Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 19 169991
IFMT 2010/2Texto 4
AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO
[1] Dizem que o futebol começou na China, há mais ou menos 2.000 anos. Até hoje, os chineses não aprenderam a
jogar. Sabem como jogar, mas não sabem jogar. Na Idade Média, o futebol foi levado para a Europa. Os
trabalhadores brincavam com a bola nos intervalos das construções das igrejas medievais. Talvez por isso, elas
tenham levado tanto tempo para ficarem prontas. Os ingleses, espalhados pela Europa, levaram o esporte para a
Inglaterra. Multidões corriam atrás da bola pelas ruelas de Londres. Destruíam tudo, e o futebol foi proibido em
1814, pelo rei Eduardo 2º. De nada adiantou.
[2] Em 1863 foi o ato oficial de fundação em Londres da Football Association, a primeira entidade a organizar o
esporte. Foram confirmadas as 17 regras e os 11 jogadores, que continuam até hoje. Em 1872, aconteceu o
primeiro jogo internacional, entre Inglaterra e Escócia.
[3] O placar só poderia terminar em 0 a 0. Daí, nasceu a retranca. Segundo versões oficiais, o futebol chegou ao
Brasil em 1894, trazido por Charles Miller, filho de um inglês com uma brasileira. Ele trouxe duas bolas, uma
agulha, dois jogos de uniformes e dois livros de regras. Charles Miller era um centroavante oportunista.
Desconfio que a verdadeira história seja diferente. Contam que o Descobrimento do Brasil não foi por acaso. [...]
[4] Em 22 de abril, logo que as 12 embarcações avistaram a terra, Cabral gritou: “Bola à vista”! A tripulação desceu e
combinou uma partida para depois da missa. Pero Vaz de Caminha foi o juiz. Ele escreveu ao rei Dom Manoel 1º:
“Em se treinando, bom futebol dá”. Aproveitou para pedir emprego à sua família. Nascia o nepotismo. Os índios
jogavam nus e, daí, nasceu a pelada. Eles ganharam a partida por 10 a 1. Em troca de brincos e outros presentes,
deixaram os colonizadores fazerem um gol. No início, o futebol era apenas para os brancos e ricos. Foi um desastre.
[5] Na década de 20, o Vasco foi o primeiro clube a contratar um negro. A miscigenação foi responsável pela arte do
futebol brasileiro. Em 1933, iniciou-se a profissionalização do futebol no Brasil. Desde menino, ouço que o Brasil
é o país do futuro, e que o futebol é desorganizado fora de campo.
[6] O futuro nunca chega. Sempre me intrigou porque escolheram 11 jogadores para formar um time, e não dez ou
12. Foi uma sábia decisão.
[7] Discordo dos que acham que hoje os times deveriam ter um jogador a menos, com a justificativa de que os
atletas correm muito, que diminuíram os espaços e que o campo ficou pequeno. Fora o goleiro, escolheram um
número par de jogadores.
[8] A simetria está presente em tudo. Existe no ser humano uma obsessão inata, compulsiva, pela simetria. Mesmo
os grandes artistas, que costumam transgredir e reinventar o mundo, têm atração pelo duplo.
[9] As primeiras grandes obras de arte conhecidas já tinham essa preocupação. Imagino que a simetria seja uma
expressão da dualidade humana, dividida entre o bem e o mal, entre a paixão e a razão, entre o certo e o errado,
entre o princípio do prazer e o princípio da realidade.
[10] Poderia ser ainda uma maneira de reprimir os impulsos instintivos e de conciliar os opostos. O esquema tático
hoje mais utilizado é o da simetria, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes.
[11] Mais ainda, os técnicos preferem um zagueiro rebatedor e outro clássico; um volante habilidoso e outro brucutu,
um lateral que apoia mais e outro que marca mais; um meia organizador e outro mais agressivo; um atacante
mais leve e que joga pelos lados e outro, centroavante, finalizador.
