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Questão 8384791
SME-Rio SME-Rio 2015 LP9 (1BIM) 2015Texto 1

Ajude a cortar os custos com água no MPPE. Utilize de forma consciente os bens do seu ambiente de trabalho. Confira outras dicas no site www.mp.pe.gov.br
Texto 2
Desperdício não tem vez
É verdade que a Terra é conhecida como Planeta Água, mas não estamos podendo esbanjar. Ao colocar no papel a porção de água doce que, de fato, está disponível para consumo em todo o mundo, é muito pouco: 0,26% (o que representa 13 gotas em um balde de 10 litros).[...]
A ONU já alertou: se não houver mudanças de hábitos no curto prazo, até 2030 quase metade da população global terá problemas de abastecimento [...]. Economizar água já é uma necessidade urgente em todo o mundo. [...]
Confira [...] dicas supersimples que selecionamos para você começar a poupar água em casa hoje mesmo.
Boca aberta, torneira fechada. Não deixe a água correndo enquanto estiver escovando os dentes. Uma única pessoa pode economizar 1,9 milhão de litros de água ao longo da vida simplesmente escovando os dentes com a torneira fechada. [...]
Nada de pinga-pinga.
Ao fechar a torneira, certifique-se de que ela não ficou pingando. Ao longo de um ano, esse pingapinga de "apenas umas gotinhas" desperdiça, pelo menos, 16 mil litros de água limpa e tratada [...].
Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/15-dicas-praticas-economizar-agua-desperdicio-777421.shtml>
Comparando os dois textos, pode-se afirmar que
Questão 8384789
SME-Rio SME-Rio 2015 LP9 (1BIM) 2015Dentro de nós, a alegria
Ivan Martins
A alegria vem de dentro ou de fora de nós? A pergunta me ocorre no meio de um bloco de carnaval.[...]
Estou contente, claro. Ao meu redor há um grupo de amigos e uma multidão ruidosa e colorida. Ainda assim, a resposta sobre a alegria me ilude. Meu coração sorri em resposta a essa festa ou acha nela apenas um eco do seu próprio e inesperado contentamento? [...]
Penso no amor, fonte permanente de júbilo e apreensão. Quando ele nos é subtraído, instala-se em nós uma tristeza sem tamanho e sem fim, que tem o rosto de quem nos deixou. Ela vem de fora, nos é imposta pelas circunstâncias, mas torna-se parte de nós. Um luto encarnado. Um milhão de carnavais seriam incapazes de iluminar a escuridão dessa noite se não houvesse, dentro de nós, alguma fonte própria de alegria. [...]. Ficaríamos em casa, esmagados por nossa tristeza, remoendo os detalhes do que não mais existe. Ao longe, ouviríamos a batucada, e ela nos pareceria remota e alheia.
Nossa alegria existe, entretanto. Por isso somos capazes de cantar e dançar quando o destino nos atinge. [...]
Se a alegria vem de dentro ou de fora? De dentro, claro. Mas seu sintoma mais bonito é nos jogar para fora, de encontro à música e à dança do mundo, ao encontro de nós mesmos.
Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2015/02/dentro-de-nos-balegriab.html?folder_id=167>
Glossário:
júbilo – grande alegria
apreensão – receio
O trecho que expressa a tese do texto é
Questão 8384787
SME-Rio SME-Rio 2015 LP9 (1BIM) 2015Se tudo pode acontecer
Arnaldo Antunes
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
E além da vida ainda de manhã no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer...
(Disponível em : <http://letras.mus.br/arnaldo-antunes/67070/>)
O eu lírico do texto tem como característica
Questão 8384783
SME-Rio SME-Rio 2015 LP9 (1BIM) 2015Vidas secas
Jovens que moram no sertão vivem a crença de que fora dali existe ‘uma vida melhor’
Carrapateira, Monte Horebe, Bom Jesus. Os nomes são de cidades das quais muita gente nem ouviu falar. Essas três ficam no sertão da Paraíba. E têm em comum com muitas outras espalhadas pelo país o fato de seus jovens viverem a crença de que fora dali existe ‘uma vida melhor’.
‘É uma monotonia só. Você fica parado direto, não faz nada diferente. Não tem o que curtir, não tem trabalho, não tem nada’, desabafa Larley Pereira Bezerra, , em frente à igreja de Carrapateira. A cidade fica praticamente isolada, pois o acesso é uma estrada de km de terra batida, cheia de buracos.
[...]
Larley terminou o ensino médio em uma cidadezinha e quer sair de Carrapateira. ‘Gostaria de ir para São Paulo ou para o Maranhão. A maior parte das pessoas daqui está em São Paulo e na Bahia’, diz. A ideia dele é ‘trabalhar em firma’. ‘Mas vou prestar vestibular novamente no fim do ano para direito’, conta. A universidade que quer cursar fica em Cajazeiras, uma das maiores cidades da região [...].
