
A máquina o fará por nós.
Por que fazer um poema?
A máquina o fará por nós.
Por que subir a escada de Jacó?
A máquina o fará por nós.
Ó máquina, orai por nós.
(RICARDO, Cassiano. In: RESENDE, Vânia Maria. Literatura infantil & juvenil: vivências de leitura e expressão criadora. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 1997. p. 211.)
TEXTO 2 – la.da.i.nha substantivo feminino
– prece litúrgica estruturada na forma de curtas invocações a Deus, a Jesus Cristo, à Virgem, aos santos, recitadas pelo celebrante, que se alternam com as respostas da congregação (fiéis e/ou religiosos).
– p.ana. falação fastidiosa que está sempre repisando as mesmas ideias; enumeração longa e cansativa; esp. repetição monótona e tediosa de queixas e recriminações; lenga-lenga.
(Disponível em: https://www.google.com.br/search?safe=off&q=ladainha+significado. Acesso em: 13 ago. 2017.)
Considerando os dois textos, assinale a alternativa correta em relação ao poema “Ladainha” e ao verbete de dicionário.
Questão 2 11006689
IFF Integrados 2018TEXTO
Cacarecos da língua
Gregorio Duvivier
Todo dia uma palavra morre e a gente não se dá conta. Ao contrário das pessoas, que
por vezes morrem de desastre, as palavras só morrem aos poucos, devagarinho, cada dia
um pouco – à medida que as pessoas que as usavam vão morrendo também. Minha avó,
por exemplo. Tenho certeza de que levou junto com ela a palavra "lorota".
[5] Há uma multidão de palavras pelas quais nada mais se pode fazer: já habitam o
subterrâneo das palavras findas. O coração parou, o cérebro também, o médico declarou o
óbito e o padre fez a extrema-unção. Provecto. Linfa. Ergástulo. Patego. Algumas, claro,
são natimortas: Lorpa. Trenguice. Lordaço. Não adianta bisturi ou eletrochoque – nada no
mundo vai resgatá-las.
[10] Algumas, para não morrer, reinventaram-se. Trocaram de sexo, de nome e de
profissão. A palavra "zoeira" já significou barulho: hoje significa troça. Não é o caso da
palavra "troça", tadinha, que tá nas últimas –apesar de tão gozada.
[...]
Há palavras, no entanto, pelas quais ainda vale lutar. A palavra "cacareco", por
[15] exemplo, tá na UTI. Pros jovens que não chegaram a conhecê-la, cacareco é uma coisa
velha, já sem utilidade. Sim, a própria palavra cacareco virou um cacareco.
Está longe de ser o único cacareco da linguagem. Pense quando foi a última vez que
ouviu que a situação está um despautério, que fulano tá borocoxô, que tal roupa é uma
coqueluche, que fulana é uma songamonga.
[...]
[20] Paramos de falar alpendre porque as casas deixaram de ter alpendre ou as casas
pararam de ter alpendre porque já ninguém sabia o que era um alpendre?
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2016/07/1790346-cacarecos-dalingua.shtml?cmpid=newsfolha%20Acesso%20em:%2021%20set%202017.
Está longe de ser o único cacareco da linguagem. Pense quando foi a última vez que ouviu que a situação está um despautério, que fulano tá borocoxô, que tal roupa é uma coqueluche, que fulana é uma songamonga.
Algumas palavras podem mudar sua classificação e seu significado. Dependendo do contexto em que se encontre, manga, por exemplo, pode significar fruta ou parte do vestuário. Por outro lado, pelo contexto, também podemos identificar o significado de palavras desconhecidas.
Releia o fragmento do texto acima e assinale a opção que apresenta um significado equivocado para a palavra analisada no contexto em que se encontra.
Questão 46 10980867
IFMS 2018O apanhador de desperdícios
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
O texto acima é de um poeta brasileiro que viveu entre os séculos XX e XXI. Nascido em 1916, mudou-se para Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, onde viveu pelo resto da sua vida. Recebeu vários prêmios literários, entre eles dois Prêmios Jabutis, e foi membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. É considerado um dos mais aclamados poetas brasileiros da contemporaneidade nos meios literários.
Sua obra mais conhecida é o "Livro sobre Nada" de 1996 O poema e o trecho da biografia mencionada fazem referência a
Questão 16 10980166
IFMS 2018Os acentos gráficos e sinais de nasalização foram suprimidos do texto a seguir. Assinale a alternativa que apresenta o texto com a acentuação correta.
SUÍÇA
Travessia a meio, com paragem em Zurique. Lembrei-me logo dos suiços que conhecera em Portugal e que se diziam aliviados por poderem praticar ca “pequenos delitos” la proibidos, como deitar papeis para o chao num cafe, tantas restriçoes havia... Pais tao organizado, tao alinhado que ate as ervas dos montes parecem aparadas. Foi a ideia com que fiquei.
(Disponível em http://viagempartilhada.blogspot.com.br/2009/07/. Acesso em: 10 nov. 2017).
Questão 13 10980065
IFMS 2018Leia o texto a seguir para responder à questão
Fantasias
Para mim o Halloween é a melhor festa do mundo. Melhor até que o Natal. Posso usar fantasia. Usar máscara. Posso andar por aí como qualquer outra criança fantasiada e ninguém me acha estranho. Ninguém olha para mim duas vezes. Ninguém me nota. Ninguém me reconhece.
Eu gostaria que todos os dias fossem Halloween. Poderíamos ficar mascarados o tempo todo. Então andaríamos por aí e conheceríamos as pessoas antes de saber como elas são sem máscara. [...]
Tenho fotos com todas as minhas fantasias de Halloween. A primeira foi de abóbora. A segunda de Tigrão. A terceira foi de Peter Pan (o papai se vestiu de Capitão Gancho). Na quarta vez me vesti de Capitão Gancho (o papai estava de Peter Pan). Na quinta fui de um astronauta.[...]
(Palacio, R. J. O Extraordinário. Tradução Rachel Agavino. 2 ed. Rio de Janeiro: Intrínseca. 2014. p. 56)
O livro “O Extraordinário”, de R.J. Palacio, conta a história de August Pullman, um menino que logo ao nascer foi diagnosticado com uma síndrome genética que o deixou com deformidades na face. O livro é dividido em capítulos narrados por diferentes personagens.
O trecho acima faz parte da narrativa de August e a partir de sua leitura é possível inferir que
Questão 10 10979992
IFMS 2018
(Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/ - tirinhas 2494/17 e 2495/17. Acesso em: 09 nov. 2017.)
Na tirinha acima é possível observar um exemplo de regionalismo, pois retrata
06
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