Questões de EFAF Português
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Questão 8364059
COTIL COTIL 2014 1 FaseU Gerais 2014
A CASA DOS VELHOS
Eliane Brum
De repente eles chegaram lá (01), diante do portão de ferro da casa de velhos. A vida inteira espremida numa mala de mão. Deixaram para trás a longa teia de delicadezas, as décadas todas de embate entre anseio e possibilidade. A família, os móveis, a vizinhança, as ranhuras das paredes, um copo na pia, o desenho do corpo no colchão. Reduzidos a um único tempo verbal, o pretérito, com suspeito presente e um futuro que ninguém quer.
Eles também pensaram que a velhice era destino de terceiros. Jamais suspeitaram que estariam diante daquele portão. Descobriram na soleira que um passo vale por um abismo. Foram deixados ali porque outros decidiram que o tempo deles acabou.
(...)
Contaram para todo mundo que eles queriam descansar. “A mentira é também um estado de satisfação”, explica Vicente Amorim, debaixo das asas do seu anjo de pedra. Descansar é o que ele não quer. E quem desejaria, com a eternidade espreitando logo ali, na próxima curva? ”
(Brum, Eliane, A casa de velhos. In: O Olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real, São Paulo: Globo 2008.)
A CASA DOS VELHOS
Eliane Brum
De repente eles chegaram lá (01), diante do portão de ferro da casa de velhos. A vida inteira espremida numa mala de mão. Deixaram para trás a longa teia de delicadezas, as décadas todas de embate entre anseio e possibilidade. A família, os móveis, a vizinhança, as ranhuras das paredes, um copo na pia, o desenho do corpo no colchão. Reduzidos a um único tempo verbal, o pretérito, com suspeito presente e um futuro que ninguém quer.
Eles também pensaram que a velhice era destino de terceiros. Jamais suspeitaram que estariam diante daquele portão. Descobriram na soleira que um passo vale por um abismo. Foram deixados ali porque outros decidiram que o tempo deles acabou.
(...)
Contaram para todo mundo que eles queriam descansar. “A mentira é também um estado de satisfação”, explica Vicente Amorim, debaixo das asas do seu anjo de pedra. Descansar é o que ele não quer. E quem desejaria, com a eternidade espreitando logo ali, na próxima curva? ”
(Brum, Eliane, A casa de velhos. In: O Olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real, São Paulo: Globo 2008.)
Considere:
“De repente eles chegaram lá...” ((01)) – de repente é um adjunto adverbial de modo.
‘‘A família, os móveis, a vizinhança, as ranhuras das paredes, um copo na pia, o desenho do corpo no colchão.’’ (1º parágrafo) – toda essa frase funciona como aposto do período que o precede.
Em: “A mentira é também um estado de satisfação, explica Vicente Amorim...” – temos um discurso direto.
Questão 8364058
COTIL COTIL 2014 1 FaseU Gerais 2014
A CASA DOS VELHOS
Eliane Brum
De repente eles chegaram lá (01), diante do portão de ferro da casa de velhos. A vida inteira espremida numa mala de mão. Deixaram para trás a longa teia de delicadezas, as décadas todas de embate entre anseio e possibilidade. A família, os móveis, a vizinhança, as ranhuras das paredes, um copo na pia, o desenho do corpo no colchão. Reduzidos a um único tempo verbal, o pretérito, com suspeito presente e um futuro que ninguém quer.
Eles também pensaram que a velhice era destino de terceiros. Jamais suspeitaram que estariam diante daquele portão. Descobriram na soleira que um passo vale por um abismo. Foram deixados ali porque outros decidiram que o tempo deles acabou.
(...)
Contaram para todo mundo que eles queriam descansar. “A mentira é também um estado de satisfação”, explica Vicente Amorim, debaixo das asas do seu anjo de pedra. Descansar é o que ele não quer. E quem desejaria, com a eternidade espreitando logo ali, na próxima curva? ”
(Brum, Eliane, A casa de velhos. In: O Olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real, São Paulo: Globo 2008.)
No último período, afirma-se que os idosos não querem descansar, pois “a eternidade” estaria “espreitando logo ali, na próxima curva”. Trata-se de
A CASA DOS VELHOS
Eliane Brum
De repente eles chegaram lá (01), diante do portão de ferro da casa de velhos. A vida inteira espremida numa mala de mão. Deixaram para trás a longa teia de delicadezas, as décadas todas de embate entre anseio e possibilidade. A família, os móveis, a vizinhança, as ranhuras das paredes, um copo na pia, o desenho do corpo no colchão. Reduzidos a um único tempo verbal, o pretérito, com suspeito presente e um futuro que ninguém quer.
