Questões de EFAF Português
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Questão 4 10207084
IFCE* 1° Ano - Complementar 2014/2Os verbos ter e vir recebem acento circunflexo somente na 3a pessoa do plural do presente do indicativo, a fim de se distinguirem das formas da 3a pessoa do singular do presente do indicativo ou da 2a pessoa do singular do imperativo.
Leia as orações abaixo e marque a opção correta com relação à acentuação dos verbos ter e vir.
I. As novas normas desse acordo vem de encontro a uma simplificação da língua.
II. Os senadores e a presidente têm que rever esse acordo.
III. Caro amigo, minha cidade é uma maravilha. Vêm para cá.
IV. São os senadores que tem o poder para pedir outro adiamento desse acordo.
V. São os senadores quem tem o poder para isso.
Questão 18 10196773
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2014TEXTO
Os ceguinhos
Um dia, um ceguinho de nascença...
– Pois bem, para ser mais explícito e para conservar
por mais algum tempo a sua passageira imagem
neste mundo –
[5] Um dia
numa daquelas nossas conversas de bar,
o sanfonista *Artur Elsner me confessou:
“Bem sei que, para vocês, eu, teoricamente, estou nas trevas.”
Teoricamente?! – pensei, num comovido espanto.
[10] Talvez, num mesmo silencioso espanto com que os anjos escutam
as palavras que digo
dentro da minha treva iluminada.
QUINTANA, Mário. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
*Artur Elsner –Nasceu cego, em 1899, educou-se através do Sistema Braile, o que o possibilitou estudar música e tornar-se compositor e instrumentista . Morreu em 1978.
Os fragmentos retirados do texto trazem palavras destacadas. De acordo com o sentido expresso no texto, marque o item que apresenta um predicativo do sujeito.
Questão 6 10196533
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2014TEXTO
Um dia, em pleno sertão goiano, ia este cronista em busca de um grupo de índios
apinaiés acampados em um local distante, para com eles complementar seus estudos
etnográficos, quando o guia e companheiro de viagem, Aldírio, perguntou no meio daquele
mundão rosiano, feito de areia, sol e céu azul:
[5] – Mestre Roberto – disse ele com os olhos brilhantes de ironia – se eu lhe deixasse
aqui, o senhor saberia voltar para a aldeia?
– É claro que não! – respondeu um eu meu sobressaltado pelo potencial agressivo da
questão e já querendo entrar em pânico.
– Pois é como eu digo, cada um é doutor no seu ramo. O senhor na escrita e na
[10] leitura, eu no caminhar pelo sertão, no selar dos cavalos, cozinhar e no saber dos caminhos.
Ninguém – concluiu meu companheiro de viagem – é doutor em tudo!
DAMATA, Roberto, O Estado de São Paulo, 26 dez. 2002. Caderno D. pág.8, in ARANHA, M.L.A. e MARTINS, M.H.P. Filosofando – Introdução à Filosofia, SP,2009.
Analise os predicados contidos nos fragmentos retirados do texto.
I. “...disse ele com os olhos brilhantes de ironia...” (linha 5)
II. “respondeu um eu meu sobressaltado pelo potencial agressivo da questão...” (linha 7 e 8)
III. “...cada um é doutor no seu ramo...” (linha 9)
IV. “...concluiu meu companheiro de viagem...” (linha 11)
Marque a afirmativa correta.
Questão 6 10190309
IFPE Subsequente 2014TEXTO
CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA NAS ESCOLAS
Desde 2008, uma lei tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena no sistema de ensino do Brasil. A norma, de número 11.645/2008, inclui o trabalho de conteúdos referentes às contribuições dessas duas culturas na formação da sociedade brasileira. Em Santa Maria, essa lei é aplicada através de um projeto de oficinas de arte-educação nas áreas de dança, teatro e música chamado “Somos Todos Um Para Uma Cultura de Paz”, realizado pela organização Oca Brasil, além do trabalho regular das escolas na inclusão desses temas em seus currículos.
Conforme relata a professora e antropóloga Maria Rita Py Dutra, coordenadora pedagógica da Oca Brasil, essa regulamentação aponta para a necessidade de se dar visibilidade aos feitos relacionados ao povo negro e indígena, bem como para a importância do convívio respeitoso com pessoas de diferentes grupos étnicos e a eliminação do discurso racista, tanto em livros didáticos, quanto no convívio diário na escola ou sala de aula. Maria Rita conta que esse direcionamento contrasta com a forma como era tratado o ensino dessas culturas antes de sua obrigatoriedade: “O ensino da História e Cultura Indígena era voltado para um índio idealizado, que vivia na taba, caçando e pescando, totalmente deslocado da situação atual do índio brasileiro. No que diz respeito aos afro-brasileiros, ocorria duas situações: ou sua presença era negada, através da invisibilidade (não se falava nele), ou quando se falava, era para reforçar os estereótipos existentes no imaginário social da sociedade brasileira, associados à inferioridade”.
