Questões de EFAF Português
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Questão 17 171993
SESC 2012Na passagem: “Embora os prognósticos da ONU sejam positivos, a desarmonia entre as expectativas legais e os processos reais que acontecem nas cidades faz levantar a questão: …”
Levando em conta o parágrafo que antecede, o vocábulo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, pela seguinte expressão.
Questão 14 171982
SESC 2012Entre os trechos retirados do texto, assinale aquele que é um exemplo de linguagem figurada:
Questão 12 171978
SESC 2012Assinale a alternativa em que as palavras são acentuadas, respectivamente, pelas mesmas regras que se acentuam as palavras várzea, Poconé e metrópole.
Questão 11 171977
SESC 2012Metrópole sustentável: é possível?
Se você mora em uma cidade grande, olhe à sua volta. O lixo, a pobreza, os engarrafamentos e a poluição não mentem: as coisas não vão tão bem assim. Apesar de o Brasil garantir o direito a “cidades sustentáveis” em suas leis e ter visto, nos últimos 10 anos, alguma melhora em relação a problemas como favelização, moradia e pobreza, a desigualdade ainda é grande. Conversamos com sociólogos, arquitetos, urbanistas e representantes de organizações internacionais sobre o assunto. Será que estamos fadados a um colapso ou a metrópole sustentável é um conceito viável?
Isabela Fraga
Ciência Hoje/RJ
Inez Liuth, 49 anos, é diarista e mora em São Gonçalo, município do estado do Rio de Janeiro. Todos os dias, ela gasta cerca de três horas no trajeto entre sua casa e o trabalho, na Zona Sul do Rio – uma distância de cerca de 35 km. O caminho não é dos mais agradáveis: duas conduções, ônibus lotado, engarrafamentos. Até mesmo a rua de sua casa, ainda não asfaltada, obriga Inez e os vizinhos a levar um segundo par de sapatos na bolsa em dias de chuva. “A gente coloca um pra andar até o ponto de ônibus, depois troca e guarda num saquinho”, conta ela.
Muito diferente dessa realidade é o que garante a Constituição brasileira. O país foi o primeiro da América Latina a incluir em suas leis dizeres sobre o ‘direito à cidade’ dentro do chamado Estatuto da Cidade, cunhado em 1998: “garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações”.
Dada a definição oficial do termo “cidade sustentável”, não é preciso ir muito além do óbvio para constatar que as cidades brasileiras estão longe de serem sustentáveis. Paulistanos perdem, em média, 2 horas e 43 minutos por dia no trânsito, de acordo com uma pesquisa do Ibope para o Movimento Nossa São Paulo. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), a proporção de pessoas que vivem em favelas no Brasil em relação a toda a população urbana do país era de 28‰ (por mil), dado de 2007.
Um dos motivos para essa situação de insustentabilidade urbana é histórico: para os economistas e urbanistas que consultamos, a partir do final da década de 1970, com a globalização e o colapso econômico que colocou a inflação nas alturas, as metrópoles brasileiras entraram em uma crise que as levou ao crescimento desordenado, à perda de institucionalização e, consequentemente, às condições que vemos hoje. A América Latina é agora a região mais urbanizada do mundo e, desde 2008, 80% da população brasileira estão concentrados em cidades. É a tendência mundial: segundo dados da ONU, até 2030 todas as regiões do planeta serão predominantemente urbanas.
O estado atual e o futuro das cidades são questões tão preocupantes que em março deste ano, no Rio, foi realizado pelo United Nations Human Settlements Programme (UN-Habitat) – órgão da ONU voltado para habitações – o 5º Fórum Urbano Mundial. Dados levantados pelo órgão, no entanto, revelam que o Brasil e a América Latina têm apresentado melhora em muitos aspectos relacionados a cidades, como a redução de favelas e da pobreza e a revitalização de centros urbanos.