Eles também pensaram que a velhice era destino de terceiros. Jamais suspeitaram que estariam diante daquele portão. Descobriram na soleira que um passo vale por um abismo. Foram deixados ali porque outros decidiram que o tempo deles acabou.
(...)
Contaram para todo mundo que eles queriam descansar. “A mentira é também um estado de satisfação”, explica Vicente Amorim, debaixo das asas do seu anjo de pedra. Descansar é o que ele não quer. E quem desejaria, com a eternidade espreitando logo ali, na próxima curva? ”
(Brum, Eliane, A casa de velhos. In: O Olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real, São Paulo: Globo 2008.)
Questão 8364057
COTIL COTIL 2014 1 FaseU Gerais 2014
A CASA DOS VELHOS
Eliane Brum
De repente eles chegaram lá (01), diante do portão de ferro da casa de velhos. A vida inteira espremida numa mala de mão. Deixaram para trás a longa teia de delicadezas, as décadas todas de embate entre anseio e possibilidade. A família, os móveis, a vizinhança, as ranhuras das paredes, um copo na pia, o desenho do corpo no colchão. Reduzidos a um único tempo verbal, o pretérito, com suspeito presente e um futuro que ninguém quer.
Eles também pensaram que a velhice era destino de terceiros. Jamais suspeitaram que estariam diante daquele portão. Descobriram na soleira que um passo vale por um abismo. Foram deixados ali porque outros decidiram que o tempo deles acabou.
(...)
Contaram para todo mundo que eles queriam descansar. “A mentira é também um estado de satisfação”, explica Vicente Amorim, debaixo das asas do seu anjo de pedra. Descansar é o que ele não quer. E quem desejaria, com a eternidade espreitando logo ali, na próxima curva? ”
(Brum, Eliane, A casa de velhos. In: O Olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real, São Paulo: Globo 2008.)
Com relação ao tempo narrativo, nota-se que a utilização do pretérito perfeito:
A CASA DOS VELHOS
Eliane Brum
De repente eles chegaram lá (01), diante do portão de ferro da casa de velhos. A vida inteira espremida numa mala de mão. Deixaram para trás a longa teia de delicadezas, as décadas todas de embate entre anseio e possibilidade. A família, os móveis, a vizinhança, as ranhuras das paredes, um copo na pia, o desenho do corpo no colchão. Reduzidos a um único tempo verbal, o pretérito, com suspeito presente e um futuro que ninguém quer.
Eles também pensaram que a velhice era destino de terceiros. Jamais suspeitaram que estariam diante daquele portão. Descobriram na soleira que um passo vale por um abismo. Foram deixados ali porque outros decidiram que o tempo deles acabou.
(...)
Contaram para todo mundo que eles queriam descansar. “A mentira é também um estado de satisfação”, explica Vicente Amorim, debaixo das asas do seu anjo de pedra. Descansar é o que ele não quer. E quem desejaria, com a eternidade espreitando logo ali, na próxima curva? ”
(Brum, Eliane, A casa de velhos. In: O Olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real, São Paulo: Globo 2008.)
Questão 8364056
COTIL COTIL 2014 1 FaseU Gerais 2014
A CASA DOS VELHOS
Eliane Brum
De repente eles chegaram lá (01), diante do portão de ferro da casa de velhos. A vida inteira espremida numa mala de mão. Deixaram para trás a longa teia de delicadezas, as décadas todas de embate entre anseio e possibilidade. A família, os móveis, a vizinhança, as ranhuras das paredes, um copo na pia, o desenho do corpo no colchão. Reduzidos a um único tempo verbal, o pretérito, com suspeito presente e um futuro que ninguém quer.
Eles também pensaram que a velhice era destino de terceiros. Jamais suspeitaram que estariam diante daquele portão. Descobriram na soleira que um passo vale por um abismo. Foram deixados ali porque outros decidiram que o tempo deles acabou.
(...)
Contaram para todo mundo que eles queriam descansar. “A mentira é também um estado de satisfação”, explica Vicente Amorim, debaixo das asas do seu anjo de pedra. Descansar é o que ele não quer. E quem desejaria, com a eternidade espreitando logo ali, na próxima curva? ”
(Brum, Eliane, A casa de velhos. In: O Olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real, São Paulo: Globo 2008.)

