Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 8 616134
CTI (UNIFICADO) 2015Leia o texto para responder à questão.
Após guerra, agricultura familiar avança em Angola

Doze anos após o fim de sua guerra civil, Angola começa a ter avanços na agricultura familiar. Mas o desafio é grande: o país ainda importa quase tudo o que consome, de carnes a açúcar.
A explicação está na história. “A guerra fez com que as pessoas perdessem o interesse em trabalhar na terra. Elas começavam a plantar, mas logo precisavam sair do local e perdiam tudo”, conta Kimputu Ngiaba, responsável pelo projeto “Kukula Ku Moxi”, em Malanje, norte do país.
Criado em 2009 pela Sodepac, órgão ligado ao governo, o programa conta com 700 famílias. Com orientações de agrônomos e a venda da produção à Biocom, usina de cana que fica ao lado da comunidade, a renda das famílias quadruplicou no período.
(Folha de S.Paulo, 18.09.2014)
O objetivo do texto é
Questão 4 423820
IFSul - Rio-Grandense 2015/2Leia o texto e responda à questão.
Texto
O preço de ser de verdade
Fernanda Pinho
Acabei de ler um livro que me marcou bastante. Chama-se “A Extraordinária Garota Chamada Estrela”, do autor Jerry Spinelli. Estrela tem um rato de estimação, fica feliz quando seu time faz ___________ no basquete (mas quando o outro time pontua, também), distribui cartões de aniversários para desconhecidos, usa as roupas de que gosta (e isso pode ser um vestido que esteve na moda duzentos anos atrás), tenta trazer um pouco de alegria tirando canções de seu ukulele que leva sempre a tiracolo. Num primeiro momento, junto com o impacto de sua chegada à escola nova, Estrela desperta simpatias. Afinal, este livro nada mais é que uma delicada e verdadeira metáfora da vida.
E a princípio somos assim. Grandes admiradores da autenticidade. Capazes de fazer discursos inflamados defendendo a liberdade de cada um fazer o que _____________, respeitar as próprias convicções, seguir o que seu coração manda, persistir nos seus sonhos, manter relações com quem se sente à vontade, construir seu próprio caminho. Lindo, maravilhoso. Se ficar só no discurso, melhor ainda.
Porque, em algum momento, Estrela vai levantar suspeitas. “Ninguém pode ser tão legal assim”. E da suspeita para a rejeição se passa num piscar de olhos. Por que ninguém pode ser “tão legal assim”? Porque ser legal demais implica ser diferente e a gente pode até admirar pessoas que fazem tudo o que “dá na telha”, desde que mantenham uma distância de segurança de nós, por favor. E, veja bem, quando eu falo de gente que faz tudo o que “dá na telha”, eu não estou me referindo a nada que possa machucar ou prejudicar o outro de alguma forma. Estou falando de atitudes inocentes, mas que, por sair da previsibilidade, são tratadas quase como se fossem atos imperdoáveis.
Gente que dança como se ninguém estivesse olhando, que ignora a uniformização das vitrines e faz a própria moda, que se recusa a fazer social em ambientes inóspitos, que fala a verdade quando questionada, que dá abraços de dez minutos, que ri na hora que tem vontade de rir, que chora na hora que tem vontade de chorar, que fala “eu te amo” quando sente que ama, que escolheu não perder tempo com quem lhe faz mal, que muda o rumo da própria vida, que ignora as etiquetas e as convenções. Sabe essa gente louca, sem noção, desvairada, sem juízo, perturbada? Então, elas não são nada disso. São apenas pessoas autênticas e verdadeiras, que se respeitam muito (e só quem se respeita muito é capaz de respeitar o outro). Elas não estão fazendo nada de _________. Nada que irá prejudicar você ou quem quer que seja. E por que te incomodam tanto? Bom, apenas ______________ optaram por fazer o que tinham vontade, e não o que você, preso em seu mundo limitado e previsível, esperava.