Embora os prognósticos da ONU sejam positivos, a desarmonia entre os objetivos constitucionais e os processos reais que acontecem nas cidades faz levantar a questão: no cenário sombrio que acabamos de descrever, é viável que uma metrópole seja sustentável? Mesmo que, obviamente, não haja uma resposta final positiva ou negativa, o consenso é que a situação atual não pode perdurar.
Ciência hoje, Instituto Ciência Hoje, 09/10
A seguir, são apresentadas definições de palavras retiradas do texto. Em qual das definições o sentido da palavra não é o mesmo empregado no texto?
Questão 10 171976
SESC 2012Metrópole sustentável: é possível?
Se você mora em uma cidade grande, olhe à sua volta. O lixo, a pobreza, os engarrafamentos e a poluição não mentem: as coisas não vão tão bem assim. Apesar de o Brasil garantir o direito a “cidades sustentáveis” em suas leis e ter visto, nos últimos 10 anos, alguma melhora em relação a problemas como favelização, moradia e pobreza, a desigualdade ainda é grande. Conversamos com sociólogos, arquitetos, urbanistas e representantes de organizações internacionais sobre o assunto. Será que estamos fadados a um colapso ou a metrópole sustentável é um conceito viável?
Isabela Fraga
Ciência Hoje/RJ
Inez Liuth, 49 anos, é diarista e mora em São Gonçalo, município do estado do Rio de Janeiro. Todos os dias, ela gasta cerca de três horas no trajeto entre sua casa e o trabalho, na Zona Sul do Rio – uma distância de cerca de 35 km. O caminho não é dos mais agradáveis: duas conduções, ônibus lotado, engarrafamentos. Até mesmo a rua de sua casa, ainda não asfaltada, obriga Inez e os vizinhos a levar um segundo par de sapatos na bolsa em dias de chuva. “A gente coloca um pra andar até o ponto de ônibus, depois troca e guarda num saquinho”, conta ela.
Muito diferente dessa realidade é o que garante a Constituição brasileira. O país foi o primeiro da América Latina a incluir em suas leis dizeres sobre o ‘direito à cidade’ dentro do chamado Estatuto da Cidade, cunhado em 1998: “garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações”.
Dada a definição oficial do termo “cidade sustentável”, não é preciso ir muito além do óbvio para constatar que as cidades brasileiras estão longe de serem sustentáveis. Paulistanos perdem, em média, 2 horas e 43 minutos por dia no trânsito, de acordo com uma pesquisa do Ibope para o Movimento Nossa São Paulo. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), a proporção de pessoas que vivem em favelas no Brasil em relação a toda a população urbana do país era de 28‰ (por mil), dado de 2007.
Um dos motivos para essa situação de insustentabilidade urbana é histórico: para os economistas e urbanistas que consultamos, a partir do final da década de 1970, com a globalização e o colapso econômico que colocou a inflação nas alturas, as metrópoles brasileiras entraram em uma crise que as levou ao crescimento desordenado, à perda de institucionalização e, consequentemente, às condições que vemos hoje. A América Latina é agora a região mais urbanizada do mundo e, desde 2008, 80% da população brasileira estão concentrados em cidades. É a tendência mundial: segundo dados da ONU, até 2030 todas as regiões do planeta serão predominantemente urbanas.
O estado atual e o futuro das cidades são questões tão preocupantes que em março deste ano, no Rio, foi realizado pelo United Nations Human Settlements Programme (UN-Habitat) – órgão da ONU voltado para habitações – o 5º Fórum Urbano Mundial. Dados levantados pelo órgão, no entanto, revelam que o Brasil e a América Latina têm apresentado melhora em muitos aspectos relacionados a cidades, como a redução de favelas e da pobreza e a revitalização de centros urbanos.
Embora os prognósticos da ONU sejam positivos, a desarmonia entre os objetivos constitucionais e os processos reais que acontecem nas cidades faz levantar a questão: no cenário sombrio que acabamos de descrever, é viável que uma metrópole seja sustentável? Mesmo que, obviamente, não haja uma resposta final positiva ou negativa, o consenso é que a situação atual não pode perdurar.
