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Questão 8363325
ETECSP ETECSP 2015 2 FaseU Gerais 2015A estranha passageira
Stanislaw Ponte Preta
- O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de voo - e riu nervosinha, coitada.
Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem. Lá se foi a oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair na viagem. Suspirei e me fiz de educado respondendo que estava às suas ordens.
Afinal estava ali pronta para viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me fazia aos berros, como se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi ficando ridícula:
— Para que esse saquinho aí? - foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela estava no Rio e eu em São Paulo.
— É para a senhora usar em caso de necessidade - respondi baixinho.
Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela arregalou os olhos e exclamou:
— Uai... as necessidades neste saquinho" No avião não tem banheiro" Alguns passageiros riram, outros - por fineza - fingiram ignorar o lamentável equívoco da incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era um azougue* (...) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e esparramando embrulhos por todos os lados.
O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa. Logo veio a pergunta:
— Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só pra ela?
Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência, isto é, em caso de necessidade, saía-se por ela.
Madama sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do "show". Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir jornais, revistas ou se acomodarem para tirar uma pestana durante a viagem.
Foi quando madama deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da janelinha para ver a paisagem) e gritou:
— Puxa vida!!!
Todos olharam para ela, inclusive eu. Madama apontou para a janela e disse:
— Olha lá embaixo.
Eu olhei. E ela acrescentou: - Como nós estamos voando alto, moço.
Olha só ... o pessoal lá embaixo parece formiga.
Suspirei e lasquei:
— Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou voo.
( Disponível em: <http://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com.br/2013/08/a-estranha-passageira-estanislaw-ponte.html>. Acesso em: 26.02.2015. Adaptado.)
* azougue: indivíduo que expressa ligeireza; quem é muito rápido.
Leia os fragmentos para responder à questão.
- O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de voo.
Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem.
- E ela acrescentou: - Como nós estamos voando alto, moço.
Esses trechos apresentam, respectivamente, os discursos:
Questão 8363324
ETECSP ETECSP 2015 2 FaseU Gerais 2015A estranha passageira
Stanislaw Ponte Preta
- O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de voo - e riu nervosinha, coitada.
Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem. Lá se foi a oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair na viagem. Suspirei e me fiz de educado respondendo que estava às suas ordens.
Afinal estava ali pronta para viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me fazia aos berros, como se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi ficando ridícula:
— Para que esse saquinho aí? - foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela estava no Rio e eu em São Paulo.
— É para a senhora usar em caso de necessidade - respondi baixinho.
Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela arregalou os olhos e exclamou:
— Uai... as necessidades neste saquinho" No avião não tem banheiro" Alguns passageiros riram, outros - por fineza - fingiram ignorar o lamentável equívoco da incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era um azougue* (...) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e esparramando embrulhos por todos os lados.
O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa. Logo veio a pergunta:
— Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só pra ela?
Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência, isto é, em caso de necessidade, saía-se por ela.
Madama sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do "show". Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir jornais, revistas ou se acomodarem para tirar uma pestana durante a viagem.
Foi quando madama deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da janelinha para ver a paisagem) e gritou:
— Puxa vida!!!
Todos olharam para ela, inclusive eu. Madama apontou para a janela e disse:
— Olha lá embaixo.
Eu olhei. E ela acrescentou: - Como nós estamos voando alto, moço.
Olha só ... o pessoal lá embaixo parece formiga.
Suspirei e lasquei:
— Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou voo.
Assinale a alternativa em que o verbo e o pronome, entre parênteses, substituem corretamente as expressões em destaque.( Disponível em: <http://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com.br/2013/08/a-estranha-passageira-estanislaw-ponte.html>. Acesso em: 26.02.2015. Adaptado.)
* azougue: indivíduo que expressa ligeireza; quem é muito rápido.
Questão 8363323
ETECSP ETECSP 2015 2 FaseU Gerais 2015A estranha passageira
Stanislaw Ponte Preta
- O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de voo - e riu nervosinha, coitada.
Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem. Lá se foi a oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair na viagem. Suspirei e me fiz de educado respondendo que estava às suas ordens.
Afinal estava ali pronta para viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me fazia aos berros, como se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi ficando ridícula:
— Para que esse saquinho aí? - foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela estava no Rio e eu em São Paulo.
— É para a senhora usar em caso de necessidade - respondi baixinho.
Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela arregalou os olhos e exclamou:
— Uai... as necessidades neste saquinho" No avião não tem banheiro" Alguns passageiros riram, outros - por fineza - fingiram ignorar o lamentável equívoco da incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era um azougue* (...) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e esparramando embrulhos por todos os lados.
O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa. Logo veio a pergunta:
— Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só pra ela?
Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência, isto é, em caso de necessidade, saía-se por ela.
Madama sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do "show". Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir jornais, revistas ou se acomodarem para tirar uma pestana durante a viagem.
Foi quando madama deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da janelinha para ver a paisagem) e gritou:
— Puxa vida!!!
