Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 12 169838
IFMT 2012/2TEXTO 3
A gente quer ver você feliz.
(Slogan de uma loja de eletrodomésticos. Disponível em: . Acesso em: 5 mai. 2012.)
A Questão 12 refere-se ao Texto 3.
Analise as afirmativas.
I. O slogan reforça a ideia de que a aquisição de produtos traz felicidade, isto é, “quem tem é que é feliz”.
II. A expressão “a gente” foi usado com a finalidade de aproximar o enunciador do público em geral.
III. No slogan, é apresentada uma preocupação com o bem-estar do consumidor. Isso contraria o discurso das propagandas visto por Miguelito no texto anterior.
IV. A palavra “você” é direcionada apenas aos clientes que não estão felizes.
Está correto o que se afirma em:
Questão 11 169837
IFMT 2012/2
(Disponível em: http//repensarampliar blogspot.com.br/2011/08/charqe-da-mafalda-tabalhando-questao-do.htmb. Acesso em: 5 mai. 2012.)
Sobre o trecho “Mas parece que se você passa desodorante, depois come salsichas e aí compra uma máquina de lavar roupas, só não é feliz se for muito idiota”, analise as afirmativas no que se refere aos aspectos gramaticais e assinale a alternativa incorreta.
Questão 10 169836
IFMT 2012/2
(Disponível em: http://repensarampliar.blogspot.com.br/2011/08/charge-da-mafalda-tabalhando-questão-do.html. Acesso em: 05 mai. 2012.)
Considerando a personagem Mafalda como uma garota questionadora de vários assuntos sociais, o enunciado no primeiro quadrinho “Coisa boa na TV?” revela:
Questão 8 169834
IFMT 2012/2Texto 1
CONSUMISTAS
Ivan Ângelo
[1] De quantas calças jeans você precisa? Eu tenho três: uma índigo tradicional, que tem uns seis anos; uma bem
mais antiga, de um azul desbotado pelo tempo, aguado, já puída, que faz o papel de vigilante do peso, pois é
do tempo em que minha cintura se comportava melhor; e uma branca, a mais nova, de uns cinco anos, que
entrou no lugar de outra igualzinha que se rasgou no joelho. São suficientes para as situações e combinações,
[5] mas surpreendo-me com uma mulher, na página de moda de um grande jornal, contando vantagem: diz que
tem trinta e tantas calças jeans, e sempre acha que precisa de mais uma, quando a vê na loja. Algum detalhe
torna a nova calça "necessária"; ela "precisa" daquele jeans.
Você realmente precisa de doze pares de óculos escuros? Já não é adequado dizer "óculos de sol", porque é
moda usá-los dentro de shoppings e até em discotecas, na maior escuridão. Eles se tornaram algo mais do que
[10] óculos: são máscaras, aquela coisa que o Spirit dos quadrinhos botava nos olhos ou que o Fantasma botava
para virar outra pessoa. Eles fazem a mágica da troca de personalidade.
De quantos celulares você precisa? Apareceu no jornal uma mulher que tem dúzias. Para quê, não fiquei
sabendo, bastou-me olhar a foto da tonta com aquele mostruário de celulares, aquele despropósito. O apelo do
modelo novo é irresistível para esse tipo de gente, que não suporta a ideia de estar "desatualizada" e só se
[15] considera "in", incluída, quando possui aquela coisa que acaba de ser lançada.
De quantas camisetas você precisa? Bom, o número de camisetas que as pessoas têm é incontrolável. Nem
sempre é a gente que compra. Elas viraram "o" presente. São fáceis de achar, têm uso, têm graça. A gente
nem compra camisetas, ganha.
E tênis, de quantos você precisa? Tenho uma amiga, nem é tão jovem, que tem dezoito pares. Minha filha
[20] chegou a ter uns doze. E ela tem uma amiga que possui 27. Não consigo entender o porquê ou o para quê. Só
quem tem é que sabe as razões.
