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Questão 7 169199
IFPE 2016Texto 4
Uma revisão de dados recentes sobre a morte de línguas
Linguistas preveem que metade das mais de 6 mil línguas faladas no mundo desaparecerá em um século —uma taxa de extinção que supera as estimativas mais pessimistas quanto à extinção de espécies biológicas. (...)
Segundo a Unesco, 96% da população mundial falam só 4% das línguas existentes. E apenas 4% da humanidade partilha o restante dos idiomas, metade dos quais se encontra em perigo de extinção. Entre 20 e 30 idiomas desaparecem por ano —uma média de uma língua a cada duas semanas. (...)
A perda de línguas raras é lamentável por várias razões. Em primeiro lugar, pelo interesse científico que despertam: algumas questões básicas da linguística estão longe de estar inteiramente resolvidas. E essas línguas ajudam a saber quais elementos da gramática e do vocabulário são realmente universais, isto é, resultantes das características do próprio cérebro humano.
A ciência também tenta reconstruir o percurso de antigas migrações, fazendo um levantamento de palavras emprestadas, que ocorrem em línguas sem qualquer parentesco. Afinal, se línguas não aparentadas partilham palavras, então seus povos estiveram em contato em algum momento.
Um comunicado do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) diz que "o desaparecimento de uma língua e de seu contexto cultural equivale a queimar um livro único sobre a natureza". Afinal, cada povo tem um modo único de ver a vida. Por exemplo, a palavra russa mir significa igualmente "aldeia", "mundo" e "paz". É que, como os aldeões russos da Idade Média tinham de fugir para a floresta em tempos de guerra, a aldeia era para eles o próprio mundo, ao menos enquanto houvesse paz.
Disponível em: acesso em 28 set. 2015.
Após a leitura do texto 4, julgue as afirmativas sobre a pontuação empregada no referido texto como verdadeiras ou falsas.
I. A expressão “Segundo a Unesco”, no início do segundo parágrafo, está isolada por uma vírgula por se tratar de um vocativo.
II. O ponto final após o primeiro período do segundo parágrafo “segundo a Unesco, 96% da população mundial falam só 4% das línguas existentes.”poderia ser substituído por uma vírgula sem que isso gerasse um erro de pontuação.
III. Os dois pontos que aparecem depois de “interesse científico que despertam” foram utilizados para introduzir explicação ou esclarecimento.
IV. As vírgulas que isolam “isto é”, no último período do terceiro parágrafo, foram utilizadas pelo fato de essa ser uma expressão retificadora.
V. A vírgula em “É que, como os aldeões russos da Idade Média”, quinto parágrafo, foi utilizada equivocadamente, uma vez que não se deveria separar o verbo do sujeito.
São verdadeiras as afirmativas
Questão 40 168830
IFRS 2016Tomate no McDonald’s
[01] De vez em quando o McDonald’s lança um sanduíche novo. Já teve Double Cheeseburger, McFish,
[02] McRibs e outros tantos. Agora as novidades são o Super e o Mini Big Mac. Põe hambúrguer, tira
[03] hambúrguer, mete peixe, muda o queijo, e só uma coisa não acontece: é porem um raio de uma fatia de
[04] tomate num sanduíche. Eis uma certeza, absoluta e concreta como um paralelepípedo: o tomate nunca teve
[05] nem terá sucesso num sanduíche do Mc. Pois o tomate, meus amigos, é um subversivo. Explico.
[06] Todas as comidas usadas no Mc perdem a cara e o sabor delas e ganham a cara da lanchonete. O
[07] pão de lá só existe lá. O queijo do Mc é diferente, não se compra na padaria. O hambúrguer também. Os
[08] legumes são picados de uma maneira que quase somem lá no meio do sanduíche, perdem ____ sua,
[09] digamos, individualidade, para comporem uma cara e um gosto comuns. Tem que ser assim. É como os
[10] filmes de Hollywood, como as novelas da Globo: por mais que mudem os atores, autores e diretores, ____
[11] um padrão de qualidade que pasteuriza e deixa tudo com o mesmo gosto, o mesmo cheiro.
