Questões de EFAF Português
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Questão 39 167678
IFSP 2014A jabuticaba só nasce mesmo no Brasil?
Em seu discurso de agradecimento pelo prêmio de Economista do ano em 2003, Pérsio Arida, um dos idealizadores do Plano Real, utilizou um argumento inusitado para justificar a taxa de juros de equilíbrio de 8% ao ano no Brasil. “Certas coisas são iguais à jabuticaba, só ocorrem no Brasil”, explicou ele na época. Rapidamente, jornalistas e intelectuais passaram a citar a frase como parte da chamada “Teoria da Jabuticaba”, com o objetivo de explicar em seus textos o porquê de alguns fenômenos só acontecerem no Brasil.
Se nas Ciências Humanas a tal teoria parece fazer sucesso, do ponto de vista biológico ela está equivocada. Quem garante isso é o pesquisador da APT (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) Eduardo Suguino que tratou de derrubar alguns mitos sobre a ocorrência do famoso fruto. “A jabuticaba pode até ser nativa do Brasil, mas não ocorre só aqui”, explicou. “Ela já apareceu em países como Argentina e México em sua forma natural”.
Ainda de acordo com Suguino, a jabuticabeira pode ser cultivada em qualquer canto do planeta. Como se trata de uma planta propagada por semente, são necessárias apenas três condições para que ela se desenvolva: água, oxigênio e calor. Mesmo assim, ele faz questão de ponderar sobre a suposta universalidade do tradicional vegetal. “Apesar de possuir essa capacidade de ser cultivada em qualquer lugar, a jabuticabeira pode ser prejudicada por alguns fatores ambientais”, afirma. Depois, o pesquisador ainda forneceu exemplos de casos em que o vegetal pode sofrer danos. “Se levar um exemplar para a Europa durante o inverno, ele dificilmente sobreviverá fora de um vaso ou de ambiente protegido”.
(Disponível em http:// www.blogdoscuriosos.com.br . Acesso em 19.10.2013. Adaptado)
Com base no texto, sobre a Teoria da Jabuticaba, é correto dizer que
Questão 12 167380
IFSC 2014/1
Sobre o texto apresentado na tirinha é CORRETO afirmar que:
Questão 10 167377
IFSC 2014/1Texto: Os jornais

1 - Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:
2 - — Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra,
3 - um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo
4 - assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os
5 - jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um
6 - sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece
7 - que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam notícias, que
8 - tenham conteúdo jornalístico. [...] O jornal nunca publica uma nota assim:
9 - Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, no Méier, o sapateiro Augusto Ramos,
10 - de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, de 23 anos de idade,
11 - aproveitou-se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma
12 - lâmpada para abraçá-la alegremente, dando-lhe beijos na garganta e na face, culminando
13 - em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou-se para o
14 - seu marido, beijando-o longamente na boca e murmurando as seguintes palavras: ―Meu
15 - amor", ao que ele retorquiu: ―Deolinda‖. Na manhã seguinte, Augusto Ramos foi visto
16 - saindo de sua residência às 7:45 da manhã, isto é, dez minutos mais tarde do que o
17 - habitual, pois se demorou, a pedido de sua esposa, para consertar a gaiola de um
18 - canário-da-terra de propriedade do casal!"
19 - A impressão que a gente tem, lendo os jornais —
20 - continuou meu amigo — é que "lar" é um local destinado
21 - principalmente à prática de "uxoricídio". E dos bares, nem se
22 - fala. Imagine isto:
23 - "Ontem, cerca de 10 horas da noite, o indivíduo Ananias
24 - Fonseca, de 28 anos, pedreiro, residente à rua Chiquinha, sem
25 - número, no Encantado, entrou no bar "Flor Mineira", à rua
26 - Cruzeiro, 524, em companhia de seu colega Pedro Amâncio
27 - de Araújo, residente no mesmo endereço. Ambos entregaram-
28 - -se a fartas libações alcoólicas e já se dispunham a deixar o
29 - botequim quando apareceu Joca de tal, de residência ignorada, antigo conhecido dos dois
30 - pedreiros, e que também estava visivelmente alcoolizado. Dirigindo-se aos dois amigos,
31 - Joca manifestou desejo de sentar-se à sua mesa, no que foi atendido. Passou então a
32 - pedir rodadas de conhaque, sendo servido pelo empregado do botequim, Joaquim Nunes.
