Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 6 624421
COTUCA 2011Alguns falantes da língua, por não conhecerem as regras da forma culta, cometem graves equívocos. Observe esta conversa entre duas amigas:
Joana – Oi, Madalena!
Madalena – Oi! Como cê tá, querida?
Joana – Mais ou menos. Ontem, meu marido, Gérson, bateu o carro. Foi ao encontro de uma árvore.
Madalena – Que horror! Ele se feriu? Aonde ele ia?
Joana – Não, tá tudo bem. Ele tava indo no supermercado e seu celular tocou. Ele baixou para pegar o aparelho que tinha caído no chão. Foi uma distração que vai sair cara.
Assinale a alternativa CORRETA
Questão 8 416602
IFAL 2011TEXTO:
O gosto da surpresa
Betty Milan
Psicanalista e escritora
Nada é melhor do que se surpreender, olhar o mundo com olhos de criança. Por isso as pessoas gostam de viajar. Nem o trânsito, nem a fila no aeroporto, nem o eventual desconforto do hotel são empecilhos neste caso. Só viajar importa, ir de um para outro lugar e se entregar à cena que se descortina. Como, aliás, no teatro.
O turista compra a viagem baseado nas garantias que a agência de turismo oferece, mas se transporta em busca de surpresa. Porque é dela que nós precisamos mais. Isso explica a célebre frase “navegar é preciso, viver não”, erroneamente atribuída a Fernando Pessoa, já que data da Idade Média.
Agora, não é necessário se deslocar no espaço para se surpreender e se renovar. Olhar atentamente uma flor, acompanhar o seu desenvolvimento, do botão à pétala caída, pode ser tão enriquecedor quanto visitar um monumento histórico.
Tudo depende do olhar. A gente tanto pode olhar sem ver nada quanto se maravilhar, uma capacidade natural na criança e que o adulto precisa conquistar, suspendendo a agitação da vida cotidiana e não se deixando absorver por preocupações egocêntricas. Como diz um provérbio chinês, a lua só se reflete perfeitamente numa água tranquila.
O que nós vemos e ouvimos depende de nós. A meditação nos afasta do clamor do cotidiano e nos permite, por exemplo, ouvir a nossa respiração. Quem escuta com o espírito e não com o ouvido, percebe os sons mais sutis. Ouve o silêncio, que é o mais profundo de todos os sons, como bem sabem os músicos. Numa de suas músicas, Caetano Veloso diz que “só o João (Gilberto) é melhor do que o silêncio”. Porque o silêncio permite entrar em contato com um outro eu, que só existe quando nos voltamos para nós mesmos.
Há milênios, os asiáticos, que valorizam a longevidade, se exercitam na meditação, enquanto nós, ocidentais, evitamos o desligamento que ela implica. Por imaginarmos que sem estar ligado não é possível existir, ignoramos que o afastamento do circuito habitual propicia uma experiência única de nós mesmos, uma experiência sempre nova.
Desde a Idade Média, muitos séculos se passaram. Mas o lema dos navegadores continua atual. Surpreender-se é preciso. A surpresa é a verdadeira fonte da juventude, promessa de renovação e de vida.
(Veja, Editora Abril, edição 2184 – ano 43 – nº 39, 29/09/2010, p. 116)
No trecho: “Agora, não é necessário se deslocar no espaço para se surpreender e se renovar.”, a palavra grifada:
Questão 15 169938
IFMT 2011/2
Com base no enunciado “Já fui bom em cesta de três pontos!”, o verbo “fui”:
Questão 12 169934
IFMT 2011/2Texto 2
PROBLEMA SOCIAL
[1] Se eu pudesse, eu dava um toque em meu destino [10] Se eu pudesse, eu tocava em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão Hoje eu seria alguém
Nem o bom menino que vendeu limão Seria um intelectual
Trabalhou na feira pra comprar seu pão Mas não tive chance de ter estudado em um colégio legal
[5] Não aprendia as maldades que essa vida tem Muitos me chamam de pivete
Mataria a minha fome sem ter que roubar ninguém [15] Mas poucos me deram um apoio moral
Juro que nem conhecia a famosa Funabem Se eu pudesse, eu não seria um problema social.
Onde foi a minha morada desde os tempos de neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no trem
(JORGE & ANA: ao vivo. São Paulo: SONY BMG, 2007. Faixa 2.)
Em relação ao uso dos verbos, assinale a alternativa correta.
Questão 2 169910
IFMT 2011/2Texto 1
OU ISTO OU AQUILO
[1] O dono da usina, entrevistado, explicou ao repórter que a situação é grave. Há excedente de leite no país, e o
consumo não dá pra absorver a produção intensiva:
— Uma calamidade. Imagine o senhor que o jornal aqui do município reclama contra a poluição do rio, que está
coberto por uma camada alvacenta. Não é nenhum corpo estranho não, é leite. Estão jogando leite no rio porque
[5] não têm mais onde jogar. Os bueiros estão entupidos. A população, como o senhor deve saber, é insuficiente
para beber toda essa leitalhada ou comê-la em forma de queijo, requeijão, manteiga e coisinhas.
— Insuficiente? Parece que a produção de crianças ainda é maior que a produção de leite.
— Numericamente sim, mas não têm capacidade econômica para beber leite. Têm apenas boca, entende? Então
nada feito. Se falta dinheiro aos pais dos garotos para adquirir o produto, ainda bem que se joga leite fora, em
[10] vez de jogar os garotos.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Ou isto ou aquilo. In: _____. O sorvete e outras histórias. 2. ed. Rio de Janeiro: Ática, 1994.)
Considere o trecho retirado do texto e analise as alternativas.
“— Insuficiente? Parece que a produção de crianças ainda é maior que a produção de leite.”
I. Em “— Insuficiente? [...]”, o ponto de interrogação não cumpre apenas a função de perguntar, pois, ao mesmo tempo, evidencia uma dúvida em relação à fala do proprietário, no parágrafo anterior.
II. O enunciado foi construído pelo uso do discurso direto.
III. Assim como o proprietário, o repórter acredita que o consumo de leite é insuficiente.
IV. A construção “produção de crianças” expressa a frieza de como elas são tratadas na sociedade.
Está correto o que se afirma em:
Questão 6 168586
IFMG 2011A PÁTRIA
Olavo Bilac
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! Não verás nenhum país como este!
Olha que céu! Que mar! Que rios! Que florestas!
A natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos.
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera.
(Bilac, Olavo. Contos Pátrios. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1953.)
“Não verás nenhum país como este!”
Se substituirmos o sujeito dessa oração pelos pronomes nós, você e vocês, teremos, respectivamente:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)