Questões de EFAF Português - Sintaxe
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Questão 16 10726928
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2008Texto
E Vamos Á Luta Gonzaguinha
Composição: Gonzaguinha
Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada
Aquele que sabe que é negro
o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí...
Ed. Moleque (BMG Music) BR-EMI-80/00166.
Observe a frase: “ Aquele que sabe que é negro o coro da gente”, a seguir, indique a alternativa com a análise correta.
Questão 46 10868997
Liceu-SP C. Gerais 2007Texto para a questão.
INFÂNCIA
A Abgar Renault
MEU PAI montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala ― e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
― Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Aguilar: 1992.
Na segunda estrofe, "No meio-dia branco de luz" e "a ninar nos longes da senzala" são, respectivamente:
Questão 9 10717071
IFAL 6° Ano - Português e Matemática 2007Ao dizer: “Tive vontade de perguntar alguma coisa, para tornar mais efetivo meu interesse de estudante”, a expressão sublinhada é:
Questão 8369707
CN CN 2006 1 FaseU POR 2007O amigo da onça
A Onça, que é bicho valente - mas nem sempre atilado, como se pensa — , estava quietinha no seu canto, quando lhe apareceu o compadre Lobo e lhe foi dizendo:— Saiba de uma coisa, comadre Onça: você - com perdão da palavra - não é, como supõe, o bicho mais valente e destemido que existe no mundo , nem também o Leão, com toda a sua prosa de rei dos animais.
— Como assim! - gritou a Onça, enfurecida — Então, como é isso, grande pedaço de idiota" Haverá bicho mais valente e poderoso do que eu"
O Lobo, adoçando a voz, respondeu:
— Ó comadre, me perdoe. Estou arrependido de dizer tal coisa ... Mas a minha intenção foi preveni-la contra um bicho terrível que apareceu nesta paragem. Uma pessoa prevenida vale por duas.
— Sim, não deixa você de ter alguma razão — acudiu a Onça mais acomodada. — Mas sempre quero saber o nome desse bicho. Como se chama?
— Esse bicho, comadre, chama-se homem, conforme me disse o amigo papagaio. Nunca vi em minha vida animal de mais perigosa valentia . Ele sim, e ninguém mais, é o que me parece ser mesmo o verdadeiro rei dos animais. Basta dizer que, de longe, o vi matar, com dois espirros, nada menos do que um leão e uma hiena . Ih! Comadre, com o estrondo dos espirros parecia que tudo ia pelos ares. Deus nos livre!
— Oh! Compadre, não me diga!
— É como lhe conto. E o que mais admira ê ser o bicho-homem de pequeno porte. Parece até fraco, e é muito mal servido de unhas e dentes. Deve ser um bicho misterioso e encantado.
— Pois bem, compadre, estou curiosa, e desejo que, sem demora, me conduza ao lugar onde se encontra tão estranho animal.
— Ah, comadre, peça-me tudo, menos isso. Pelos estragos que, de longe, vi o homem fazer com seus malditos espirros, nunca me atreveria a tal aventura ...
— Pois queira ou não queira, tem de mostrar-me o bicho, ou então, agora mesmo perderá a vida.
— Lá por isso não seja - disse o Lobo amedrontado. —Iremos. Mas havemos de tomar todas as precauções. —Eu com a sua licença— posso correr mais do que a comadre. Assim, levaremos uma embira daquelas que não arrebentam nuncaAmarro uma das pontas no pescoço da comadre e a outra em minha cintura. Em caso de perigo, se for preciso fugir, a comadre e eu corremos.
— Fugir! Veja lá o que diz! Você já viu, seu podrela, alguma vez onça fugir?
— Não me expliquei bem. Eu é que fugirei. A comadre será apenas arrastada por mim. Isso não é fugir. Está certo?
— Está bem. Faremos como propõe.
E partiram. A Onça com a embira atada ao pescoço, e o Lobo, muito respeitoso e tímido, a puxá-la.