[12] Tudo simétrico. Como não dá para ter mais de um jogador no gol, o goleiro ficou sozinho, isolado. Deve ser por
isso que os goleiros são mais individualistas, exibicionistas e esquisitos. Sentem falta do outro.
(Adaptado de: AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO. Folha de S. Paulo. Caderno Esporte. São Paulo, 6 jun. 2010.)
Em “Sabem como jogar, mas não sabem jogar” (1º parágrafo), o termo sublinhado estabelece com a oração anterior uma relação:
Questão 18 169990
IFMT 2010/2Texto 4
AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO
[1] Dizem que o futebol começou na China, há mais ou menos 2.000 anos. Até hoje, os chineses não aprenderam a
jogar. Sabem como jogar, mas não sabem jogar. Na Idade Média, o futebol foi levado para a Europa. Os
trabalhadores brincavam com a bola nos intervalos das construções das igrejas medievais. Talvez por isso, elas
tenham levado tanto tempo para ficarem prontas. Os ingleses, espalhados pela Europa, levaram o esporte para a
Inglaterra. Multidões corriam atrás da bola pelas ruelas de Londres. Destruíam tudo, e o futebol foi proibido em
1814, pelo rei Eduardo 2º. De nada adiantou.
[2] Em 1863 foi o ato oficial de fundação em Londres da Football Association, a primeira entidade a organizar o
esporte. Foram confirmadas as 17 regras e os 11 jogadores, que continuam até hoje. Em 1872, aconteceu o
primeiro jogo internacional, entre Inglaterra e Escócia.
[3] O placar só poderia terminar em 0 a 0. Daí, nasceu a retranca. Segundo versões oficiais, o futebol chegou ao
Brasil em 1894, trazido por Charles Miller, filho de um inglês com uma brasileira. Ele trouxe duas bolas, uma
agulha, dois jogos de uniformes e dois livros de regras. Charles Miller era um centroavante oportunista.
Desconfio que a verdadeira história seja diferente. Contam que o Descobrimento do Brasil não foi por acaso. [...]
[4] Em 22 de abril, logo que as 12 embarcações avistaram a terra, Cabral gritou: “Bola à vista”! A tripulação desceu e
combinou uma partida para depois da missa. Pero Vaz de Caminha foi o juiz. Ele escreveu ao rei Dom Manoel 1º:
“Em se treinando, bom futebol dá”. Aproveitou para pedir emprego à sua família. Nascia o nepotismo. Os índios
jogavam nus e, daí, nasceu a pelada. Eles ganharam a partida por 10 a 1. Em troca de brincos e outros presentes,
deixaram os colonizadores fazerem um gol. No início, o futebol era apenas para os brancos e ricos. Foi um desastre.
[5] Na década de 20, o Vasco foi o primeiro clube a contratar um negro. A miscigenação foi responsável pela arte do
futebol brasileiro. Em 1933, iniciou-se a profissionalização do futebol no Brasil. Desde menino, ouço que o Brasil
é o país do futuro, e que o futebol é desorganizado fora de campo.
[6] O futuro nunca chega. Sempre me intrigou porque escolheram 11 jogadores para formar um time, e não dez ou
12. Foi uma sábia decisão.
[7] Discordo dos que acham que hoje os times deveriam ter um jogador a menos, com a justificativa de que os
atletas correm muito, que diminuíram os espaços e que o campo ficou pequeno. Fora o goleiro, escolheram um
número par de jogadores.
[8] A simetria está presente em tudo. Existe no ser humano uma obsessão inata, compulsiva, pela simetria. Mesmo
os grandes artistas, que costumam transgredir e reinventar o mundo, têm atração pelo duplo.
[9] As primeiras grandes obras de arte conhecidas já tinham essa preocupação. Imagino que a simetria seja uma
expressão da dualidade humana, dividida entre o bem e o mal, entre a paixão e a razão, entre o certo e o errado,
entre o princípio do prazer e o princípio da realidade.
