Questões de EFAF Português
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Questão 8364358
ETECSP ETECSP 2014 1 FaseU Gerais 2014Imagine que, após se hospedarem em uma pousada no Pantanal, pai e filho vencedores do concurso recebem as seguintes orientações:

De acordo com a gramática normativa, o texto deve ser preenchido, respectivamente, por
Questão 8364357
ETECSP ETECSP 2014 1 FaseU Gerais 2014Leia o texto de Tatiana Belinki, autora que nasceu na Rússia e viveu até os 10 anos na cidade de Riga, na Letônia, de onde emigrou para o Brasil. Nesse texto, ela relembra sua chegada ao nosso país.
Musa paradisíaca
Hoje, na quitanda, vi duas donas de casa pondo as mãos na cabeça: "Trinta e seis cruzeirospor uma dúzia de bananas! É o fim do mundo, onde já se viu uma coisa dessas!"E a conversa continuava nesse tom. Mas eu fui e paguei prazerosamente o preço de um cacho dourado. Tudo está pela hora da morte, concordo. Mas banana não! Acho que nunca a banana será cara demais para mim, e eu conto por quê.
Para mim, a banana é bem mais que aquela fruta amarela, perfumada, de polpa alva, macia e saborosa, que se apresenta numa abundância nababesca em cachos e pencas. O aspecto, o sabor, o perfume da banana está indissoluvelmente associados com minha infância longínqua na terra nórdica de onde eu vim, nas praias do Mar Báltico.
Naquele tempo, naquele lugar, uma banana era uma novidade e uma raridade. Numa certa época do ano, ela aparecia na cidade, em algumas casas muito finas, solitária e formosa, exposta na vitrina. Solitária, sim - uma de cada vez. E uma banana custava uma quantia fabulosa, porque meu pai comprava mesmo uma só, e a trazia para casa onde ela era admirada e namorada durante horas, para depois ser solenemente descascada e repartida em partes milimetricamente iguais entre nós crianças, que a saboreávamos lentamente, conservando o bocadinho de polpa suave na boca o mais possível, com pena de engoli-lo.
Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carregamento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas!
Naquele dia, me empachei de bananas até quase estourar. Foi aos dez anos de idade, a minha primeira grande impressão gastronômica do Trópico de Capricórnio - e nunca mais me refiz dela. Até hoje sou fiel ao meu primeiro amor brasileiro - a banana.
Se eu fosse poeta, como Pablo Neruda, por exemplo, que escreveu Ode à cebola, eu escreveria uma Ode à banana.
E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasileira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas, que não são as pessoas mais sentimentais do mundo, não a teriam batizado com o nome poético de Musa paradisíaca.
(BELINKI, Tatiana. Olhos de ver. São Paulo: Moderna, 1996. Adaptado)
cruzeiro: moeda utilizada no Brasil à época em que a crônica foi escrita
ode: poema de exaltação, de elogio
Leia as frases reescritas a partir do texto e assinale a alternativa em que o verbo em destaque está corretamente empregado de acordo com a gramática normativa.Questão 8364355
ETECSP ETECSP 2014 1 FaseU Gerais 2014Leia o texto de Tatiana Belinki, autora que nasceu na Rússia e viveu até os 10 anos na cidade de Riga, na Letônia, de onde emigrou para o Brasil. Nesse texto, ela relembra sua chegada ao nosso país.
Musa paradisíaca
Hoje, na quitanda, vi duas donas de casa pondo as mãos na cabeça: "Trinta e seis cruzeirospor uma dúzia de bananas! É o fim do mundo, onde já se viu uma coisa dessas!"E a conversa continuava nesse tom. Mas eu fui e paguei prazerosamente o preço de um cacho dourado. Tudo está pela hora da morte, concordo. Mas banana não! Acho que nunca a banana será cara demais para mim, e eu conto por quê.
Para mim, a banana é bem mais que aquela fruta amarela, perfumada, de polpa alva, macia e saborosa, que se apresenta numa abundância nababesca em cachos e pencas. O aspecto, o sabor, o perfume da banana está indissoluvelmente associados com minha infância longínqua na terra nórdica de onde eu vim, nas praias do Mar Báltico.
