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Questão 8366346
EMBRAER EMBRAER 2012 ConhecimentosGerais 2012Chove em São Paulo. São da tarde. Milhões de pessoas saem de seus escritórios para encarar um engarrafamento de quilômetros. Dentro dos carros e ônibus, a população torce para que esse cenário não seja prejudicado por algum acidente. A frota da cidade ultrapassa a marca de milhões de veículos desde março, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP). Seis milhões deles são carros. Se todos saíssem da garagem ao mesmo tempo, não haveria espaço suficiente nas ruas para ficarem parados um atrás do outro. A alternativa, o metrô, mesmo sendo o maior do país com , não serve toda a população.
Assinale a alternativa correta quanto à concordância.(Galileu, junho de )
Questão 8366269
AFA AFA 2012 1 FaseU Gerais 2012
TEXTO I
O silêncio incomoda
Como trabalho em casa, assisto a um grande número de jogos e programas esportivos, alguns porque gosto e outros para me manter atualizado, vejo ainda muitos noticiários gerais, filmes, programas culturais (são pouquíssimos) e também, por curiosidade, muitas coisas ruins. Estou viciado em televisão.
Não suporto mais ver tantas tragédias, crimes, violências, falcatruas e tantas politicagens para a realização da Copa de 2014.
Estou sem paciência para assistir a tantas partidas tumultuadas no Brasil, consequência do estilo de jogar, da tolerância com a violência e do ambiente bélico em que se transformou o futebol, dentro e fora do campo.
Na transmissão das partidas, fala-se e grita-se demais. Não há um único instante de silêncio, nenhuma pausa. O barulho é cada dia maior no futebol, nas ruas, nos bares, nos restaurantes e em quase todos os ambientes. O silêncio incomoda as pessoas.
É óbvio que informações e estatísticas são importantíssimas. Mas exageram. Fala-se muito, mesmo com a bola rolando. Impressiona-me como se formam conceitos, dão opiniões, baseados em estatísticas que têm pouca ou nenhuma importância.
Na partida entre Escócia e Brasil, um repórter da TV Globo deu a “grande notícia”, que Neymar foi o primeiro jogador brasileiro a marcar dois gols contra a Escócia em uma mesma partida.
Parece haver uma disputa para saber quem dá mais informações e estatísticas, e outra, entre os narradores, para saber quem grita gol mais alto e prolongado. Se dizem que a imagem vale mais que mil palavras, por que se fala e se grita tanto?
Outra discussão chata, durante e após as partidas, é se um jogador teve a intenção de colocar a mão na bola e de fazer pênalti, e se outro teve a intenção de atingir o adversário. Com raríssimas exceções, ninguém é louco para fazer pênalti nem tão canalha para querer quebrar o outro jogador.
O que ocorre, com frequência, é o jogador, no impulso, sem pensar, soltar o braço na cara do outro. O impulso está à frente da consciência. Não sou também tão ingênuo para achar que todas as faltas violentas são involuntárias.
Não dá para o árbitro saber se a falta foi intencional ou não. Ele precisa julgar o fato, e não a intenção. Eles precisam ter também bom senso, o que é raro no ser humano, para saber a gravidade das faltas. Muitas parecem iguais, mas não são. Ter critério não é unificar as diferenças.
(Tostão, Folha de S.Paulo, caderno D, “esporte”, p. 11, 10/04/2011.)
Sobre o fragmento do texto “O que ocorre, com frequência, é o jogador, no impulso, sem pensar, soltar o braço na cara do outro.” (5), é correto afirmar que:
TEXTO I
O silêncio incomoda
Como trabalho em casa, assisto a um grande número de jogos e programas esportivos, alguns porque gosto e outros para me manter atualizado, vejo ainda muitos noticiários gerais, filmes, programas culturais (são pouquíssimos) e também, por curiosidade, muitas coisas ruins. Estou viciado em televisão.
Não suporto mais ver tantas tragédias, crimes, violências, falcatruas e tantas politicagens para a realização da Copa de 2014.
Estou sem paciência para assistir a tantas partidas tumultuadas no Brasil, consequência do estilo de jogar, da tolerância com a violência e do ambiente bélico em que se transformou o futebol, dentro e fora do campo.
