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Questão 8365125
CN CN 2012 1 FaseU Demais 2013Texto I
Felicidade suprema
Às vezes vale a pena pensar sobre a vida.(1) Não sobre o que temos ou não consumido,(31) tampouco a respeito(36) do que fizemos ou deixamos de fazer. São aspectos factuais que, mais do que ajudar(34) em uma reflexão mais profunda,(15) tornam-se barreiras(18) ao pensamento abstrato,(25) aquele em que vamos encontrar as verdadeiras significações.(22) Chegamos quase à ideia de Platão,(28) mas aí já o terreno é extremamente perigoso e podemos nos enredar.(24)
Tentar entender o que é a felicidade talvez seja um dos caminhos para se chegar ao sentido da vida.(4) É um assunto para o qual não há dona de álbum(27) de pensamentos(37) que não tenha uma resposta pronta:(23) a felicidade não existe. Existem momentos felizes.(39) Essa é uma verdade chocantemente inofensiva,(10) pois não chega a pensar o que seja a felicidade como também não esclarece o que são tais momentos felizes.
Pois bem, o assunto me ocorre ao me lembrar(11) de que vivemos em uma sociedade(19) excessivamente consumista,(3) sociedade em que a maioria considera-se feliz se pode comprar.(37) Assim é o capitalismo: entranha-se em nossa consciência essa aparência de verdade fazendo parecer que os interesses de alguns sejam verdades inquestionáveis.(8) O que é bom para mim tem de ser(29) bom para todos.(17) Isso tem o nome de ideologia,(38) palavra tão surrada quão pouco entendida. E haja propaganda para que a máquina continue girando.(9) Não sou contra o consumo, declaro desde já, mas contra o consumismo. Elevar o consumo de bens materiais(21) (principalmente) como o bem supremo(16) de um ser humano é tirar-lhe toda a humanidade.(5)
[...]
Schopenhauer, filósofo do século XIX,(30) já vislumbrava(40) nossa época,(12) a sociedade do consumismo desenfreado.(35) Ele afirmava que o desejo é a regência do mundo.(2) E que desejamos o que não temos.(20) Portanto, somos infelizes. E se o desejo é satisfeito com a obtenção de seu objeto,(32) novos objetos surgem em seu caminho.(50) Esta insaciabilidade do ser humano(33) é que o vai manter preso à infelicidade.(6)
Bem, e a que chegamos? Enquanto alguém que circule melhor do que eu pela filosofia,(13) que mal tangencio como curioso,(14) vou continuar pensando que a vida não tem sentido, apenas existência. E isso, um pouco à maneira do Alberto Caeiro,(7) para quem pensar é estar doente.
Dentre as frases apresentadas abaixo, retiradas do texto I, assinale a opção na qual a palavra QUE remete a um antecedente.BRAFF, Menalton. Felicidade suprema. 2012. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 22 fev. 2012 (adaptado).
Questão 8365123
CN CN 2012 1 FaseU Demais 2013Texto I
Felicidade suprema
Às vezes vale a pena pensar sobre a vida.(1) Não sobre o que temos ou não consumido,(31) tampouco a respeito(36) do que fizemos ou deixamos de fazer. São aspectos factuais que, mais do que ajudar(34) em uma reflexão mais profunda,(15) tornam-se barreiras(18) ao pensamento abstrato,(25) aquele em que vamos encontrar as verdadeiras significações.(22) Chegamos quase à ideia de Platão,(28) mas aí já o terreno é extremamente perigoso e podemos nos enredar.(24)
Tentar entender o que é a felicidade talvez seja um dos caminhos para se chegar ao sentido da vida.(4) É um assunto para o qual não há dona de álbum(27) de pensamentos(37) que não tenha uma resposta pronta:(23) a felicidade não existe. Existem momentos felizes.(39) Essa é uma verdade chocantemente inofensiva,(10) pois não chega a pensar o que seja a felicidade como também não esclarece o que são tais momentos felizes.
Pois bem, o assunto me ocorre ao me lembrar(11) de que vivemos em uma sociedade(19) excessivamente consumista,(3) sociedade em que a maioria considera-se feliz se pode comprar.(37) Assim é o capitalismo: entranha-se em nossa consciência essa aparência de verdade fazendo parecer que os interesses de alguns sejam verdades inquestionáveis.(8) O que é bom para mim tem de ser(29) bom para todos.(17) Isso tem o nome de ideologia,(38) palavra tão surrada quão pouco entendida. E haja propaganda para que a máquina continue girando.(9) Não sou contra o consumo, declaro desde já, mas contra o consumismo. Elevar o consumo de bens materiais(21) (principalmente) como o bem supremo(16) de um ser humano é tirar-lhe toda a humanidade.(5)
[...]