Brincos. É comum as mulheres terem trinta, quarenta, sessenta pares de brincos. Vão comprando e
acumulando ao longo da vida, vão ganhando. Não conseguem passar por uma bijuteria ou joalheria sem provar
diante do espelho um pequeno penduricalho nas orelhas. E compram, não resistem a três provadas.
[25] Carros! Você precisa de mais do que um carro? Há pessoas que têm três, quatro. Como se houvesse grande
diferença entre usar um e outro como condução. Para viajar, sim, o tipo faz diferença, e nesse caso poderiam
comprar um para as duas funções. Preferem ostentar.
Imelda Marcos gostava de sapatos, tinha 3.000, comprados com o suor do povo filipino. Já vi foto de uma perua
brasileira exibindo sua coleção de mais de duas centenas de calçados. E trinta bolsas de grife. De quantas
[30] bolsas você precisa?
É comum o consumista não conseguir escolher entre uma coisa e outra – porque escolher uma seria perder a
outra – e para pôr fim à angústia leva as duas. Na infância dos consumistas, faltaram ou falharam a orientação
na compra e o apoio à decisão tomada. Frustrações da infância pedem compensações quando o dinheiro
permite. Mas há consumistas pobres, que compram quinquilharias baratas e desnecessárias na Rua 25 de
[35] Março, enquanto as poderosas compram supérfluos caríssimos na Daslu.
Coleções não são a mesma coisa. Você coleciona bolinhas de gude, palitos de picolé, caixas de fósforos, lápis,
figurinhas, rodelas de chope, rolhas, enfim, coisas que não valem nada, e coleciona coisas que chegam a valer
muito, como selos. Não têm utilização prática. É diferente do consumo, de acumular bens de uso porque não
consegue se controlar.
[40] É diferente também de juntar raridades. Um apresentador de televisão tinha dezenas de relógios de pulso
raros, antigos. É diferente, dizia, de ter um monte de relógios mais caros do que raros, de fabricação e uso
atuais. De quantos relógios você precisa?
(Disponível em: . Acesso em: 5 mai. 2012.)
Índigo: Matéria corante azul. Cor azul. Anil.
Em "É comum o consumista não conseguir escolher entre uma coisa e outra – porque escolher uma seria perder a outra – e para pôr fim à angústia leva as duas" (linhas 31-32), os travessões foram usados para:
Questão 7 169833
IFMT 2012/2Texto 1
CONSUMISTAS
Ivan Ângelo
[1] De quantas calças jeans você precisa? Eu tenho três: uma índigo tradicional, que tem uns seis anos; uma bem
mais antiga, de um azul desbotado pelo tempo, aguado, já puída, que faz o papel de vigilante do peso, pois é
do tempo em que minha cintura se comportava melhor; e uma branca, a mais nova, de uns cinco anos, que
entrou no lugar de outra igualzinha que se rasgou no joelho. São suficientes para as situações e combinações,
[5] mas surpreendo-me com uma mulher, na página de moda de um grande jornal, contando vantagem: diz que
tem trinta e tantas calças jeans, e sempre acha que precisa de mais uma, quando a vê na loja. Algum detalhe
torna a nova calça "necessária"; ela "precisa" daquele jeans.
Você realmente precisa de doze pares de óculos escuros? Já não é adequado dizer "óculos de sol", porque é
moda usá-los dentro de shoppings e até em discotecas, na maior escuridão. Eles se tornaram algo mais do que
[10] óculos: são máscaras, aquela coisa que o Spirit dos quadrinhos botava nos olhos ou que o Fantasma botava
para virar outra pessoa. Eles fazem a mágica da troca de personalidade.
De quantos celulares você precisa? Apareceu no jornal uma mulher que tem dúzias. Para quê, não fiquei
sabendo, bastou-me olhar a foto da tonta com aquele mostruário de celulares, aquele despropósito. O apelo do
modelo novo é irresistível para esse tipo de gente, que não suporta a ideia de estar "desatualizada" e só se
[15] considera "in", incluída, quando possui aquela coisa que acaba de ser lançada.
