Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 37 168904
IFRS 2015Idade dos hábitos
[01] Na adolescência, queremos ser diferentes da família e iguais aos colegas e amigos de tribo. Em
[02] casa, não suportamos a repetição. Na rua, não aceitamos a diferença. É por isso que o adolescente
[03] costuma ser chamado de ovelha negra. Quer ser diferente, mas no rebanho. Até certo momento da idade
[04] adulta, queremos novidades, distinções e descobertas. Em algum momento, porém, começa a idade dos
[05] hábitos.
[06] — Que tal sair para jantar?
[07] — Boa ideia!
[08] — Um lugarzinho diferente!
[09] — Ah, não!
[10] — Que mania de ir sempre nos mesmos lugares.
[11] — Os mesmos bons lugares.
[12] […] É a vida. A cada etapa uma mania. Existe a etapa da mania de ganhar dinheiro. E a etapa da
[13] mania de gastar dinheiro. Tem a época de gastar dinheiro em lugares diferentes e a época de gastar
[14] dinheiro sempre no mesmo lugar. O ser humano é um animal de hábitos. O verbo habitar diz tudo. O
[15] apogeu do hábito é não querer mais sair de casa.
SILVA, Juremir Machado da. Correio do Povo, 12 de julho de 2014.
Assinale a alternativa que NÃO justifica adequadamente o acento gráfico das palavras destacadas.
Questão 35 168902
IFRS 2015O pagamento final
[01] Muita gente sonha em ser rica e, vendo o dinheiro abrir tantas portas, entende que só assim a
[02] felicidade é possível, mas o chato de se ser respeitado e amado só pelo que se tem, é que não se é
[03] amado de verdade nem respeitado a não ser através destes bens. Isto é uma armadilha da vaidade.
[04] Significa que suas conquistas afetivas migrarão para outro portador caso seus bens mudem de dono. É
[05] uma ficção este poder. Não está em nós. Pertence ao que possuímos. Neste “cassino” os bens imateriais
[06] não contam. Pois, analfabeta de escola, mas instruída da vida, dona Maria da Natividade, a sábia mãe de
[07] Antonio Pitanga meu querido, dizia aos seus filhos quando brigavam por objetos: “Filhos, pra que isso?
[08] Caixão não tem gaveta!”. Talvez nos soe crua demais tal sentença, mas é altamente libertadora.
[09] Desprezamos os outros porque não são de nossa tribo, rimos de seu jeito de falar e de vestir porque não
[10] é o nosso, e julgamo-los por não terem os bens que nós consideramos bens. Então, matamos e nos
[11] matamos por dinheiro. Humilhamos os que não o têm. E inauguramos a cada dia novas guerras querendo
[12] poder e fortuna. Não escutamos a dona Maria da Natividade. A doença nossa é a doença do mundo: de
[13] negar a morte e a desimportância das joias na cena final.
LUCINDA, Elisa. O pagamento final. In: ____. Parem de falar mal da rotina. São Paulo: Lua de Papel, 2010.
O emprego de vírgula na sentença “Filhos, pra que isso?” (linha 07) justifica-se pelo fato da palavra filhos tratar-se de
Questão 34 167578
IFSP 2015ADOLESCENTE
“A vida é tão bela que chega a dar medo.
Não o medo que paralisa e gela
estátua súbita,
mas
esse medo fascinante e fremente de curiosidade que faz
o jovem felino seguir para frente varejando o vento
ao sair, a primeira vez, da gruta.
Medo que ofusca: luz!
Cumplicemente,
as folhas contam-te um segredo
velho como o mundo:
Adolescente, olha! A vida é nova...
A vida é nova e anda nua
-Vestida apenas com o teu desejo!”
Mário Quintana
Com relação ao texto, marque V para verdadeiro ou F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) O verbo paralisa (segundo verso) é um verbo regular e o verbo faz (sexto verso) é um verbo irregular.
( ) No décimo verso, o verbo contar é classificado como verbo transitivo direto e transitivo indireto.
( ) A ocorrência da palavra que, no primeiro verso, traz uma relação de consequência, já no segundo verso, especifica o medo, restringindo-o. Entretanto, nas duas ocorrências é classificada como conjunção.
( ) No nono verso – “Medo que ofusca: luz!” – há duas palavras que apresentam o mesmo número de fonemas.
( ) No décimo primeiro verso – “velho como o mundo” – as palavras velho e mundo apresentam o mesmo número de fonemas.
Questão 32 167449
IFSP 2015Adolescente e o mundo do trabalho
Artigo por Colunista Portal - Educação – terça-feira, 15 de janeiro de 2013.
O jovem adolescente faz parte de um momento singular1 da história. Jamais a humanidade teve tamanha possibilidade de desenvolvimento. É a Sociedade do Conhecimento! O poder está nas mãos de quem tem informação e sabe usá-la2 com inteligência. São mudanças constantes em contextos que saíram de nossos bairros e municípios para o mundo.
Políticas econômicas, globalização, relações internacionais são aspectos complexos que serão entendidos no decorrer do desenvolvimento da carreira do jovem. Hoje, a preocupação é prepará-lo para encarar um mercado que está disposto a pagar bem pelo profissional qualificado.
Muitos jovens acabam por ingressar no mundo do trabalho prematuramente3 , para colaborar no suprimento das necessidades4 familiares. Outros para conquistar seu espaço, sua independência, autonomia e, de certa forma, um pouco de liberdade.
A participação do adolescente no mercado de trabalho tem provocado muitos questionamentos, dificultando e interferindo na implementação de políticas específicas voltadas para o trabalho do jovem. O último obstáculo imposto pela legislação foi a emenda constitucional nº 20 do artigo 7, alínea XXIII que proíbe ou institui a idade para o trabalho somente a partir de 16 anos.
A lei existe para distinguir o trabalho explorador do trabalho com vistas à formação, fazendo-se necessário a existência de instituições/programas que se proponham a investir na formação. Portanto, amparado por essas instituições ou programas, o adolescente está protegido para aprender, com responsabilidade.
Fonte: Portal Educação
Na frase: “O jovem adolescente faz parte de um momento singular da história.”, assinale a alternativa que apresenta o sinônimo que melhor substitui a palavra destacada, sem que haja mudança de sentido no contexto em que foi empregada.
Questão 17 167424
IFSP 2015A origem dos números
Todas as nossas ações estão condicionadas pelos números, pelas medidas e suas relações. A máquina que faz as nossas camisetas e, aquela que, antes dela, produziu o material com que foram confeccionadas, por exemplo, resultaram de cálculos matemáticos precisos. O mesmo se pode dizer da cadeira, da mesa, do copo, da garrafa, da geladeira, da televisão, do celular, etc.. A maioria das coisas que o homem inventou tem, como base, cálculos numéricos.
Considerando o texto, observe a expressão numérica abaixo.
0 0333... +
Assinale a alternativa que apresenta o valor da expressão numérica
Questão 11 167336
IFSC 2015/1Veja agora uma reescritura do final da história:
- Ó Deus! Por que não tenho uma companheira? Deus disse, tonitruantemente como é do seu estilo:
- Farei para você, ó Adão, a mais bela, a mais grácil, a mais desejável criatura cujos delicados pezinhos já pisaram a relva macia. Mas a confecção da criatura lhe custará um olho, um braço e uma perna!
Ao que Adão respondeu:
- Ah, pega leve, Deus. Vê o que dá para fazer com uma costela.
Comparando com o texto, assinale as afirmativa a CORRETA.
06
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