Questões de EFAF Português
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Questão 7 10650563
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente o texto e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, num sujeito que
não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até
repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo;
[5] percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante,
procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele
chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento
que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que
[10] agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum;
mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.
Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes...
[15] O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do
moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também
conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
[20] que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por
confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”,
pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz
dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom
[25] Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje
sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o
mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que
isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.
É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha
[30] importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
Em “Pois um dia este Dom Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.” (linha 7), o uso da palavra pois pode ser explicado como
Questão 6 10650546
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente o texto e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, num sujeito que
não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até
repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo;
[5] percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante,
procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele
chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento
que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que
[10] agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum;
mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.
Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes...
[15] O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do
moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também
conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
[20] que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por
confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”,
pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz
dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom
[25] Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje
sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o
mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que
isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.
É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha
[30] importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
Observe o período:
“A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe.” (linhas 15-16)
Se as ações acima descritas, situadas no passado, indicassem hipótese, o trecho deveria ser reescrito da seguinte maneira:
Questão 4 10650535
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente o texto e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, num sujeito que
não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até
repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo;
[5] percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante,
procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele
chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento
que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que
[10] agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum;
mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.
Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes...
[15] O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do
moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também
conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
[20] que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por
confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”,
pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz
dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom
[25] Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje
sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o
mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que
isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.
É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha
[30] importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
Em um texto narrativo, a história se desenvolve sobretudo com base em uma complicação e em um clímax.
As ações que sintetizam essas partes, respectivamente, são
Questão 2 10650528
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente o texto e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, num sujeito que
não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até
repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo;
[5] percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante,
procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele
chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento
que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que
[10] agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum;
mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.
Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes...
[15] O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do
moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também
conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
[20] que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por
confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”,
pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz
dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom
[25] Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje
sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o
mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que
isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.
É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha
[30] importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
Considere as afirmações que seguem a respeito do texto lido.
I. Em suas aventuras, Dom Quixote era acompanhado por seu cavalo Rocinante, por sua amada Dulcineia e por seu fiel escudeiro Sancho Pança.
II. Sancho Pança tinha maior senso de realidade do que Dom Quixote, mas não conseguia fazê-lo desistir de suas ideias.
III. Embora normalmente Dom Quixote se desse mal em suas aventuras, na versão contada por Moacyr Scliar, o personagem atinge seu momento de glória ao inventar a roda gigante.
Quais estão corretas?
Questão 18 10628856
SENAI 1º Ano - CGE 2067 2013/2Indique a alternativa em que o uso da crase está correto.
Questão 14 10612140
SENAI 1° Ano - CGE 2061 2013/1Em relação às orações I, II e III, está correto o que se afirma na alternativa
I. O fumo é prejudicial à saúde.
II. O soldado sacou da arma.
III. Emprestei-lhe o livro.
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