Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 18 168666
IFRJ 2016Nem sempre quem tem deficiência está matriculado na escola regular. Para reverter esse quadro, é fundamental que pais e educadores conheçam a legislação. Adaptar a estrutura física para possibilitar a locomoção de alunos e funcionários que andam de cadeira de rodas é dever de toda escola.
Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/formacao/leis-diversidade-424523.shtml Acesso em: 01set. 2015.
Uma escola deseja tornar acessíveis suas salas de aula que têm degraus na entrada. Para isso, precisará colocar uma rampa metálica sobre esses degraus conforme a ilustração a seguir.
Segundo uma determinada norma, para desníveis como esse, o ângulo de inclinação (θ) deve ser, no máximo, igual a 4,76°. [ Dados: sen (4,76°) = 0,083 e cos (4,76°) = 0,997 ]
O comprimento mínimo (x) dessa rampa, em metros, para que a inclinação esteja dentro da norma prevista é, aproximadamente, igual a
Questão 9 168655
IFRJ 2016
Disponivel em: http://www.emdialogo.uff.br/sites/default/files/images/mafalda_-_preconceito_racial.jpg. Acesso em: 08 set. 2015
Apostura de Susanita revela que
Questão 8 168654
IFRJ 2016No trecho Nós somos todos iguais do Texto III [3º quadrinho], pode-se afirmar que do vocábulo igual forma-se o vocábulo igualdade.
Nesse caso, esse processo é descrito da seguinte forma:
Questão 7 168652
IFRJ 2016
Ainda com relação ao Texto II, na seguinte fala de um dos personagens: A tua frente não é a minha frente, a sequência em negrito mostra a concordância do pronome possessivo minha
Questão 5 168650
IFRJ 2016Texto I
CULTURABRASILEIRA: DADIVERSIDADE À DESIGUALDADE
[1] Mesmo admitindo a existência de diversos estudos e discussões antropológicas sobre o conceito de
cultura, podemos considerá-la, grosso modo, da seguinte forma: a cultura diz respeito a um conjunto de
hábitos, comportamentos, valores morais, crenças e símbolos, dentre outros aspectos mais gerais, como forma
de organização social, política e econômica, que caracterizam uma sociedade. Além disso, os processos
[5] históricos são em grande parte responsáveis pelas diferenças culturais, embora não sejam os únicos fatores a
se considerar. Isso nos permite afirmar que não existem culturas superiores ou inferiores, mas sim diferentes,
com processos históricos também diversos, os quais proporcionam organizações sociais com determinadas
peculiaridades. Dessa forma, podemos pensar na seguinte questão: o que caracteriza a cultura brasileira?
Certamente, ela possui suas particularidades quando comparada ao restante do mundo, principalmente
[10] quando nos debruçamos sobre um passado marcado pela miscigenação racial entre índios, europeus e
africanos.
A cultura brasileira em sua essência seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa
aproximação que se desenvolveu desde os tempos de colonização, a qual, como sabemos, não foi,
necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre
[15] brancos e negros. Se é verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram em permanente contato,
também é fato que essa aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros
pelos europeus colonizadores, os quais, a seu modo, tentavam impor seus valores, sua religião e seus
interesses. Porém, ao retomarmos a ideia de cultura, adotada no início do texto, podemos afirmar que, apesar
desse contato hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a
[20] diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que
poderiam compor o que alguns autores chamam de caráter nacional. [...]
Ainda hoje há quem possa acreditar que nossa mistura étnica tenha promovido uma democracia racial
ao longo dos séculos, com maior liberdade, respeito e harmonia entre as pessoas de origens, etnias e cores
diferentes. Contudo, essa visão pode esconder algumas armadilhas. Nas ciências sociais brasileiras não são
[25] poucos os autores que já apontaram a questão da falsidade dessa democracia racial, apontando para a
existência de um racismo velado, implícito, muitas vezes, nas relações sociais. Dessa forma, o discurso da
diversidade (em todos os seus aspectos, como em relação à cultura), do convívio harmônico e da tolerância
entre brancos e negros, pobres e ricos, acaba por encobrir ou sufocar a realidade da desigualdade, tanto do
ponto de vista racial como de classe social. Ainda hoje, mesmo com leis claras contra atos racistas, é possível
[30] afirmarmos a existência do preconceito de raça na sociedade brasileira, no transporte coletivo, na escola, até
no ambiente de trabalho. Isso não significa que vivamos numa sociedade racista e preconceituosa em sua
essência, mas sim que esta carrega ainda muito de um juízo de valor dos tempos do Brasil colonial, de forte
preconceito e discriminação. Além disso, se a diversidade cultural não apagou os preconceitos raciais,
também não diminuiu outro ainda muito presente, dado pela situação econômico-social do indivíduo.
[35] É preciso considerar que a escravidão trouxe consequências gravíssimas de ordem econômica para a
formação da sociedade brasileira, uma vez que os negros (pobres e marginalizados em sua maioria) até hoje
não possuem as mesmas oportunidades, criando-se uma enorme distância entre as estratificações sociais.
