Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 6 11089648
IFTO Integrados 2019/1Texto
Leia o texto musical Trem-bala, de Ana Vilela, e responda à questão.

Disponível em: CcMJpWAZJ1kKEcH3jMIgEGO&tbo=u&sa=X&ved=2ahUKEwjqj8aEnfjdAhWCDpAK HWVwDJYQ9C96BAgBEBs&biw=1366&bih=657&dpr=1#i mgrc=slLgNbdKFivyBM:. Acesso em: 8 out. 2018
Trem-bala
Ana Vilela
Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria
voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós
É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar
Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que
venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros
corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações
A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe pra perto de mim
Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de
comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter
sempre mais
Porque quando menos se espera, a vida já ficou pra
trás
Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
Disponível em: https://www.letras.mus.br/ana-vilela/trembala/. Acesso em: 8 out. 2018.
No trecho “Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar”, o autor utilizou a seguinte figura de linguagem:
Questão 2 11089607
IFTO Integrados 2019/1Texto
Leia o texto musical Trem-bala, de Ana Vilela, e responda à questão.

Disponível em: CcMJpWAZJ1kKEcH3jMIgEGO&tbo=u&sa=X&ved=2ahUKEwjqj8aEnfjdAhWCDpAK HWVwDJYQ9C96BAgBEBs&biw=1366&bih=657&dpr=1#i mgrc=slLgNbdKFivyBM:. Acesso em: 8 out. 2018
Trem-bala
Ana Vilela
Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria
voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós
É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar
Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que
venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros
corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações
A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe pra perto de mim
Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de
comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter
sempre mais
Porque quando menos se espera, a vida já ficou pra
trás
Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
Disponível em: https://www.letras.mus.br/ana-vilela/trembala/. Acesso em: 8 out. 2018.
No trecho “Porque quando menos se espera, a vida já ficou pra trás”, o “porque” foi utilizado com a finalidade de:
Questão 8 10783619
IFMT 2019/2Texto-base para a questão
A lebre e a tartaruga
A lebre vivia a se gabar de que era o mais veloz de todos os animais. Até o dia em que encontrou a tartaruga.
— Eu tenho certeza de que, se apostarmos uma corrida, serei a vencedora — desafiou a tartaruga.
A lebre caiu na gargalhada.
— Uma corrida? Eu e você? Essa é boa!
— Por acaso você está com medo de perder? — perguntou a tartaruga.
— É mais fácil um leão cacarejar do que eu perder uma corrida para você — respondeu a lebre.
No dia seguinte a raposa foi escolhida para ser a juíza da prova. Bastou dar o sinal da largada para a lebre disparar na frente a toda velocidade. A tartaruga não se abalou e continuou na disputa. A lebre estava tão certa da vitória que resolveu tirar uma soneca.
"Se aquela molenga passar na minha frente, é só correr um pouco que eu a ultrapasso" — pensou.
A lebre dormiu tanto que não percebeu quando a tartaruga, em sua marcha vagarosa e constante, passou. Quando acordou, continuou a correr com ares de vencedora. Mas, para sua surpresa, a tartaruga, que não descansara um só minuto, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.
Desse dia em diante, a lebre tornou-se o alvo das chacotas da floresta.
Quando dizia que era o animal mais veloz, todos lembravam-na de uma certa tartaruga...
(FONTAINE, Jean de la. Fábula de Esopo. Adaptada por Lucia Tulchinski. 2. ed.São Paulo: Scipione, 2010)
Leia: “Desse dia em diante, a lebre tornou-se o alvo das chacotas da floresta.”
Com relação às palavras destacadas no excerto acima, só NÃO se pode afirmar que:
Questão 10 10777030
COLUNI/UFV 1° Dia 2019No filme O carteiro e o poeta, o personagem Mário e o poeta Pablo Neruda compreendem que a metáfora é o elemento constituinte da poesia. A poesia de Manoel de Barros também apresenta a metáfora como elemento constituinte.
Assinale a alternativa em que o excerto de Manoel de Barros explica a condição para o uso da metáfora em sua poesia:
Questão 9 10777029
COLUNI/UFV 1° Dia 2019Leia o diálogo a seguir retirado do filme O carteiro e o poeta.
Dom Pablo: Aqui nesta ilha, o mar. Tanto mar. Ele transborda de tempos a tempos. Diz que sim, diz que não, então não. No azul, na
espuma, num galope diz que não, então não. Não pode estar tranquilo. “Chamo-te mar”, repete batendo na pedra sem convencê-la.
Então, com sete línguas verdes de sete tigres verdes, de sete cães verdes, de sete mares verdes ele acaricia, beija, molha e bate no
peito repetindo seu nome.
Dom Pablo: Então. Que te parece?
Mário: É Estranho.
Dom Pablo: Como assim, estranho? És um crítico severo.
Mário: Não, não o seu poema. Estranho... estranho... É como me senti enquanto estava a recitar.
Dom Pablo: E como se sentiu?
Mário: Não sei. As palavras iam para frente e para trás.
Dom Pablo: Como o mar?
Mário: Exatamente, como o mar.
Dom Pablo: Isso é ritmo.
Mário: Na verdade, senti-me mareado.
Dom Pablo: Mareado.
Mário: Não sei explicar. Senti-me como um barco balançando em volta de tuas palavras.
Dom Pablo: Como um barco balançando em volta das minhas palavras?
Dom Pablo: Sabes o que acabastes de fazer, Mário?
Mário: o quê?
Dom Pablo: Uma metáfora.
Mário: Não!
Dom Pablo: Sim, sim!
Mário: Mesmo? Mas não vale porque não tive a intenção.
Dom Pablo: As imagens nascem espontaneamente.
Assinale a alternativa em que o verso NÃO apresenta o mesmo recurso linguístico que aquele utilizado por Mário nesse diálogo do filme:
Questão 2 10777007
COLUNI/UFV 1° Dia 2019Leia o poema a seguir para responder à questõão.
Despalavra
Hoje eu atingi o reino das imagens, o reino da despalavra.
Daqui vem que todas as coisas podem ter qualidades humanas.
Daqui vem que todas as coisas podem ter qualidades de pássaros.
Daqui vem que todas as pedras podem ter qualidades de sapo.
Daqui vem que todos os poetas podem ter qualidades de árvore.
Daqui vem que os poetas podem arborizar os pássaros.
Daqui vem que todos os poetas podem humanizar as águas.
Daqui vem que os poetas devem aumentar o mundo com as suas metáforas.
Que os poetas podem ser pré-coisas, pré-vermes, podem ser pré-musgos.
Daqui vem que os poetas podem compreender o mundo sem conceitos.
Que os poetas podem refazer o mundo por imagens, por eflúvios, por afeto.
(BARROS, Manoel de. Despalavra. In: _____. Meu quintal é maior do que o mundo. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2015, p. 117.)
Releia esses versos:
“Daqui vem que os poetas devem aumentar o mundo com suas metáforas
[...]
Daqui vem que os poetas podem compreender o mundo sem conceitos
Que os poetas podem refazer o mundo por imagens, por eflúvios, por afeto.”
A construção das metáforas, frequentemente usada pelo poeta, surgem da necessidade de:
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