33 - Depois de várias rodadas, Joca declarou que pagaria toda a despesa. Ananias e Pedro
34 - protestaram, alegando que eles já estavam na mesa antes. Joca, entretanto, insistiu,
35 - seguindo-se uma disputa entre os três homens, que terminou com a intervenção do
36 - referido empregado, que aceitou a nota que Joca lhe estendia. No momento em que trouxe
37 - o troco, o garçom recebeu uma boa gorjeta, pelo que ficou contentíssimo, o mesmo
38 - acontecendo aos três amigos que se retiraram do bar alegremente, cantarolando sambas.
39 - [...]".
40 - E meu amigo:
41 - — Se um repórter redigir essas duas notas e levá-las a um secretário de redação,
42 - será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal
43 - de que ninguém se lembra: a vida...
BRAGA, Rubem. O jornal. In Para gostar de ler. Volume 5 – Crônicas. São Paulo: Ática, 1979. p. 46-47. (Ilustração retirada de http://executivamess.files.wordpress.com/2012/10/ler_jornais_01.jpg)
Quanto aos sinais de pontuação no texto, é CORRETO afirmar:
Questão 7 167369
IFSC 2014/1Texto: Os jornais

1 - Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:
2 - — Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra,
3 - um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo
4 - assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os
5 - jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um
6 - sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece
7 - que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam notícias, que
8 - tenham conteúdo jornalístico. [...] O jornal nunca publica uma nota assim:
9 - Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, no Méier, o sapateiro Augusto Ramos,
10 - de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, de 23 anos de idade,
11 - aproveitou-se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma
12 - lâmpada para abraçá-la alegremente, dando-lhe beijos na garganta e na face, culminando
13 - em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou-se para o
14 - seu marido, beijando-o longamente na boca e murmurando as seguintes palavras: ―Meu
15 - amor", ao que ele retorquiu: ―Deolinda‖. Na manhã seguinte, Augusto Ramos foi visto
16 - saindo de sua residência às 7:45 da manhã, isto é, dez minutos mais tarde do que o
17 - habitual, pois se demorou, a pedido de sua esposa, para consertar a gaiola de um
18 - canário-da-terra de propriedade do casal!"
19 - A impressão que a gente tem, lendo os jornais —
20 - continuou meu amigo — é que "lar" é um local destinado
21 - principalmente à prática de "uxoricídio". E dos bares, nem se
22 - fala. Imagine isto:
23 - "Ontem, cerca de 10 horas da noite, o indivíduo Ananias
24 - Fonseca, de 28 anos, pedreiro, residente à rua Chiquinha, sem
25 - número, no Encantado, entrou no bar "Flor Mineira", à rua
26 - Cruzeiro, 524, em companhia de seu colega Pedro Amâncio
27 - de Araújo, residente no mesmo endereço. Ambos entregaram-
28 - -se a fartas libações alcoólicas e já se dispunham a deixar o
29 - botequim quando apareceu Joca de tal, de residência ignorada, antigo conhecido dos dois
30 - pedreiros, e que também estava visivelmente alcoolizado. Dirigindo-se aos dois amigos,
31 - Joca manifestou desejo de sentar-se à sua mesa, no que foi atendido. Passou então a
32 - pedir rodadas de conhaque, sendo servido pelo empregado do botequim, Joaquim Nunes.
33 - Depois de várias rodadas, Joca declarou que pagaria toda a despesa. Ananias e Pedro
34 - protestaram, alegando que eles já estavam na mesa antes. Joca, entretanto, insistiu,
35 - seguindo-se uma disputa entre os três homens, que terminou com a intervenção do
36 - referido empregado, que aceitou a nota que Joca lhe estendia. No momento em que trouxe
37 - o troco, o garçom recebeu uma boa gorjeta, pelo que ficou contentíssimo, o mesmo
38 - acontecendo aos três amigos que se retiraram do bar alegremente, cantarolando sambas.
39 - [...]".
40 - E meu amigo:
41 - — Se um repórter redigir essas duas notas e levá-las a um secretário de redação,
42 - será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal
43 - de que ninguém se lembra: a vida...
BRAGA, Rubem. O jornal. In Para gostar de ler. Volume 5 – Crônicas. São Paulo: Ática, 1979. p. 46-47. (Ilustração retirada de http://executivamess.files.wordpress.com/2012/10/ler_jornais_01.jpg)
Assinale a alternativa CORRETA, segundo o texto.
