Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 12 166347
IFGO 2011Indique a sequência que preenche as lacunas do período abaixo sem desrespeitar as normas de concordância verbal e nominal.
Elas .................. disseram que ................. tu que ............. .
Questão 8368032
EMBRAER EMBRAER 2010 ConhecimentosGerais 2010Leia atentamente o poema de Manuel Bandeira.
Do pranto
Não tentes consolar o desgraçado
Que chora amargamente a sorte má.
________ o tirares por fim do seu estado,
Que outra consolação ________ restará?
Para obter o significado do texto, os espaços devem ser preenchidos, correta e respectivamente, com
Questão 8367956
UNITAU UNITAU 2010 1 FaseU Medicina 2010
(O texto abaixo foi publicado em 2008, quando ainda não vigorava a lei antifumo no estado de São Paulo.)
VÍCIO DA TUTELA
No correto objetivo de preservar direito de quem não fuma, proibições recaem em exagero e paternalismo estatal.
Proibir, fiscalizar, multar, prender. Num país onde muitas leis valem só de vez em quando, e têm peso diferente conforme a categoria dos cidadãos, é natural o sucesso popular de algumas interdições espartanas e absolutas.
Foi o caso da chamada lei seca.
Seus exageros punitivos, amplamente reconhecidos, não impediram que obtivesse forte apoio da opinião pública.
Parece arraigar-se na sociedade brasileira a ideia de que uma lei equilibrada, atenta às nuances da vida real, termina sem ser cumprida. Desse modo, é como se uma simplificação palmar das leis suprisse as insuficiências da fiscalização.
Algo semelhante ocorre na questão do fumo em lugares públicos. A lei federal em vigor proíbe o cigarro em qualquer "recinto coletivo", exceto "em área destinada exclusivamente para esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente".
Na prática, a determinação nem sempre é respeitada. Em muitos bares e restaurantes, a demarcação da área de fumantes corresponde apenas a uma linha imaginária entre mesas contíguas, expondo a notórios riscos o frequentador não-tabagista.
Dada essa circunstância, cogita-se de proibir de vez o fumo em lugares fechados. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão (PMDB), já anunciou seu empenho em aprovar proposta de lei nesse sentido. Por sua vez, o governador José Serra (PSDB) adiantou-se à esfera federal - que seria, talvez, o âmbito adequado a leis desse gênero -, encaminhando à Assembleia Legislativa projeto de conteúdo equivalente.
A tendência, de resto, é universal. Proibindo o fumo nos cafés, até Paris rendeu-se à nova moda. Nos EUA, mesmo ao ar livre os fumantes de algumas localidades podem ter problemas com a lei.
Se o direito à saúde dos não-fumantes é inquestionável, cabe ver com reservas o entusiasmo persecutório que costuma acompanhar proibições desse tipo.
Nada impede que seja prevista em lei a existência de bares e restaurantes onde o fumo é permitido, em contraponto àqueles onde vige a proibição. É o que propõe o deputado Roberto Felício (PT), em emenda ao projeto do governo estadual.
Uma vez que a segregação de áreas num mesmo local tende a funcionar mal, a diferenciação entre os próprios estabelecimentos asseguraria aos cidadãos - e também, espera-se, aos empregados de cada local - o direito de exercer livremente sua escolha nessa questão.
Na necessária proteção aos não-fumantes, é este direito que se tende a menosprezar. Paralelamente, cresce a receptividade à ideia de um Estado paternalista -capaz de em breve legislar, talvez, sobre a taxa de gorduras e açúcares adequada aos cidadãos.
Tutela estatal, com aplauso da maioria, e intolerância crescente à diversidade das atitudes individuais: eis um vício mais tentador, por vezes, do que aqueles que tantos querem combater.
(Folha de S. Paulo, 07 set. 2008, Caderno A2.)
“Nada impede que seja prevista em lei a existência de bares e restaurantes onde o fumo é permitido, em contraponto àqueles onde vige a proibição. É o que propõe o deputado Roberto Felício (PT), em emenda ao projeto do governo estadual”
(O texto abaixo foi publicado em 2008, quando ainda não vigorava a lei antifumo no estado de São Paulo.)
VÍCIO DA TUTELA
No correto objetivo de preservar direito de quem não fuma, proibições recaem em exagero e paternalismo estatal.
Proibir, fiscalizar, multar, prender. Num país onde muitas leis valem só de vez em quando, e têm peso diferente conforme a categoria dos cidadãos, é natural o sucesso popular de algumas interdições espartanas e absolutas.
Foi o caso da chamada lei seca.
Seus exageros punitivos, amplamente reconhecidos, não impediram que obtivesse forte apoio da opinião pública.
Parece arraigar-se na sociedade brasileira a ideia de que uma lei equilibrada, atenta às nuances da vida real, termina sem ser cumprida. Desse modo, é como se uma simplificação palmar das leis suprisse as insuficiências da fiscalização.
Algo semelhante ocorre na questão do fumo em lugares públicos. A lei federal em vigor proíbe o cigarro em qualquer "recinto coletivo", exceto "em área destinada exclusivamente para esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente".
