Questões de EFAF Português
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Questão 3 10727359
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2011TEXTO:
Oficina irritada
Eu quero compor um soneto duro
como poeta algum ousara escrever.
Eu quero pintar um soneto escuro,
seco, abafado, difícil de ler.
Quero que meu soneto, no futuro,
não desperte em ninguém nenhum
prazer.
E que, no seu maligno ar imaturo,
ao mesmo tempo saiba ser, não ser.
Esse meu verbo antipático e impuro
há de pungir, há de fazer sofrer,
tendão de Vênus sob o pedicuro.
Ninguém o lembrará: tiro no muro,
cão mijando no caos, enquanto Arcturo,
claro enigma, se deixa surpreender.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 39.ed.Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 188)
Com base na leitura do poema de Carlos Drummond e nos seus conhecimentos acerca das funções da linguagem, assinale a alternativa correta.
Questão 2 10727358
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2011TEXTO:
Nossos filhos

(Disponível em: http://amarildocharge.wordpress.com/2010/03/05/1053. Acesso em 01/10/2010).
Relativamente ainda ao texto, assinale a alternativa errada.
Questão 7 10723248
COTIL 1° Ano 2011Texto para a questão.
O TRAJE
- Lya Luft -
Nunca nos lembramos desse nosso traje cotidiano que é a linguagem. Muitos a usam como trapos, mas, se tomassem consciência disso, ligeiro tratariam de melhorar, caprichar, conseguir uma vestimenta mais adequada.
Por que será que somos displicentes com esse instrumento tão nosso, o que mais empregamos, aquele que até crianças e analfabetos manejam a vida inteira?
Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele. É demasiadamente nosso como um braço, um olho e nunca chegamos a nos dar realmente conta de que esse braço é meio curto, o olho meio vesgo ou míope...
Não falo na linguagem oral, nessa comunicação espontânea que obedece a leis próprias, que vão do menor esforço à coerção social. Falo da linguagem escrita, essa que os analfabetos não manejam, mas que muito doutor esgrime como se não soubesse além da cartilha...
Nem precisamos procurar os mais ignorantes. Abre-se jornal, abre-se revista (de cultura também, sim, senhores!) e os monstrinhos nos saltam aos olhos.
Pontuação? Ninguém sabe. Vírgulas parecem derramadas pela página por algum duende maluco, que quisesse brincar de fazer frases ambíguas, pensamentos tortos, expressões esmolambadas.
Verbos? “Detei-vos”, “intervido”, “mantesse” são mimos constantes. Não há sujeito que concorde com verbo numa página de fio a pavio. Lá pelas tantas um ouvido deseducado, um escriba relaxado solta as maiores heresias.
E a ortografia? Acreditem ou não, ainda agora ouço universitários e professores afirmando que “acento, para mim, não existe mais!”
Pobres alunos, de tão desanimados ou desiludidos mestres: lá vêm as crianças para casa trocando acentos como bêbados trocam as pernas.
Todas essas pessoas: estudantes, professores, jornalistas, intelectuais, morreriam de vergonha se fossem apanhados em público de cuecas ou trapos. Mas, olhe lá, a linguagem escrita de muita gente boa por aí não vai além de uma tanguinha de Adão e muito mal colocada... deixa à mostra um bom pedaço de vergonha.
Lya Luft. Matéria do Cotidiano.Porto Alegre. Grafosul/ELRS, 1978.
Frequentemente ocorrem incorreções na conjugação de alguns verbos, como bem exemplifica o texto: “detei-vos”,” intervido”, “mantesse”.
Falha da mesma natureza ocorre em todas as orações que seguem, exceto em:
Questão 6 10723230
COTIL 1° Ano 2011Texto para a questão.
O TRAJE
- Lya Luft -
Nunca nos lembramos desse nosso traje cotidiano que é a linguagem. Muitos a usam como trapos, mas, se tomassem consciência disso, ligeiro tratariam de melhorar, caprichar, conseguir uma vestimenta mais adequada.
Por que será que somos displicentes com esse instrumento tão nosso, o que mais empregamos, aquele que até crianças e analfabetos manejam a vida inteira?
Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele. É demasiadamente nosso como um braço, um olho e nunca chegamos a nos dar realmente conta de que esse braço é meio curto, o olho meio vesgo ou míope...
Não falo na linguagem oral, nessa comunicação espontânea que obedece a leis próprias, que vão do menor esforço à coerção social. Falo da linguagem escrita, essa que os analfabetos não manejam, mas que muito doutor esgrime como se não soubesse além da cartilha...
Nem precisamos procurar os mais ignorantes. Abre-se jornal, abre-se revista (de cultura também, sim, senhores!) e os monstrinhos nos saltam aos olhos.
Pontuação? Ninguém sabe. Vírgulas parecem derramadas pela página por algum duende maluco, que quisesse brincar de fazer frases ambíguas, pensamentos tortos, expressões esmolambadas.
Verbos? “Detei-vos”, “intervido”, “mantesse” são mimos constantes. Não há sujeito que concorde com verbo numa página de fio a pavio. Lá pelas tantas um ouvido deseducado, um escriba relaxado solta as maiores heresias.
E a ortografia? Acreditem ou não, ainda agora ouço universitários e professores afirmando que “acento, para mim, não existe mais!”
Pobres alunos, de tão desanimados ou desiludidos mestres: lá vêm as crianças para casa trocando acentos como bêbados trocam as pernas.