Quando chegaram ao destino , o bicho-homem, surpreendido ao avistá-los, tirou da cinta a garrucha, e, atarantado, bateu fogo, isto é, espirrou, uma, duas vezes, que foi mesmo um estrondo de todos os diabos.
O Lobo então mais que depressa disparou numa corrida desabalada, redobrando quanto podia as forças para arrastar a Onça pela forte embira que tinha atado nopescoço dela .
De repente, já muito distante, o Lobo sentiu que a Onça estava mais pesada. Parou então e contemplou a companheira estendida no chão, com os dentes arreganhados, sem o mais leve movimento.
O Lobo, sem perceber que a Onça havia morrido enforcada no laço da embira - antes pensando que estivesse apenas cansada —, disse-lhe, tremendo como varas verdes.
— He lá, comadre! Não ri não que o negócio é sério!
GOMES, Lindolfo. IN:Os 100 melhores contos de humor da literatura universal. Org. Flávio Moreira da Costa. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001, p. 522-3.
Questão 8370421
CN CN 2005 1 FaseU POR 2006Texto II
Economia de palavras: um mal do século
O uso abusivo do coloquialismo na linguagem oral, especialmente entre os jovens, abre a polêmica entre os filólogos. Para uns, há uma dificuldade cada vez maior na expressão do pensamento. Para outros, o mais importante é se fazer entender pelo interlocutor.
Sétimo idioma mais falado no mundo, o português continua sendo um insondável mistério para a maioria absoluta de seus usuários. Os números comprovam: o brasileiro utiliza, em média, bem menos de um por cento das cerca de duzentas e sessenta mil palavras existentes na língua. A estimativa é do filólogo Antônio Houaiss, que constata com tristeza o empobrecimento da linguagem ao longo dos anos. Segundo ele, as novas gerações têm demonstrado uma dificuldade cada vez maior para articular o pensamento, pois não conseguem exprimir o que pensam. Opinião semelhante à do gramático Napoleão Mendes de Almeida, para quem o uso da linguagem coloquial incentiva a preguiça. Houaiss, anos, e Napoleão, anos, são os principais guardiões da integridade do vernáculo no País. Outro especialista, o professor de filologia e língua portuguesa da USP Dino Pretti atua em outra linha. Para ele, o falante culto não é aquele que domina perfeitamente todas as regras gramaticais, mas sim aquele que consegue adaptar o seu nível de linguagem de acordo com seu interlocutor, mesmo que isso resulte em agressões ocasionais ao vernáculo.
Antônio Houaiss traz na ponta da língua duas explicações para a dificuldade de articulação a que se refere: o abandono do setor educacional do País e os baixos salários dos professores.
Não há dúvida que a juventude urbana de hoje, como um todo, revela um relativo empobrecimento no uso da língua e de seu vocabulário. E isso por uma razão muito simples: nunca no Brasil o ensino primário, que é a base desta linguagem, foi tão torpe quanto está sendo.
Naturalmente, para as meras relações de amor, de comer, de locomover-se, é possível se comunicar com um número reduzido de palavras. Mas, à medida que os jovens tiverem que entrar no mercado de trabalho, e numa função relativamente qualificada, os horizontes verbais e gramaticais terão que se ampliar.
Em "... as novas gerações têm demonstrado uma dificuldade ..." (05)(06), foi corretamente utilizada a concordância verbal. Assinale a opção que apresenta a concordância verbal ou nominal também correta.Prodoctor, 1995. p. 42 (adaptado).
Questão 8373433
ITA ITA 1988 1 FaseU Todas 1988
Notam-se, no dia a dia daquele garoto, muitas malcriações.
Pita espera que se consume sua transferência para o futebol italiano.
Chamam-se guerras púnicas às Três guerras entre os romanos e os cartagineses,
Notam-se, no dia a dia daquele garoto, muitas malcriações.
Pita espera que se consume sua transferência para o futebol italiano.
Chamam-se guerras púnicas às Três guerras entre os romanos e os cartagineses,
Verifique quais frases que apresentam, ou não, infrações de regras gramaticais e assinale:
06
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