Questões de EFAF Português
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Questão 8370421
CN CN 2005 1 FaseU POR 2006Texto II
Economia de palavras: um mal do século
O uso abusivo do coloquialismo na linguagem oral, especialmente entre os jovens, abre a polêmica entre os filólogos. Para uns, há uma dificuldade cada vez maior na expressão do pensamento. Para outros, o mais importante é se fazer entender pelo interlocutor.
Sétimo idioma mais falado no mundo, o português continua sendo um insondável mistério para a maioria absoluta de seus usuários. Os números comprovam: o brasileiro utiliza, em média, bem menos de um por cento das cerca de duzentas e sessenta mil palavras existentes na língua. A estimativa é do filólogo Antônio Houaiss, que constata com tristeza o empobrecimento da linguagem ao longo dos anos. Segundo ele, as novas gerações têm demonstrado uma dificuldade cada vez maior para articular o pensamento, pois não conseguem exprimir o que pensam. Opinião semelhante à do gramático Napoleão Mendes de Almeida, para quem o uso da linguagem coloquial incentiva a preguiça. Houaiss, anos, e Napoleão, anos, são os principais guardiões da integridade do vernáculo no País. Outro especialista, o professor de filologia e língua portuguesa da USP Dino Pretti atua em outra linha. Para ele, o falante culto não é aquele que domina perfeitamente todas as regras gramaticais, mas sim aquele que consegue adaptar o seu nível de linguagem de acordo com seu interlocutor, mesmo que isso resulte em agressões ocasionais ao vernáculo.
Antônio Houaiss traz na ponta da língua duas explicações para a dificuldade de articulação a que se refere: o abandono do setor educacional do País e os baixos salários dos professores.
Não há dúvida que a juventude urbana de hoje, como um todo, revela um relativo empobrecimento no uso da língua e de seu vocabulário. E isso por uma razão muito simples: nunca no Brasil o ensino primário, que é a base desta linguagem, foi tão torpe quanto está sendo.
Naturalmente, para as meras relações de amor, de comer, de locomover-se, é possível se comunicar com um número reduzido de palavras. Mas, à medida que os jovens tiverem que entrar no mercado de trabalho, e numa função relativamente qualificada, os horizontes verbais e gramaticais terão que se ampliar.
Em "... as novas gerações têm demonstrado uma dificuldade ..." (05)(06), foi corretamente utilizada a concordância verbal. Assinale a opção que apresenta a concordância verbal ou nominal também correta.Prodoctor, 1995. p. 42 (adaptado).
Questão 8370420
CN CN 2005 1 FaseU POR 2006Texto II
Economia de palavras: um mal do século
O uso abusivo do coloquialismo na linguagem oral, especialmente entre os jovens, abre a polêmica entre os filólogos. Para uns, há uma dificuldade cada vez maior na expressão do pensamento. Para outros, o mais importante é se fazer entender pelo interlocutor.
Sétimo idioma mais falado no mundo, o português continua sendo um insondável mistério para a maioria absoluta de seus usuários. Os números comprovam: o brasileiro utiliza, em média, bem menos de um por cento das cerca de duzentas e sessenta mil palavras existentes na língua. A estimativa é do filólogo Antônio Houaiss, que constata com tristeza o empobrecimento da linguagem ao longo dos anos. Segundo ele, as novas gerações têm demonstrado uma dificuldade cada vez maior para articular o pensamento, pois não conseguem exprimir o que pensam. Opinião semelhante à do gramático Napoleão Mendes de Almeida, para quem o uso da linguagem coloquial incentiva a preguiça. Houaiss, anos, e Napoleão, anos, são os principais guardiões da integridade do vernáculo no País. Outro especialista, o professor de filologia e língua portuguesa da USP Dino Pretti atua em outra linha. Para ele, o falante culto não é aquele que domina perfeitamente todas as regras gramaticais, mas sim aquele que consegue adaptar o seu nível de linguagem de acordo com seu interlocutor, mesmo que isso resulte em agressões ocasionais ao vernáculo.