[10] Poderia ser ainda uma maneira de reprimir os impulsos instintivos e de conciliar os opostos. O esquema tático
hoje mais utilizado é o da simetria, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes.
[11] Mais ainda, os técnicos preferem um zagueiro rebatedor e outro clássico; um volante habilidoso e outro brucutu,
um lateral que apoia mais e outro que marca mais; um meia organizador e outro mais agressivo; um atacante
mais leve e que joga pelos lados e outro, centroavante, finalizador.
[12] Tudo simétrico. Como não dá para ter mais de um jogador no gol, o goleiro ficou sozinho, isolado. Deve ser por
isso que os goleiros são mais individualistas, exibicionistas e esquisitos. Sentem falta do outro.
(Adaptado de: AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO. Folha de S. Paulo. Caderno Esporte. São Paulo, 6 jun. 2010.)
Assinale a alternativa em que os termos negritados não retomam corretamente as palavras grifadas.
Questão 17 169989
IFMT 2010/2Texto 4
AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO
[1] Dizem que o futebol começou na China, há mais ou menos 2.000 anos. Até hoje, os chineses não aprenderam a
jogar. Sabem como jogar, mas não sabem jogar. Na Idade Média, o futebol foi levado para a Europa. Os
trabalhadores brincavam com a bola nos intervalos das construções das igrejas medievais. Talvez por isso, elas
tenham levado tanto tempo para ficarem prontas. Os ingleses, espalhados pela Europa, levaram o esporte para a
Inglaterra. Multidões corriam atrás da bola pelas ruelas de Londres. Destruíam tudo, e o futebol foi proibido em
1814, pelo rei Eduardo 2º. De nada adiantou.
[2] Em 1863 foi o ato oficial de fundação em Londres da Football Association, a primeira entidade a organizar o
esporte. Foram confirmadas as 17 regras e os 11 jogadores, que continuam até hoje. Em 1872, aconteceu o
primeiro jogo internacional, entre Inglaterra e Escócia.
[3] O placar só poderia terminar em 0 a 0. Daí, nasceu a retranca. Segundo versões oficiais, o futebol chegou ao
Brasil em 1894, trazido por Charles Miller, filho de um inglês com uma brasileira. Ele trouxe duas bolas, uma
agulha, dois jogos de uniformes e dois livros de regras. Charles Miller era um centroavante oportunista.
Desconfio que a verdadeira história seja diferente. Contam que o Descobrimento do Brasil não foi por acaso. [...]
[4] Em 22 de abril, logo que as 12 embarcações avistaram a terra, Cabral gritou: “Bola à vista”! A tripulação desceu e
combinou uma partida para depois da missa. Pero Vaz de Caminha foi o juiz. Ele escreveu ao rei Dom Manoel 1º:
“Em se treinando, bom futebol dá”. Aproveitou para pedir emprego à sua família. Nascia o nepotismo. Os índios
jogavam nus e, daí, nasceu a pelada. Eles ganharam a partida por 10 a 1. Em troca de brincos e outros presentes,
deixaram os colonizadores fazerem um gol. No início, o futebol era apenas para os brancos e ricos. Foi um desastre.
[5] Na década de 20, o Vasco foi o primeiro clube a contratar um negro. A miscigenação foi responsável pela arte do
futebol brasileiro. Em 1933, iniciou-se a profissionalização do futebol no Brasil. Desde menino, ouço que o Brasil
é o país do futuro, e que o futebol é desorganizado fora de campo.
[6] O futuro nunca chega. Sempre me intrigou porque escolheram 11 jogadores para formar um time, e não dez ou
12. Foi uma sábia decisão.
[7] Discordo dos que acham que hoje os times deveriam ter um jogador a menos, com a justificativa de que os
atletas correm muito, que diminuíram os espaços e que o campo ficou pequeno. Fora o goleiro, escolheram um
número par de jogadores.