Todos olharam para ela, inclusive eu. Madama apontou para a janela e disse:
— Olha lá embaixo.
Eu olhei. E ela acrescentou: - Como nós estamos voando alto, moço.
Olha só ... o pessoal lá embaixo parece formiga.
Suspirei e lasquei:
— Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou voo.
( Disponível em: <http://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com.br/2013/08/a-estranha-passageira-estanislaw-ponte.html>. Acesso em: 26.02.2015. Adaptado.)
* azougue: indivíduo que expressa ligeireza; quem é muito rápido.
“O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa."
As formas verbais em destaque foram empregadas no modo indicativo e a respeito delas é correto afirmar que:
Questão 8363318
ETECSP ETECSP 2015 1 FaseU Gerais 2015De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, está correta a alternativa:
Questão 8363317
ETECSP ETECSP 2015 1 FaseU Gerais 2015
As primeiras tentativas de unir a Química e a restauração de obras de arte começaram no século XVIII. Grandes cientistas como Pasteur, Bertholet, Humphry Davy e Faraday foram os precursores. Bertholet chegou a ser requisitado por Napoleão Bonaparte para realizar restaurações em obras encontradas no Egito.
Os restauradores acreditavam que os cientistas não possuíam sensibilidade para tratar a obra de arte com respeito, por esse motivo os evitavam. "Isso acabava encontrando razão, pois muitas vezes as intervenções dos químicos foram desastrosas. Humphry Davy, por exemplo, acabou destruindo vários pergaminhos ao tentar restaurá-los", revela o pesquisador Prof. Dr. João Cura.
"Infelizmente, o passo mais importante para essa união foram as guerras mundiais. A destruição de monumentos e obras artísticas pelos bombardeios e ataques de exércitos gerou um forte sentimento de que eles deveriam ser preservados e todos os esforços para isso, oriundos de qualquer área, seriam importantes’; complementa o pesquisador.
A Arte e a Ciência estão interligadas e devem caminhar juntas. "A divisão do conhecimento em disciplinas existe apenas para facilitar o estudo. Não existe um planeta ’Química, ou um planeta ’História’. Precisamos saber sobre artes e sobre exatas. O conhecimento de uma não elimina a outra’, diz.
O professor conclui citando uma frase do cientista francês Henri Poincaré: "O cientista não estuda a natureza porque ela é útil; estuda-a porque se delicia com ela, e se delicia com ela porque ela é bela. Se a natureza não fosse bela, não valeria a pena conhecê-la e, se não valesse a pena conhecê-la, não valeria a pena viver"
(http://tinyurl.com/nk75ws7 Acesso em: 31.07.2014. Adaptado)
As primeiras tentativas de unir a Química e a restauração de obras de arte começaram no século XVIII. Grandes cientistas como Pasteur, Bertholet, Humphry Davy e Faraday foram os precursores. Bertholet chegou a ser requisitado por Napoleão Bonaparte para realizar restaurações em obras encontradas no Egito.
Os restauradores acreditavam que os cientistas não possuíam sensibilidade para tratar a obra de arte com respeito, por esse motivo os evitavam. "Isso acabava encontrando razão, pois muitas vezes as intervenções dos químicos foram desastrosas. Humphry Davy, por exemplo, acabou destruindo vários pergaminhos ao tentar restaurá-los", revela o pesquisador Prof. Dr. João Cura.
"Infelizmente, o passo mais importante para essa união foram as guerras mundiais. A destruição de monumentos e obras artísticas pelos bombardeios e ataques de exércitos gerou um forte sentimento de que eles deveriam ser preservados e todos os esforços para isso, oriundos de qualquer área, seriam importantes’; complementa o pesquisador.
A Arte e a Ciência estão interligadas e devem caminhar juntas. "A divisão do conhecimento em disciplinas existe apenas para facilitar o estudo. Não existe um planeta ’Química, ou um planeta ’História’. Precisamos saber sobre artes e sobre exatas. O conhecimento de uma não elimina a outra’, diz.
O professor conclui citando uma frase do cientista francês Henri Poincaré: "O cientista não estuda a natureza porque ela é útil; estuda-a porque se delicia com ela, e se delicia com ela porque ela é bela. Se a natureza não fosse bela, não valeria a pena conhecê-la e, se não valesse a pena conhecê-la, não valeria a pena viver"
(http://tinyurl.com/nk75ws7 Acesso em: 31.07.2014. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto o que se afirma em:
Questão 8363315
ETECSP ETECSP 2015 1 FaseU Gerais 2015
A canção Vilarejo foi composta por Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e Pedro Baby.
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
(...)
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
(...)
(Disponível em: http://tinyurl.com/muth987. Acesso em: 01 set. 2014.)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor semântico, entre parênteses, expresso pela preposição em destaque.
A canção Vilarejo foi composta por Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e Pedro Baby.
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
(...)
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
(...)
(Disponível em: http://tinyurl.com/muth987. Acesso em: 01 set. 2014.)
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