Na transmissão das partidas, fala-se e grita-se demais. Não há um único instante de silêncio, nenhuma pausa. O barulho é cada dia maior no futebol, nas ruas, nos bares, nos restaurantes e em quase todos os ambientes. O silêncio incomoda as pessoas.
É óbvio que informações e estatísticas são importantíssimas. Mas exageram. Fala-se muito, mesmo com a bola rolando. Impressiona-me como se formam conceitos, dão opiniões, baseados em estatísticas que têm pouca ou nenhuma importância.
Na partida entre Escócia e Brasil, um repórter da TV Globo deu a “grande notícia”, que Neymar foi o primeiro jogador brasileiro a marcar dois gols contra a Escócia em uma mesma partida.
Parece haver uma disputa para saber quem dá mais informações e estatísticas, e outra, entre os narradores, para saber quem grita gol mais alto e prolongado. Se dizem que a imagem vale mais que mil palavras, por que se fala e se grita tanto?
Outra discussão chata, durante e após as partidas, é se um jogador teve a intenção de colocar a mão na bola e de fazer pênalti, e se outro teve a intenção de atingir o adversário. Com raríssimas exceções, ninguém é louco para fazer pênalti nem tão canalha para querer quebrar o outro jogador.
O que ocorre, com frequência, é o jogador, no impulso, sem pensar, soltar o braço na cara do outro. O impulso está à frente da consciência. Não sou também tão ingênuo para achar que todas as faltas violentas são involuntárias.
Não dá para o árbitro saber se a falta foi intencional ou não. Ele precisa julgar o fato, e não a intenção. Eles precisam ter também bom senso, o que é raro no ser humano, para saber a gravidade das faltas. Muitas parecem iguais, mas não são. Ter critério não é unificar as diferenças.
(Tostão, Folha de S.Paulo, caderno D, “esporte”, p. 11, 10/04/2011.)
Questão 8366167
PUC-RS PUCRS 2012 2 FaseU FBP 2012
Não tive acesso ao conteúdo do livro (28) “Por uma vida melhor”, apenas a pequenos (28) trechos. Portanto (13)(23), falo (14) com base em informações e opiniões de terceiros. Nessa perspectiva (15), vejo como positivo o debate que a abordagem pouco ortodoxa (29) dos autores desencadeou (16), pondo fogo (30) a um tema em geral tido como irrelevante: a língua materna em uso (01) . Entretanto, um trecho da obra (03) me preocupou, e destaco (35) “Posso falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico (02)". Para começar (11), pedir licença para falar de um determinado jeito é um tiro no pé (05) (31) da tese defendida em “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste contexto (40), é reconhecer o poder do outro sobre nós (04) (36) - o que parece ser exatamente o contrário do que os autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa (24) essa concordância rotineiramente. O problema maior, bem mais sutil e muito mais (41) complicado, porém (12) , está na segunda parte (42) da fala (06).
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as pessoas como são, mas também (25) acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao afirmar (26) que a modalidade “permitida” pode vitimizar quem a utiliza - pela ação do “outro (37) ameaçador” (07) -, os autores estão deslocando o foco (32) da importância de construir conhecimento (08) de modo autônomo e reflexivo (09)(18) e enfatizando (33) o julgamento alheio, novamente (17) reforçando o preconceito. Ora(27), aula de língua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna cidadão por receio (43) do “outro ameaçador”. O aluno (20) (38) deve ter oportunidade de conhecer e desenvolver (34) múltiplas linguagens porque assim (19) ele poderá (44) expressar ideias e sentimentos com mais autonomia. E, talvez (21), com menos preconceito (22). Tudo (39) isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal(10).
(Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.)
De acordo com o texto, em que caso o sentido da expressão destacada NÃO está corretamente indicado?
Não tive acesso ao conteúdo do livro (28) “Por uma vida melhor”, apenas a pequenos (28) trechos. Portanto (13)(23), falo (14) com base em informações e opiniões de terceiros. Nessa perspectiva (15), vejo como positivo o debate que a abordagem pouco ortodoxa (29) dos autores desencadeou (16), pondo fogo (30) a um tema em geral tido como irrelevante: a língua materna em uso (01) . Entretanto, um trecho da obra (03) me preocupou, e destaco (35) “Posso falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico (02)". Para começar (11), pedir licença para falar de um determinado jeito é um tiro no pé (05) (31) da tese defendida em “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste contexto (40), é reconhecer o poder do outro sobre nós (04) (36) - o que parece ser exatamente o contrário do que os autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa (24) essa concordância rotineiramente. O problema maior, bem mais sutil e muito mais (41) complicado, porém (12) , está na segunda parte (42) da fala (06).