[12] O McDonald’s é uma indústria de comida. Como indústria, eles têm que produzir em série produtos
[13] idênticos uns aos outros aqui, em Santa Rita do Passa Quatro e na Mongólia. O que eles mesmos fabricam,
[14] como o pão, o queijo, o sorvete e as caldas, beleza, dá pra ter sempre ____ mesma cara e o mesmo gosto.
[15] É aqui que entra, ou não entra, o tomate. O tomate, meus amigos, não se submete a essa lógica. Cada
[16] tomate é de um jeito por dentro. Cheio de curvas, de sementinhas, de detalhes muito pessoais.
[17] Aquela fatia vermelha, no meio da mesmice massificada, seria como um agente subversivo, um
[18] intruso, um agitador. Ao contrário do hambúrguer que não tem gosto de carne, do queijo que não tem gosto
[19] de queijo e do sorvete que não tem gosto de sorvete – que se renderam ao sistema, que passaram a ter
[20] gosto de McDonald’s – um tomate é sempre um tomate. E nos Estados Unidos os tomates são diferentes
[21] dos nossos, que são diferentes dos da Itália, que são diferentes dos da Hungria. Não se padroniza um
[22] tomate. O tomate, minha cara, é indomesticável.
[23] Pode parecer estranho este texto. O mundo ____ beira de uma guerra e o idiota aqui falando de
[24] tomate?! Sei lá. Mas em tempos de fundamentalismo e intolerância (e isso vale tanto para os loucos de
[25] turbante que jogam aviões nos outros quanto para os loucos de Nike que lançam bombas no quintal alheio),
[26] é bom lembrar que sempre ____ uma sementinha aqui e acolá, uma diferençazinha que, se germinada,
[27] pode mudar o rumo das coisas. Ou não. Talvez isso seja apenas um texto idiota sobre tomates.
PRATA, Antonio. Tomate no McDonald’s. In: ____. Estive pensando: crônicas de Antonio Prata. São Paulo: Marco Zero, 2003. p. 13-14.
Assinale a alternativa em que as palavras recebem acento gráfico pelas mesmas regras que os vocábulos “indústria”, “lá” e “lógica”, respectivamente.
Questão 39 168829
IFRS 2016Tomate no McDonald’s
[01] De vez em quando o McDonald’s lança um sanduíche novo. Já teve Double Cheeseburger, McFish,
[02] McRibs e outros tantos. Agora as novidades são o Super e o Mini Big Mac. Põe hambúrguer, tira
[03] hambúrguer, mete peixe, muda o queijo, e só uma coisa não acontece: é porem um raio de uma fatia de
[04] tomate num sanduíche. Eis uma certeza, absoluta e concreta como um paralelepípedo: o tomate nunca teve
[05] nem terá sucesso num sanduíche do Mc. Pois o tomate, meus amigos, é um subversivo. Explico.
[06] Todas as comidas usadas no Mc perdem a cara e o sabor delas e ganham a cara da lanchonete. O
[07] pão de lá só existe lá. O queijo do Mc é diferente, não se compra na padaria. O hambúrguer também. Os
[08] legumes são picados de uma maneira que quase somem lá no meio do sanduíche, perdem ____ sua,
[09] digamos, individualidade, para comporem uma cara e um gosto comuns. Tem que ser assim. É como os
[10] filmes de Hollywood, como as novelas da Globo: por mais que mudem os atores, autores e diretores, ____
[11] um padrão de qualidade que pasteuriza e deixa tudo com o mesmo gosto, o mesmo cheiro.
[12] O McDonald’s é uma indústria de comida. Como indústria, eles têm que produzir em série produtos
[13] idênticos uns aos outros aqui, em Santa Rita do Passa Quatro e na Mongólia. O que eles mesmos fabricam,
[14] como o pão, o queijo, o sorvete e as caldas, beleza, dá pra ter sempre ____ mesma cara e o mesmo gosto.
[15] É aqui que entra, ou não entra, o tomate. O tomate, meus amigos, não se submete a essa lógica. Cada
[16] tomate é de um jeito por dentro. Cheio de curvas, de sementinhas, de detalhes muito pessoais.