Disponível em: Acesso em: 7 abr. 2015.(Adaptado)
No segundo parágrafo do texto, a autora
Questão 8 423003
IFSul - Rio-Grandense 2015/1Leia o texto e responda à questão.
Vivendo com o lixo
Ruy Castro
[1] Há dez anos, dei-me conta de que o aparelho de fax em minha bancada de trabalho só estava
[2] servindo para ocupar espaço - suficiente para acomodar os quatro volumes do "Lello Universal", os
[3] três do "Webster's Dictionary" e os nove da "História da Literatura Ocidental", de Otto Maria
[4] Carpeaux. Sei disso porque foi o que botei no lugar quando me Iivrei do bicho.
[5] Custei a perceber que há muito ninguém me mandava mensagens por fax nem eu para
[6] ninguém. Não havia motivo para conservar o objeto que, apesar de meio úmido de maresia, ainda
[7] funcionava bem. Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que,
[8] também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que
[9] tinha feito com o fax. Não se lembrava
[10] É o que vivo me perguntando: para onde vão esses aparelhos depois que morrem? Com os
[11] eletrodomésticos, e diferente: antes de ir para o ferro-velho, um liquidificador pode atravessar
[12] gerações, mesmo que bata abacate, amendoim e gelo de hora em hora. Mas celulares, torres,
[13] teclados, monitores, notebooks, mouses, baterias, pilhas têm de ser regularmente jogados fora,
[14] destino que também já atinge iPods, Kindles, Nooks etc. - esses, não por desgaste, mas por já
[15] superados. E para onde vão as embalagens de plástico disso tudo?
[16] Por mais que os órgãos do ambiente lutem para que as empresas que produzem ou vendem lixo
[17] eletrônico o recebam de volta e lhe deem um fim adequado - chama-se a isto de "logística reversa”
[18] parte de seus componentes tóxicos continua entre nós, no ar ou na água. Donde não se espante se,
[19] numa dessas, seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou
[20] arsênico.
[21] Afinal, para onde quer que se mande esse veneno - reciclado ou não, ele não tem como deixar o
[22] planeta.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78830-vivendo-com-o-lixo.shtml Acesso em: 15 ago. 2014.
Leia o trecho que serve de base para a questão.
“...Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que, também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que tinha feito com o fax. Não se lembrava.”
A partir do fragmento, são feitas as seguintes afirmações:
I. A palavra assim é um elemento de coesão que possui valor exemplificativo e complementar.
II. A palavra também explicita a opinião do autor, assim como a da faxineira, os quais consideram o e-mail ultrapassado.
III. A faxineira, embora de maneira implícita, deu a entender que o aparelho de fax não tinha mais serventia.
IV. A palavra derrotado evidencia que o fax, apesar de pouco utilizado, não pode ser considerado lixo eletrônico.
Estão corretas as afirmativas
Questão 3 422988
IFSul - Rio-Grandense 2015/1Leia o texto e responda à questão.
Vivendo com o lixo
Ruy Castro
[1] Há dez anos, dei-me conta de que o aparelho de fax em minha bancada de trabalho só estava
[2] servindo para ocupar espaço - suficiente para acomodar os quatro volumes do "Lello Universal", os
[3] três do "Webster's Dictionary" e os nove da "História da Literatura Ocidental", de Otto Maria
[4] Carpeaux. Sei disso porque foi o que botei no lugar quando me Iivrei do bicho.
[5] Custei a perceber que há muito ninguém me mandava mensagens por fax nem eu para
[6] ninguém. Não havia motivo para conservar o objeto que, apesar de meio úmido de maresia, ainda
[7] funcionava bem. Assim, dei-o para minha faxineira, que o aceitou empolgada - até concluir que,
[8] também para ela, aquele aparelho já era inútil, derrotado pelo e-mail. Perguntei-lhe outro dia o que
[9] tinha feito com o fax. Não se lembrava
[10] É o que vivo me perguntando: para onde vão esses aparelhos depois que morrem? Com os
[11] eletrodomésticos, e diferente: antes de ir para o ferro-velho, um liquidificador pode atravessar
[12] gerações, mesmo que bata abacate, amendoim e gelo de hora em hora. Mas celulares, torres,
[13] teclados, monitores, notebooks, mouses, baterias, pilhas têm de ser regularmente jogados fora,
[14] destino que também já atinge iPods, Kindles, Nooks etc. - esses, não por desgaste, mas por já
[15] superados. E para onde vão as embalagens de plástico disso tudo?