Todas essas pessoas: estudantes, professores, jornalistas, intelectuais, morreriam de vergonha se fossem apanhados em público de cuecas ou trapos. Mas, olhe lá, a linguagem escrita de muita gente boa por aí não vai além de uma tanguinha de Adão e muito mal colocada... deixa à mostra um bom pedaço de vergonha.
Lya Luft. Matéria do Cotidiano.Porto Alegre. Grafosul/ELRS, 1978.
Compare o uso das aspas nos trechos a seguir:
I - “Detei-vos”, “intervido” “mantesse”
II - ... universitários e professores afirmando que “acento, para mim, não existe mais!”
Assinale a alternativa errada:
Questão 5 10723209
COTIL 1° Ano 2011Texto para a questão.
O TRAJE
- Lya Luft -
Nunca nos lembramos desse nosso traje cotidiano que é a linguagem. Muitos a usam como trapos, mas, se tomassem consciência disso, ligeiro tratariam de melhorar, caprichar, conseguir uma vestimenta mais adequada.
Por que será que somos displicentes com esse instrumento tão nosso, o que mais empregamos, aquele que até crianças e analfabetos manejam a vida inteira?
Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele. É demasiadamente nosso como um braço, um olho e nunca chegamos a nos dar realmente conta de que esse braço é meio curto, o olho meio vesgo ou míope...
Não falo na linguagem oral, nessa comunicação espontânea que obedece a leis próprias, que vão do menor esforço à coerção social. Falo da linguagem escrita, essa que os analfabetos não manejam, mas que muito doutor esgrime como se não soubesse além da cartilha...
Nem precisamos procurar os mais ignorantes. Abre-se jornal, abre-se revista (de cultura também, sim, senhores!) e os monstrinhos nos saltam aos olhos.
Pontuação? Ninguém sabe. Vírgulas parecem derramadas pela página por algum duende maluco, que quisesse brincar de fazer frases ambíguas, pensamentos tortos, expressões esmolambadas.
Verbos? “Detei-vos”, “intervido”, “mantesse” são mimos constantes. Não há sujeito que concorde com verbo numa página de fio a pavio. Lá pelas tantas um ouvido deseducado, um escriba relaxado solta as maiores heresias.
E a ortografia? Acreditem ou não, ainda agora ouço universitários e professores afirmando que “acento, para mim, não existe mais!”
Pobres alunos, de tão desanimados ou desiludidos mestres: lá vêm as crianças para casa trocando acentos como bêbados trocam as pernas.
Todas essas pessoas: estudantes, professores, jornalistas, intelectuais, morreriam de vergonha se fossem apanhados em público de cuecas ou trapos. Mas, olhe lá, a linguagem escrita de muita gente boa por aí não vai além de uma tanguinha de Adão e muito mal colocada... deixa à mostra um bom pedaço de vergonha.
Lya Luft. Matéria do Cotidiano.Porto Alegre. Grafosul/ELRS, 1978.
No trecho “Abre-se jornal, abre-se revista (de cultura também, sim, senhores!) e os monstrinhos nos saltam aos olhos.”, a autora afirma que alguns meios de comunicação escrita apresentam desvios da norma culta.
Leia os itens abaixo e marque aquele cuja redação não apresenta os ditos “monstrinhos”.
Questão 4 10723205
COTIL 1° Ano 2011Texto para a questão.
O TRAJE
- Lya Luft -
Nunca nos lembramos desse nosso traje cotidiano que é a linguagem. Muitos a usam como trapos, mas, se tomassem consciência disso, ligeiro tratariam de melhorar, caprichar, conseguir uma vestimenta mais adequada.
Por que será que somos displicentes com esse instrumento tão nosso, o que mais empregamos, aquele que até crianças e analfabetos manejam a vida inteira?
Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele. É demasiadamente nosso como um braço, um olho e nunca chegamos a nos dar realmente conta de que esse braço é meio curto, o olho meio vesgo ou míope...
Não falo na linguagem oral, nessa comunicação espontânea que obedece a leis próprias, que vão do menor esforço à coerção social. Falo da linguagem escrita, essa que os analfabetos não manejam, mas que muito doutor esgrime como se não soubesse além da cartilha...
Nem precisamos procurar os mais ignorantes. Abre-se jornal, abre-se revista (de cultura também, sim, senhores!) e os monstrinhos nos saltam aos olhos.
Pontuação? Ninguém sabe. Vírgulas parecem derramadas pela página por algum duende maluco, que quisesse brincar de fazer frases ambíguas, pensamentos tortos, expressões esmolambadas.
Verbos? “Detei-vos”, “intervido”, “mantesse” são mimos constantes. Não há sujeito que concorde com verbo numa página de fio a pavio. Lá pelas tantas um ouvido deseducado, um escriba relaxado solta as maiores heresias.
E a ortografia? Acreditem ou não, ainda agora ouço universitários e professores afirmando que “acento, para mim, não existe mais!”
Pobres alunos, de tão desanimados ou desiludidos mestres: lá vêm as crianças para casa trocando acentos como bêbados trocam as pernas.
Todas essas pessoas: estudantes, professores, jornalistas, intelectuais, morreriam de vergonha se fossem apanhados em público de cuecas ou trapos. Mas, olhe lá, a linguagem escrita de muita gente boa por aí não vai além de uma tanguinha de Adão e muito mal colocada... deixa à mostra um bom pedaço de vergonha.
Lya Luft. Matéria do Cotidiano.Porto Alegre. Grafosul/ELRS, 1978.
O texto apresentado é, predominantemente,
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