Questões de EFAF Português
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Questão 10 164562
IFAM 2012Nos períodos:
1. “há sinais, porém, de que o prolongado ciclo de abandono (...)”
2. “(...) como sugere o Índice de Vulnerabilidade Juvenil (...)”
3. “(...) impôs ao governo Lula a necessidade de uma resposta (...)”
Os verbos em destaque pertencem à:
Questão 4 164554
IFAM 2012Leia o texto “O lugar dos jovens” e responda à questão.
Nada existe de mais perverso, em matéria social, do que relegar a juventude à ausência quase completa de perspectivas. No Brasil, essa vinha sendo a realidade vivida por boa parte das gerações nascidas em décadas passadas, especialmente nas grandes cidades. Há sinais, porém, de que o prolongado ciclo de abandono estaria próximo de uma reversão, como sugere o Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) apresentado em São Paulo.
O indicador criado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) baseia-se em três tipos de informação associados com a marginalização dessa faixa etária: frequência escolar, morte por homicídio e gravidez precoce. Colhidos em 96 distritos da capital, os dados reunidos na cifra de 0 a 100 oferecem um instantâneo do nível de risco a que os jovens estão expostos. Quanto maior o número, pior a situação.
De 2000 para 2005, o IVJ paulistano caiu de 70 para 51. Tão auspicioso quanto queda, em si, é seu detalhamento estatístico: deu-se de modo uniforme em todas as regiões do município, ricas ou pobres; nestas de maneira mais acentuada (24 pontos de decréscimo). O IVJ dos 19 distritos mais desfavorecidos em 2005 (64) era melhor que a própria média da cidade no ano de 2000.
O dado que chama mais a atenção está no peso da frequência ao ensino médio, responsável por 8 pontos no recuo total de 19 observado pelo índice. Se em 2000 apenas 52% dos paulistanos de 15 a 17 anos estavam matriculados nesse nível, em 2005 o contingente já se encontrava em 68%. Um progresso considerável, sobretudo quando se tem em conta que as áreas mais pobres seguiram ritmo similar (de 47% para 63%).
O segundo fator que mais influi na melhora, retirando do IVJ cinco pontos do quinquênio, foi a queda na taxa de mortalidade por agressão de rapazes entre 15 e 19 anos. De 216 óbitos por 100 mil jovens, desceu para 141. Taxa elevada, decerto, mas a queda é animadora. [...]
Difícil seria imaginar que qualquer progresso social pudesse ser alcançado sem avanço considerável no ensino, em especial num país que, como o Brasil, viu-o despencar num abismo de ineficiência. Mostra-se acertada, portanto, a prioridade dada na esfera pública à reforma da educação básica, que impôs ao governo Lula a necessidade de uma resposta, na forma do Plano de Desenvolvimento da Educação.
Esta Folha, como tantos setores sociais, deu boas-vindas ao plano e apoiou as metas do movimento Todos pela Educação para o ano de 2022. Entre elas, a de que 90% dos jovens de 19 anos completem o ensino médio (hoje são cerca de 39%). O IVJ paulistano vem corroborar que esse é o caminho a seguir, no país todo.
(Folha de São Paulo, São Paulo, 14 maio 2007. Editorial.)
Na frase “o prolongado ciclo de abandono estaria próximo de uma reversão”, o verbo em destaque encontra-se:
Questão 15 82027
OBMEP Nível 1 2012Amanda, Bianca e Carolina são amigas e têm idades diferentes. Sabe-se que, das sentenças a seguir, exatamente uma é verdadeira.
I. Amanda e Carolina são mais jovens que Bianca.
II. Amanda é mais velha que Bianca.
III. Amanda é mais velha que Bianca e Carolina.
IV. Amanda não é nem a mais nova nem a mais velha das amigas.
Qual das alternativas mostra o nome das três amigas em ordem crescente de idade?
