Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 20 485319
IFMA 2018Escolha entre as alternativas a adequada para completar as lacunas:
I – Agora ___ meia-noite, vá dormir!
II – Hoje ____ primeiro de janeiro.
III – O escolhido para participar do encontro ___ eu.
IV – Daqui até sua casa, ____ duas horas de ônibus.
Questão 3 485272
IFMA 2018Leia o trecho da canção e responda à questão:
TEXTO
[...] Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem [...]
(Russo, Renato; Venturini, Flavio. Mais uma vez. Intérprete Renato Russo. In: Renato Russo presente. Rio de Janeiro, EMI, 2003. 1 CD. Faixa 1.)
O verbo endoidecer, que aparece na letra da canção, passou por que processo de formação?
Questão 5 413700
IFAL 2018Saudade de escrever
Apesar da concorrência (internet, celular), a carta continua firme e forte. Basta uma folha de papel, selo, caneta e envelope para que uma pessoa do Rio Grande do Norte, por exemplo, fique por dentro das fofocas registradas por um amigo em São Paulo, dois dias depois. “Adoro receber cartas, fico super ansiosa para descobrir o que está escrito”, conta Lívia Maria, de 9 anos. Mas ela admite que faz tempo que não escreve nenhuma cartinha. “As últimas foram para a Angélica e para um dos programas do Gugu.”
Isabela, de 9 anos, lembra que, quando morava em Curitiba, no Paraná, trocava correspondência com sua amiga Raquel, que vive em Belo Horizonte, Minas Gerais.
“ Eu ficava sabendo das novidades e não gastava dinheiro com telefonemas.”
Já Amanda, de 10 anos, também gosta de receber cartinhas, mas prefere enviar e-mails. “Atualmente estou conversando com meu primo que está nos Estados Unidos via computador, já que a mensagem chega mais rápido e não pago interurbano.”
TOURRUCCO, Juliana. Saudade de escrever. O Estado de São Paulo, p.5, 25 jul.1998. Suplemento infantil. Suplemento infantil.
A expressão dois dias depois estabelece, no primeiro parágrafo do texto, uma relação
Questão 3 398599
IFPE 2018/1TEXTO
MÚSICA, DIVINA MÚSICA!
(1) Tanto duvidaram dele, da teoria daquele jovem gênio musical, que ele resolveu provar pra si mesmo, empiricamente, a teoria de que não existem animais selvagens. Que os animais são tão ou mais sensíveis do que os seres humanos. E que são sensíveis sobretudo ao envolvimento da música, quando esta é competentemente interpretada.
(2) Por isso, uma noite, esgueirou-se sozinho pra dentro do Jardim Zoológico da cidade e, silenciosamente, se aproximou da jaula dos orangotangos. Começou a tocar baixinho, bem suave, a sua magnífica flauta doce, ao mesmo tempo em que abria a porta da jaula. Os macacões quase que não pestanejaram. Se moveram devagarinho, fascinados, apenas pra se aproximar mais do músico e do som.
(3) O músico continuou as volutas de sua fantasia musical enquanto abria a jaula dos leões. Os leões, também hipnotizados, foram saindo, pé ante pé, com o respeito que só têm os grandes aficionados da música. E assim a flauta continuou soando no meio da noite, mágica e sedutora, enquanto o gênio ia abrindo jaula após jaula e os animais o acompanhavam, definitivamente seduzidos, como ele previra.
(4) Uma lua enorme, de prata e ouro, iluminava os jacarés, elefantes, cobras, onças, tudo quanto é animal de Deus ali reunido, envolvidos na sinfonia improvisada no meio das árvores. Até que o músico, sempre tocando, abriu a última jaula, do último animal - um tigre.
(5) Que, mal viu a porta aberta, saltou sobre ele, engolindo músico e música - e flauta doce de quebra. Os bichos todos deram um oh! de consternação. A onça, chocada, exprimiu o espanto e a revolta de todos:
- Mas, tigre, era um músico estupendo, uma música sublime! Por que você fez isso?
E o tigre, colocando as patas em concha nas orelhas, perguntou:
- Ahn? O quê, o quê? Fala mais alto, pô!
FERNANDES, M. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www2.uol.com.br/millor/fabulas/055.htm. Acesso em: 03 out. 2017.
