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Questão 2 10726900
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2008
Texto 3
Vício na Fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
ANDRADE,Oswald de. Pau-Brasil. São Paulo:Globo,1990.
Texto 4
Evocação do Recife
(...)
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil (...)
BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira - poesias reunidas. 7ª ed. Rio de Janeiro. José Olympio editora, 1979.
Texto 5
Doloso
Era preciso cometer aquele erro
de concordância, de regência,
de colocação pronominal
(a música das palavras exigia),
embora soubesse da Gramática
e de sua intransigência de burocrata
E era imprescindível saber.
O crime culposo seria inadmissível.
MACEDO, Maurício de. Fragmento. Maceió: Cata-vento, 2007.
Em relação aos textos 3, 4 e 5, podemos observar, quanto à linguagem empregada, que:
Questão 8946215
ETECSP ETECSP 2008 2 FaseU Gerais 2008Leia o artigo "Pelo Saber do Branco".
Os indígenas perceberam que, embora queiram viver na floresta, a sua cultura e sua tradição não bastam. “Precisamos ter nossos médicos, nossos professores. Eles vão vacinar os povos indígenas, protegê-los da morte, ensiná-los a não morrer tão tolamente”, diz Bonifácio Baniwa, líder do Conselho Indígena do Alto Javari.
Ofertas para estudar não faltam. A cota da Universidade Estadual do Amazonas para indígenas em chegou a vagas. Em , a Universidade Federal do Amazonas ofereceu vagas. Muitas delas não foram preenchidas. Os índios maku-hüpdas e os ianomâmis, por exemplo, não têm nenhuma pessoa com nível médio para pleitear um curso superior.
Bonifácio Baniwa sonha conjugar a medicina indígena com a dos brancos e acha que esse casamento científico acabará com o principal dos dilemas indígenas - a morte pela doença trazida pelo branco.
Já o jovem André Baniwa, da mesma etnia, está mais preocupado em defender o conhecimento da medicina indígena contra a pirataria das multinacionais farmacêuticas e cobra providências para proteger o saber dos pajés. Em , um evento reuniu pajés para debater os segredos da medicina da floresta. Pouco tempo depois, uma indústria farmacêutica europeia pediu patente da copaíba e da andiroba, duas das plantas mais mencionadas no encontro...
Adaptado de: artigo Pelo Saber do Branco. Revista Amazônia, Grandes Reportagens. O Estado de São Paulo, dezembro de 2007.
Indique a alternativa que concilia e sintetiza as propostas dos dois representantes da etnia Baniwa para sua comunidade.
Questão 8946212
ETECSP ETECSP 2008 2 FaseU Gerais 2008Analise as seguintes ilustrações e respectivas legendas.
Fig.1

(Fig.1) No contexto da modernidade, o acesso ao calçado constitui por excelência o símbolo de entrada para a sociedade civilizada e o circuito dos bens de consumo.
(Ande calçado e pise sossegado, 1940)
Fig. 2

(Fig.2 ) A associação do sapato com o acelerador do carro pode parecer, em princípio, contraditória. E, no entanto, a mensagem é clara. Ela distingue o calçado dos que dele precisam para caminhar, e que por isso deve ser sólido e resistente, daquele outro, destinado às pessoas elegantes que só se deslocam em veículos automotores e só caminham sobre tapetes e carpetes, o qual, portanto, deverá ser leve, fino e suave, como o escarpim da propaganda.
(Calçados Fox: O mais afamado calçado de luxo, 1930)
SEVCENCKO, Nicolau (org). História da Vida Privada no Brasil, Vol. 3. São Paulo, Companhia das Letras, 1998.
Analisando as diferentes técnicas de comunicação utilizadas nas propagandas, conclui-se que
Questão 8946210
ETECSP ETECSP 2008 2 FaseU Gerais 2008O texto nos conta sobre Fortunata, uma garota que vive em São Paulo no início do século , e sobre os costumes de sua família, formada por imigrantes italianos.
Em frente à nossa casa, morava o compadre Francesco Bloise, que tinha duas ocupações muito peculiares: uma era a de alfaiate e a outra não era a de confeccionar ou vender nada. Ao contrário: era uma distribuição gratuita de sonho e fantasia, feita para preencher o vazio das noites de inverno, depois do cansaço de um dia de trabalho. Seu Francesco era um leitor, atividade rara naquela rua. Quando falo em “leitor”, não estou falando de alguém metido num canto a sós com um livro, desligado do mundo exterior. Estou falando de alguém como ele, que lia em voz alta para os outros, repartindo o ato de leitura como um pão comungado por irmãos. E esses éramos nós: eu, que me chamo Fortunata, meu padrasto, minha mãe Giuseppina e alguns vizinhos de poucas ou nenhumas letras.
O ritual começava depois do jantar. No corredorzinho que dava para a rua, ouvia-se o bater de palmas. Eram os ouvintes que iam chegando e tomando assento. Seu Francesco vinha todo encapotado, com as mãos dentro dos bolsos. E quando, aflita, eu achava que o livro tinha sido esquecido, ele abria o capote e arrancava do peito o grosso volume que agasalhara da umidade como um filho de saúde frágil. E a assembleia começava.
