Questões de EFAF Português
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Questão 12 170233
CEFET MG 2015A questão refere-se ao livro Max e os felinos, de Moacyr Scliar.
Enumere as reações de Max diante do felino no escaler, de acordo com a sequência em que ocorrem
( ) agride-o com o remo.
( ) compreende-o como parte de um sonho.
( ) faz uso da pesca para alimentá-lo.
( ) pensa em domesticá-lo.
A sequência correta encontrada é
Questão 4 170225
CEFET MG 2015A questão refere-se ao texto a seguir.
O rolezinho da juventude nas ruas do consumo e do protesto
por Renato Souza de Almeida
Os jovens têm criado formas cada vez mais interessantes de manifestação. Desde as jornadas de junho de 2013 – que levou às ruas milhares de brasileiros – até os chamados “rolezinhos” – que também vêm colocando centenas em circulação – se instalou uma crise na análise daqueles que insistiam em afirmar uma possível apatia dessa geração juvenil.
“Sair de rolê...” significa dar uma circulada despretensiosa pela vila ou pela cidade. É possível dar um rolê de trem, de ônibus ou a pé. Geralmente, o rolê está ligado ao lazer ou a alguma prática cultural. Sai de rolê o pichador, o skatista, o caminhante... O que vem chamando a atenção de muita gente é como um simples gesto de sair e circular de forma livre tem ocupado um papel central nas principais mobilizações juvenis na cidade de São Paulo nos últimos tempos.
[...] Quem não é mais jovem e sempre morou nas periferias de São Paulo, com raras exceções, vai se recordar que a rua era o espaço por excelência da sociabilidade, do lazer e da convivência. Com a chegada do asfalto, vieram também muitos carros e se instituiu como verdade o discurso de que a rua é lugar perigoso e violento. Para muitos adultos, as políticas culturais só se justificam se for para “tirar os jovens das ruas”. Para os jovens, ao contrário, suas ações culturais só têm força e sentido quando acontecem na rua, no espaço público.
A condenação da rua como espaço da violência veio acompanhada da chegada dos shopping centers também às periferias. Muita gente vai ao shopping tentar encontrar um vazio deixado pelo “fim” das ruas. Para além do consumo, busca-se num shopping um passeio mais livre, solto, e a possibilidade de encontro com pessoas de fora do círculo mais próximo, familiar. No entanto, esse encontro não acontece. Tampouco a livre circulação. As pessoas só encontram uma multidão “sem rosto e coração” – nos dizeres dos Racionais MC’s –, e a circulação no interior do shopping não pode ocorrer de forma livre e espontânea. Ela tem regras claras e rígidas: os pobres podem circular pelo shopping, contanto que finjam pertencer a outra classe social. Mesmo que circulem no shopping sem recursos para consumir, eles devem desejar consumir. Da mesma forma, os negros podem circular pelo shopping tranquilamente, desde que finjam ser brancos nas vestimentas, nos cabelos, no comportamento etc.
Os rolezinhos em shoppings – da periferia ou das áreas abastadas –, que se tornaram um fenômeno neste verão, têm características muito semelhantes com os pancadões de rua realizados de forma espontânea e congregam um número significativo de jovens que se reúnem, sobretudo, em torno da expressão cultural do funk. O polêmico e famigerado funk é um dos principais mobilizadores dos jovens na metrópole paulistana. E um dos segredos da sua força não está necessariamente no apelo sexual de algumas músicas ou na sua batida envolvente, mas na forma como ressignificou as ruas para esses jovens. “No dia em que tem pancadão, a rua é nossa!” E se a rua é “nossa”, pode-se fazer qualquer coisa, inclusive não fazer nada... E, se o “som é de preto, de favelado e, quando toca, ninguém fica parado”, não há necessidade de fingir ser outra coisa, como exigem os shoppings centers. Ao contrário, é um momento de afirmação dessa mesma identidade periférica.
Nesse sentido, estar no shopping – no local que a sociedade estabeleceu para substituir a rua – é bastante provocador. Os rolezinhos levaram para dentro do paraíso do consumo a afirmação daquilo que esse mesmo espaço lhes nega: sua identidade periférica. Se quando o jovem vai ao shopping namorar ou consumir com alguns amigos ele deve fingir algo que não é, com os rolezinhos ele afirma aquilo que é! E quando faz essa afirmação ele revela a contradição na lógica dos shopping centers. Ou seja, os rolezinhos põem por terra a aparente circulação livre e o espaço aberto que os shoppings dizem proporcionar. Quando o jovem afirma, por meio do rolezinho, sua identidade de negro e pobre, a contradição se evidencia e a polícia é acionada, e tão logo o paraíso do consumo e do prazer se revela como o inferno do preconceito racial e da violência.