Ciência hoje, Instituto Ciência Hoje, 09/10
Segundo o texto “Metrópole sustentável: é possível?”, é CORRETO afirmar que:
Questão 9 171877
SESC 2012Metrópole sustentável: é possível?
Se você mora em uma cidade grande, olhe à sua volta. O lixo, a pobreza, os engarrafamentos e a poluição não mentem: as coisas não vão tão bem assim. Apesar de o Brasil garantir o direito a “cidades sustentáveis” em suas leis e ter visto, nos últimos 10 anos, alguma melhora em relação a problemas como favelização, moradia e pobreza, a desigualdade ainda é grande. Conversamos com sociólogos, arquitetos, urbanistas e representantes de organizações internacionais sobre o assunto. Será que estamos fadados a um colapso ou a metrópole sustentável é um conceito viável?
Isabela Fraga
Ciência Hoje/RJ
Inez Liuth, 49 anos, é diarista e mora em São Gonçalo, município do estado do Rio de Janeiro. Todos os dias, ela gasta cerca de três horas no trajeto entre sua casa e o trabalho, na Zona Sul do Rio – uma distância de cerca de 35 km. O caminho não é dos mais agradáveis: duas conduções, ônibus lotado, engarrafamentos. Até mesmo a rua de sua casa, ainda não asfaltada, obriga Inez e os vizinhos a levar um segundo par de sapatos na bolsa em dias de chuva. “A gente coloca um pra andar até o ponto de ônibus, depois troca e guarda num saquinho”, conta ela.
Muito diferente dessa realidade é o que garante a Constituição brasileira. O país foi o primeiro da América Latina a incluir em suas leis dizeres sobre o ‘direito à cidade’ dentro do chamado Estatuto da Cidade, cunhado em 1998: “garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações”.
Dada a definição oficial do termo “cidade sustentável”, não é preciso ir muito além do óbvio para constatar que as cidades brasileiras estão longe de serem sustentáveis. Paulistanos perdem, em média, 2 horas e 43 minutos por dia no trânsito, de acordo com uma pesquisa do Ibope para o Movimento Nossa São Paulo. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), a proporção de pessoas que vivem em favelas no Brasil em relação a toda a população urbana do país era de 28‰ (por mil), dado de 2007.
Um dos motivos para essa situação de insustentabilidade urbana é histórico: para os economistas e urbanistas que consultamos, a partir do final da década de 1970, com a globalização e o colapso econômico que colocou a inflação nas alturas, as metrópoles brasileiras entraram em uma crise que as levou ao crescimento desordenado, à perda de institucionalização e, consequentemente, às condições que vemos hoje. A América Latina é agora a região mais urbanizada do mundo e, desde 2008, 80% da população brasileira estão concentrados em cidades. É a tendência mundial: segundo dados da ONU, até 2030 todas as regiões do planeta serão predominantemente urbanas.
O estado atual e o futuro das cidades são questões tão preocupantes que em março deste ano, no Rio, foi realizado pelo United Nations Human Settlements Programme (UN-Habitat) – órgão da ONU voltado para habitações – o 5º Fórum Urbano Mundial. Dados levantados pelo órgão, no entanto, revelam que o Brasil e a América Latina têm apresentado melhora em muitos aspectos relacionados a cidades, como a redução de favelas e da pobreza e a revitalização de centros urbanos.
Embora os prognósticos da ONU sejam positivos, a desarmonia entre os objetivos constitucionais e os processos reais que acontecem nas cidades faz levantar a questão: no cenário sombrio que acabamos de descrever, é viável que uma metrópole seja sustentável? Mesmo que, obviamente, não haja uma resposta final positiva ou negativa, o consenso é que a situação atual não pode perdurar.
Ciência hoje, Instituto Ciência Hoje, 09/10
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
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