[8] A simetria está presente em tudo. Existe no ser humano uma obsessão inata, compulsiva, pela simetria. Mesmo
os grandes artistas, que costumam transgredir e reinventar o mundo, têm atração pelo duplo.
[9] As primeiras grandes obras de arte conhecidas já tinham essa preocupação. Imagino que a simetria seja uma
expressão da dualidade humana, dividida entre o bem e o mal, entre a paixão e a razão, entre o certo e o errado,
entre o princípio do prazer e o princípio da realidade.
[10] Poderia ser ainda uma maneira de reprimir os impulsos instintivos e de conciliar os opostos. O esquema tático
hoje mais utilizado é o da simetria, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes.
[11] Mais ainda, os técnicos preferem um zagueiro rebatedor e outro clássico; um volante habilidoso e outro brucutu,
um lateral que apoia mais e outro que marca mais; um meia organizador e outro mais agressivo; um atacante
mais leve e que joga pelos lados e outro, centroavante, finalizador.
[12] Tudo simétrico. Como não dá para ter mais de um jogador no gol, o goleiro ficou sozinho, isolado. Deve ser por
isso que os goleiros são mais individualistas, exibicionistas e esquisitos. Sentem falta do outro.
(Adaptado de: AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO. Folha de S. Paulo. Caderno Esporte. São Paulo, 6 jun. 2010.)
Analise as afirmações a respeito do texto:
I. O autor fez uso de intertextos para a construção de alguns enunciados, como, por exemplo, em “Bola à vista” (4º parágrafo).
II. É possível perceber no texto um tom irônico, como em “Talvez por isso, elas tenham levado tanto tempo para ficarem prontas” (1º parágrafo).
III. A língua usada no texto é predominantemente formal.
IV. Os termos “dizem” (1º parágrafo) e “contam” (3º parágrafo) denotam que algumas informações não são comprovadas.
Está correto o que se afirma em:
Questão 16 169988
IFMT 2010/2Texto 4
AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO
[1] Dizem que o futebol começou na China, há mais ou menos 2.000 anos. Até hoje, os chineses não aprenderam a
jogar. Sabem como jogar, mas não sabem jogar. Na Idade Média, o futebol foi levado para a Europa. Os
trabalhadores brincavam com a bola nos intervalos das construções das igrejas medievais. Talvez por isso, elas
tenham levado tanto tempo para ficarem prontas. Os ingleses, espalhados pela Europa, levaram o esporte para a
Inglaterra. Multidões corriam atrás da bola pelas ruelas de Londres. Destruíam tudo, e o futebol foi proibido em
1814, pelo rei Eduardo 2º. De nada adiantou.
[2] Em 1863 foi o ato oficial de fundação em Londres da Football Association, a primeira entidade a organizar o
esporte. Foram confirmadas as 17 regras e os 11 jogadores, que continuam até hoje. Em 1872, aconteceu o
primeiro jogo internacional, entre Inglaterra e Escócia.
[3] O placar só poderia terminar em 0 a 0. Daí, nasceu a retranca. Segundo versões oficiais, o futebol chegou ao
Brasil em 1894, trazido por Charles Miller, filho de um inglês com uma brasileira. Ele trouxe duas bolas, uma
agulha, dois jogos de uniformes e dois livros de regras. Charles Miller era um centroavante oportunista.
Desconfio que a verdadeira história seja diferente. Contam que o Descobrimento do Brasil não foi por acaso. [...]