Como sugere o antropólogo Darcy Ribeiro, mais do que preconceitos de raça ou de cor, os brasileiros têm um
forte preconceito de classe social.
[40] Dessa forma, o Brasil da diversidade é, ao mesmo tempo, o país da desigualdade. Por isso tudo, é
importante que, ao iniciarmos uma leitura sobre a cultura brasileira, possamos ter um senso crítico mais
aguçado, tentando compreender o processo histórico da formação social do Brasil e seus desdobramentos no
presente para além das versões oficiais da história.
Adaptação de Ribeiro, Paulo S. Disponível em: . Acesso em: 05 set. 2015.
No título Cultura Brasileira: da diversidade à desigualdade, sobre o trecho destacado em negrito, pode-se afirmar que o emprego
Questão 2 168647
IFRJ 2016Texto I
CULTURABRASILEIRA: DADIVERSIDADE À DESIGUALDADE
[1] Mesmo admitindo a existência de diversos estudos e discussões antropológicas sobre o conceito de
cultura, podemos considerá-la, grosso modo, da seguinte forma: a cultura diz respeito a um conjunto de
hábitos, comportamentos, valores morais, crenças e símbolos, dentre outros aspectos mais gerais, como forma
de organização social, política e econômica, que caracterizam uma sociedade. Além disso, os processos
[5] históricos são em grande parte responsáveis pelas diferenças culturais, embora não sejam os únicos fatores a
se considerar. Isso nos permite afirmar que não existem culturas superiores ou inferiores, mas sim diferentes,
com processos históricos também diversos, os quais proporcionam organizações sociais com determinadas
peculiaridades. Dessa forma, podemos pensar na seguinte questão: o que caracteriza a cultura brasileira?
Certamente, ela possui suas particularidades quando comparada ao restante do mundo, principalmente
[10] quando nos debruçamos sobre um passado marcado pela miscigenação racial entre índios, europeus e
africanos.
A cultura brasileira em sua essência seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa
aproximação que se desenvolveu desde os tempos de colonização, a qual, como sabemos, não foi,
necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre
[15] brancos e negros. Se é verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram em permanente contato,
também é fato que essa aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros
pelos europeus colonizadores, os quais, a seu modo, tentavam impor seus valores, sua religião e seus
interesses. Porém, ao retomarmos a ideia de cultura, adotada no início do texto, podemos afirmar que, apesar
desse contato hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a
[20] diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que
poderiam compor o que alguns autores chamam de caráter nacional. [...]
Ainda hoje há quem possa acreditar que nossa mistura étnica tenha promovido uma democracia racial
ao longo dos séculos, com maior liberdade, respeito e harmonia entre as pessoas de origens, etnias e cores
diferentes. Contudo, essa visão pode esconder algumas armadilhas. Nas ciências sociais brasileiras não são
[25] poucos os autores que já apontaram a questão da falsidade dessa democracia racial, apontando para a
existência de um racismo velado, implícito, muitas vezes, nas relações sociais. Dessa forma, o discurso da
diversidade (em todos os seus aspectos, como em relação à cultura), do convívio harmônico e da tolerância
entre brancos e negros, pobres e ricos, acaba por encobrir ou sufocar a realidade da desigualdade, tanto do
ponto de vista racial como de classe social. Ainda hoje, mesmo com leis claras contra atos racistas, é possível
[30] afirmarmos a existência do preconceito de raça na sociedade brasileira, no transporte coletivo, na escola, até
no ambiente de trabalho. Isso não significa que vivamos numa sociedade racista e preconceituosa em sua
essência, mas sim que esta carrega ainda muito de um juízo de valor dos tempos do Brasil colonial, de forte
preconceito e discriminação. Além disso, se a diversidade cultural não apagou os preconceitos raciais,
também não diminuiu outro ainda muito presente, dado pela situação econômico-social do indivíduo.
[35] É preciso considerar que a escravidão trouxe consequências gravíssimas de ordem econômica para a
formação da sociedade brasileira, uma vez que os negros (pobres e marginalizados em sua maioria) até hoje
não possuem as mesmas oportunidades, criando-se uma enorme distância entre as estratificações sociais.
Como sugere o antropólogo Darcy Ribeiro, mais do que preconceitos de raça ou de cor, os brasileiros têm um
forte preconceito de classe social.
[40] Dessa forma, o Brasil da diversidade é, ao mesmo tempo, o país da desigualdade. Por isso tudo, é
importante que, ao iniciarmos uma leitura sobre a cultura brasileira, possamos ter um senso crítico mais
aguçado, tentando compreender o processo histórico da formação social do Brasil e seus desdobramentos no
presente para além das versões oficiais da história.
Adaptação de Ribeiro, Paulo S. Disponível em: . Acesso em: 05 set. 2015.
Apalavra esta, presente no trecho [...] Isso não significa que vivamos numa sociedade racista e preconceituosa em sua essência, mas sim que esta carrega ainda muito de um juízo de valor dos tempos do Brasil colonial, de forte preconceito e discriminação (l. 31-33), faz referência à palavra
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