Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 13 168043
IFMA 2012TEXTO IV
Os poemas
Os poemas são pássaros que chegam
Não se sabe de onde e pousam
No livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
Como de um alçapão.
Eles não têm pouso
Nem porto
Alimentam-se um instante em cada par de mãos
E partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
No maravilhoso espanto de saberes
Que o alimento deles já estava em ti...
(QUINTANA, Mário. Esconderijo do tempo. São Paulo: Globo, 2005. p. 27. In. COSTA, Cibele Lopreste; LOUSADA, Eliane Gouvêa; PRADO, Manuela; [et al]. Para viver juntos: português. São Paulo: Edições SM, 2009. p. 194.)
Na frase: “Os poemas são pássaros que chegam...” , a palavra em negrito se classifica como:
Questão 10 166960
IFRN 2012TEXTO
Taxa de analfabetismo no Brasil ainda é preocupante
Nesta década, o índice caiu apenas 0,5%.
Apesar dos quase R$ 3 bilhões investidos pelo governo federal na alfabetização de adultos e de a erradicação do analfabetismo ser meta do Plano Nacional de Educação, foram poucos os analfabetos que aprenderam a ler e escrever entre 2000 e 2010, diz Antônio Gois, com base nos dados do Censo 2010, em reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo.
No total da população de 15 anos ou mais, a proporção de iletrados caiu de 13,6% para 9,6%. Essa redução, no entanto, ocorreu principalmente entre crianças e jovens. Entre os brasileiros que começaram a década passada entre 20 e 49 anos, os avanços foram residuais. Em 2000, esse grupo tinha taxa de analfabetismo de 10%. Dez anos depois, portanto, com idades de 30 a 59 anos, essa geração terminou a década com uma proporção de 9,5% de analfabetos, queda de 0,5 pontos percentuais.

Fonte: http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/?s=analfabetos
Para Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a queda residual não deve levar a sociedade a desistir de alfabetizar os adultos. “É direito constitucional. Além disso, é investimento que também impacta a qualidade da educação dos mais jovens, pois o pai com melhor escolaridade tem melhores condições de ajudar o filho na escola”.
Para o Ministro da Educação Fernando Haddad, a maior dificuldade na alfabetização de adultos hoje é sua concentração no meio rural. Segundo ele, o problema não está na oferta, mas na falta de demanda por parte de uma população ocupada principalmente em atividades agrícolas. “Se considerarmos apenas a população de 15 a 59 anos nas cidades, a taxa de analfabetismo é de cerca de 5%. No meio rural, essa proporção se aproxima de 20%.”
Outra dificuldade citada por ele é o fato de o poder público não poder obrigar a população analfabeta a voltar para a escola. “Na faixa etária de zero a 17 anos, isso pode ser feito, pois a criança ou o jovem está sob o pátrio poder dos responsáveis. A partir de 18, você pode oferecer as vagas, mas não tem como obrigar a matrícula”. Isso, no entanto, não desobriga o Estado de, em nome da cidadania, continuar investindo em programas de alfabetização de adultos.
A maioria dos analfabetos do país está no Nordeste, que concentra 53,3% (7,43 milhões) do total de brasileiros que não sabem nem ler nem escrever. Esse percentual é maior do que em 2000, quando era de 51,4%. O Nordeste também tem o Estado na pior situação: 24,3% dos habitantes de Alagoas (537 mil em 2,21 milhões) são analfabetos. Em 2000, eram 33,4%. Alagoas também concentra a maior taxa de analfabetos na zona rural (38,6% da população rural com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever).

A situação do analfabetismo entre os mais jovens, no Brasil, continua preocupante. Na faixa entre 10 e 29 anos, o percentual é de 3,22%, e sobe para 3,91% entre os 10 e os 14 anos, o que significa que a escola está ensinando a ler muito tarde e muito mal.
Esse “muito mal” traz implícito que esses jovens e adultos são quase analfabetos absolutos, ou seja, são capazes apenas de decodificar um bilhete com meia dúzia de palavras simples. Se incluirmos, nesse quadro, os analfabetos funcionais, a situação seria ainda mais negra.
A UNESCO define analfabeto funcional como aquele que sabe escrever seu próprio nome, sabe ler e escrever frases simples, efetuar cálculos básicos, porém é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas, impossibilitando seu desenvolvimento pessoal e profissional. Ou seja, o analfabeto funcional não consegue extrair o sentido das palavras, colocar ideias no papel por meio da escrita, nem sabe fazer operações matemáticas mais elaboradas.