[4] Em 22 de abril, logo que as 12 embarcações avistaram a terra, Cabral gritou: “Bola à vista”! A tripulação desceu e
combinou uma partida para depois da missa. Pero Vaz de Caminha foi o juiz. Ele escreveu ao rei Dom Manoel 1º:
“Em se treinando, bom futebol dá”. Aproveitou para pedir emprego à sua família. Nascia o nepotismo. Os índios
jogavam nus e, daí, nasceu a pelada. Eles ganharam a partida por 10 a 1. Em troca de brincos e outros presentes,
deixaram os colonizadores fazerem um gol. No início, o futebol era apenas para os brancos e ricos. Foi um desastre.
[5] Na década de 20, o Vasco foi o primeiro clube a contratar um negro. A miscigenação foi responsável pela arte do
futebol brasileiro. Em 1933, iniciou-se a profissionalização do futebol no Brasil. Desde menino, ouço que o Brasil
é o país do futuro, e que o futebol é desorganizado fora de campo.
[6] O futuro nunca chega. Sempre me intrigou porque escolheram 11 jogadores para formar um time, e não dez ou
12. Foi uma sábia decisão.
[7] Discordo dos que acham que hoje os times deveriam ter um jogador a menos, com a justificativa de que os
atletas correm muito, que diminuíram os espaços e que o campo ficou pequeno. Fora o goleiro, escolheram um
número par de jogadores.
[8] A simetria está presente em tudo. Existe no ser humano uma obsessão inata, compulsiva, pela simetria. Mesmo
os grandes artistas, que costumam transgredir e reinventar o mundo, têm atração pelo duplo.
[9] As primeiras grandes obras de arte conhecidas já tinham essa preocupação. Imagino que a simetria seja uma
expressão da dualidade humana, dividida entre o bem e o mal, entre a paixão e a razão, entre o certo e o errado,
entre o princípio do prazer e o princípio da realidade.
[10] Poderia ser ainda uma maneira de reprimir os impulsos instintivos e de conciliar os opostos. O esquema tático
hoje mais utilizado é o da simetria, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes.
[11] Mais ainda, os técnicos preferem um zagueiro rebatedor e outro clássico; um volante habilidoso e outro brucutu,
um lateral que apoia mais e outro que marca mais; um meia organizador e outro mais agressivo; um atacante
mais leve e que joga pelos lados e outro, centroavante, finalizador.
[12] Tudo simétrico. Como não dá para ter mais de um jogador no gol, o goleiro ficou sozinho, isolado. Deve ser por
isso que os goleiros são mais individualistas, exibicionistas e esquisitos. Sentem falta do outro.
(Adaptado de: AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO. Folha de S. Paulo. Caderno Esporte. São Paulo, 6 jun. 2010.)
Assinale a alternativa que não apresenta o ponto de vista do autor.
Questão 15 169986
IFMT 2010/2Texto 4
AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO
[1] Dizem que o futebol começou na China, há mais ou menos 2.000 anos. Até hoje, os chineses não aprenderam a
jogar. Sabem como jogar, mas não sabem jogar. Na Idade Média, o futebol foi levado para a Europa. Os
trabalhadores brincavam com a bola nos intervalos das construções das igrejas medievais. Talvez por isso, elas
tenham levado tanto tempo para ficarem prontas. Os ingleses, espalhados pela Europa, levaram o esporte para a
Inglaterra. Multidões corriam atrás da bola pelas ruelas de Londres. Destruíam tudo, e o futebol foi proibido em
1814, pelo rei Eduardo 2º. De nada adiantou.
[2] Em 1863 foi o ato oficial de fundação em Londres da Football Association, a primeira entidade a organizar o
esporte. Foram confirmadas as 17 regras e os 11 jogadores, que continuam até hoje. Em 1872, aconteceu o
primeiro jogo internacional, entre Inglaterra e Escócia.
[3] O placar só poderia terminar em 0 a 0. Daí, nasceu a retranca. Segundo versões oficiais, o futebol chegou ao
Brasil em 1894, trazido por Charles Miller, filho de um inglês com uma brasileira. Ele trouxe duas bolas, uma
agulha, dois jogos de uniformes e dois livros de regras. Charles Miller era um centroavante oportunista.
