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Questão 15 15269868
CMRJ 1 ano Ensino Médio 2022Unesco: 47% de crianças refugiadas no mundo não vão à escola
Publicação revela que 84% dos adolescentes também não vão ao colégio
Publicado em 02.02.2020 - Por Heloisa Cristaldo - Agência Brasil
1 Em todo o mundo, cerca de 47% das crianças refugiadas não foram matriculadas na educação
primária, e 84% dos adolescentes refugiados (entre 15 e 17 anos) não frequentavam a educação
secundária em 2016. As informações fazem parte da publicação "Proteção do Direito à Educação dos
Refugiados", lançada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
5 (Unesco).
O documento analisa questões sobre o direito à educação de refugiados, o marco legal
internacional do direito à educação e os instrumentos normativos que o garantem a todas as
pessoas, incluindo refugiados e quem vive nessas condições. Segundo a publicação, mais de 65
milhões de pessoas procuram asilo, são deslocadas internamente ou são refugiadas.
10 Metade dos refugiados do mundo são crianças menores de 18 anos. A duração média de
exílio de um refugiado é de cerca de 20 anos, "o que é mais do que toda uma infância e representa
"uma fração significativa dos anos produtivos da vida de uma pessoa", avalia o documento. (...)
Acesso à educação
A publicação aponta que, entre os refugiados, apenas 50% das crianças frequentam a
educação primária e apenas 25% estão na educação secundária. "No Oriente Médio e no Norte da
15 África, na última década, os países investiram recursos consideráveis para aumentar a frequência
escolar das crianças. Entretanto, recentemente, esse progresso parou. (...)
"Sem acesso à educação secundária, as crianças e os adolescentes refugiados ficam
vulneráveis ao trabalho infantil, à exploração e a problemas de comportamentos negativos (...) A
educação de meninas também pode protegê-las do casamento e/ou da gravidez precoce e dos
20 riscos da exploração sexual", indica a publicação. (...)
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br/ Acessado em: 16.08.2021)
No trecho a seguir – "O documento analisa questões sobre o direito à educação de refugiados, o marco legal internacional do direito à educação e os instrumentos normativos que o garantem a todas as pessoas (...)" – texto – a palavra ou expressão que melhor substitui a estrutura "instrumentos normativos" sem prejuízo semântico é:
Questão 10 14957801
ONHB Fase 4 2022Leia a letra e ouça a canção “Reconvexo”:
Reconvexo
Eu sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não
Eu sou o preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música a mais velha
Mais nova espada e seu corte
Eu sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gita Gogóia
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo
Eu sou o preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música a mais velha
Mais nova espada e seu corte
Eu sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gita Gogóia
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Canção ORIGEM: LP/CD: MEMÓRIA DA PELE Gravadora: Polygram Ano: 1989 Compositor: Caetano Veloso Intérprete: Maria Bethânia CRÉDITOS: Compositor: Caetano Veloso Intérprete: Maria Bethânia GLOSSÁRIO: Roma Negra : referência à cidade de Salvador.
Henri Salvador : Henri Gabriel Salvador (1917 - 2008) cantor, compositor e guitarrista francês de jazz.
Pelô : Referência ao Pelourinho em Salvador.
Andy Warhol : Andrew Warhol (1928-1987) artista norte americano.
Gita : referência à canção “Gita” de composta por Raul Seixas e Paulo Coelho, e gravada em 1974.
Gogóia : referência à canção “Fruta Gogoia” – música tradicional baiana interpretada por Gal Costa no LP FA-TAL GAL A TODO VAPOR de 1971.
Dona Canô : Claudionor Viana Teles Veloso (1907 —2012) mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia.
Joãozinho Beija-Flor : João Clemente Jorge Trinta (1933-2011) carnavalesco.
Bobô : Raimundo Nonato Tavares da Silva (1962-) jogador de futebol.
Recôncavo : concavidade; terra em torno de cidade ou porto; formando enseada ; referência ao Recôncavo Baiano.
Reconvexo (referente a convexo) : que faz bojo para a parte de fora; elevado em forma curva; curvo ou arredondado para a parte externa.
PALAVRAS-CHAVE: história da música, brasil contemporâneo
Sobre a canção escolha a alternativa mais pertinente.