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as pessoas como são, mas também (25) acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao afirmar (26) que a modalidade “permitida” pode vitimizar quem a utiliza - pela ação do “outro (37) ameaçador” (07) -, os autores estão deslocando o foco (32) da importância de construir conhecimento (08) de modo autônomo e reflexivo (09)(18) e enfatizando (33) o julgamento alheio, novamente (17) reforçando o preconceito. Ora(27), aula de língua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna cidadão por receio (43) do “outro ameaçador”. O aluno (20) (38) deve ter oportunidade de conhecer e desenvolver (34) múltiplas linguagens porque assim (19) ele poderá (44) expressar ideias e sentimentos com mais autonomia. E, talvez (21), com menos preconceito (22). Tudo (39) isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal(10).
(Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.)
Questão 8366166
PUC-RS PUCRS 2012 2 FaseU FBP 2012
Não tive acesso ao conteúdo do livro (28) “Por uma vida melhor”, apenas a pequenos (28) trechos. Portanto (13)(23), falo (14) com base em informações e opiniões de terceiros. Nessa perspectiva (15), vejo como positivo o debate que a abordagem pouco ortodoxa (29) dos autores desencadeou (16), pondo fogo (30) a um tema em geral tido como irrelevante: a língua materna em uso (01) . Entretanto, um trecho da obra (03) me preocupou, e destaco (35) “Posso falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico (02)". Para começar (11), pedir licença para falar de um determinado jeito é um tiro no pé (05) (31) da tese defendida em “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste contexto (40), é reconhecer o poder do outro sobre nós (04) (36) - o que parece ser exatamente o contrário do que os autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa (24) essa concordância rotineiramente. O problema maior, bem mais sutil e muito mais (41) complicado, porém (12) , está na segunda parte (42) da fala (06).
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as pessoas como são, mas também (25) acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao afirmar (26) que a modalidade “permitida” pode vitimizar quem a utiliza - pela ação do “outro (37) ameaçador” (07) -, os autores estão deslocando o foco (32) da importância de construir conhecimento (08) de modo autônomo e reflexivo (09)(18) e enfatizando (33) o julgamento alheio, novamente (17) reforçando o preconceito. Ora(27), aula de língua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna cidadão por receio (43) do “outro ameaçador”. O aluno (20) (38) deve ter oportunidade de conhecer e desenvolver (34) múltiplas linguagens porque assim (19) ele poderá (44) expressar ideias e sentimentos com mais autonomia. E, talvez (21), com menos preconceito (22). Tudo (39) isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal(10).
(Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.)
Não tive acesso ao conteúdo do livro (28) “Por uma vida melhor”, apenas a pequenos (28) trechos. Portanto (13)(23), falo (14) com base em informações e opiniões de terceiros. Nessa perspectiva (15), vejo como positivo o debate que a abordagem pouco ortodoxa (29) dos autores desencadeou (16), pondo fogo (30) a um tema em geral tido como irrelevante: a língua materna em uso (01) . Entretanto, um trecho da obra (03) me preocupou, e destaco (35) “Posso falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico (02)". Para começar (11), pedir licença para falar de um determinado jeito é um tiro no pé (05) (31) da tese defendida em “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste contexto (40), é reconhecer o poder do outro sobre nós (04) (36) - o que parece ser exatamente o contrário do que os autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa (24) essa concordância rotineiramente. O problema maior, bem mais sutil e muito mais (41) complicado, porém (12) , está na segunda parte (42) da fala (06).
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as pessoas como são, mas também (25) acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao afirmar (26) que a modalidade “permitida” pode vitimizar quem a utiliza - pela ação do “outro (37) ameaçador” (07) -, os autores estão deslocando o foco (32) da importância de construir conhecimento (08) de modo autônomo e reflexivo (09)(18) e enfatizando (33) o julgamento alheio, novamente (17) reforçando o preconceito. Ora(27), aula de língua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna cidadão por receio (43) do “outro ameaçador”. O aluno (20) (38) deve ter oportunidade de conhecer e desenvolver (34) múltiplas linguagens porque assim (19) ele poderá (44) expressar ideias e sentimentos com mais autonomia. E, talvez (21), com menos preconceito (22). Tudo (39) isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal(10).
(Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.)
Para responder à questão, considere as afirmativas sobre uso de pronomes no texto.
1.“Nós” (36) e “outro” (37) representam sentido genérico no texto.
2. O pronome “Ele” poderia ser usado em lugar de “O aluno” (38) sem prejuízo para o sentido e a correção do texto, porque esses termos são iguais em gênero e número.
3.“Tudo” (39) reforça o sentido de “isso”, na mesma linha.
4. No primeiro parágrafo, predomina a primeira pessoa do discurso; nos demais, a terceira pessoa.
Estão corretas apenas as afirmativas:
Questão 8366165
PUC-RS PUCRS 2012 2 FaseU FBP 2012
Não tive acesso ao conteúdo do livro (28) “Por uma vida melhor”, apenas a pequenos (28) trechos. Portanto (13)(23), falo (14) com base em informações e opiniões de terceiros. Nessa perspectiva (15), vejo como positivo o debate que a abordagem pouco ortodoxa (29) dos autores desencadeou (16), pondo fogo (30) a um tema em geral tido como irrelevante: a língua materna em uso (01) . Entretanto, um trecho da obra (03) me preocupou, e destaco (35) “Posso falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico (02)". Para começar (11), pedir licença para falar de um determinado jeito é um tiro no pé (05) (31) da tese defendida em “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste contexto (40), é reconhecer o poder do outro sobre nós (04) (36) - o que parece ser exatamente o contrário do que os autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa (24) essa concordância rotineiramente. O problema maior, bem mais sutil e muito mais (41) complicado, porém (12) , está na segunda parte (42) da fala (06).
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as pessoas como são, mas também (25) acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao afirmar (26) que a modalidade “permitida” pode vitimizar quem a utiliza - pela ação do “outro (37) ameaçador” (07) -, os autores estão deslocando o foco (32) da importância de construir conhecimento (08) de modo autônomo e reflexivo (09)(18) e enfatizando (33) o julgamento alheio, novamente (17) reforçando o preconceito. Ora(27), aula de língua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna cidadão por receio (43) do “outro ameaçador”. O aluno (20) (38) deve ter oportunidade de conhecer e desenvolver (34) múltiplas linguagens porque assim (19) ele poderá (44) expressar ideias e sentimentos com mais autonomia. E, talvez (21), com menos preconceito (22). Tudo (39) isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal(10).
(Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.)
Não tive acesso ao conteúdo do livro (28) “Por uma vida melhor”, apenas a pequenos (28) trechos. Portanto (13)(23), falo (14) com base em informações e opiniões de terceiros. Nessa perspectiva (15), vejo como positivo o debate que a abordagem pouco ortodoxa (29) dos autores desencadeou (16), pondo fogo (30) a um tema em geral tido como irrelevante: a língua materna em uso (01) . Entretanto, um trecho da obra (03) me preocupou, e destaco (35) “Posso falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico (02)". Para começar (11), pedir licença para falar de um determinado jeito é um tiro no pé (05) (31) da tese defendida em “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste contexto (40), é reconhecer o poder do outro sobre nós (04) (36) - o que parece ser exatamente o contrário do que os autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa (24) essa concordância rotineiramente. O problema maior, bem mais sutil e muito mais (41) complicado, porém (12) , está na segunda parte (42) da fala (06).
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as pessoas como são, mas também (25) acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao afirmar (26) que a modalidade “permitida” pode vitimizar quem a utiliza - pela ação do “outro (37) ameaçador” (07) -, os autores estão deslocando o foco (32) da importância de construir conhecimento (08) de modo autônomo e reflexivo (09)(18) e enfatizando (33) o julgamento alheio, novamente (17) reforçando o preconceito. Ora(27), aula de língua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna cidadão por receio (43) do “outro ameaçador”. O aluno (20) (38) deve ter oportunidade de conhecer e desenvolver (34) múltiplas linguagens porque assim (19) ele poderá (44) expressar ideias e sentimentos com mais autonomia. E, talvez (21), com menos preconceito (22). Tudo (39) isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal(10).
(Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.)
