Questões de EFAF Português
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Questão 18 10759097
SENAI 1º Ano - CGE 2024 2011O texto abaixo se refere à questão.
Ser criança
Doze de outubro é declarado o Dia da Criança. Quem comemora tal data? O comércio, sem dúvida. Por mais tímidas que sejam as vendas de brinquedos, eletrônicos e toda sorte de produtos para o público infantil – aliás, é bom considerar que até adolescentes correm sério risco de serem presenteados –, um aumento sempre acontece. É que pais, tios, avós e amigos da família querem fazer um mimo para a criança, que, exposta que está aos veículos de comunicação, sabe cobrar o que acha devido. Ganhar presentes nessa data tornou-se fato quase banal. Obrigação, digamos.
Será que as crianças desfrutam dos presentes? Provavelmente, sim, por pelo menos uns 15 minutos. O fato é que, para crianças que já têm mais do que precisariam para descobrir o mundo pela brincadeira, fica difícil entregar-se a uma única atividade ou escolher um brinquedo entre tantos. Vale lembrar um velho ditado popular que diz que quem tem tudo não tem nada.
Pensando bem, o comércio e a indústria talvez sejam os únicos segmentos da sociedade com motivos para comemorar a data. Afinal, o que pais, profissionais da educação e adultos implicados com o futuro teriam a celebrar? O fato de a identidade infantil estar perdida no mundo contemporâneo?
Vejamos: as crianças pertencentes a famílias de classe média não têm tempo nem espaço para brincar. Desde cedo, são estimuladas para o aprendizado que deverá render frutos no futuro. São intencionalmente dirigidas pelos adultos em brincadeiras que visam algum aprendizado. Ora, brincadeira com objetivo e traçado planejados não é divertimento, tampouco passatempo. É lição disfarçada de brincadeira.
O espaço da criança foi eliminado. Em casa, muitos pais têm a ilusão de que destinar o quarto do filho para que ele esparrame seus muitos brinquedos e faça o que quiser é dar espaço a ele. Mas a criança fica é confinada em seu quarto. O espaço público foi roubado dela. Não dizemos que rua não é lugar para criança? Por outro lado, consideramos que shopping o é.
Mas o fator que mais contribui para a eliminação da identidade infantil é a maneira como tratamos e educamos as crianças. Elas são introduzidas no mundo adulto de modo repentino e prematuro – pelas informações que recebem, pelo modo de se vestirem e se portarem, pelos locais que freqüentam, pela linguagem que aprendem, pela cobrança que recebem etc.
Não: as crianças de hoje não são precoces, como muitos acreditam. Suas manifestações são só reflexos dos ensinamentos e estímulos que recebem e do mundo em que vivem.
Podemos considerar o Dia da Criança, atualmente, um dia vazio de sentido. Precisamos construir muitos outros dias para que a criança possa ser criança. Afinal, são bem poucos os anos em que se pode ser criança: mais ou menos seis para a primeira fase da infância e, depois, outro período equivalente para a segunda. E temos o restante da vida – quase 60 anos, em média – para aprender a ser adultos e a cuidar dos mais novos. Por um Dia da Criança infantil!
Fonte: adaptado de: SAYÃO, R. Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 out. 2007, Equilíbrio, p. 12.
“...as crianças pertencentes a famílias de classe média não têm tempo nem espaço...” O sujeito da oração acima é
Questão 17 10759094
SENAI 1º Ano - CGE 2024 2011O texto abaixo se refere à questão.
“Mãe é tudo igual, só muda de endereço? A ‘boutade’1 é boa, mas não corresponde aos fatos. Algumas estão atropelando o ditado e a imagem solidificada do que se espera de uma “boa mãe” e não mudam apenas de endereço, mas do endereço – o dos filhos, no caso. São mulheres que enfrentam duas separações, a primeira do marido, a segunda da própria cria, que, com a ausência delas, vai morar com o pai.”...
1 – “boutade” – tirada espirituosa ou engraçada.
Fonte: Adaptado de OLIVEIRA, R.; YURI, R. Revista da Folha, 718. ed., p. 6, 14 maio 2006.
No trecho: “... não mudam apenas de endereço, mas do endereço...”, entre as orações, há uma relação de
Questão 15 10759077
SENAI 1º Ano - CGE 2024 2011Assinale a alternativa que contém os antônimos das palavras destacadas abaixo.
“... há centenas de lagoas de águas cristalinas entre as dunas...”
“... o sol escaldante da região Nordeste cega momentaneamente.”
