Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 10 482299
IFRJ 2019
Disponivel em: https://il.wp.com/educatecursos.com/wpcontent'uploads/2017/06/010.jpg?resize=960%2C699 Último acesso em 07/10/2018.
Na charge, pode-se perceber referências a muitos tipos de desigualdades. A linguagem verbal, entretanto, denuncia um tipo específico de preconceito. Trata-se do:
Questão 8 482277
IFRJ 2019O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
GULLAR, Ferreira. Toda poesia (1950/1980). Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Pág. 165-166.
Vocabulário:
Afável: delicado, agradável
Regaço: colo; no sentido figurado, lugar onde se acha conforto e tranquilidade.
Em “Este açúcar veio / de uma usina de açúcar em Pernambuco / ou no Estado do Rio / e tampouco o fez o dono da usina.”, o termo sublinhado faz referência à palavra:
Questão 7 482274
IFRJ 2019O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
GULLAR, Ferreira. Toda poesia (1950/1980). Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Pág. 165-166.
Vocabulário:
Afável: delicado, agradável
Regaço: colo; no sentido figurado, lugar onde se acha conforto e tranquilidade.
Os versos do poema que apresentam um contraponto, em linguagem figurada, entre a rotina dos trabalhadores e a grandeza de seu trabalho e do produto que fabricam são os seguintes:
Questão 6 482270
IFRJ 2019O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
GULLAR, Ferreira. Toda poesia (1950/1980). Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Pág. 165-166.
Vocabulário:
Afável: delicado, agradável
Regaço: colo; no sentido figurado, lugar onde se acha conforto e tranquilidade.
O poema de Ferreira Gullar faz uma crítica à desigualdade social e econômica no Brasil. A estrofe que melhor exemplifica essa crítica é a:
Questão 1 482243
IFRJ 2019Educação e desigualdade - A luta por uma educação pública e igualitária deve estar na pauta das lutas políticas nos mesmos níveis das demais lutas sociais e econômicas.
Uma das características mais perversas da sociedade brasileira é a desigualdade de renda. Nas últimas
décadas, chegamos a ocupar a pior posição entre todos os países. Mesmo considerando certa melhoria mais
recentemente, ainda estamos entre os 12 países mais desiguais do mundo, juntamente com a África do Sul, o
Chile, o Paraguai, o Haiti, Honduras, entre outros. [...]
[5] Essa má distribuição de renda faz com que tenhamos em nosso território uma pequena elite que se
beneficia de todos os privilégios que o dinheiro pode oferecer, como escolas de altíssima qualidade, moradias
excessivamente bonitas, grandes e bem decoradas, refeições caríssimas e uma vida confortável e luxuosa, ao
passo que uma grande parcela da população convive com a miséria, fome, falta de saneamento básico, más
condições de higiene e saúde, desnutrição e outras mazelas.
[10] Muitos fatores estão na origem dessa situação, entre eles o sistema econômico, a ausência de uma
reforma agrária real e efetiva, as heranças do período da escravidão, a repressão aos movimentos sociais
organizados, o monopólio dos meios de comunicação usados para propaganda das “verdades” que interessam
às elites e, por fim, as políticas educacionais excludentes.
De fato, as políticas educacionais têm sido um importante instrumento para a reprodução das
[15] desigualdades. Vejamos alguns dados que ilustram como e com que intensidade isso ocorre.
Atualmente, três em cada dez crianças abandonam a escola, em definitivo, antes de completar o ensino
fundamental e praticamente a totalidade delas vem dos setores economicamente mais desfavorecidos. Como
o investimento anual na educação dessas crianças está na casa dos dois ou três mil reais, todo o investimento
ao longo da vida pode não exceder os dez ou vinte mil reais. No outro extremo, onde estão os mais ricos, o
[20] investimento por criança e por ano pode exceder – e em muito, se considerarmos as escolas de elite e
incluirmos cursos de línguas, aulas particulares, material didático, viagens culturais etc. – os trinta mil reais
por ano. Ao longo de toda a vida escolar esse investimento pode chegar a meio milhão de reais, ou ainda muito
mais que isso. [..]
Essa desigualdade se agrava quando consideramos que a renda de uma pessoa adulta está diretamente
[25] ligada ao seu grau de escolaridade. Assim, ao escolarizar mal as crianças e jovens mais desfavorecidos, nosso
sistema educacional está contribuindo para preservar ou mesmo piorar nossas desigualdades econômicas,
respondendo aos interesses das elites econômicas, que consideram inaceitável qualquer destinação de
recursos públicos para fins sociais, inclusive para a educação pública. Programas sociais, ainda que sejam
importantes instrumentos de distribuição de renda, têm efeitos apenas nos casos de pobreza e miséria
[30] extremas, pouco contribuindo para combater as raízes do problema da distribuição de renda. Para isso, seriam
necessários instrumentos mais permanentes e mais sólidos, que tornassem possível a desconcentração de
renda em longo prazo. E a educação é um deles.
A luta por uma educação pública e igualitária deve estar na pauta das lutas políticas nos mesmos níveis
das demais lutas sociais e econômicas, como a reforma agrária, a luta por moradia, a defesa do setor público e a
[35] luta por salários dignos. Se não rompermos com a atual situação educacional – e esse rompimento só será
possível por meio de uma ampla luta social – jamais construiremos bases realmente sólidas para superarmos
nossa desigualdade.
Adaptado de: https://www.brasildefato.com.br/node/7045/ Último acesso em 06/09/2018.
De acordo com o texto lido, a forma como a educação é tratada no Brasil reproduz e agrava a desigualdade social porque:
Questão 9 15689344
CPM/ERJ 6 Ano 2018
TEXTO
Oito Anos
Adriana Calcanhotto
Por que você é flamengo E
meu pai botafogo?
O que significa
"Impávido colosso"?
Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
Por que os dentes caem?
Por onde os filhos saem? Por
que os dedos murcham
Quando estou no banho?
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?
Quanto é mil trilhões Vezes
infinito?
Quem é Jesus Cristo?
Onde estão meus primos?
Por que o fogo queima?
Por que a lua é branca?
Por que a terra roda?
Por que deitar agora?
Por que as cobras matam?
Por que o vidro embaça?
Por que você se pinta?
Por que o tempo passa?
Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?
Do que é feita a nuvem?
Do que é feita a neve? Como
é que se escreve Reveillon?
Leia o trecho e responda à questão.
"Por que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que a gente morre?"
A palavra destacada em cada verso está grafada dessa forma por:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)