De quantas camisetas você precisa? Bom, o número de camisetas que as pessoas têm é incontrolável. Nem
sempre é a gente que compra. Elas viraram "o" presente. São fáceis de achar, têm uso, têm graça. A gente
nem compra camisetas, ganha.
E tênis, de quantos você precisa? Tenho uma amiga, nem é tão jovem, que tem dezoito pares. Minha filha
[20] chegou a ter uns doze. E ela tem uma amiga que possui 27. Não consigo entender o porquê ou o para quê. Só
quem tem é que sabe as razões.
Brincos. É comum as mulheres terem trinta, quarenta, sessenta pares de brincos. Vão comprando e
acumulando ao longo da vida, vão ganhando. Não conseguem passar por uma bijuteria ou joalheria sem provar
diante do espelho um pequeno penduricalho nas orelhas. E compram, não resistem a três provadas.
[25] Carros! Você precisa de mais do que um carro? Há pessoas que têm três, quatro. Como se houvesse grande
diferença entre usar um e outro como condução. Para viajar, sim, o tipo faz diferença, e nesse caso poderiam
comprar um para as duas funções. Preferem ostentar.
Imelda Marcos gostava de sapatos, tinha 3.000, comprados com o suor do povo filipino. Já vi foto de uma perua
brasileira exibindo sua coleção de mais de duas centenas de calçados. E trinta bolsas de grife. De quantas
[30] bolsas você precisa?
É comum o consumista não conseguir escolher entre uma coisa e outra – porque escolher uma seria perder a
outra – e para pôr fim à angústia leva as duas. Na infância dos consumistas, faltaram ou falharam a orientação
na compra e o apoio à decisão tomada. Frustrações da infância pedem compensações quando o dinheiro
permite. Mas há consumistas pobres, que compram quinquilharias baratas e desnecessárias na Rua 25 de
[35] Março, enquanto as poderosas compram supérfluos caríssimos na Daslu.
Coleções não são a mesma coisa. Você coleciona bolinhas de gude, palitos de picolé, caixas de fósforos, lápis,
figurinhas, rodelas de chope, rolhas, enfim, coisas que não valem nada, e coleciona coisas que chegam a valer
muito, como selos. Não têm utilização prática. É diferente do consumo, de acumular bens de uso porque não
consegue se controlar.
[40] É diferente também de juntar raridades. Um apresentador de televisão tinha dezenas de relógios de pulso
raros, antigos. É diferente, dizia, de ter um monte de relógios mais caros do que raros, de fabricação e uso
atuais. De quantos relógios você precisa?
(Disponível em: . Acesso em: 5 mai. 2012.)
Índigo: Matéria corante azul. Cor azul. Anil.
Analise as afirmativas abaixo:
I. No trecho "[...] diz que tem trinta e tantas calças jeans [...]" (linhas 5-6), o autor empregou o discurso direto.
II. No enunciado "Eles se tornaram algo mais do que óculos: são máscaras [...]" (linhas 9-10), o uso dos dois pontos introduz um esclarecimento do que foi dito anteriormente.
III. No trecho "Elas viraram ‘o’ presente" (linha 17), as aspas no artigo o foram utilizadas para destacar uma gíria.
IV. Em "Não conseguem passar por uma bijuteria ou joalheria sem provar diante do espelho um pequeno penduricalho nas orelhas" (linhas 23-24), o termo sublinhado faz referência a brincos.
Está correto o que se afirma em:
Questão 5 169831
IFMT 2012/2Texto 1
CONSUMISTAS
Ivan Ângelo
[1] De quantas calças jeans você precisa? Eu tenho três: uma índigo tradicional, que tem uns seis anos; uma bem
mais antiga, de um azul desbotado pelo tempo, aguado, já puída, que faz o papel de vigilante do peso, pois é
do tempo em que minha cintura se comportava melhor; e uma branca, a mais nova, de uns cinco anos, que
entrou no lugar de outra igualzinha que se rasgou no joelho. São suficientes para as situações e combinações,
[5] mas surpreendo-me com uma mulher, na página de moda de um grande jornal, contando vantagem: diz que
tem trinta e tantas calças jeans, e sempre acha que precisa de mais uma, quando a vê na loja. Algum detalhe
torna a nova calça "necessária"; ela "precisa" daquele jeans.