PINHEIRO, Augusto. Folha de São Paulo. São Paulo, 1 de julho de 2002. Folhateen.
O trecho do texto que revela uma opinião é:
Questão 8384512
SME-Rio SME-Rio 2015 LP8 (1BIM) 2015
CHEGOU O OUTONO
Não consigo me lembrar exatamente o dia em que o outono começou no Rio de Janeiro neste 1935. Antes de começar na folhinha ele começou na Rua Marquês de Abrantes. Talvez no dia 12 de março. Sei que estava com Miguel em um reboque do bonde Praia Vermelha. [...]
Eu havia tomado o bonde na Praça José de Alencar; e quando entramos na Rua Marquês de Abrantes, rumo de Botafogo, o outono invadiu o reboque. Invadiu e bateu no lado esquerdo de minha cara sob a forma de uma folha seca. Atrás dessa folha veio um vento, e era o vento do outono. Muitos passageiros do bonde suavam.
No Rio de Janeiro faz tanto calor que depois que acaba o calor a população continua a suar gratuitamente e por força do hábito durante quatro ou cinco semanas ainda.
Percebi com uma rapidez espantosa que o outono havia chegado. Mas eu não tinha relógio, nem Miguel. Tentei espiar as horas no interior de um botequim, nada conseguindo. Olhei para o lado. Ao lado estava um homem decentemente vestido, com cara de possuidor de relógio.
– O senhor pode ter a gentileza de me dar as horas?
Ele espantou-se um pouco e, embora sem nenhum ar gentil, me deu as horas: 13:48. Agradeci e murmurei: chegou o outono.
Chegara o outono. Vinha talvez do mar e, passando pelo nosso reboque, dirigia-se apressadamente ao centro da cidade, ainda ocupado pelo verão.
As folhas secas davam pulinhos ao longo da sarjeta; e o vento era quase frio, quase morno, na Rua Marquês de Abrantes. E as folhas eram amarelas, e meu coração soluçava, e o bonde roncava.
[...] Era iminente a entrada em Botafogo; penso que o resto da viagem não interessa ao público. [...] O necessário é que todos saibam que chegou o outono. Chegou às 13:48 horas, na Rua Marquês de Abrantes, e continua em vigor. Em vista do que, ponhamo-nos melancólicos.
(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2004.)
GLOSSÁRIO:
folhinha – expressão popularmente usada para se referir ao calendário impresso, com meses e dias de um ano. Pode-se dizer que se trata de uma “expressão de antigamente”, uma vez que, atualmente, quase não é usada para se referir a calendário.
O trecho da crônica que expressa uma opinião do narrador é:
CHEGOU O OUTONO
Não consigo me lembrar exatamente o dia em que o outono começou no Rio de Janeiro neste 1935. Antes de começar na folhinha ele começou na Rua Marquês de Abrantes. Talvez no dia 12 de março. Sei que estava com Miguel em um reboque do bonde Praia Vermelha. [...]
Eu havia tomado o bonde na Praça José de Alencar; e quando entramos na Rua Marquês de Abrantes, rumo de Botafogo, o outono invadiu o reboque. Invadiu e bateu no lado esquerdo de minha cara sob a forma de uma folha seca. Atrás dessa folha veio um vento, e era o vento do outono. Muitos passageiros do bonde suavam.
No Rio de Janeiro faz tanto calor que depois que acaba o calor a população continua a suar gratuitamente e por força do hábito durante quatro ou cinco semanas ainda.
Percebi com uma rapidez espantosa que o outono havia chegado. Mas eu não tinha relógio, nem Miguel. Tentei espiar as horas no interior de um botequim, nada conseguindo. Olhei para o lado. Ao lado estava um homem decentemente vestido, com cara de possuidor de relógio.
– O senhor pode ter a gentileza de me dar as horas?
Ele espantou-se um pouco e, embora sem nenhum ar gentil, me deu as horas: 13:48. Agradeci e murmurei: chegou o outono.
Chegara o outono. Vinha talvez do mar e, passando pelo nosso reboque, dirigia-se apressadamente ao centro da cidade, ainda ocupado pelo verão.
As folhas secas davam pulinhos ao longo da sarjeta; e o vento era quase frio, quase morno, na Rua Marquês de Abrantes. E as folhas eram amarelas, e meu coração soluçava, e o bonde roncava.
[...] Era iminente a entrada em Botafogo; penso que o resto da viagem não interessa ao público. [...] O necessário é que todos saibam que chegou o outono. Chegou às 13:48 horas, na Rua Marquês de Abrantes, e continua em vigor. Em vista do que, ponhamo-nos melancólicos.
(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2004.)
GLOSSÁRIO:
folhinha – expressão popularmente usada para se referir ao calendário impresso, com meses e dias de um ano. Pode-se dizer que se trata de uma “expressão de antigamente”, uma vez que, atualmente, quase não é usada para se referir a calendário.