Leia os seguintes trechos do segundo parágrafo: “Começou a tocar baixinho, bem suave, a sua magnífica flauta doce” e “Se moveram devagarinho, fascinados”. Com relação às palavras grifadas, a utilização do diminutivo indica
Questão 3 295824
IFRJ 2018Leia o texto a seguir e responda à questão.
Inquilinos
Ninguém é responsável pelo funcionamento do mundo. Nenhum de nós precisa acordar cedo para
acender as caldeiras e checar se a Terra está girando em torno do seu próprio eixo na velocidade apropriada, e
em torno do Sol de modo a garantir a correta sucessão das estações. Como num prédio bem administrado, os
serviços básicos do planeta são providenciados sem que se enxergue o síndico – e sem taxa de administração.
[5] Imagine se coubesse à humanidade, com sua conhecida tendência ao desleixo e à improvisação, manter a
Terra na sua órbita e nos seus horários, ou se – coroando o mais delirante dos sonhos liberais – sua gerência
fosse entregue a uma empresa privada, com poderes para remanejar os ventos e suprimir correntes marítimas,
encurtar ou alongar dias e noites e até mudar de galáxia, conforme as conveniências de mercado, e ainda por
cima sujeita a decisões catastróficas, fraudes e falência.
[10] É verdade que, mesmo sob o atual regime impessoal, o mundo apresenta falhas na distribuição dos
seus benefícios, favorecendo alguns andares do prédio metafórico e martirizando outros, tudo devido ao que
só pode ser chamado de incompetência administrativa. Mas a responsabilidade não é nossa. A infraestrutura já
estava pronta quando nós chegamos. Apesar de tentativas como a construção de grandes obras que afetam o
clima e redistribuem as águas, há pouco que podemos fazer para alterar as regras do seu funcionamento.
[15] Podemos, isto sim, é colaborar na manutenção da Terra. Todos os argumentos conservacionistas e
ambientalistas teriam mais força se conseguissem nos convencer de que somos inquilinos no mundo. E que
temos as mesmas obrigações de qualquer inquilino, inclusive a de prestar contas por cada arranhão no fim do
contrato. A escatologia cristã deveria substituir o Salvador que virá pela segunda vez para nos julgar por um
Proprietário que chegará para retomar seu imóvel. E o Juízo Final, por um cuidadoso inventário em que todos
[20] os estragos que fizemos no mundo seriam contabilizados e cobrados.
– Cadê a floresta que estava aqui? – perguntaria o Proprietário.
– Valia uma fortuna.
E:
– Este rio não está como eu deixei…
[25] E, depois de uma contagem minuciosa:
– Estão faltando cento e dezessete espécies.
A Humanidade poderia tentar negociar. Apontar as benfeitorias – monumentos, parques, áreas férteis onde
outrora existiam desertos – para compensar a devastação. O Proprietário não se impressionaria.
– Para o que eu quero o Taj Mahal? Sete Quedas era muito mais bonita.
[30] – E a catedral de Chartres? Fomos nós que construímos. Aumentou o valor do terreno em…
– Fiquem com todas as suas catedrais, represas, cidades e shoppings. Quero o mundo como eu o entreguei.
Não precisamos de uma mentalidade ecológica. Precisamos de uma mentalidade de locadores. E do terror da
indenização.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. O mundo é bárbaro e o que nós temos a ver com isso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. P 19-20
Vocabulário:
Salvador: um dos nomes de Jesus que, segundo a teologia cristã, veio ao mundo para salvar a humanidade.
Juízo Final: dia em que, segundo a teologia cristã, Jesus voltará para julgar as ações de toda a humanidade.
Inventário: descrição do patrimônio de pessoa falecida para que se partilhe os bens entre os herdeiros.
Inquilino: locatário. Residente de imóvel alugado.
Escatologia: doutrina que trata do destino final do homem e do mundo.
No período Todos os argumentos conservacionistas e ambientalistas teriam mais força se conseguissem nos convencer de que somos inquilinos no mundo, o termo grifado poderia, sem alteração de sentido, ser substituído por:
Questão 20 295739
IFRR 2018A partir da publicidade abaixo pode-se afirmar que:

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