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Questão 40 168948
IFRS 2014Poema em linha reta
[01] Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
[02] Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
[03] E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
[04] Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
[05] Indesculpavelmente sujo,
[06] Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
[07] Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
[08] Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
[09] Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
[10] Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
[11] Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
[12] Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
[13] Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
[14] Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
[15] Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
[16] Para fora da possibilidade do soco;
[17] Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
[18] Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
[19] Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
[20] Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho
[21] Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
[...]
[22] Arre, estou farto de semideuses!
[23] Onde é que há gente no mundo?
[24] Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
[...]
PESSOA, Fernando. Fernando Pessoa - Obra Poética. Cia. José Aguilar Editora: Rio de Janeiro, 1972. p. 418.
Na frase “Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.” (linha 02), o sujeito da oração é _____________________. Trata-se de um sujeito ____________.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.
Questão 39 168947
IFRS 2014Poema em linha reta
[01] Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
[02] Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
[03] E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
[04] Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
[05] Indesculpavelmente sujo,
[06] Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
[07] Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
[08] Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
[09] Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
[10] Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
[11] Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
[12] Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
[13] Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
[14] Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
[15] Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
[16] Para fora da possibilidade do soco;
[17] Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
[18] Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
[19] Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
[20] Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho
[21] Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
[...]
[22] Arre, estou farto de semideuses!
[23] Onde é que há gente no mundo?
[24] Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
[...]
PESSOA, Fernando. Fernando Pessoa - Obra Poética. Cia. José Aguilar Editora: Rio de Janeiro, 1972. p. 418.
No texto, predomina a função de linguagem
Questão 38 168946
IFRS 2014INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o poema abaixo.
Poema em linha reta
[01] Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
[02] Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
[03] E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
[04] Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
[05] Indesculpavelmente sujo,
[06] Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
[07] Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
[08] Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
[09] Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
[10] Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
[11] Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
[12] Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
[13] Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
[14] Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
[15] Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
[16] Para fora da possibilidade do soco;
[17] Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
[18] Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
[19] Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
[20] Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho
[21] Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
[...]
[22] Arre, estou farto de semideuses!
[23] Onde é que há gente no mundo?
[24] Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
[...]
PESSOA, Fernando. Fernando Pessoa - Obra Poética. Cia. José Aguilar Editora: Rio de Janeiro, 1972. p. 418.
Considere as seguintes afirmações sobre o poema.
I - A figura de linguagem que predomina no poema é a ironia, por meio da qual o eu-lírico apresenta uma crítica social, denunciando a falsidade e a hipocrisia que permeiam as relações humanas.
II - O eu-lírico questiona a si próprio, a quem chama de “porco” (linha 03), “sujo” (linha 05), “ridículo” (linha 07), “grotesco” (linha 09), “errôneo” (linha 24), em contraposição aos outros seres humanos, caracterizados como “campeões em tudo” (linha 02), “príncipes” (linha 21) e “semideuses” (linha 22).
III - O eu-lírico declara não fugir das “etiquetas” (linha 08) que a sociedade impõe, vivendo sempre em linha reta.
IV- Para o eu-lírico, a vida é feita de vitórias e derrotas, de defeitos e qualidades, e, portanto, não seria em linha reta.
Quais são corretas?
Questão 37 168945
IFRS 2014
O tempo e o modo verbal de leu e diz, respectivamente, são
Questão 35 168943
IFRS 2014INSTRUÇÃO: Para responder às questões de 35 a 37, considere a tira abaixo.

Assinale a afirmação INCORRETA.
Questão 34 168942
IFRS 2014O que significa orégano
[01] Você eu não sei, mas eu estou preocupadíssimo com ___ revelação de que os americanos têm
[02] monitorado tudo que é dito e escrito no Brasil nos últimos anos. Ouvem nossos telefonemas, leem nossos
[03] e-mails e, provavelmente, examinem o nosso lixo, atrás de indícios da nossa periculosidade. O que me
[04] preocupa é que essa informação, depois de coletada e classificada, é analisada talvez pelas mesmas
[05] pessoas que nunca duvidaram que o Saddam Hussein tivesse armas de destruição em massa e nunca
[06] estranharam que os sequestradores daqueles aviões que derrubaram as torres, no onze de nove, não se
[07] interessassem pelas aulas de aterrissagem nos seus cursos de aviação. Quer dizer, que garantia nós
[08] temos que não se enganarão de novo, e verão ameaças ___ segurança americana nas nossas
[09] comunicações mais inocentes? Um simples telefonema entre namorados (“desliga você”, “não, desliga
[10] você”) pode ser interpretado como parte de um plano para sabotar centrais elétricas. Um pedido para
[11] troca de bujão de gás, uma evidente referência cifrada à explosão da Casa Branca. O fato é que tenho
[12] tentado recapitular todos os meus telefonemas e e-mails nos últimos anos, com medo de que um deles,
[13] mal interpretado, acabe provocando minha aniquilação por um drone.
[14] Ou então me vejo chegando aos Estados Unidos, sendo barrado por um agente da imigração e levado
[15] para uma sala sem janelas, onde sou cercado por outros agentes, provavelmente da CIA, que me pedem
[16] explicações sobre um telefonema, obviamente em código, que fiz antes de viajar. Reconheço minha voz
[17] na gravação
[18] — O que quer dizer “à calabresa”, Mr. Verissimo? — pergunta um dos agentes
[19] Estou confuso. Não consigo pensar. Calabresa, calabresa...
[20] — Alguma referência à máfia? Uma ligação da organização terrorista ___ qual o senhor evidentemente
[21] pertence, como a camorra, visando a um atentado aqui nos Estados Unidos? O senhor veio se encontrar
[22] com ___ máfia americana para acertar os detalhes do complô. É isso, Mr. Verissimo?
[23] — Não, não. Eu...
[24] — Notamos que, mais de uma vez na gravação, o senhor diz “sem orégano, sem orégano”. Deduzimos
[25] que ___ uma divergência dentro do complô entre vocês e a máfia, uns a favor de se usar “orégano” no
[26] atentado, outros contra. O que, exatamente, significa “orégano”?
[27] Finalmente, me dou conta.
[28] — Orégano significa orégano. Eu estava pedindo uma...
[29] — Por favor, não faça pouco da nossa inteligência, Mr. Verissimo. Não gastamos milhões de dólares
[30] para ouvir que orégano significa orégano.
VERISSIMO, Luis Fernando. O que significa orégano. In: O Estado de S. Paulo, 18 jul. 2013.
A sequência correta para o preenchimento das lacunas das linhas 01, 08, 20, 22 e 25 do texto, respectivamente, é
06
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