Questão 3 11965472
Prova Brasil Portugues 2011Vínculos, as equações da matemática da vida
Quando você forma um vínculo com
alguém, forma uma aliança. Não é à toa que o
uso de alianças é um dos símbolos mais
antigos e universais do casamento. O círculo
[5] dá a noção de ligação, de fluxo, de
continuidade. Quando se forma um vínculo, a
energia flui. E o vínculo só se mantém vivo se
essa energia continuar fluindo. Essa é a ideia
de mutualidade, de troca.
[10] Nessa caminhada da vida, ora andamos
de mãos dadas, em sintonia, deixando a
energia fluir, ora nos distanciamos. Desvios
sempre existem. Podemos nos perder em um
deles e nos reencontrar logo adiante. A busca
[15] é permanente. O que não se pode é ficar
constantemente fora de sintonia.
Antigamente, dizia-se que as pessoas
procuravam se completar através do outro,
buscando sua metade no mundo. A equação
[20] era: 1/2 + 1/2 = 1.
"Para eu ser feliz para sempre na vida,
tenho que ser a metade do outro." Naquela
loteria do casamento, tirar a sorte grande era
achar a sua cara-metade.
[25] Com o passar do tempo, as pessoas foram
desenvolvendo um sentido de individualização
maior e a equação mudou. Ficou: 1 + 1= 1.
"Eu tenho que ser eu, uma pessoa inteira,
com todas as minhas qualidades, meus
[30] defeitos, minhas limitações. Vou formar uma
unidade com meu companheiro, que também
é um ser inteiro." Mas depois que esses dois
seres inteiros se encontravam, era comum
fundirem-se, ficarem grudados num
[35] casamento fechado, tradicional. Anulavam-se
mutuamente.
Com a revolução sexual e os movimentos
de libertação feminina, o processo de
individuação que vinha acontecendo se
[40] radicalizou. E a equação mudou de novo:
1 + 1= 1 + 1.
Era o "cada um na sua". "Eu tenho que
resolver os meus problemas, cuidar da minha
própria vida. Você deve fazer o mesmo. Na
[45] minha independência total e autossuficiência
absoluta, caso com você, que também é
assim." Em nome dessa independência, no
entanto, faltou sintonia, cumplicidade e
compromisso afetivo. É a segunda crise do
[50] casamento que acompanhamos nas décadas
de 70 e 80.
Atualmente, após todas essas
experiências, eu sinto as pessoas procurando
outro tipo de equação: 1 + 1 = 3.
[55] Para a aritmética ela pode não ter lógica,
mas faz sentido do ponto de vista emocional e
existencial. Existem você, eu e a nossa
relação. O vínculo entre nós é algo diferente
de uma simples somatória de nós dois. Nessa
[60] proposta de casamento, o que é meu é meu,
o que é seu é seu e o que é nosso é nosso.
Talvez aí esteja a grande mágica que hoje
buscamos, a de preservar a individualidade
sem destruir o vínculo afetivo. Tenho que
[65] preservar o meu eu, meu processo de
descoberta, realização e crescimento, sem
destruir a relação. Por outro lado, tenho que
preservar o vínculo sem destruir a
individualidade, sem me anular.
[70] Acho que assim talvez possamos chegar
ao ano 2000 um pouco menos divididos entre
a sede de expressão individual e a fome de
amor e de partilhar a vida. Um pouco mais
inteiros e felizes.
[75] Para isso, temos que compartilhar com
nossos companheiros de uma verdadeira
intimidade. Ser íntimo é ser próximo, é estar
estreitamente ligado por laços de afeição e
confiança.
(MATARAZZO, Maria Helena. Amar é preciso. 22. ed. São Paulo: Editora Gente, 1992. p. 19-21)
No texto, no casamento, atualmente, defende-se a ideia de que
Questão 23 10868693
Liceu-SP 2011Leia o texto a seguir para responder à questão.
