Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 8946195
ETECSP ETECSP 2008 1 FaseU Gerais (2) 2008Queridíssima:
Há muito tempo que não te escrevo. Notícias, poucas. Aqui na terra estão jogando futebol. O seu Corinthians, olha, nem te conto. [...]
O que eu quero te dizer é que a coisa aqui tá preta, como cantava o Chico em outros tempos. Preta no ar, na terra e nas águas. Aviões não decolam ou caem na cabeça das pessoas na hora do almoço; traficantes e polícia se matam e nos matam, corruptos de colarinho branco ou de calibre surrupiam nosso dinheiro, pedintes nos deixam divididos entre compaixão e irritação, mulheres jogam bebês no lixo; e as águas descem dos morros trazendo lama, barracos e bercinhos. A morte é banal.
Tem nada não: Natal vem aí. Carnaval vem aí. As escolas de samba já escolheram seus enredos, batem caixas para os turistas. [...]
Já te falei que acho a história do Brasil meio abstrata? Quer dizer: abstrata para estudante. Não tem paisagem. Quase não há o que ver fora dos livros. Na Europa, você vê a história em cada esquina. Os prédios onde se desenrolaram os fatos estão lá: mesmo em ruínas estão lá as praças, as igrejas, as catedrais de anos. A arte está lá, diante dos olhos, pode-se tocar. Nossa relação com a história é livresca, tudo parece ficção, só que com datas. Destruímos os lugares. Nossas cidades viraram complicados ajuntamentos de pessoas, ligadas por interesses, língua, alguns símbolos, mas falta o passado visível, concreto, arquitetônico, escultural. [...]
Você vem para o Natal" Garanto que já gastei minha cota de reclamações. Brindaremos a qualquer coisa, com espumantes brasileiros, que andam ótimos. Vê como já parei de reclamar" Beijos.
Assinale a alternativa em que o verbo ver está conjugado de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.Ivan Ângelo, Veja SP, 28 nov. 2007.
Questão 8946191
ETECSP ETECSP 2008 1 FaseU Gerais (2) 2008Queridíssima:
Há muito tempo que não te escrevo. Notícias, poucas. Aqui na terra estão jogando futebol. O seu Corinthians, olha, nem te conto. [...]
O que eu quero te dizer é que a coisa aqui tá preta, como cantava o Chico em outros tempos. Preta no ar, na terra e nas águas. Aviões não decolam ou caem na cabeça das pessoas na hora do almoço; traficantes e polícia se matam e nos matam, corruptos de colarinho branco ou de calibre surrupiam nosso dinheiro, pedintes nos deixam divididos entre compaixão e irritação, mulheres jogam bebês no lixo; e as águas descem dos morros trazendo lama, barracos e bercinhos. A morte é banal.
Tem nada não: Natal vem aí. Carnaval vem aí. As escolas de samba já escolheram seus enredos, batem caixas para os turistas. [...]
Já te falei que acho a história do Brasil meio abstrata? Quer dizer: abstrata para estudante. Não tem paisagem. Quase não há o que ver fora dos livros. Na Europa, você vê a história em cada esquina. Os prédios onde se desenrolaram os fatos estão lá: mesmo em ruínas estão lá as praças, as igrejas, as catedrais de anos. A arte está lá, diante dos olhos, pode-se tocar. Nossa relação com a história é livresca, tudo parece ficção, só que com datas. Destruímos os lugares. Nossas cidades viraram complicados ajuntamentos de pessoas, ligadas por interesses, língua, alguns símbolos, mas falta o passado visível, concreto, arquitetônico, escultural. [...]
Você vem para o Natal" Garanto que já gastei minha cota de reclamações. Brindaremos a qualquer coisa, com espumantes brasileiros, que andam ótimos. Vê como já parei de reclamar" Beijos.
Pode-se inferir que a atitude do narrador diante dos fatos que aborda é deIvan Ângelo, Veja SP, 28 nov. 2007.
Questão 8946186
ETECSP ETECSP 2008 1 FaseU Gerais (1) 2008De dezembro a fevereiro, na chamada alta temporada, cerca de milhões de turistas seguem com destino ao Litoral Sul pelo sistema Anchieta-Imigrantes. Uma parte deles deixa, a caminho do mar, rastros de seus lixos. Não é pouca coisa. A Ecovias, empresa que administra as duas estradas, recolhe em média toneladas de resíduos por mês - o equivalente ao produzido pela cidade de Holambra, com habitantes. Por ano, milhões de reais são gastos para limpar o que é jogado nessas rodovias: embalagens de remédio, restos de alimentos, fraldas descartáveis, garrafas, sacos plásticos, pontas de cigarro, latas de alumínio... Além de ser uma demonstração de incivilidade, essa sujeirada compromete o sistema de drenagem das rodovias e prejudica a fauna e a flora ali existentes.
Assinale a alternativa cuja palavra apresente o prefixo in- com o mesmo valor com que ele é utilizado no termo em destaque: "uma demonstração de incivilidade".PINTO, Cristiane. "Sujeira na pista’", Revista Veja SP, 1º fevereiro 2006.