Se a passagem “um trecho da obra me preocupou, e destaco” (35) fosse transposta para a fala indireta, a forma correta resultante poderia ser:
“A autora afirmou que um trecho da obra
Questão 8366164
PUC-RS PUCRS 2012 2 FaseU FBP 2012
Não tive acesso ao conteúdo do livro (28) “Por uma vida melhor”, apenas a pequenos (28) trechos. Portanto (13)(23), falo (14) com base em informações e opiniões de terceiros. Nessa perspectiva (15), vejo como positivo o debate que a abordagem pouco ortodoxa (29) dos autores desencadeou (16), pondo fogo (30) a um tema em geral tido como irrelevante: a língua materna em uso (01) . Entretanto, um trecho da obra (03) me preocupou, e destaco (35) “Posso falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico (02)". Para começar (11), pedir licença para falar de um determinado jeito é um tiro no pé (05) (31) da tese defendida em “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste contexto (40), é reconhecer o poder do outro sobre nós (04) (36) - o que parece ser exatamente o contrário do que os autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa (24) essa concordância rotineiramente. O problema maior, bem mais sutil e muito mais (41) complicado, porém (12) , está na segunda parte (42) da fala (06).
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as pessoas como são, mas também (25) acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao afirmar (26) que a modalidade “permitida” pode vitimizar quem a utiliza - pela ação do “outro (37) ameaçador” (07) -, os autores estão deslocando o foco (32) da importância de construir conhecimento (08) de modo autônomo e reflexivo (09)(18) e enfatizando (33) o julgamento alheio, novamente (17) reforçando o preconceito. Ora(27), aula de língua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna cidadão por receio (43) do “outro ameaçador”. O aluno (20) (38) deve ter oportunidade de conhecer e desenvolver (34) múltiplas linguagens porque assim (19) ele poderá (44) expressar ideias e sentimentos com mais autonomia. E, talvez (21), com menos preconceito (22). Tudo (39) isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal(10).
(Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.)
Considerando o sentido de algumas palavras/expressões no texto, NÃO é correto afirmar que:
Não tive acesso ao conteúdo do livro (28) “Por uma vida melhor”, apenas a pequenos (28) trechos. Portanto (13)(23), falo (14) com base em informações e opiniões de terceiros. Nessa perspectiva (15), vejo como positivo o debate que a abordagem pouco ortodoxa (29) dos autores desencadeou (16), pondo fogo (30) a um tema em geral tido como irrelevante: a língua materna em uso (01) . Entretanto, um trecho da obra (03) me preocupou, e destaco (35) “Posso falar ‘os livro’?” “Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico (02)". Para começar (11), pedir licença para falar de um determinado jeito é um tiro no pé (05) (31) da tese defendida em “Por uma vida melhor”. Porque pedir licença, neste contexto (40), é reconhecer o poder do outro sobre nós (04) (36) - o que parece ser exatamente o contrário do que os autores pregam. Além disso, a resposta “Claro que pode” é inócua: o aluno tanto sabe que pode que usa (24) essa concordância rotineiramente. O problema maior, bem mais sutil e muito mais (41) complicado, porém (12) , está na segunda parte (42) da fala (06).
Agir livre de preconceito, o oposto de fazer alguém “vítima de preconceito”, implica não só aceitar as pessoas como são, mas também (25) acreditar que todos sejam capazes de evoluir por méritos próprios. Ao afirmar (26) que a modalidade “permitida” pode vitimizar quem a utiliza - pela ação do “outro (37) ameaçador” (07) -, os autores estão deslocando o foco (32) da importância de construir conhecimento (08) de modo autônomo e reflexivo (09)(18) e enfatizando (33) o julgamento alheio, novamente (17) reforçando o preconceito. Ora(27), aula de língua materna é aula de cidadania, e ninguém se torna cidadão por receio (43) do “outro ameaçador”. O aluno (20) (38) deve ter oportunidade de conhecer e desenvolver (34) múltiplas linguagens porque assim (19) ele poderá (44) expressar ideias e sentimentos com mais autonomia. E, talvez (21), com menos preconceito (22). Tudo (39) isso pode parecer muito sutil, mas a linguagem é feita de sutilezas, para o bem ou para o mal(10).
(Marisa M. Smith. PUCRS, Notícias FALE, junho, 2011.)
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