Desconfio que a verdadeira história seja diferente. Contam que o Descobrimento do Brasil não foi por acaso. [...]
[4] Em 22 de abril, logo que as 12 embarcações avistaram a terra, Cabral gritou: “Bola à vista”! A tripulação desceu e
combinou uma partida para depois da missa. Pero Vaz de Caminha foi o juiz. Ele escreveu ao rei Dom Manoel 1º:
“Em se treinando, bom futebol dá”. Aproveitou para pedir emprego à sua família. Nascia o nepotismo. Os índios
jogavam nus e, daí, nasceu a pelada. Eles ganharam a partida por 10 a 1. Em troca de brincos e outros presentes,
deixaram os colonizadores fazerem um gol. No início, o futebol era apenas para os brancos e ricos. Foi um desastre.
[5] Na década de 20, o Vasco foi o primeiro clube a contratar um negro. A miscigenação foi responsável pela arte do
futebol brasileiro. Em 1933, iniciou-se a profissionalização do futebol no Brasil. Desde menino, ouço que o Brasil
é o país do futuro, e que o futebol é desorganizado fora de campo.
[6] O futuro nunca chega. Sempre me intrigou porque escolheram 11 jogadores para formar um time, e não dez ou
12. Foi uma sábia decisão.
[7] Discordo dos que acham que hoje os times deveriam ter um jogador a menos, com a justificativa de que os
atletas correm muito, que diminuíram os espaços e que o campo ficou pequeno. Fora o goleiro, escolheram um
número par de jogadores.
[8] A simetria está presente em tudo. Existe no ser humano uma obsessão inata, compulsiva, pela simetria. Mesmo
os grandes artistas, que costumam transgredir e reinventar o mundo, têm atração pelo duplo.
[9] As primeiras grandes obras de arte conhecidas já tinham essa preocupação. Imagino que a simetria seja uma
expressão da dualidade humana, dividida entre o bem e o mal, entre a paixão e a razão, entre o certo e o errado,
entre o princípio do prazer e o princípio da realidade.
[10] Poderia ser ainda uma maneira de reprimir os impulsos instintivos e de conciliar os opostos. O esquema tático
hoje mais utilizado é o da simetria, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes.
[11] Mais ainda, os técnicos preferem um zagueiro rebatedor e outro clássico; um volante habilidoso e outro brucutu,
um lateral que apoia mais e outro que marca mais; um meia organizador e outro mais agressivo; um atacante
mais leve e que joga pelos lados e outro, centroavante, finalizador.
[12] Tudo simétrico. Como não dá para ter mais de um jogador no gol, o goleiro ficou sozinho, isolado. Deve ser por
isso que os goleiros são mais individualistas, exibicionistas e esquisitos. Sentem falta do outro.
(Adaptado de: AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO. Folha de S. Paulo. Caderno Esporte. São Paulo, 6 jun. 2010.)
A partir da leitura do texto, julgue as afirmações, com V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) A progressividade do texto é construída a partir da apresentação de informações, seguidas da opinião do autor.
( ) Para o autor, o futebol chegou ao Brasil antes da vinda dos portugueses, em 1500.
( ) O texto é escrito apenas em primeira pessoa. Isso mostra que as informações representam somente o ponto de vista do autor.
( ) O futebol brasileiro é pouco mencionado no texto.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Questão 14 169984
IFMT 2010/2Texto 4
AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO
[1] Dizem que o futebol começou na China, há mais ou menos 2.000 anos. Até hoje, os chineses não aprenderam a
jogar. Sabem como jogar, mas não sabem jogar. Na Idade Média, o futebol foi levado para a Europa. Os
trabalhadores brincavam com a bola nos intervalos das construções das igrejas medievais. Talvez por isso, elas
tenham levado tanto tempo para ficarem prontas. Os ingleses, espalhados pela Europa, levaram o esporte para a
Inglaterra. Multidões corriam atrás da bola pelas ruelas de Londres. Destruíam tudo, e o futebol foi proibido em
1814, pelo rei Eduardo 2º. De nada adiantou.