Questão 8369522
MACK MACK 2008 2Gerais 2008
Ao presenciarmos situações assustadoras (2), que geram expectativa de um final ruim ou problemático (1), mesmo que (7) na televisão ou no cinema, nosso cérebro cria uma sensação de tensão (6) como se estivéssemos vivenciando (3) aquela situação (5). Essa capacidade do cérebro (4) de vivenciar um episódio protagonizado por outra pessoa (8) tem sido muito útil na evolução da raça humana, pois funciona como uma espécie de aprendizado para que saibamos como (11) proceder (12) frente (10) a situações de ameaça (9).
(Adaptado da revista Vida simples)
Assinale a alternativa correta.
Ao presenciarmos situações assustadoras (2), que geram expectativa de um final ruim ou problemático (1), mesmo que (7) na televisão ou no cinema, nosso cérebro cria uma sensação de tensão (6) como se estivéssemos vivenciando (3) aquela situação (5). Essa capacidade do cérebro (4) de vivenciar um episódio protagonizado por outra pessoa (8) tem sido muito útil na evolução da raça humana, pois funciona como uma espécie de aprendizado para que saibamos como (11) proceder (12) frente (10) a situações de ameaça (9).
(Adaptado da revista Vida simples)
Questão 8369483
UNITAU UNITAU 2008 1 FaseU Medicina (1) 2008Médicos parados
A greve de médicos que por três meses paralisou os hospitais públicos de Alagoas é sintoma de problemas graves na gestão do SUS. O caso, embora tenha atingido o paroxismo no Estado nordestino, não é exclusividade daquela região.
Como os médicos ganham mal, precisam acumular dois ou três empregos. O problema é que, na maioria dos casos, o patrão é o mesmo (o poder público). Se o profissional recebesse mais, poderia dedicar-se a uma única unidade de saúde, tornando-se mais presente e evitando deslocamentos que, em certas cidades, significam horas perdidas.
Como os salários são baixos, profissionais dão-se ao direito, muitas vezes com a conivência de chefias, de fazer arranjos heterodoxos, como ausentar-se por várias horas ou mesmo "dividir" os plantões com o colega. O resultado é que, onde deveria haver dois médicos, só há um. A eficiência do sistema cai à metade.
Para tapar buracos nas escalas, o poder público passa a oferecer adicionais para quem se dispõe a atender em áreas de maior visibilidade política, como os ambulatórios de especialidades conhecidos como AMAs na cidade de São Paulo. Ao fazê-lo, por vezes induz médicos que atendiam em setores estratégicos, como os prontos-socorros de um hospital de referência, a trocar seu emprego estressante por uma função mais cômoda. É um caso raro de autoconcorrência predatória.
Portanto, antes de qualquer discussão sobre a necessidade de injetar dinheiro no sistema, é preciso definir uma política salarial para os profissionais de saúde. A proposta do governo federal de alterar o regime jurídico de hospitais para permitir a criação de fundações estatais de direito privado é um bom começo. Daria liberdade aos gestores, permitindo-lhes pagar mais aos médicos e cobrar-lhes mais. Essa é uma tarefa que, por sua complexidade e pelo gigantismo do sistema, vai levar tempo e enfrentar muita resistência.
Em “O caso, embora tenha atingido o paroxismo no Estado nordestino, não é exclusividade daquela região.”, a expressão assinalada poderia ser substituída por:(Folha de S. Paulo, 28 ago. 2007)
Questão 8369482
UNITAU UNITAU 2008 1 FaseU Medicina (1) 2008Médicos parados
A greve de médicos que por três meses paralisou os hospitais públicos de Alagoas é sintoma de problemas graves na gestão do SUS. O caso, embora tenha atingido o paroxismo no Estado nordestino, não é exclusividade daquela região.
Como os médicos ganham mal, precisam acumular dois ou três empregos. O problema é que, na maioria dos casos, o patrão é o mesmo (o poder público). Se o profissional recebesse mais, poderia dedicar-se a uma única unidade de saúde, tornando-se mais presente e evitando deslocamentos que, em certas cidades, significam horas perdidas.
Como os salários são baixos, profissionais dão-se ao direito, muitas vezes com a conivência de chefias, de fazer arranjos heterodoxos, como ausentar-se por várias horas ou mesmo "dividir" os plantões com o colega. O resultado é que, onde deveria haver dois médicos, só há um. A eficiência do sistema cai à metade.
Para tapar buracos nas escalas, o poder público passa a oferecer adicionais para quem se dispõe a atender em áreas de maior visibilidade política, como os ambulatórios de especialidades conhecidos como AMAs na cidade de São Paulo. Ao fazê-lo, por vezes induz médicos que atendiam em setores estratégicos, como os prontos-socorros de um hospital de referência, a trocar seu emprego estressante por uma função mais cômoda. É um caso raro de autoconcorrência predatória.
Portanto, antes de qualquer discussão sobre a necessidade de injetar dinheiro no sistema, é preciso definir uma política salarial para os profissionais de saúde. A proposta do governo federal de alterar o regime jurídico de hospitais para permitir a criação de fundações estatais de direito privado é um bom começo. Daria liberdade aos gestores, permitindo-lhes pagar mais aos médicos e cobrar-lhes mais. Essa é uma tarefa que, por sua complexidade e pelo gigantismo do sistema, vai levar tempo e enfrentar muita resistência.
As orações em: “Se o profissional recebesse mais, poderia dedicar-se a uma única unidade de saúde....”, também estariam de acordo com a norma padrão se estivessem redigidas da seguinte forma:(Folha de S. Paulo, 28 ago. 2007)
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