Naquele tempo, naquele lugar, uma banana era uma novidade e uma raridade. Numa certa época do ano, ela aparecia na cidade, em algumas casas muito finas, solitária e formosa, exposta na vitrina. Solitária, sim - uma de cada vez. E uma banana custava uma quantia fabulosa, porque meu pai comprava mesmo uma só, e a trazia para casa onde ela era admirada e namorada durante horas, para depois ser solenemente descascada e repartida em partes milimetricamente iguais entre nós crianças, que a saboreávamos lentamente, conservando o bocadinho de polpa suave na boca o mais possível, com pena de engoli-lo.
Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carregamento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas!
Naquele dia, me empachei de bananas até quase estourar. Foi aos dez anos de idade, a minha primeira grande impressão gastronômica do Trópico de Capricórnio - e nunca mais me refiz dela. Até hoje sou fiel ao meu primeiro amor brasileiro - a banana.
Se eu fosse poeta, como Pablo Neruda, por exemplo, que escreveu Ode à cebola, eu escreveria uma Ode à banana.
E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasileira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas, que não são as pessoas mais sentimentais do mundo, não a teriam batizado com o nome poético de Musa paradisíaca.
(BELINKI, Tatiana. Olhos de ver. São Paulo: Moderna, 1996. Adaptado)
cruzeiro: moeda utilizada no Brasil à época em que a crônica foi escrita
ode: poema de exaltação, de elogio
Para justificar que não é a única pessoa a ter enorme apreço pelas bananas, a autora:Questão 8364354
ETECSP ETECSP 2014 1 FaseU Gerais 2014Leia o texto de Tatiana Belinki, autora que nasceu na Rússia e viveu até os 10 anos na cidade de Riga, na Letônia, de onde emigrou para o Brasil. Nesse texto, ela relembra sua chegada ao nosso país.
Musa paradisíaca
Hoje, na quitanda, vi duas donas de casa pondo as mãos na cabeça: "Trinta e seis cruzeirospor uma dúzia de bananas! É o fim do mundo, onde já se viu uma coisa dessas!"E a conversa continuava nesse tom. Mas eu fui e paguei prazerosamente o preço de um cacho dourado. Tudo está pela hora da morte, concordo. Mas banana não! Acho que nunca a banana será cara demais para mim, e eu conto por quê.
Para mim, a banana é bem mais que aquela fruta amarela, perfumada, de polpa alva, macia e saborosa, que se apresenta numa abundância nababesca em cachos e pencas. O aspecto, o sabor, o perfume da banana está indissoluvelmente associados com minha infância longínqua na terra nórdica de onde eu vim, nas praias do Mar Báltico.
Naquele tempo, naquele lugar, uma banana era uma novidade e uma raridade. Numa certa época do ano, ela aparecia na cidade, em algumas casas muito finas, solitária e formosa, exposta na vitrina. Solitária, sim - uma de cada vez. E uma banana custava uma quantia fabulosa, porque meu pai comprava mesmo uma só, e a trazia para casa onde ela era admirada e namorada durante horas, para depois ser solenemente descascada e repartida em partes milimetricamente iguais entre nós crianças, que a saboreávamos lentamente, conservando o bocadinho de polpa suave na boca o mais possível, com pena de engoli-lo.
Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carregamento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas!
Naquele dia, me empachei de bananas até quase estourar. Foi aos dez anos de idade, a minha primeira grande impressão gastronômica do Trópico de Capricórnio - e nunca mais me refiz dela. Até hoje sou fiel ao meu primeiro amor brasileiro - a banana.
Se eu fosse poeta, como Pablo Neruda, por exemplo, que escreveu Ode à cebola, eu escreveria uma Ode à banana.
E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasileira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas, que não são as pessoas mais sentimentais do mundo, não a teriam batizado com o nome poético de Musa paradisíaca.
(BELINKI, Tatiana. Olhos de ver. São Paulo: Moderna, 1996. Adaptado)
cruzeiro: moeda utilizada no Brasil à época em que a crônica foi escrita
ode: poema de exaltação, de elogio
Pelas informações presentes no texto, é correto afirmar que:Questão 8364204
EPCAR EPCAR 2014 1 FaseU MATPOR 2014Sobre o trecho abaixo, é correto afirmar que
“Não posso amigo, caro amigo, responder agora à sua carta de 8 de outubro; recebi-a dias depois do falecimento de minha mulher, e você compreende que apenas posso falar desse fundo golpe. Até outra e breve; então lhe direi o que convém ao assunto daquela carta que, pelo afeto e sinceridade, chegou à hora dos melhores remédios. Aceite este abraço do triste amigo velho."