[2] Em 1863 foi o ato oficial de fundação em Londres da Football Association, a primeira entidade a organizar o
esporte. Foram confirmadas as 17 regras e os 11 jogadores, que continuam até hoje. Em 1872, aconteceu o
primeiro jogo internacional, entre Inglaterra e Escócia.
[3] O placar só poderia terminar em 0 a 0. Daí, nasceu a retranca. Segundo versões oficiais, o futebol chegou ao
Brasil em 1894, trazido por Charles Miller, filho de um inglês com uma brasileira. Ele trouxe duas bolas, uma
agulha, dois jogos de uniformes e dois livros de regras. Charles Miller era um centroavante oportunista.
Desconfio que a verdadeira história seja diferente. Contam que o Descobrimento do Brasil não foi por acaso. [...]
[4] Em 22 de abril, logo que as 12 embarcações avistaram a terra, Cabral gritou: “Bola à vista”! A tripulação desceu e
combinou uma partida para depois da missa. Pero Vaz de Caminha foi o juiz. Ele escreveu ao rei Dom Manoel 1º:
“Em se treinando, bom futebol dá”. Aproveitou para pedir emprego à sua família. Nascia o nepotismo. Os índios
jogavam nus e, daí, nasceu a pelada. Eles ganharam a partida por 10 a 1. Em troca de brincos e outros presentes,
deixaram os colonizadores fazerem um gol. No início, o futebol era apenas para os brancos e ricos. Foi um desastre.
[5] Na década de 20, o Vasco foi o primeiro clube a contratar um negro. A miscigenação foi responsável pela arte do
futebol brasileiro. Em 1933, iniciou-se a profissionalização do futebol no Brasil. Desde menino, ouço que o Brasil
é o país do futuro, e que o futebol é desorganizado fora de campo.
[6] O futuro nunca chega. Sempre me intrigou porque escolheram 11 jogadores para formar um time, e não dez ou
12. Foi uma sábia decisão.
[7] Discordo dos que acham que hoje os times deveriam ter um jogador a menos, com a justificativa de que os
atletas correm muito, que diminuíram os espaços e que o campo ficou pequeno. Fora o goleiro, escolheram um
número par de jogadores.
[8] A simetria está presente em tudo. Existe no ser humano uma obsessão inata, compulsiva, pela simetria. Mesmo
os grandes artistas, que costumam transgredir e reinventar o mundo, têm atração pelo duplo.
[9] As primeiras grandes obras de arte conhecidas já tinham essa preocupação. Imagino que a simetria seja uma
expressão da dualidade humana, dividida entre o bem e o mal, entre a paixão e a razão, entre o certo e o errado,
entre o princípio do prazer e o princípio da realidade.
[10] Poderia ser ainda uma maneira de reprimir os impulsos instintivos e de conciliar os opostos. O esquema tático
hoje mais utilizado é o da simetria, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes.
[11] Mais ainda, os técnicos preferem um zagueiro rebatedor e outro clássico; um volante habilidoso e outro brucutu,
um lateral que apoia mais e outro que marca mais; um meia organizador e outro mais agressivo; um atacante
mais leve e que joga pelos lados e outro, centroavante, finalizador.
[12] Tudo simétrico. Como não dá para ter mais de um jogador no gol, o goleiro ficou sozinho, isolado. Deve ser por
isso que os goleiros são mais individualistas, exibicionistas e esquisitos. Sentem falta do outro.
(Adaptado de: AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO. Folha de S. Paulo. Caderno Esporte. São Paulo, 6 jun. 2010.)
As questões de 14 a 19 referem-se ao Texto 4.
A argumentação do texto se baseia, principalmente, em:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)