Você realmente precisa de doze pares de óculos escuros? Já não é adequado dizer "óculos de sol", porque é
moda usá-los dentro de shoppings e até em discotecas, na maior escuridão. Eles se tornaram algo mais do que
[10] óculos: são máscaras, aquela coisa que o Spirit dos quadrinhos botava nos olhos ou que o Fantasma botava
para virar outra pessoa. Eles fazem a mágica da troca de personalidade.
De quantos celulares você precisa? Apareceu no jornal uma mulher que tem dúzias. Para quê, não fiquei
sabendo, bastou-me olhar a foto da tonta com aquele mostruário de celulares, aquele despropósito. O apelo do
modelo novo é irresistível para esse tipo de gente, que não suporta a ideia de estar "desatualizada" e só se
[15] considera "in", incluída, quando possui aquela coisa que acaba de ser lançada.
De quantas camisetas você precisa? Bom, o número de camisetas que as pessoas têm é incontrolável. Nem
sempre é a gente que compra. Elas viraram "o" presente. São fáceis de achar, têm uso, têm graça. A gente
nem compra camisetas, ganha.
E tênis, de quantos você precisa? Tenho uma amiga, nem é tão jovem, que tem dezoito pares. Minha filha
[20] chegou a ter uns doze. E ela tem uma amiga que possui 27. Não consigo entender o porquê ou o para quê. Só
quem tem é que sabe as razões.
Brincos. É comum as mulheres terem trinta, quarenta, sessenta pares de brincos. Vão comprando e
acumulando ao longo da vida, vão ganhando. Não conseguem passar por uma bijuteria ou joalheria sem provar
diante do espelho um pequeno penduricalho nas orelhas. E compram, não resistem a três provadas.
[25] Carros! Você precisa de mais do que um carro? Há pessoas que têm três, quatro. Como se houvesse grande
diferença entre usar um e outro como condução. Para viajar, sim, o tipo faz diferença, e nesse caso poderiam
comprar um para as duas funções. Preferem ostentar.
Imelda Marcos gostava de sapatos, tinha 3.000, comprados com o suor do povo filipino. Já vi foto de uma perua
brasileira exibindo sua coleção de mais de duas centenas de calçados. E trinta bolsas de grife. De quantas
[30] bolsas você precisa?
É comum o consumista não conseguir escolher entre uma coisa e outra – porque escolher uma seria perder a
outra – e para pôr fim à angústia leva as duas. Na infância dos consumistas, faltaram ou falharam a orientação
na compra e o apoio à decisão tomada. Frustrações da infância pedem compensações quando o dinheiro
permite. Mas há consumistas pobres, que compram quinquilharias baratas e desnecessárias na Rua 25 de
[35] Março, enquanto as poderosas compram supérfluos caríssimos na Daslu.
Coleções não são a mesma coisa. Você coleciona bolinhas de gude, palitos de picolé, caixas de fósforos, lápis,
figurinhas, rodelas de chope, rolhas, enfim, coisas que não valem nada, e coleciona coisas que chegam a valer
muito, como selos. Não têm utilização prática. É diferente do consumo, de acumular bens de uso porque não
consegue se controlar.
[40] É diferente também de juntar raridades. Um apresentador de televisão tinha dezenas de relógios de pulso
raros, antigos. É diferente, dizia, de ter um monte de relógios mais caros do que raros, de fabricação e uso
atuais. De quantos relógios você precisa?
(Disponível em: . Acesso em: 5 mai. 2012.)
Índigo: Matéria corante azul. Cor azul. Anil.
Em "Mas há consumistas pobres, que compram quinquilharias baratas e desnecessárias na Rua 25 de Março, enquanto as poderosas compram supérfluos caríssimos na Daslu” (linhas 34-35), a conjunção sublinhada estabelece relação:
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