Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 11 624662
COTUCA 2010Observe os pares de frases:
A) 1. Conversaram acerca da venda do imóvel.
2. Conversaram a cerca de duas horas sobre a venda do imóvel.
B) 1. Pela janela entreaberta, testemunhou, abismado, que o monge dormia na sela.
2. Pela janela entreaberta, testemunhou, abismado, que o monge dormia na cela.
C) 1. A descrição dos personagens não cabe neste contexto.
2. A discrição dos personagens não cabe neste contexto.
D) 1. Os senadores mais velhos se preparavam para caçar tucanos.
2. Os senadores mais velhos se preparavam para cassar tucanos.
E) 1. O magistrado empenhou-se para absolver o real sentido daquele depoimento.
2. Diante da falta de provas, um magistrado jamais irá absorver um réu.
Os dois empregos dos termos destacados se ajustam adequadamente ao contexto em:
Questão 8 624643
COTUCA 2010“Como toda menina, Maria queria uma amiga que estivesse sempre disposta a brincar com ela e a levasse a sério.”
A partir da leitura do trecho acima, é CORRETO afirmar que:
Questão 7 624635
COTUCA 2010Todas as construções a seguir foram retiradas de redações de alunos do Ensino Fundamental. Avalie-as e assinale aquela cuja redação está CLARA, CORRETA e COERENTE:
Questão 4 624618
COTUCA 2010Texto para leitura e interpretação (referente à questão):
DE COMO NÃO LER UM POEMA
Há tempos me perguntaram umas menininhas, numa dessas pesquisas, quantos diminutivos eu empregara no meu livro A Rua dos Cataventos. Espantadíssimo, disse-lhes que não sabia. Nem tentaria saber, porque poderiam escapar-me alguns na contagem. Que essas estatísticas, aliás, só poderiam ser feitas eficientemente com o auxílio de robôs. Não sei se as menininhas sabiam ao certo o que era um robô. Mas a professora delas, que mandara fazer as perguntas, devia ser um deles.
E mal sabia eu, então, que estava dando um testemunho sobre o estruturalismo – o qual só depois vim a conhecer pelos seus produtos em jornais e revistas. Mas continuo achando que um poema (um verdadeiro poema, quero dizer), sendo algo dramaticamente emocional, não deveria ser entregue à consideração de robôs, que, como todos sabem, são inumanos.
Um robô, quando muito, poderá fazer uma meticulosa autópsia – caso fosse possível autopsiar uma coisa tão viva como é a poesia.
Em todo caso, os estruturalistas não deixam de ter o seu quê de humano...
Nas suas pacientes, afanosas, exaustivas furungações, são exatamente como certas crianças que acabam estripando um boneco para ver onde está a musiquinha.
(Mário Quintana – Textos Selecionados)
Glossário:
Estruturalismo: tendência metodológica que busca a apreensão de estruturas concebidas como modelos matemáticos, mecânicos.
Afanosas: trabalhosas, cansativas.
Furungações: buscas exaustivas de dados que não existem.
Acerca do texto lido, pode-se afirmar que:
I. O poeta se espantou com a pergunta, porque ela lhe foi feita por umas menininhas.
II. Os estruturalistas, como os robôs, fazem uma análise tão cuidadosa do poema, que acabam por desfigurá-lo.
III. O poeta e a professora estavam de acordo sobre a importância dos diminutivos no texto literário.
IV. Os robôs são inumanos e os estruturalistas, com seu excessivo apego a detalhes, às vezes tornam-se desumanos.
V. Os poemas, por demandarem sensibilidade do leitor, não deveriam ser analisados por professores que agem como robôs.
Estão CORRETAS as seguintes interpretações do texto de Mário Quintana:
Questão 3 624602
COTUCA 2010Leia com atenção:
“Podem me prender no
quarto eu saio pela janela.
Podem trancar a janela eu
fujo pelo telefone.
Podem cortar o telefone
Eu pulo dentro de um
livro.”
(Léo Cunha)
Identifique qual das afirmativas abaixo NÃO corresponde às informações sugeridas pelo texto:
Questão 2 624587
COTUCA 2010Leia:
PORTÃO
O portão fica bocejando, aberto
para os alunos retardatários.
Não há pressa em viver
nem nas ladeiras duras de subir,
quanto mais para estudar a insípida cartilha.
Mas se o pai do menino é da oposição
à ilustríssima autoridade municipal,
prima da eminentíssima autoridade provincial,
prima por sua vez da sacratíssima
autoridade nacional,
ah, isso não: o vagabundo
ficará mofando lá fora
e leva no boletim uma galáxia de zeros.
A gente aprende muito no portão
fechado.
(Carlos Drummond de Andrade, Menino Antigo, Livraria José Olympio Editora, p.49)
Glossário:
insípida: sem graça, sem sabor
cartilha: livro de alfabetização
eminentíssima: muito importante
provincial: da província, do Estado
sacratíssima: muito sagrada
O portão fechado ensina que:
I. aprender as lições da cartilha é algo que se faz por dever, não por prazer, uma vez que não tem a menor graça;
II. sempre há um novo dia, trazendo novas oportunidades; por isso, não se deve ter pressa em viver;
III. a escola que permite a entrada de alunos atrasados, quando estes são filhos, parentes ou apadrinhados de gente importante, não pratica a igualdade democrática;
IV. a escola, instituição que, depois da família, é a principal responsável pela educação das novas gerações, costuma ser muito compreensiva com os atrasos dos alunos;
V. a concessão de privilégios relacionados a parentesco, importância social, detenção de poder político é uma prática generalizada no Brasil.
Sobre a interpretação do poema, estão CORRETAS as afirmações:
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