Questão 2 14957343
ONHB Fase 4 2022Brasil de Braços Abertos

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Curso ORIGEM: Brasil de Braços Abertos, 2017. Ministério do Turismo. Curso encerrado. CRÉDITOS: Ministério do Turismo PALAVRAS-CHAVE: língua portuguesa, curso de formação, indígenas
O documento acima é o print de uma página de curso de formação disponibilizado pelo Ministério do Turismo e já encerrado. A partir das informações disponibilizadas, é correto afirmar que:
Questão 1 14957284
ONHB Fase 4 2022Os Estatutos do Homem
(Ato Institucional Permanente) A Carlos Heitor Cony
Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
que agora vale a vida,
e que de mãos dadas,
trabalharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo Único:
O homem confiará no homem
como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha sempre
o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
a qualquer hora da vida,
o uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo.
muito mais belo que a estrela da manhã
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.
Artigo Final
Fica proibido o uso da palavra liberdade.
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
Santiago do Chile, abril de 1964
Publicado no livro Faz Escuro Mas Eu Canto: Porque a Manhã Vai Chegar (1965)
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Literatura ORIGEM: Thiago de Mello. Vento geral, 1951/1981: doze livros de poemas. 2.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1984. CRÉDITOS: Thiago de Mello. PALAVRAS-CHAVE: brasil contemporâneo, literatura
A partir do poema de Thiago de Mello (1926-2022), assinale a alternativa mais pertinente:
Questão 3 14956944
ONHB Fase 3 2022Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa mais pertinente:
Capítulo XVIII- O que podemos chamar leis e policiamento entre os selvagens; modo por que tratam os visitantes amigos; prantos e discursos festivos das mulheres por ocasião das boas-vindas
(...)
As mulheres, a quem cabe todo o trabalho doméstico, fabricam muitos potes e vasilhas de barro para guardar o caium ; fazem ainda panelas redondas ovais, frigideiras e pratos de diversos tamanhos e ainda certa espécie de vaso de barro que não é muito liso por fora mas tão completamente polido por dentro e tão bem vidrado que não fazem melhor os nossos oleiros. Para esse serviço usam um certo licor branco que logo endurece.
(...)
Ao chegarmos, pouco antes do pôr do sol, encontramos os selvagens dançando e bebendo cauim em homenagem a um prisioneiro morto seis horas antes e cujos restos ainda pudemos ver no moquém . Naturalmente fiquei estarrecido diante de semelhante tragédia (...) Entramos numa casa da aldeia onde, de acordo com o costume da terra nos sentamos cada qual em sua rede. Logo depois puseram-se as mulheres a carpir enquanto o dono da casa nos dava as boas-vindas.
(...)
Não havendo cavalos nem asnos ou outros animais de carga nesse país, o transporte se faz em geral a pé e se o viajante se sente cansado basta acenar com uma faca para que os selvagens se ofereçam como carregadores. Quando eu viajava na América havia selvagens que chegavam a nos carregar aos ombros a cavalo e nos transportar assim mais de uma légua sem descansar. E se, apiedados, os convidávamos para um repouso caçoavam de nós dizendo: — ”Julgais então que somos mulheres ou tão covardes e fracos que não possamos aguentar o vosso peso?” Um deles que me trazia certa vez ao pescoço disse-me: ”Eu vos carregaria um dia inteiro sem parar”. Por isso montando essas cavalgaduras de dois pés nós as estimulávamos dizendo: ”Vamos, vamos”, e ríamos vendo-os fazer das tripas coração como diz o ditado.
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Relato ORIGEM: Jean de Léry. Viagem à terra do Brasil. Tradução integra e notas de Sérgio Millet, segundo a edição de Paul Gaffárel. Biblioteca do Exército - editora. 1961. p.183-194. CRÉDITOS: Jean de Léry
GLOSSÁRIO: Cauim : bebida alcoólica preparada a partir da mandioca ou milho;
Moquém : grelha de paus usada para colocar carne para assar ou secar.
PALAVRAS-CHAVE: usos e costumes, relato de viajante, indígenas
Questão 9 14946522
ONHB Fase 3 2022Leia um trecho de “Urupês” de Monteiro Lobato, publicado em 1914:
Urupês
Adaptado
(...) a verdade nua manda dizer que entre as raças de variado matiz, formadoras da nacionalidade e metidas entre o estrangeiro recente e o aborígene de tabuinha no beiço, uma existe a vegetar de cócoras, incapaz de evolução, impenetrável ao progresso. Feia e sorna, nada a põe de pé.