“... Barreirinhas, a capital informal dos Lençóis.”
Questão 3 10758459
SENAI 1º Ano - CGE 2024 2011No trecho: “(...) Antônio se resigna: não teria paciência para abrir um bar. (...)”, é correto afirmar que o significado da palavra destacada é
Fonte: Adaptado de KUCHLER, A.; OLIVEIRA, R. Revista da Folha. 767 ed., ano 16, p. 21, 13 maio 2007.
Questão 8 10751444
SENAI 1º Ano - CGE 2025 2011O texto abaixo se refere à questão.
Quem paga menos seguro de carro?
Alguns pagam cerca de 3 vezes menos para segurar o mesmíssimo carro. Olha só: se você for mulher, já vai gastar até 60% menos do que quem tem o cromossomo Y. As seguradoras usam estatísticas para determinar o que cobram, e entendem que as Penélopes Charmosas evitam ruas ermas e usam mais estacionamentos. Já os homens, além de facilitarem a vida da bandidagem, causam batidas mais fortes, que podem acabar em perda total – e em prejuízo para a seguradora. Agora, se você está pensando em se divorciar, saiba que vai sair dessa com um prejuízo adicional: ser casado garante uma economia de 5%. É que maridos e esposas costumam ter rotinas casatrabalho-casa, e quem está sozinho quer encontrar gente, ir à balada, e expõe mais o carro a batidas, roubos e furtos. Para as seguradoras, diga-se, motorista é que nem vinho: quanto mais velho, melhor. Por isso, quem tem 18 anos paga o dobro de que quem tem 60. E você, caro leitor da Região Nordeste, não se assuste se, ao mudar-se para São Paulo ou para o Rio, seu seguro aumentar em até 30%. Pois é: além de terem oficinas que cobram mais, as duas ainda contam com mais ladrões de carro. Quer mais? Como os roubos e furtos são mais frequentes em Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema do que na capital paulista, nessas cidades da Grande São Paulo se paga mais. Ok. Só tem um problema: quem mora no lado Diadema de uma avenida, por exemplo, acaba gastando até duas vezes mais com seguro do que se atravessar a rua e viver em São Paulo. É o CEP que determina os valores. E não tem choro.
Fonte: PAULINO, R. Revista Superinteressante, 225. ed., p. 46, abr. 2006.
No trecho: “Olha só: se você for mulher, já vai gastar até 60% menos do que quem tem o cromossomo Y.”, a expressão destacada seria corretamente substituída, na linguagem formal, por
Questão 5 10739611
SENAI 1º Ano - CGE 2026 2011O texto abaixo se refere à questão.
Como nasce uma língua?
Em primeiro lugar, é preciso compreender o que é um idioma. “É o conjunto organizado de signos linguísticos, com características fonéticas e vocabulares próprias. Além disso, ele deve ter um número razoável de falantes que o utilizem em textos de larga circulação. Do contrário, é só um dialeto”, explica Jarbas Vargas Nascimento, professor de latim da PUC de São Paulo. Geralmente, uma nova língua nasce de outra já existente, num processo que pode durar séculos. O português e o francês, por exemplo, surgiram do latim. Mas também é possível que não haja uma só raiz. É o caso das chamadas línguas germânicas, como o alemão e o dinamarquês. “Elas podem ter se originado de forma independente, pois essas tribos nem sequer se conheciam”, afirma Goez Kaufmann, especialista em dialetologia e professor convidado da Universidade de São Paulo.
“No caso das línguas neolatinas sabe-se que todas têm uma origem comum porque na época do Império Romano todos falavam o latim vulgar e quase ninguém estudava normas gramaticais”, diz José Rodrigues Seabra, professor de língua e literatura latina da USP. Com o fim do domínio dos césares, os vários povos passaram a falar dialetos diferentes, que se transformaram em idiomas próprios.
Hoje, o inglês é dominante, mas os especialistas acham difícil ocorrer um processo semelhante de fragmentação porque não só o idioma é bem estruturado como milhões de pessoas conhecem as regras gramaticais. “Ainda assim, o inglês falado na Índia é cada vez mais diferente do usado em outras partes do mundo e pode ser que no futuro ele seja considerado outra língua”, diz Kaufmann.
Fonte: PEREIRA, G. G. Revista Superinteressante, 221. ed., p. 37, dez. 2005.
No trecho: “Geralmente, uma nova língua nasce de outra já existente, num processo que pode durar séculos.”, o termo destacado é corretamente classificado como
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