Questão 8384511
SME-Rio SME-Rio 2015 LP8 (1BIM) 2015
CHEGOU O OUTONO
Não consigo me lembrar exatamente o dia em que o outono começou no Rio de Janeiro neste 1935. Antes de começar na folhinha ele começou na Rua Marquês de Abrantes. Talvez no dia 12 de março. Sei que estava com Miguel em um reboque do bonde Praia Vermelha. [...]
Eu havia tomado o bonde na Praça José de Alencar; e quando entramos na Rua Marquês de Abrantes, rumo de Botafogo, o outono invadiu o reboque. Invadiu e bateu no lado esquerdo de minha cara sob a forma de uma folha seca. Atrás dessa folha veio um vento, e era o vento do outono. Muitos passageiros do bonde suavam.
No Rio de Janeiro faz tanto calor que depois que acaba o calor a população continua a suar gratuitamente e por força do hábito durante quatro ou cinco semanas ainda.
Percebi com uma rapidez espantosa que o outono havia chegado. Mas eu não tinha relógio, nem Miguel. Tentei espiar as horas no interior de um botequim, nada conseguindo. Olhei para o lado. Ao lado estava um homem decentemente vestido, com cara de possuidor de relógio.
– O senhor pode ter a gentileza de me dar as horas?
Ele espantou-se um pouco e, embora sem nenhum ar gentil, me deu as horas: 13:48. Agradeci e murmurei: chegou o outono.
Chegara o outono. Vinha talvez do mar e, passando pelo nosso reboque, dirigia-se apressadamente ao centro da cidade, ainda ocupado pelo verão.
As folhas secas davam pulinhos ao longo da sarjeta; e o vento era quase frio, quase morno, na Rua Marquês de Abrantes. E as folhas eram amarelas, e meu coração soluçava, e o bonde roncava.
[...] Era iminente a entrada em Botafogo; penso que o resto da viagem não interessa ao público. [...] O necessário é que todos saibam que chegou o outono. Chegou às 13:48 horas, na Rua Marquês de Abrantes, e continua em vigor. Em vista do que, ponhamo-nos melancólicos.
(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2004.)
GLOSSÁRIO:
folhinha – expressão popularmente usada para se referir ao calendário impresso, com meses e dias de um ano. Pode-se dizer que se trata de uma “expressão de antigamente”, uma vez que, atualmente, quase não é usada para se referir a calendário.
O trecho do texto que contém uma personificação, ou seja, o recurso de atribuir a objetos ou a seres não humanos ações ou emoções que são próprias dos seres humanos, é:
CHEGOU O OUTONO
Não consigo me lembrar exatamente o dia em que o outono começou no Rio de Janeiro neste 1935. Antes de começar na folhinha ele começou na Rua Marquês de Abrantes. Talvez no dia 12 de março. Sei que estava com Miguel em um reboque do bonde Praia Vermelha. [...]
Eu havia tomado o bonde na Praça José de Alencar; e quando entramos na Rua Marquês de Abrantes, rumo de Botafogo, o outono invadiu o reboque. Invadiu e bateu no lado esquerdo de minha cara sob a forma de uma folha seca. Atrás dessa folha veio um vento, e era o vento do outono. Muitos passageiros do bonde suavam.
No Rio de Janeiro faz tanto calor que depois que acaba o calor a população continua a suar gratuitamente e por força do hábito durante quatro ou cinco semanas ainda.
Percebi com uma rapidez espantosa que o outono havia chegado. Mas eu não tinha relógio, nem Miguel. Tentei espiar as horas no interior de um botequim, nada conseguindo. Olhei para o lado. Ao lado estava um homem decentemente vestido, com cara de possuidor de relógio.
– O senhor pode ter a gentileza de me dar as horas?
Ele espantou-se um pouco e, embora sem nenhum ar gentil, me deu as horas: 13:48. Agradeci e murmurei: chegou o outono.
Chegara o outono. Vinha talvez do mar e, passando pelo nosso reboque, dirigia-se apressadamente ao centro da cidade, ainda ocupado pelo verão.
As folhas secas davam pulinhos ao longo da sarjeta; e o vento era quase frio, quase morno, na Rua Marquês de Abrantes. E as folhas eram amarelas, e meu coração soluçava, e o bonde roncava.
[...] Era iminente a entrada em Botafogo; penso que o resto da viagem não interessa ao público. [...] O necessário é que todos saibam que chegou o outono. Chegou às 13:48 horas, na Rua Marquês de Abrantes, e continua em vigor. Em vista do que, ponhamo-nos melancólicos.
(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2004.)
GLOSSÁRIO:
folhinha – expressão popularmente usada para se referir ao calendário impresso, com meses e dias de um ano. Pode-se dizer que se trata de uma “expressão de antigamente”, uma vez que, atualmente, quase não é usada para se referir a calendário.
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