[17] Aquela fatia vermelha, no meio da mesmice massificada, seria como um agente subversivo, um
[18] intruso, um agitador. Ao contrário do hambúrguer que não tem gosto de carne, do queijo que não tem gosto
[19] de queijo e do sorvete que não tem gosto de sorvete – que se renderam ao sistema, que passaram a ter
[20] gosto de McDonald’s – um tomate é sempre um tomate. E nos Estados Unidos os tomates são diferentes
[21] dos nossos, que são diferentes dos da Itália, que são diferentes dos da Hungria. Não se padroniza um
[22] tomate. O tomate, minha cara, é indomesticável.
[23] Pode parecer estranho este texto. O mundo ____ beira de uma guerra e o idiota aqui falando de
[24] tomate?! Sei lá. Mas em tempos de fundamentalismo e intolerância (e isso vale tanto para os loucos de
[25] turbante que jogam aviões nos outros quanto para os loucos de Nike que lançam bombas no quintal alheio),
[26] é bom lembrar que sempre ____ uma sementinha aqui e acolá, uma diferençazinha que, se germinada,
[27] pode mudar o rumo das coisas. Ou não. Talvez isso seja apenas um texto idiota sobre tomates.
PRATA, Antonio. Tomate no McDonald’s. In: ____. Estive pensando: crônicas de Antonio Prata. São Paulo: Marco Zero, 2003. p. 13-14.
Assinale a alternativa em que NÃO se estabelece uma relação correta entre uma expressão e aquilo a que se refere.
Questão 38 168827
IFRS 2016Tomate no McDonald’s
[01] De vez em quando o McDonald’s lança um sanduíche novo. Já teve Double Cheeseburger, McFish,
[02] McRibs e outros tantos. Agora as novidades são o Super e o Mini Big Mac. Põe hambúrguer, tira
[03] hambúrguer, mete peixe, muda o queijo, e só uma coisa não acontece: é porem um raio de uma fatia de
[04] tomate num sanduíche. Eis uma certeza, absoluta e concreta como um paralelepípedo: o tomate nunca teve
[05] nem terá sucesso num sanduíche do Mc. Pois o tomate, meus amigos, é um subversivo. Explico.
[06] Todas as comidas usadas no Mc perdem a cara e o sabor delas e ganham a cara da lanchonete. O
[07] pão de lá só existe lá. O queijo do Mc é diferente, não se compra na padaria. O hambúrguer também. Os
[08] legumes são picados de uma maneira que quase somem lá no meio do sanduíche, perdem ____ sua,
[09] digamos, individualidade, para comporem uma cara e um gosto comuns. Tem que ser assim. É como os
[10] filmes de Hollywood, como as novelas da Globo: por mais que mudem os atores, autores e diretores, ____
[11] um padrão de qualidade que pasteuriza e deixa tudo com o mesmo gosto, o mesmo cheiro.
[12] O McDonald’s é uma indústria de comida. Como indústria, eles têm que produzir em série produtos
[13] idênticos uns aos outros aqui, em Santa Rita do Passa Quatro e na Mongólia. O que eles mesmos fabricam,
[14] como o pão, o queijo, o sorvete e as caldas, beleza, dá pra ter sempre ____ mesma cara e o mesmo gosto.
[15] É aqui que entra, ou não entra, o tomate. O tomate, meus amigos, não se submete a essa lógica. Cada
[16] tomate é de um jeito por dentro. Cheio de curvas, de sementinhas, de detalhes muito pessoais.
[17] Aquela fatia vermelha, no meio da mesmice massificada, seria como um agente subversivo, um
[18] intruso, um agitador. Ao contrário do hambúrguer que não tem gosto de carne, do queijo que não tem gosto
[19] de queijo e do sorvete que não tem gosto de sorvete – que se renderam ao sistema, que passaram a ter
[20] gosto de McDonald’s – um tomate é sempre um tomate. E nos Estados Unidos os tomates são diferentes
[21] dos nossos, que são diferentes dos da Itália, que são diferentes dos da Hungria. Não se padroniza um
[22] tomate. O tomate, minha cara, é indomesticável.