Antônio Houaiss traz na ponta da língua duas explicações para a dificuldade de articulação a que se refere: o abandono do setor educacional do País e os baixos salários dos professores.
Não há dúvida que a juventude urbana de hoje, como um todo, revela um relativo empobrecimento no uso da língua e de seu vocabulário. E isso por uma razão muito simples: nunca no Brasil o ensino primário, que é a base desta linguagem, foi tão torpe quanto está sendo.
Naturalmente, para as meras relações de amor, de comer, de locomover-se, é possível se comunicar com um número reduzido de palavras. Mas, à medida que os jovens tiverem que entrar no mercado de trabalho, e numa função relativamente qualificada, os horizontes verbais e gramaticais terão que se ampliar.
Assinale a opção que apresenta palavras acentuadas pela mesma razão de "português" (ref. 01), "têm" (ref. 02), "País" (ref. 03)e "língua" (ref. 04), respectivamente.Prodoctor, 1995. p. 42 (adaptado).
Questão 8370419
CN CN 2005 1 FaseU POR 2006Texto I
Declaração de amor
()Esta é uma confissão de amor(): ()amo ()a língua portuguesa(). Ela não é fácil. Não é maleável. E, como ()não foi profundamente trabalhada pelo pensamento()(), a sua tendência é a de ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza(). E de amor. ()A língua portuguesa() é um verdadeiro desafio() para quem escreve. Sobretudo para quem escreve ()tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo().
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível() de uma frase. ()Eu gosto de manejá-la() — como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas(), às vezes lentamente, às vezes a galope.
Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram ()para nos dar para sempre uma herança() de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
Essas dificuldades, nós as temos. Mas ()não falei do encantamento() de lidar com uma língua ()que não foi aprofundada(). O que recebi de herança não me chega.
Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, ()e me perguntassem a que língua() eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português.
Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem ()do português fosse virgem, e límpida().
Escrever "... tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo ..." (27)(28) significaLISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 134-135.
Questão 8370417
CN CN 2005 1 FaseU POR 2006Texto I
Declaração de amor
()Esta é uma confissão de amor(): ()amo ()a língua portuguesa(). Ela não é fácil. Não é maleável. E, como ()não foi profundamente trabalhada pelo pensamento()(), a sua tendência é a de ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza(). E de amor. ()A língua portuguesa() é um verdadeiro desafio() para quem escreve. Sobretudo para quem escreve ()tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo().
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível() de uma frase. ()Eu gosto de manejá-la() — como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas(), às vezes lentamente, às vezes a galope.
Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram ()para nos dar para sempre uma herança() de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
Essas dificuldades, nós as temos. Mas ()não falei do encantamento() de lidar com uma língua ()que não foi aprofundada(). O que recebi de herança não me chega.
Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, ()e me perguntassem a que língua() eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português.
Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem ()do português fosse virgem, e límpida().
Assinale a opção que apresenta a classificação sintática correta para o termo destacado nas orações.LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 134-135.
Questão 23 10732519
ENCCEJA* Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 2005Leia o texto:
Nas Ondas do Rádio
Como tornar o radiojornalismo mais atraente para uma geração que cresceu com a televisão e a internet?
[(Texto adaptado. CLipping PUC, in www.publique.rdc.puc-rio.br,19/08/2005)
Refletindo sobre o texto acima, é possível afirmar que o radiojornalismo precisa se tornar mais atraente porque NÃO consegue veicular mensagens em linguagem
Questão 22 10732517
ENCCEJA* Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 2005Leia:
“Muitas vezes, cidadãos são marginalizados por não saberem empregar a norma culta na hora de falar ou de escrever. Esse comportamento é chamado de preconceito lingüístico.
A língua é viva e sofre modificações de acordo com o contexto.
É um engano pensar que haja certos ou errados absolutos. Há razões históricas para que comunidades inteiras se expressem de uma forma e não de outra. Exigir que todos empreguem a mesma linguagem é um desrespeito às diferenças.”
(Sarmento, Leila Lavar. Oficina de Redação. São Paulo: Moderna, 2003 vol. 3, 7ª série, pág. 131.)
Seguindo as idéias do texto, podemos concluir que
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