Schopenhauer, filósofo do século XIX,(30) já vislumbrava(40) nossa época,(12) a sociedade do consumismo desenfreado.(35) Ele afirmava que o desejo é a regência do mundo.(2) E que desejamos o que não temos.(20) Portanto, somos infelizes. E se o desejo é satisfeito com a obtenção de seu objeto,(32) novos objetos surgem em seu caminho.(50) Esta insaciabilidade do ser humano(33) é que o vai manter preso à infelicidade.(6)
Bem, e a que chegamos? Enquanto alguém que circule melhor do que eu pela filosofia,(13) que mal tangencio como curioso,(14) vou continuar pensando que a vida não tem sentido, apenas existência. E isso, um pouco à maneira do Alberto Caeiro,(7) para quem pensar é estar doente.
Qual das orações abaixo, retiradas do texto I, traz o objeto direto em destaque?BRAFF, Menalton. Felicidade suprema. 2012. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 22 fev. 2012 (adaptado).
Questão 8365122
CN CN 2012 1 FaseU Demais 2013Texto I
Felicidade suprema
Às vezes vale a pena pensar sobre a vida.(1) Não sobre o que temos ou não consumido,(31) tampouco a respeito(36) do que fizemos ou deixamos de fazer. São aspectos factuais que, mais do que ajudar(34) em uma reflexão mais profunda,(15) tornam-se barreiras(18) ao pensamento abstrato,(25) aquele em que vamos encontrar as verdadeiras significações.(22) Chegamos quase à ideia de Platão,(28) mas aí já o terreno é extremamente perigoso e podemos nos enredar.(24)
Tentar entender o que é a felicidade talvez seja um dos caminhos para se chegar ao sentido da vida.(4) É um assunto para o qual não há dona de álbum(27) de pensamentos(37) que não tenha uma resposta pronta:(23) a felicidade não existe. Existem momentos felizes.(39) Essa é uma verdade chocantemente inofensiva,(10) pois não chega a pensar o que seja a felicidade como também não esclarece o que são tais momentos felizes.
Pois bem, o assunto me ocorre ao me lembrar(11) de que vivemos em uma sociedade(19) excessivamente consumista,(3) sociedade em que a maioria considera-se feliz se pode comprar.(37) Assim é o capitalismo: entranha-se em nossa consciência essa aparência de verdade fazendo parecer que os interesses de alguns sejam verdades inquestionáveis.(8) O que é bom para mim tem de ser(29) bom para todos.(17) Isso tem o nome de ideologia,(38) palavra tão surrada quão pouco entendida. E haja propaganda para que a máquina continue girando.(9) Não sou contra o consumo, declaro desde já, mas contra o consumismo. Elevar o consumo de bens materiais(21) (principalmente) como o bem supremo(16) de um ser humano é tirar-lhe toda a humanidade.(5)
[...]
Schopenhauer, filósofo do século XIX,(30) já vislumbrava(40) nossa época,(12) a sociedade do consumismo desenfreado.(35) Ele afirmava que o desejo é a regência do mundo.(2) E que desejamos o que não temos.(20) Portanto, somos infelizes. E se o desejo é satisfeito com a obtenção de seu objeto,(32) novos objetos surgem em seu caminho.(50) Esta insaciabilidade do ser humano(33) é que o vai manter preso à infelicidade.(6)
Bem, e a que chegamos? Enquanto alguém que circule melhor do que eu pela filosofia,(13) que mal tangencio como curioso,(14) vou continuar pensando que a vida não tem sentido, apenas existência. E isso, um pouco à maneira do Alberto Caeiro,(7) para quem pensar é estar doente.
BRAFF, Menalton. Felicidade suprema. 2012. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 22 fev. 2012 (adaptado).
Observe as orações a seguir, referentes ao texto I.
“Às vezes vale a pena pensar sobre a vida.” (1) (O acento grave foi usado por causa da locução adverbial feminina)
“[...] que o vai manter preso à infelicidade." (6) (O acento grave foi usado para desfazer ambiguidade)
"[...] um pouco à maneira do Alberto Caeiro [...]." (7) (O acento grave foi usado por causa da locução adverbial feminina)
Assinale a opção correta quanto à justificativa para o uso do acento indicativo de crase.