Questão 8364199
EPCAR EPCAR 2014 1 FaseU MATPOR 2014Do fundo do baú
Eu tenho uma amiga que, todos os anos, me enviava um belo cartão de Natal, às vezes desenhado por ela. Este ano, em vez de cartão, chegou uma gentil mensagem eletrônica (12). Eu entendo, ficou mais fácil. E dessa maneira, você manda para quantas pessoas quiser (13). Mas não há comparação entre um cartão (que você custa a jogar fora) e uma mensagem eletrônica. Isso ainda é mais verdade para essa maravilhosa forma de comunicação que é a carta (08). É difícil imaginar o que a carta representa na história da humanidade. Primeiro, como laço afetivo. Certo, pode-se pôr sentimento numa mensagem eletrônica (09). Mas ela tem um caráter menos pessoal que uma carta. Recebendo a carta, você sabia que era só para você (02). Que uma determinada pessoa, num cantinho do universo, sentou-se numa mesa, escolheu o papel, uma caneta, e começou a escrever para você. A emoção podia começar na caixa do correio — pelo formato do envelope, pela letra que você conhecia.
Isso pelo lado afetivo (11). Havia outro, enorme: a carta como documento histórico, ou literário, ou sociológico. Aqui no Brasil, começou com a carta de Pero Vaz, o primeiro documento da nacionalidade (07). Pouquíssimo tempo depois, as cartas do padre Manoel da Nóbrega prestam informações preciosas sobre um país recém-nascido.
Não há nenhuma certeza de que as pessoas vão guardar e-mails. É uma coisa mais precária e a própria pressa da vida moderna conspira contra isso. Assim, talvez deixem de se repetir coisas como (06):
1. As cartas de São Paulo, básicas para a história do cristianismo.
2. Dois conjuntos de cartas romanas: as de Cícero e as de Sêneca, que, sozinhas, garantiam um conhecimento quase íntimo de uma época grandiosa. As de Cícero, mais pictóricas, tecidas com as histórias do dia a dia. As de Sêneca, o retrato de um filósofo que foi o Montaigne dos romanos.
3. As cartas de Fénelon. Esse grande bispo francês foi um incomparável diretor de consciências na França de Luís XlV. Sua correspondência é uma combinação única de beleza literária e finura espiritual.
4. As cartas de Flaubert, talvez sua obra-prima (tenho uma preciosa edição francesa em sete volumes). O caso de Flaubert é um bom exemplo. Como ele vivia isolado, totalmente dedicado aos seus (poucos) romances, a carta era o seu meio de comunicação com o mundo. Sendo ele o escritor que era, surgiram maravilhas literárias (01). Mas o tom é absolutamente íntimo. Não vai muito bem com a eletrônica.
5. A correspondência entre Machado de Assis e Joaquim Nabuco. Este é um tesouro bem nosso. Nabuco era dez anos mais moço que Machado, e foi seu parceiro na formação e consolidação da Academia Brasileira de Letras. Para além do puramente literário, o que essas cartas revelam é o encontro, o diálogo (03), entre dois espíritos superiores. Tem o sabor de um velho vinho do Porto (05).
A lista poderia ir longe. Na literatura romântica, por exemplo, as cartas de amor entre Elizabeth Barret Browing e seu futuro marido Robert Browing, todos dois grandes poetas. No século XX, as cartas que tanto enriquecem a estante kafkiana. Sem serem famosas, as cartas de Thomas Mann são um dos melhores meios de aprofundar o conhecimento desse grande romancista alemão (04).
Isto não é para ser um exercício de saudosismo (10). Cada época tem suas coisas boas — ou más. Normalmente, nesses casos, ganha-se por um lado e perde-se pelo outro. O ideal é quando se pode conservar tudo — ou quase tudo. (...)
O pronome demonstrativo marca posição no tempo, no espaço e no texto. Assinale a alternativa em que o pronome demonstrativo foi utilizado para marcar posição espacial.HORTA, Luiz Paulo. O Globo. 28 dez. 2012.
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