Na prática, a determinação nem sempre é respeitada. Em muitos bares e restaurantes, a demarcação da área de fumantes corresponde apenas a uma linha imaginária entre mesas contíguas, expondo a notórios riscos o frequentador não-tabagista.
Dada essa circunstância, cogita-se de proibir de vez o fumo em lugares fechados. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão (PMDB), já anunciou seu empenho em aprovar proposta de lei nesse sentido. Por sua vez, o governador José Serra (PSDB) adiantou-se à esfera federal - que seria, talvez, o âmbito adequado a leis desse gênero -, encaminhando à Assembleia Legislativa projeto de conteúdo equivalente.
A tendência, de resto, é universal. Proibindo o fumo nos cafés, até Paris rendeu-se à nova moda. Nos EUA, mesmo ao ar livre os fumantes de algumas localidades podem ter problemas com a lei.
Se o direito à saúde dos não-fumantes é inquestionável, cabe ver com reservas o entusiasmo persecutório que costuma acompanhar proibições desse tipo.
Nada impede que seja prevista em lei a existência de bares e restaurantes onde o fumo é permitido, em contraponto àqueles onde vige a proibição. É o que propõe o deputado Roberto Felício (PT), em emenda ao projeto do governo estadual.
Uma vez que a segregação de áreas num mesmo local tende a funcionar mal, a diferenciação entre os próprios estabelecimentos asseguraria aos cidadãos - e também, espera-se, aos empregados de cada local - o direito de exercer livremente sua escolha nessa questão.
Na necessária proteção aos não-fumantes, é este direito que se tende a menosprezar. Paralelamente, cresce a receptividade à ideia de um Estado paternalista -capaz de em breve legislar, talvez, sobre a taxa de gorduras e açúcares adequada aos cidadãos.
Tutela estatal, com aplauso da maioria, e intolerância crescente à diversidade das atitudes individuais: eis um vício mais tentador, por vezes, do que aqueles que tantos querem combater.
(Folha de S. Paulo, 07 set. 2008, Caderno A2.)
“Nada impede que seja prevista em lei a existência de bares e restaurantes onde o fumo é permitido, em contraponto àqueles onde vige a proibição. É o que propõe o deputado Roberto Felício (PT), em emenda ao projeto do governo estadual”
Quanto à concordância verbal, os verbos destacados referem-se, respectivamente, a:
Questão 16 171466
ETEC 2010/1Assinale a alternativa em que a frase obedece às regras da norma padrão
Questão 7 170576
CEFET MG 2010A questão refere-se ao texto a seguir.
Texto I
Por uma globalização mais humana
A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos 17 e 18, expande-se com a industrialização, ganha novas bases com a grande indústria, nos fins do século 19, e, agora, adquire mais intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna- se envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, financeira, cultural.
A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos 17 e 18, expande-se com a industrialização, ganha novas bases com a grande indústria, nos fins do século 19, e, agora, adquire mais intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna- se envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, financeira, cultural.
Todo o planeta é praticamente coberto por um único sistema técnico, tornado indispensável à produção e ao intercâmbio e fundamento do consumo, em suas novas formas.
Graças às novas técnicas, a informação pode se difundir instantaneamente por todo o planeta, e o conhecimento do que se passa em um lugar é possível em todos os pontos da Terra.
A produção globalizada e a informação globalizada permitem a emergência de um lucro em escala mundial, buscado pelas firmas globais que constituem o verdadeiro motor da atividade econômica.
Tudo isso é movido por uma concorrência superlativa entre os principais agentes econômicos – a competitividade.
Num mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se globais, e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno (parte habitada da Terra) tem relação com o acontece em todos os demais.
Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.
Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda mais desigualdades. E, ao contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta e onde se ampliam as fraturas sociais.
A droga, com sua enorme difusão, constitui um dos grandes flagelos desta época.
O mundo parece, agora, girar sem destino. É a chamada globalização perversa. Ela está sendo tanto mais perversa porque as enormes possibilidades oferecidas pelas conquistas científicas e técnicas não estão sendo adequadamente usadas.
Não cabe, todavia, perder a esperança, porque os progressos técnicos obtidos neste fim de século 20, se usados de uma outra maneira, bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita e, aplicados à medicina, reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade.
Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão-de-obra. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização.
Milton Santos – Folha Online - 08 de junho de 2009.
Nos períodos abaixo, os termos sublinhados exercem a mesma função sintática, EXCETO em:
Questão 9 170024
IFMT 2010/1Texto 2
RACISMO É BURRICE
Gabriel, o Pensador
[1] Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
“O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar”
Racismo, preconceito e discriminação em geral
É uma burrice coletiva sem explicação
[5] Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente infelizmente preconceitos mil
De naturezas diferentes mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra e não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
[10] Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A “elite” que deveria dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
[15] Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
[20] Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil, não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
[25] Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história, os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
[30] A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo e preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram, o tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
[35] Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então, presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse, racismo é burrice
Dê à ignorância um ponto final:
[40] Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice [...]
O PENSADOR, Gabriel. Racismo é burrice. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2009.
Na variante padrão da língua, os verbos devem concordar com o sujeito em pessoa e número, constituindo o que se chama de Concordância Verbal.
Nos versos abaixo, aponte aquele que não atende às regras da concordância:
06
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