[23] Pode parecer estranho este texto. O mundo ____ beira de uma guerra e o idiota aqui falando de
[24] tomate?! Sei lá. Mas em tempos de fundamentalismo e intolerância (e isso vale tanto para os loucos de
[25] turbante que jogam aviões nos outros quanto para os loucos de Nike que lançam bombas no quintal alheio),
[26] é bom lembrar que sempre ____ uma sementinha aqui e acolá, uma diferençazinha que, se germinada,
[27] pode mudar o rumo das coisas. Ou não. Talvez isso seja apenas um texto idiota sobre tomates.
PRATA, Antonio. Tomate no McDonald’s. In: ____. Estive pensando: crônicas de Antonio Prata. São Paulo: Marco Zero, 2003. p. 13-14.
Se a palavra “legumes” (l. 08) fosse substituída por “legume”, quantas outras alterações seriam necessárias, para fins de concordância, na frase “Os legumes são picados de uma maneira que quase somem lá no meio do sanduíche, perdem a sua, digamos, individualidade, para comporem uma cara e um gosto comuns”?
Questão 37 168826
IFRS 2016Tomate no McDonald’s
[01] De vez em quando o McDonald’s lança um sanduíche novo. Já teve Double Cheeseburger, McFish,
[02] McRibs e outros tantos. Agora as novidades são o Super e o Mini Big Mac. Põe hambúrguer, tira
[03] hambúrguer, mete peixe, muda o queijo, e só uma coisa não acontece: é porem um raio de uma fatia de
[04] tomate num sanduíche. Eis uma certeza, absoluta e concreta como um paralelepípedo: o tomate nunca teve
[05] nem terá sucesso num sanduíche do Mc. Pois o tomate, meus amigos, é um subversivo. Explico.
[06] Todas as comidas usadas no Mc perdem a cara e o sabor delas e ganham a cara da lanchonete. O
[07] pão de lá só existe lá. O queijo do Mc é diferente, não se compra na padaria. O hambúrguer também. Os
[08] legumes são picados de uma maneira que quase somem lá no meio do sanduíche, perdem ____ sua,
[09] digamos, individualidade, para comporem uma cara e um gosto comuns. Tem que ser assim. É como os
[10] filmes de Hollywood, como as novelas da Globo: por mais que mudem os atores, autores e diretores, ____
[11] um padrão de qualidade que pasteuriza e deixa tudo com o mesmo gosto, o mesmo cheiro.
[12] O McDonald’s é uma indústria de comida. Como indústria, eles têm que produzir em série produtos
[13] idênticos uns aos outros aqui, em Santa Rita do Passa Quatro e na Mongólia. O que eles mesmos fabricam,
[14] como o pão, o queijo, o sorvete e as caldas, beleza, dá pra ter sempre ____ mesma cara e o mesmo gosto.
[15] É aqui que entra, ou não entra, o tomate. O tomate, meus amigos, não se submete a essa lógica. Cada
[16] tomate é de um jeito por dentro. Cheio de curvas, de sementinhas, de detalhes muito pessoais.
[17] Aquela fatia vermelha, no meio da mesmice massificada, seria como um agente subversivo, um
[18] intruso, um agitador. Ao contrário do hambúrguer que não tem gosto de carne, do queijo que não tem gosto
[19] de queijo e do sorvete que não tem gosto de sorvete – que se renderam ao sistema, que passaram a ter
[20] gosto de McDonald’s – um tomate é sempre um tomate. E nos Estados Unidos os tomates são diferentes
[21] dos nossos, que são diferentes dos da Itália, que são diferentes dos da Hungria. Não se padroniza um
[22] tomate. O tomate, minha cara, é indomesticável.
[23] Pode parecer estranho este texto. O mundo ____ beira de uma guerra e o idiota aqui falando de
[24] tomate?! Sei lá. Mas em tempos de fundamentalismo e intolerância (e isso vale tanto para os loucos de
[25] turbante que jogam aviões nos outros quanto para os loucos de Nike que lançam bombas no quintal alheio),
[26] é bom lembrar que sempre ____ uma sementinha aqui e acolá, uma diferençazinha que, se germinada,
[27] pode mudar o rumo das coisas. Ou não. Talvez isso seja apenas um texto idiota sobre tomates.