Por um Ensino Melhor
Algumas organizações lançam hoje, em Brasília, a "Carta Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade", na expectativa de adoção por parte dos candidatos à eleição. Essa iniciativa já levou à formação do movimento "Todos pela Educação", articulador da carta, que logrou conferir ao tema uma prioridade perto da consensual.
O documento vincula prioridades gerais a metas concretas e tem como objetivos específicos o de alfabetizar todas as crianças de até oito anos de idade antes de 2014, incluir todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola até 2016 e cobrir a demanda por vagas em creches até 2010. São propostas factíveis, mas nem por isso triviais.
Uma das propostas da carta é o aumento de verbas para a educação. Embora desejável, ele precisa ser contextualizado. Parece improvável que candidatos se comprometam previamente com metas de elevação de investimentos no ensino sem levar em conta demandas de outras áreas, como a da saúde. Além disso, para evitar desperdícios, o acréscimo de recursos precisa estar vinculado a objetivos determinados e ao aperfeiçoamento da gestão pública.
Outros objetivos da proposta também suscitam reservas, pois os meios de alcançá- los não se mostram tão consensuais quanto poderiam parecer.
Todos os candidatos deveriam subscrever o compromisso, ainda que fazendo ressalvas cabíveis no que respeita à aplicabilidade e explicitando que interpretações dariam aos princípios sujeitos à controvérsia.
(Folha de São Paulo. São Paulo, 31 de ago. 2010. Editorial. Adaptado.)
Para que os candidatos assumam o compromisso com a educação, o autor do editorial propõe que
Questão 20 10759118
SENAI 1º Ano - CGE 2024 2011O texto abaixo se refere à questão.
Com medo dos alunos
Há um problema novo nas escolas brasileiras: a indisciplina nas salas de aula assumiu tais proporções que muitos professores estão com medo dos alunos. Não se trata da violência que, nos bairros pobres, ultrapassa os muros escolares e ameaça fisicamente os educadores, mas sim de um fenômeno de subversão do senso de hierarquia que ocorre em grandes redes de ensino privadas e também está presente em colégios tradicionais. Uma explicação parcial para essa mudança de comportamento é a seguinte: os alunos ignoram a autoridade do professor porque o vêem como uma espécie de empregado ou prestador de serviços, pago por seus pais. Uma das queixas mais comuns dos professores diz respeito ao sentimento de impotência diante de alunos indisciplinados. Certas escolas agem como se a lógica do comércio – aquela que diz que o freguês sempre tem razão – também valesse dentro da classe. “Os professores estão sofrendo de fobia escolar, antes um distúrbio psicológico exclusivo das crianças”, diz o psicanalista Raymundo de Lima, professor do departamento de fundamentos da educação da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná.
O professor que desenvolve fobia escolar sente um pavor profundo da escola e da sala de aula, acompanhado de alterações físicas como palpitações e tremores. Os ambulatórios psiquiátricos dos hospitais brasileiros já registraram o aumento dos casos de professores com distúrbios de ansiedade, entre eles a fobia escolar. “O número de professoras que têm procurado atendimento por estar estressadas, deprimidas ou sofrendo de crise do pânico aumentou cerca de 20% nos últimos três anos”, diz Joel Rennó Júnior, coordenador do Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas de São Paulo. Até meados dos anos 90, esse tipo de distúrbio psicológico era um quase monopólio daqueles professores que trabalham em escolas públicas. Hoje, afeta igual quantidade de educadores de colégios particulares.
Sempre fez parte do desafio do magistério administrar adolescentes com hormônios em ebulição e com o desejo natural de desafiar as regras. A diferença é que, hoje, em muitos casos, a relação comercial entre a escola e os pais se sobrepõe à autoridade do professor. (...)
Fonte: COSTAS, R. Revista Veja. 19. ed., ano 38, p. 63, 11 maio 2005.
No trecho: “Não se trata da violência que, nos bairros pobres, ultrapassa os muros escolares e ameaça fisicamente os educadores...” o texto sugere que
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