Deste modo, a professora e antropóloga explica que a lei está ajudando a se pensar estratégias de mudanças na abordagem, mas que não se pode negar a resistência e falta de subsídios para o trabalho com essa temática. Por outro lado, é possível notar que alunos de ascendência indígena e afro-brasileira passam a se ver com mais segurança e autoestima, orgulhosos de suas origens.
Ao abordar a atuação do Projeto “Somos Todos Um Para Uma Cultura de Paz”, que realiza suas oficinas com aproximadamente 150 crianças de escolas públicas de Santa Maria desde março, Maria Rita comenta que a iniciativa está sendo bem recebida nas escolas por onde passa: “A Oca trabalha com arte-educação e já tem acúmulo na área da educação das relações étnico-raciais. Os alunos são levados a cantar, tocar, construir instrumentos. É um novo paradigma, eles adoram”.
(...)
Disponível em: http://www.arazao.com.br. Acesso em: 24ago.2013.
O uso formal da língua requer, entre outros cuidados, o respeito às normas de concordância e de regência verbal e nominal, além do emprego adequado do acento indicativo de crase. Considerando isso e tomando por base o texto, avalie os comentários a seguir.
I. No primeiro parágrafo, em “A norma (...) inclui o trabalho de conteúdos referentes às contribuições dessas duas culturas”, o acento indicativo de crase permaneceria adequado, caso o termo sublinhado estivesse no singular.
II. No terceiro parágrafo, em “No que diz respeito aos afro-brasileiros, ocorria duas situações”, a forma verbal em destaque deveria estar no plural, para concordar com o termo sujeito ‘duas situações’.
III. Ainda no terceiro parágrafo, em “No que diz respeito aos afro-brasileiros, (...) sua presença era negada, através da invisibilidade (não se falava nele)”, o pronome retoma o termo ‘respeito’, portanto, o singular está adequado.
IV. No último parágrafo, em “(...) a iniciativa está sendo bem recebida nas escolas por onde passa”, há uma infração às normas de regência, já que o pronome ‘onde’ não deve ser antecedido por preposição.
V. Também no parágrafo final, em “Os alunos são levados a cantar, tocar, construir instrumentos”, não existe crase, pois, nesse caso, tem-se apenas a preposição ‘a’, exigida pelo nome ‘levados’, logo, não ocorre fusão.
Estão corretos, apenas:
Questão 3 10190229
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo Integrado 2014TEXTO
Para responder à questão, leia o texto a seguir:
Por que ler?
Numa entrevista dada à revista Veja, o crítico literário americano Harold Bloom, autor do livro Como e por que ler, respondeu assim a essa pergunta:
A informação está cada vez mais ao nosso alcance. Mas a sabedoria, que é o tipo mais precioso de conhecimento, essa só pode ser encontrada nos grandes autores da literatura. Esse é o primeiro motivo por que devemos ler. O segundo motivo é que todo bom pensamento, como já diziam os filósofos e psicólogos, depende da memória. Não é possível pensar sem lembrar - e são os livros que ainda preservam a maior parte de nossa herança cultural. Finalmente, este motivo está relacionado ao anterior, eu diria que uma _________________ depende de pessoas capazes de pensar por si próprias. E ninguém faz isso sem ler.
(Revista Veja, no 1685, in Cereja, William Roberto; Magalhães, Thereza Cochar. Português: linguagens. 6a ed. São Paulo: Atual, 2008)
Em “A informação está cada vez mais ao nosso alcance.”, a classe da palavra destacada é:
Questão 1 10190215
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo Integrado 2014TEXTO
Para responder à questão, leia o texto a seguir:
Por que ler?
Numa entrevista dada à revista Veja, o crítico literário americano Harold Bloom, autor do livro Como e por que ler, respondeu assim a essa pergunta:
A informação está cada vez mais ao nosso alcance. Mas a sabedoria, que é o tipo mais precioso de conhecimento, essa só pode ser encontrada nos grandes autores da literatura. Esse é o primeiro motivo por que devemos ler. O segundo motivo é que todo bom pensamento, como já diziam os filósofos e psicólogos, depende da memória. Não é possível pensar sem lembrar - e são os livros que ainda preservam a maior parte de nossa herança cultural. Finalmente, este motivo está relacionado ao anterior, eu diria que uma _________________ depende de pessoas capazes de pensar por si próprias. E ninguém faz isso sem ler.
(Revista Veja, no 1685, in Cereja, William Roberto; Magalhães, Thereza Cochar. Português: linguagens. 6a ed. São Paulo: Atual, 2008)
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do texto:
06
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