Quando Pedro I lança aos ecos o seu grito histórico e o país desperta estrovinhado à crise duma mudança de dono, o caboclo ergue-se, espia e acocora-se de novo.
Pelo 13 de maio, mal esvoaça o florido decreto da Princesa e o negro exausto larga num uf! o cabo da enxada, o caboclo olha, coça a cabeça, imagina e deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de novo.
A 15 de Novembro troca-se um trono vitalício pela cadeira quadrienal. O país bestifica-se ante o inopinado da mudança. O caboclo não dá pela coisa.
Vem Floriano; estouram as granadas (...) O caboclo continua de cócoras, a modorrar ...
Nada o esperta. (...) Social, como individualmente, em todos os atos da vida, Jeca, antes de agir, acocora-se.
(...)
Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!
(...)
Da terra só quer a mandioca, o milho e a cana. A primeira, por ser um pão já amassado pela natureza. Basta arrancar uma raiz e deitá-la nas brasas. Não impõe colheita, nem exige celeiro. O plantio se faz com um palmo de rama fincada em qualquer chão. Não pede cuidados. Não a ataca a formiga. A mandioca é sem-vergonha.
Bem ponderado, a causa principal da lombeira do caboclo reside nas benemerências sem conta da mandioca. Talvez que sem ela se pusesse de pé e andasse. Mas enquanto dispuser de um pão cujo preparo se resume no plantar, colher e lançar sobre brasas, Jeca não mudará de vida. O vigor das raças humanas está na razão direta da hostilidade ambiente. Se a poder de estacas e diques o holandês extraiu de um brejo salgado a Holanda, essa joia do esforço, é que ali nada o favorecia. Se a Inglaterra brotou das ilhas nevoentas da Caledônia , é que lá não m edrava a mandioca. Medrasse, e talvez os víssemos hoje, os ingleses, tolhiços , de pé no chão, amarelentos, mariscando de peneira no Tâmisa. Há bens que vêm pra males. A mandioca ilustra esse avesso de provérbio
(...)
O fato mais importante de sua vida é, sem dúvida, votar no governo
(...)
Vota. Não sabe em quem, mas vota. Esfrega a pena no livro eleitoral, arabescando o aranhol de gatafunhos a que chama ”sua graça”.
(...)
O sentimento de pátria lhe é desconhecido. Não tem sequer a noção do país em que vive. Sabe que o mundo é grande, que há sempre terras para diante, que muito longe está a Corte com os graúdos e mais distante ainda a Bahia, donde vêm baianos pernósticos e cocos.
Perguntem ao Jeca quem é o presidente da República:
- ”O homem que manda em nós tudo?”
- ”Sim”
- ”Pois de certo que há de ser o Imperador.”
(...)
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Literatura ORIGEM: Monteiro Lobato. “Urupês”. Urupês. 2. Ed. São Paulo; Globo, 2009, pp. 167-177. CRÉDITOS: Monteiro Lobato
GLOSSÁRIO: Sorna : Grande inércia, moleza; indolência, preguiça.
Estrovinha r : atordoar, aturdir, acordar de repente. Inopinado : inesperado, súbito.
Modorrar : estar prostrado, em estado de sonolência em que caem alguns doentes.
Lombeira : quebrantamento de forças; moleza do corpo; preguiça. Benemerências : recompensas, honras, graças.
Caledônia : denominação atribuída no Império Romano à região setentrional da ilha da Grã-Bretanha, correspondente ao território atual da Escócia. Em alguns contextos pode significar o norte da área da Muralha de Adriano.
Medrar : crescer, desenvolver.
Tolhiços : defeituosos, monstruosos.
Mariscar : colher, apanhar.
Arabesco : Desenho, pintura ou entalhe decorativo de origem árabe, que se caracteriza pelo entrelaçamento de linhas retas ou curvas, ramagens, flores etc., e pela ausência de figuras humanas. Rabisco, garatuja.
Aranhol : Profusão de teias de aranha; o local onde há muitas teias de aranha.
Gatafunhos : Escrita à mão irregular, malfeita, por vezes ilegível.
Pernósticos : pedantes, espevitados.
PALAVRAS-CHAVE: primeira república, literatura
Sobre o obra escolha a alternativa mais pertinente:
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