PRATA, Antonio. Tomate no McDonald’s. In: ____. Estive pensando: crônicas de Antonio Prata. São Paulo: Marco Zero, 2003. p. 13-14.
Considere as afirmações abaixo, a respeito dos tempos verbais utilizados no texto.
I - Todos os verbos do terceiro parágrafo estão conjugados no presente do subjuntivo.
II - Os verbos “lança” (l. 01) e “são” (l. 02) estão conjugados no mesmo tempo e modo.
III - Os verbos “mudem” (l. 10) e “seja” (l. 27) estão conjugados no modo indicativo.
Quais estão corretas?
Questão 36 168824
IFRS 2016Tomate no McDonald’s
[01] De vez em quando o McDonald’s lança um sanduíche novo. Já teve Double Cheeseburger, McFish,
[02] McRibs e outros tantos. Agora as novidades são o Super e o Mini Big Mac. Põe hambúrguer, tira
[03] hambúrguer, mete peixe, muda o queijo, e só uma coisa não acontece: é porem um raio de uma fatia de
[04] tomate num sanduíche. Eis uma certeza, absoluta e concreta como um paralelepípedo: o tomate nunca teve
[05] nem terá sucesso num sanduíche do Mc. Pois o tomate, meus amigos, é um subversivo. Explico.
[06] Todas as comidas usadas no Mc perdem a cara e o sabor delas e ganham a cara da lanchonete. O
[07] pão de lá só existe lá. O queijo do Mc é diferente, não se compra na padaria. O hambúrguer também. Os
[08] legumes são picados de uma maneira que quase somem lá no meio do sanduíche, perdem ____ sua,
[09] digamos, individualidade, para comporem uma cara e um gosto comuns. Tem que ser assim. É como os
[10] filmes de Hollywood, como as novelas da Globo: por mais que mudem os atores, autores e diretores, ____
[11] um padrão de qualidade que pasteuriza e deixa tudo com o mesmo gosto, o mesmo cheiro.
[12] O McDonald’s é uma indústria de comida. Como indústria, eles têm que produzir em série produtos
[13] idênticos uns aos outros aqui, em Santa Rita do Passa Quatro e na Mongólia. O que eles mesmos fabricam,
[14] como o pão, o queijo, o sorvete e as caldas, beleza, dá pra ter sempre ____ mesma cara e o mesmo gosto.
[15] É aqui que entra, ou não entra, o tomate. O tomate, meus amigos, não se submete a essa lógica. Cada
[16] tomate é de um jeito por dentro. Cheio de curvas, de sementinhas, de detalhes muito pessoais.
[17] Aquela fatia vermelha, no meio da mesmice massificada, seria como um agente subversivo, um
[18] intruso, um agitador. Ao contrário do hambúrguer que não tem gosto de carne, do queijo que não tem gosto
[19] de queijo e do sorvete que não tem gosto de sorvete – que se renderam ao sistema, que passaram a ter
[20] gosto de McDonald’s – um tomate é sempre um tomate. E nos Estados Unidos os tomates são diferentes
[21] dos nossos, que são diferentes dos da Itália, que são diferentes dos da Hungria. Não se padroniza um
[22] tomate. O tomate, minha cara, é indomesticável.
[23] Pode parecer estranho este texto. O mundo ____ beira de uma guerra e o idiota aqui falando de
[24] tomate?! Sei lá. Mas em tempos de fundamentalismo e intolerância (e isso vale tanto para os loucos de
[25] turbante que jogam aviões nos outros quanto para os loucos de Nike que lançam bombas no quintal alheio),
[26] é bom lembrar que sempre ____ uma sementinha aqui e acolá, uma diferençazinha que, se germinada,
[27] pode mudar o rumo das coisas. Ou não. Talvez isso seja apenas um texto idiota sobre tomates.
PRATA, Antonio. Tomate no McDonald’s. In: ____. Estive pensando: crônicas de Antonio Prata. São Paulo: Marco Zero, 2003. p. 13-14.
Assinale, entre as alternativas a seguir, a que NÃO apresenta palavras pertencentes à mesma classe gramatical, considerando seus empregos no texto.
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