(Texto escrito para esta avaliação a partir dos sites http://fernandonogueiracosta.files.wordpress.com/2 011/05/analfabetismo-no-brasil.png; http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.as p?artigo=700; e http://vidaeducacao.com.br/?p=1201
Leia o trecho a seguir, retirado do sexto parágrafo do Texto, para responder à questão.
A maioria dos analfabetos do país está no Nordeste, que concentra 53,3% (7,43 milhões) do total de brasileiros que não sabem nem ler nem escrever.
As formas verbais “está”, “concentra” e “sabem” estão relacionadas aos núcleos de seus sujeitos, que, respectivamente, são
Questão 3 10758459
SENAI 1º Ano - CGE 2024 2011No trecho: “(...) Antônio se resigna: não teria paciência para abrir um bar. (...)”, é correto afirmar que o significado da palavra destacada é
Fonte: Adaptado de KUCHLER, A.; OLIVEIRA, R. Revista da Folha. 767 ed., ano 16, p. 21, 13 maio 2007.
Questão 5 10739611
SENAI 1º Ano - CGE 2026 2011O texto abaixo se refere à questão.
Como nasce uma língua?
Em primeiro lugar, é preciso compreender o que é um idioma. “É o conjunto organizado de signos linguísticos, com características fonéticas e vocabulares próprias. Além disso, ele deve ter um número razoável de falantes que o utilizem em textos de larga circulação. Do contrário, é só um dialeto”, explica Jarbas Vargas Nascimento, professor de latim da PUC de São Paulo. Geralmente, uma nova língua nasce de outra já existente, num processo que pode durar séculos. O português e o francês, por exemplo, surgiram do latim. Mas também é possível que não haja uma só raiz. É o caso das chamadas línguas germânicas, como o alemão e o dinamarquês. “Elas podem ter se originado de forma independente, pois essas tribos nem sequer se conheciam”, afirma Goez Kaufmann, especialista em dialetologia e professor convidado da Universidade de São Paulo.
“No caso das línguas neolatinas sabe-se que todas têm uma origem comum porque na época do Império Romano todos falavam o latim vulgar e quase ninguém estudava normas gramaticais”, diz José Rodrigues Seabra, professor de língua e literatura latina da USP. Com o fim do domínio dos césares, os vários povos passaram a falar dialetos diferentes, que se transformaram em idiomas próprios.
Hoje, o inglês é dominante, mas os especialistas acham difícil ocorrer um processo semelhante de fragmentação porque não só o idioma é bem estruturado como milhões de pessoas conhecem as regras gramaticais. “Ainda assim, o inglês falado na Índia é cada vez mais diferente do usado em outras partes do mundo e pode ser que no futuro ele seja considerado outra língua”, diz Kaufmann.
Fonte: PEREIRA, G. G. Revista Superinteressante, 221. ed., p. 37, dez. 2005.
No trecho: “Geralmente, uma nova língua nasce de outra já existente, num processo que pode durar séculos.”, o termo destacado é corretamente classificado como
Questão 68 10515464
EFOMM 2011A ÚLTIMA CRÔNICA
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar- se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acentuar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinandose para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendêlo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho — um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de coca-cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa a um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a coca-cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “parabéns pra você, parabéns pra você. . .“ Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo, O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. De súbito, dá comigo a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria a minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
(SABINO, Fernando. A companheira de viagem. Rio de Janeiro: Ed. Record, 1972)
Considerando-se a colocação pronominal, assinale a opção que apresenta a possibilidade de deslocamento do pronome átono.
Questão 8367138
EMBRAER EMBRAER 2011 ConhecimentosGerais 2011Leia o texto e assinale a alternativa cujos termos completam, correta e respectivamente, as lacunas.
A cada dia que passa o consumidor está mais consciente de que a saúde está diretamente relacionada ________ uma dieta balanceada e segura. A preocupação com o consumo de alimentos com propriedades funcionais ________ crescendo pelo fato de os alimentos apresentarem atividades ________. Entretanto, o consumo de hortaliças in natura também pode apresentar riscos ________ saúde.
(Pesquisa Fapesp, julho de .)
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)