[16] Por mais que os órgãos do ambiente lutem para que as empresas que produzem ou vendem lixo
[17] eletrônico o recebam de volta e lhe deem um fim adequado - chama-se a isto de "logística reversa”
[18] parte de seus componentes tóxicos continua entre nós, no ar ou na água. Donde não se espante se,
[19] numa dessas, seu café ou limonada vier temperado com mercúrio, chumbo, berílio, cádmio ou
[20] arsênico.
[21] Afinal, para onde quer que se mande esse veneno - reciclado ou não, ele não tem como deixar o
[22] planeta.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78830-vivendo-com-o-lixo.shtml Acesso em: 15 ago. 2014.
Leia o seguinte trecho:
“...esses, não por desgaste, mas por já superados. E para onde vão as embalagens de plástico disso tudo? “
Que palavra NÃO é sinônimo de superados?
Questão 3 419695
IFSudesteMinas 2015O textos, a seguir, fazem uma reflexão sobre o desenvolvimento da tecnologia e sua influência sobre a expressão coletiva e individual. Leia‐o com atenção para responder à questão.
TEXTO
Trocamos educação por tecnologia?
Rosely Sayão
Estamos trocando a educação para a liberdade responsável e para a autonomia pelos recursos tecnológicos mais avançados, é isso? O caminho é sedutor porque bem mais simples e com custos bem menores. Os pais, preocupados com a segurança dos filhos – ah, o que não temos feito em nome desse item! –, acabam consumindo, sem grandes reflexões, as ideias mais absurdas. Como essa, por exemplo, do controle da localização dos filhos pelo celular.
Ora, ora! Quem diria que a geração pós-Segunda Guerra, que lutou pela democracia e pela liberdade, que bradou contra a tutela da família, chegasse a esse ponto com os próprios filhos? “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...”
O controle é eficiente para acalmar as aflições dos pais. É eficiente, ainda, para provocar efeitos colaterais dos mais indesejáveis, e outros riscos. Vejamos.
Em primeiro lugar, se tem quem controle o jovem, por que haveria ele de se responsabilizar pelo autocontrole? Mais fácil deixar para os pais essa tarefa difícil já que eles assim o desejam. Em segundo, tem a dificuldade da construção da privacidade. E sem privacidade, não há intimidade. E tem mais, ainda: se os pais não acreditam que o filho seja capaz de avaliar situações de risco, de se proteger, de caminhar com as próprias pernas, por que ele mesmo acreditaria?
Pensando bem, é uma bobagem preocupar-se com isso. Os jovens sempre têm respostas inteligentes para propostas medíocres. Eles encontrarão um jeito de burlar o dispositivo. Não são eles os melhores no uso da tecnologia?
Rosely Sayão é psicóloga e autora de Como educar meu filho? (Publifolha).
SAYÃO, Rosely. Trocamos educação por tecnologia?. São Paulo, 12/12/2004. Cotidiano. Disponível em: < http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1212200404.htm>. Acesso: 08/09/2014.
No texto, a citação “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...” remetenos a uma composição de Belchior (década de 1970), cantada por Elis Regina. Relacionando a citação ao que diz o texto, a autora NÃO sugere que:
Questão 20 416499
IFAL 2015Sabemos que a violência urbana no Brasil está diretamente relacionada aos perversos índices de desigualdade social que ainda dominam o país, apesar da diminuição da miséria nos últimos anos. Selecione a alternativa que não corresponde diretamente à intervenção estatal na tentativa de diminuição da violência urbana no Brasil atual.
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)