Questão 20 166875
IFRN 2014
Disponível em http://meumanqequimnaoe36.blogspot.com.br/2010/10/beleza-em-primeiro-lugar.html. Acesso em: 10 out. 2013.
A leitura da linguagem verbal e não verbal permite-nos concluir que o Texto
Questão 14 166869
IFRN 2014TEXTO
A DITADURA DA BELEZA AO LONGO DA HISTÓRIA*
Bom dia queridos amigos,
Hoje vamos falar de um assunto que é fácil para alguns e é um verdadeiro trauma para outros: a ditadura da beleza. Chega a ser irônico que, na pré-história, mulheres obesas representassem o ideal estético e a fertilidade sendo que hoje a mídia impõe que uma mulher comercialmente bonita deve ser extremamente magra. Esses padrões são fruto de diversos fatores, sendo o principal a associação de beleza à disponibilidade de recursos. Na pré-história, uma mulher obesa era considerada linda por ter como se alimentar em uma época de grande escassez de alimentos. Nos dias atuais, uma mulher magra com a musculatura rígida indica alguém que dispõe de alimentação balanceada, acompanhamento médico, academia, tratamentos estéticos entre outros privilégios.
Antiguidade
Os exemplos mais notáveis de padrão de beleza na Antiguidade são, sem dúvida, os greco-romanos. Em uma época de constantes guerras e em uma sociedade que valorizava a saúde e a habilidade corporal, eram considerados bonitos homens altos, de corpo musculoso, rosto com nariz afilado e cabelos encaracolados pelos ombros. As mulheres deveriam ter curvas perfeitas, seios pequenos, pele clara e longos cabelos.
Idade Média
Na época Medieval, não havia muita preocupação com a estética. A beleza seria consequência da vida devota e denotava uma alma pura e casta, como a da Virgem Maria. Rosto angelical, lábios pequenos e cabelo cor de ouro eram o trunfo das mulheres. Já nos homens, a beleza estava associada ao poder e, em geral, o "rei" simbolizava esse ideal.
Renascimento
Nessa época, há um retorno dos ideais de beleza greco-romanos somados à gordura, que era um indicativo de status social, visto que a ostentação alimentícia não era para todos. Braços roliços, quadris largos e celulites eram sinais de volúpia e nobreza. Esse padrão cabia tanto aos homens quanto às mulheres.
Barroco e Maneirismo
Agora, a beleza não é só uma questão de forma física, é algo comportamental. Mover-se ou mesmo olhar deveria ser revestido de graça e beleza, cultura esta disseminada na França e muito presente até os dias atuais. Muito destaque para os modos refinados e para as roupas e adornos.
Romantismo
Nesse período, a beleza esteve associada à melancolia e à doença. As moças deviam ser lânguidas, pálidas, de cabelo indomável, com olheiras e comportamento recatado. A beleza masculina estava associada à poesia, à boemia e à solidão.
Era Contemporânea
É o tempo em que magreza, saúde e riqueza andam lado a lado. E a felicidade está associada ao status social. A mídia cria padrões de beleza e ideais de vida perfeita para vender os produtos produzidos pela era capitalista. O padrão de beleza varia bastante através das décadas, sempre seguindo a indústria da moda e a cabeça dos grandes estilistas, que vendem algo que não é acessível para as grandes massas, que fica restrita a um determinado círculo da sociedade, e cabe ao restante trabalhar e gastar para perseguir esse padrão, fazendo rodar, desta forma, a grande engrenagem da sociedade de consumo.
Apesar de tudo isso, o recado que quero deixar para vocês é: somos todos bonitos, cada um a seu modo, não importa o quanto você pesa, se seu cabelo é armado, se sua pele não é perfeita, não importa, temos, acima de tudo, que nos amar e sempre buscar nos sentirmos bem com nós mesmos.

*Postado por Vivian Magalhães, às 08:46. Disponível em Acesso em: 05 de out. 2013. Texto adaptado para uso nesta avaliação.
Leia o trecho abaixo, retirado do Texto, para responder a questão.
Em uma época de constantes guerras e em uma sociedade que valorizava a saúde e a habilidade corporal, eram considerados bonitos os homens altos, de corpo musculoso, rosto com nariz afilado e cabelos encaracolados pelos ombros. As mulheres deveriam ter curvas perfeitas, seios pequenos, pele clara e longos cabelos
No trecho, a oração “que valorizava a saúde e a habilidade corporal” tem valor de
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