Esses jovens que hoje mobilizam os rolezinhos são intitulados “geração shopping center”, consumista, por parte dos mais velhos. Porém a prática dos rolezinhos nos shoppings está revelando a contradição mais aguda desse espaço que tentou tomar o locus simbólico da rua. Nos rolezinhos, os jovens não são consumidores, mas produtores. Produzem um novo jeito de circular pelo shopping. Produzem uma prática cultural que se contradiz com esse lugar. Produzem contradição e desordem no sistema. E produzem uma nova gramática política ao afirmar sua classe num espaço que existe para negá-la. [...]
Disponível em: < http://www.diplomatique.org.br>. Acesso em: 29 ago. 2014 - Artigo publicadoem 03 fev. 2014 (fragmento de texto)
De acordo com a opinião defendida pelo autor, o fenômeno do “rolezinho” evidencia a(o)
Questão 34 169692
IFMT 2015/1A solução da equação literal 3x + a = 10a é:
Questão 19 169677
IFMT 2015/1
AS QUESTÕES DE 19 A 20 REFEREM-SE AO TEXTO 5
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: “Esse texto verbo-visual pode ser identificado como sendo um(a) _____________, cuja função principal é _______________”.
Questão 18 169676
IFMT 2015/1TEXTO 4
A GERAÇÃO DIGITAL ENTRA EM CENA
Julia Baldacci Orlovsky brinca de boneca e faz roupinhas como toda criança de 5 anos fazia na época de sua
mãe e continua fazendo ainda hoje. Com uma diferença: ela desenha no computador os vestidos, que depois
são impressos em tecido. O fim da velha brincadeira de casinha? Não, sinal dos tempos. A nova geração,
nascida sob o signo da revolução da informática, sabe manejar computadores com a mesma agilidade com que
[5] suas avós manejavam dedal, agulha e linha. Muito diferente de seus pais, que só foram conhecer os recursos
do micro quando adultos, a maior parte no ambiente de trabalho.
(...)
(SHIMIZU, Heitor; JONES, Frances. Época, São Paulo, Globo, 19/10/1998. In: ANTUNES, Irandé. Análise de Textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola Editorial, 2010, p. 200. (fragmento).
Relacionando os sentidos produzidos pelos textos 01 e 04, marque V para as afirmativas Verdadeiras e F para as Falsas.
I. Não há uma relação de sentido entre os textos 01 e 04, pois eles tratam de assuntos diferentes.
II. Ambos os textos têm a intenção de promover reflexão, entre os leitores, sobre as mudanças que acontecem entre as gerações.
III. Em ambos os textos, os autores constroem um cenário real para discutir o tema sobre as mudanças históricas.
IV. Os objetos relacionados às brincadeiras infantis das crianças apresentadas em ambos os textos revelam as diferenças entre os gêneros feminino e masculino.
Maque a sequência correta.
Questão 17 169675
IFMT 2015/1TEXTO 4
A GERAÇÃO DIGITAL ENTRA EM CENA
Julia Baldacci Orlovsky brinca de boneca e faz roupinhas como toda criança de 5 anos fazia na época de sua
mãe e continua fazendo ainda hoje. Com uma diferença: ela desenha no computador os vestidos, que depois
são impressos em tecido. O fim da velha brincadeira de casinha? Não, sinal dos tempos. A nova geração,
nascida sob o signo da revolução da informática, sabe manejar computadores com a mesma agilidade com que
[5] suas avós manejavam dedal, agulha e linha. Muito diferente de seus pais, que só foram conhecer os recursos
do micro quando adultos, a maior parte no ambiente de trabalho.
(...)
(SHIMIZU, Heitor; JONES, Frances. Época, São Paulo, Globo, 19/10/1998. In: ANTUNES, Irandé. Análise de Textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola Editorial, 2010, p. 200. (fragmento).
Assinale a alternativa em que a reescrita da oração destacada em “A nova geração, nascida sob o signo da revolução da informática, sabe manejar computadores com a mesma agilidade com que suas avós manejavam dedal, agulha e linha” (linhas 3, 4 e 5), não compromete o sentido do texto:
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