A CASA DOS VELHOS
Eliane Brum
De repente eles chegaram lá (01), diante do portão de ferro da casa de velhos. A vida inteira espremida numa mala de mão. Deixaram para trás a longa teia de delicadezas, as décadas todas de embate entre anseio e possibilidade. A família, os móveis, a vizinhança, as ranhuras das paredes, um copo na pia, o desenho do corpo no colchão. Reduzidos a um único tempo verbal, o pretérito, com suspeito presente e um futuro que ninguém quer.
Eles também pensaram que a velhice era destino de terceiros. Jamais suspeitaram que estariam diante daquele portão. Descobriram na soleira que um passo vale por um abismo. Foram deixados ali porque outros decidiram que o tempo deles acabou.
(...)
Contaram para todo mundo que eles queriam descansar. “A mentira é também um estado de satisfação”, explica Vicente Amorim, debaixo das asas do seu anjo de pedra. Descansar é o que ele não quer. E quem desejaria, com a eternidade espreitando logo ali, na próxima curva? ”
(Brum, Eliane, A casa de velhos. In: O Olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real, São Paulo: Globo 2008.)

Assinale, nas opções abaixo, a correta relação entre os quadrinhos e o texto.
Questão 8364055
COTIL COTIL 2014 1 FaseU Gerais 2014
Assinale a alternativa cujas palavras completam, correta, respectivamente e sem alteração de sentido, o texto a seguir.
Mafalda quer saber com quantos anos as pessoas envelhecem, ________, ao formular uma resposta, a mãe refere-se à importância de se manter o espírito jovem como forma de manter-se bem. ________ a menina aceite a resposta, ela não se dá por convencida, ________ questiona a idade com que o espírito também pode envelhecer.
Questão 8364052
COTIL COTIL 2014 1 FaseU Gerais 2014Jovens e velhos
Nelson Rodrigues
Às vezes, eu quero pensar que o jovem é uma figura antiga, obsoleta, espectral. Outras vezes, acontecem coisas que provam exatamente o contrário. O jovem está vivo, talvez mais vivo do que nunca. Ontem, dizia-me um amigo: - Meu filho toma droga! Você entende? Droga!
Ele falava, como se o filho fosse o único num mundo imaculado. Sabe, mas esquece, que no mesmo momento, no mundo inteiro, outros filhos, outros sobrinhos, outros netos, também tomam drogas e se autodestroem.
(...)
Comecei dizendo:
- O defeito do jovem é o velho. Ou pluralizando: são os velhos que, no momento, em toda parte e em qualquer idioma, corrompem os jovens.
(...)
Falo dos que erguem a cínica bandeira da imaturidade. Nem se pense que a idealização da imaturidade começa nos jornais, nas universidades, nas rádios, nas TVs, nos sermões. Não. Começa em casa. O moço começa a ter razão na altura da primeira chupeta e quase no berçário. Eu gostaria de saber qual teria sido o primeiro pai, mãe, ou tia, ou avó, ou cunhada, que inaugurou o Poder Jovem. O Poder Jovem é, portanto, anterior a si mesmo. Começa a exercitar a sua ferocidade muito antes, ainda na infância profunda. Há por aí toda uma geração de pequeninos possessos. São garotinhos de quatro, cinco anos, de uma intensa malignidade. Um dia, a família achou que a criança está certa quando mete a mão na cara da mãe, do pai, tia ou avó.
Outro dia, eu próprio vi uma cena admirável. Uma garotinha de cinco anos foi impedida de fazer não sei o quê. Como uma pequenina fera, investiu contra o pai, às caneladas. Desatinada, a mãe vai apanhar a menina e a carrega no colo. E então, acontece isto: a filha mete-lhe a mão na cara. Sempre digo que precisamos tirar o som da bofetada. Uma bofetada muda seria menos ultrajante. Mas a bofetada da garotinha estalou na cara materna. (Até hoje, não entendi como aquele pingo de gente foi capaz de bater com uma violência adulta.)
Fiquei olhando. Mas o episódio familiar não parou aí. A mãe, agarrada à filhinha, soluçava:
- Coitadinha! Coitadinha! Tias se arremessavam. A menina passou de colo em colo. Numa das vezes, chutou o seio de uma tia e meteu a mão na cara da seguinte; e na imediata, cuspiu na boca. Foi um horror. Eis o que eu queria dizer: imagino que a origem do Poder Jovem estará numa bofetada consentida, de filha em mãe, ou de filho em pai. Hoje, o adolescente tem uma sensação de onipotência. O homem maduro tem, por vezes, um olhar estrábico de pavor. Sim, o homem maduro traz o medo no coração. Se alguém gritar: — Olha o rapaz! — Uma dona de casa ou pai de família sairá correndo e pulando os muros da covardia. O jovem, não e nunca (...)
06
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