Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 18 169558
IFMT 2016/1TEXTO 3
ENTREVISTA
Affonso Romanno de Sant’anna
Telefonam-me do jornal:
– Fale de amor
diz o repórter,
como se falasse
do assunto mais banal.
– Do amor? -Me rio
informal. Mas
ele insiste:
– Fale-me de amor
sem saber, displicente,
que essa palavra
é vendaval.
– Falar de amor? - Pondero:
o que está querendo, afinal?
Quer me expor
no circo da paixão
como treinado animal?
– Fala...- insiste o outro
– qualquer coisa.
Como se o amor fosse
“qualquer coisa”
pra se embrulhar no jornal.
– Fale bem, fale mal,
uma coisa rapidinha
– ele insiste, como se ignorasse
que as feridas de amor
não se lavam com água e sal.
Ele perguntando
eu resistindo,
porque em matéria de amor
e de entrevista
qualquer palavra mal dita
é fatal.
(Disponível em . Acesso em 31/07/2015).
Assinale a alternativa em que o eu poético faz referência a ações ocorridas no passado de forma duradoura.
Questão 15 169555
IFMT 2016/1TEXTO 3
ENTREVISTA
Affonso Romanno de Sant’anna
Telefonam-me do jornal:
– Fale de amor – Falar de amor? - Pondero:
diz o repórter, o que está querendo, afinal? uma coisa rapidinha
como se falasse Quer me expor – ele insiste, como se ignorasse
do assunto mais banal. no circo da paixão que as feridas de amor
– Do amor? -Me rio como treinado animal? não se lavam com água e sal.
informal. Mas – Fala...- insiste o outro Ele perguntando
ele insiste: – qualquer coisa. eu resistindo,
– Fale-me de amor Como se o amor fosse porque em matéria de amor
sem saber, displicente, “qualquer coisa” e de entrevista
que essa palavra pra se embrulhar no jornal. qualquer palavra mal dita
é vendaval. – Fale bem, fale mal, é fatal.
(Disponível em . Acesso em 31/07/2015).
Na arte literária, a palavra é usada no sentido figurativo, para estabelecer determinada relação entre autor e leitor.
Em que trecho NÃO é usado esse recurso de expressividade?
Questão 17 169465
IFMT 2016/2TEXTO 4
A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez, Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
– Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei. Rio de Janeiro: Record, 1999).
As histórias que Paulo conta vão se tornando mais elaboradas e complexas.
À figura de linguagem que é composta por esse tipo de enumeração feito de forma crescente, dá-se o nome de:
Questão 9 169440
IFMT 2016/2TEXTO 2
MENINOS CARVOEIROS
Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
— Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.
Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.
(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)
— Eh, carvoero!
Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles . . .
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!
— Eh, carvoero!
Quando voltam, vêm mordendo um pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados.
(BANDEIRA, Manuel. Poesia e prosa completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987).
O substantivo espantalho no último verso é composto por:
Questão 6 169423
IFMT 2016/2TEXTO 2
MENINOS CARVOEIROS
Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
— Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.
Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.
(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)
— Eh, carvoero!
Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles . . .
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!
— Eh, carvoero!
Quando voltam, vêm mordendo um pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados.
(BANDEIRA, Manuel. Poesia e prosa completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987).
A construção boca da noite NÃO segue o mesmo recurso linguístico de:
Questão 5 169420
IFMT 2016/2TEXTO 2
MENINOS CARVOEIROS
Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
— Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.
Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.
(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)
— Eh, carvoero!
Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles . . .
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!
— Eh, carvoero!
Quando voltam, vêm mordendo um pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados.
(BANDEIRA, Manuel. Poesia e prosa completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987).
A figura de linguagem que ocorre em: "A madrugada ingênua parece feita para eles . . ." denomina-se
06
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