Os olhos do leitor buscavam as páginas do livro, a boca fazia o milagre de transformar aquelas difíceis letrinhas impressas em vozes inteligíveis para um auditório maravilhado. E as histórias de reis e rainhas, príncipes e princesas, mocinhos e vilões, amores tristes e romances contrariados enchiam de lágrimas os olhos de minha mãe.
Adaptado de: LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que descobriu o Brasil.
Considere as frases:
O ritual começava depois do jantar.
Seu Francesco vinha todo encapotado [...].
Os olhos do leitor buscavam as páginas do livro [...].
A autora usou os verbos em destaque, que pertencem ao pretérito imperfeito do indicativo, porque esse tempo verbal lhe permitiu apresentar, na narrativa, fatos
Questão 8946209
ETECSP ETECSP 2008 2 FaseU Gerais 2008O texto nos conta sobre Fortunata, uma garota que vive em São Paulo no início do século , e sobre os costumes de sua família, formada por imigrantes italianos.
Em frente à nossa casa, morava o compadre Francesco Bloise, que tinha duas ocupações muito peculiares: uma era a de alfaiate e a outra não era a de confeccionar ou vender nada. Ao contrário: era uma distribuição gratuita de sonho e fantasia, feita para preencher o vazio das noites de inverno, depois do cansaço de um dia de trabalho. Seu Francesco era um leitor, atividade rara naquela rua. Quando falo em “leitor”, não estou falando de alguém metido num canto a sós com um livro, desligado do mundo exterior. Estou falando de alguém como ele, que lia em voz alta para os outros, repartindo o ato de leitura como um pão comungado por irmãos. E esses éramos nós: eu, que me chamo Fortunata, meu padrasto, minha mãe Giuseppina e alguns vizinhos de poucas ou nenhumas letras.
O ritual começava depois do jantar. No corredorzinho que dava para a rua, ouvia-se o bater de palmas. Eram os ouvintes que iam chegando e tomando assento. Seu Francesco vinha todo encapotado, com as mãos dentro dos bolsos. E quando, aflita, eu achava que o livro tinha sido esquecido, ele abria o capote e arrancava do peito o grosso volume que agasalhara da umidade como um filho de saúde frágil. E a assembleia começava.
Os olhos do leitor buscavam as páginas do livro, a boca fazia o milagre de transformar aquelas difíceis letrinhas impressas em vozes inteligíveis para um auditório maravilhado. E as histórias de reis e rainhas, príncipes e princesas, mocinhos e vilões, amores tristes e romances contrariados enchiam de lágrimas os olhos de minha mãe.
De acordo com o texto, as sessões de leitura marcaram a infância de Fortunata porqueAdaptado de: LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que descobriu o Brasil.
Questão 8946205
ETECSP ETECSP 2008 2 FaseU Gerais 2008Neste texto, Ruy Castro se transporta no tempo e se vê como um jornalista a noticiar a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, ocorrida há anos.
É hoje!
Rio de Janeiro. O príncipe regente dom João desembarca hoje no Rio com sua família e um enorme séquito de nobres, funcionários, aderentes e criados. Precisou que Napoleão botasse suas tropas nos calcanhares da Corte para que esta fizesse o que há cem anos lhe vinha sendo sugerido: transferir-se para o Brasil.
Não se sabe o que, a médio prazo, isso representará para a metrópole. Mas, para a desde já ex-colônia, será supimpa. Porque, a partir de agora, ela será a metrópole. E, para estar à altura de suas novas funções, terá de passar por uma reforma em regra – não apenas cosmética, para receber o corpo diplomático, o comércio internacional e os grãs-finos de toda parte. Mas, principalmente, estrutural. Afinal, é um completo arcabouço administrativo que se está mudando.
Para cá virão os ministérios, as secretarias, as intendências, as representações e a burocracia em geral. Papéis sem conta serão despachados entre esses serviços, o que exigirá uma super frota de estafetas [mensageiros]. A produção de lacre para documentos terá de decuplicar. O Brasil importará papel, tinta e mata-borrões em quantidade, mas as penas talvez possam ser fabricadas aqui, colhidas dos traseiros das aves locais.
Estima-se que, do Reino, chegarão mil pessoas nos próximos meses. Será um tremendo impacto numa cidade de mil habitantes. Provocará mudanças na moradia, na alimentação, nos transportes, no vestuário, nas finanças, na medicina, no ensino, na língua. Com a criação da Imprensa Régia, virão os jornais. O regente mandará trazer sua biblioteca. Da escrita e da leitura, brotarão as ideias.
Até hoje, na história do mundo, nunca a sede de um império colonial se transferiu para sua própria colônia. É um feito inédito – digno de Portugal. E que pode não se repetir nunca mais.
Ruy Castro. Folha de S. Paulo, 08/03/2008.
Considere as afirmações:
No parágrafo, a expressão “uma reforma em regra – não apenas cosmética” significa que as mudanças na sociedade, com a vinda de dom João VI, deveriam ser profundas e verdadeiras e não apenas aparentes.
No parágrafo, o autor reconhece e elogia a eficiência administrativa e burocrática que a Corte trará para os órgãos públicos, no Brasil.
No parágrafo, o escritor demonstra suas expectativas por melhorias nas condições sociais e culturais do Brasil.
Está correto o que se afirma apenas em
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