Questão 8365121
CN CN 2012 1 FaseU Demais 2013Texto I
Felicidade suprema
Às vezes vale a pena pensar sobre a vida.(1) Não sobre o que temos ou não consumido,(31) tampouco a respeito(36) do que fizemos ou deixamos de fazer. São aspectos factuais que, mais do que ajudar(34) em uma reflexão mais profunda,(15) tornam-se barreiras(18) ao pensamento abstrato,(25) aquele em que vamos encontrar as verdadeiras significações.(22) Chegamos quase à ideia de Platão,(28) mas aí já o terreno é extremamente perigoso e podemos nos enredar.(24)
Tentar entender o que é a felicidade talvez seja um dos caminhos para se chegar ao sentido da vida.(4) É um assunto para o qual não há dona de álbum(27) de pensamentos(37) que não tenha uma resposta pronta:(23) a felicidade não existe. Existem momentos felizes.(39) Essa é uma verdade chocantemente inofensiva,(10) pois não chega a pensar o que seja a felicidade como também não esclarece o que são tais momentos felizes.
Pois bem, o assunto me ocorre ao me lembrar(11) de que vivemos em uma sociedade(19) excessivamente consumista,(3) sociedade em que a maioria considera-se feliz se pode comprar.(37) Assim é o capitalismo: entranha-se em nossa consciência essa aparência de verdade fazendo parecer que os interesses de alguns sejam verdades inquestionáveis.(8) O que é bom para mim tem de ser(29) bom para todos.(17) Isso tem o nome de ideologia,(38) palavra tão surrada quão pouco entendida. E haja propaganda para que a máquina continue girando.(9) Não sou contra o consumo, declaro desde já, mas contra o consumismo. Elevar o consumo de bens materiais(21) (principalmente) como o bem supremo(16) de um ser humano é tirar-lhe toda a humanidade.(5)
[...]
Schopenhauer, filósofo do século XIX,(30) já vislumbrava(40) nossa época,(12) a sociedade do consumismo desenfreado.(35) Ele afirmava que o desejo é a regência do mundo.(2) E que desejamos o que não temos.(20) Portanto, somos infelizes. E se o desejo é satisfeito com a obtenção de seu objeto,(32) novos objetos surgem em seu caminho.(50) Esta insaciabilidade do ser humano(33) é que o vai manter preso à infelicidade.(6)
Bem, e a que chegamos? Enquanto alguém que circule melhor do que eu pela filosofia,(13) que mal tangencio como curioso,(14) vou continuar pensando que a vida não tem sentido, apenas existência. E isso, um pouco à maneira do Alberto Caeiro,(7) para quem pensar é estar doente.
Que frase sintetiza a ideia central do texto I?BRAFF, Menalton. Felicidade suprema. 2012. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 22 fev. 2012 (adaptado).
Questão 8365118
COTUCA COTUCA 2013 1 FaseU Gerais 2013Temos, a seguir, um fragmento da letra da música Gramática, de Sandra Peres e Luiz Tatit.
“O substantivo
É o substituto
do conteúdo
O adjetivo
É a nossa impressão
sobre quase tudo
O diminutivo
É o que aperta o mundo
E deixa miúdo
O imperativo
É o que aperta os outros
e deixa mudo”
A partir de uma leitura atenta do trecho textual e de seu conhecimento sobre alguns conceitos gramaticais mencionados nele, assinale a única alternativa correta.
Questão 8365112
COTUCA COTUCA 2013 1 FaseU Gerais 2013Leia o miniconto a seguir.
Destino
Era uma vez um menino que tinha uma mãe feminista. Lutava pelos direitos das mulheres, lutava para botar os filhos na creche, lutava para ter o salário igual ao dos homens, lutava para conseguir pagar as contas, lutava para fazer o serviço de casa e trabalhar fora, e ainda tinha que lutar para ficar bonita e agradar ao marido! Era muita luta. Por isso, ele tinha um pouco de pena dela. No Dia das Mães, o menino teve uma ideia: dar de presente para ela uma luva de boxe com um bilhete e um aviso: "Isso é para sua luta, mãe, agora eu queria começar a minha". E a partir daquele dia o menino jurou que ia lutar contra a discriminação dos meninos. E fazia o seu discurso dizendo: "Vocês já repararam no preconceito que existe contra os meninos" Não" Então pronunciem as frases em que aparece a palavra menino: “Sai daí, menino!”; “Limpa o seu quarto, menino!”, ou, a pior de todas: “Você é muito menino para estar aqui!." Todos os meninos concordaram com ele, que acabou virando um líder meninista igualzinho à sua mãe feminista.
(FRATE, D. Destino. In: Histórias para acordar. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 18 reimpressão - 2012)
Quanto à ideia central do enredo, esse texto trata de:
06
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