Questões de EFAF Português
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Questão 2 423996
IFSul - Rio-Grandense 2016/2Leia o texto, do qual foram subtraídas três palavras, e responda à questão.
Texto
EMBARQUE IMEDIATO
Não basta passar pelos dias. Viva a partir de agora, com emoção
Por Márcia de Luca
Neste mundo de turbulências em que estamos vivendo, muitas vezes nos sentimos deprimidos. Em certos momentos, parece que tudo está perdido, não é mesmo? Achamos que tudo está diferente, que as pessoas estão ______________.
Mas aqui e agora, tome uma atitude firme em sua vida. Mude seu jeito negativo de ser, evitando que sua vida seja insignificante.
Perdoe erros que você considerava imperdoáveis, troque as pessoas insubstituíveis por gente mais leve e solta. O apego aos outros está obsoleto. Nada nem ninguém é insubstituível. Aceite a decepção que outros lhe causaram para que você também seja aceito. Sim, porque todos, inclusive nós, já decepcionamos alguém.
Antes de reagir por impulso, pare, respire fundo. E, só então, aja, com equilíbrio. Ame profundamente, _____risadas gostosas, abrace, proteja pessoas queridas, faça amigos. Pule de felicidade e não tenha medo de quebrar a cara – se isso acontecer, encare com leveza. Se perder alguém nesta vida, sofra comedidamente – e vá em frente, pois tudo passa.
Mas, sobretudo, não seja alguém que simplesmente passa pela vida. Viva intensamente. Abrace o mundo com a devida paixão que ele merece. Se perder, faça-o com classe, se vencer, que delícia! O mundo pertence a quem se atreve a ser feliz. Aproveite cada instante dessa grande aventura.
Agora mesmo, neste _____, sente-se confortavelmente na poltrona, com a coluna ereta e de olhos fechados. Faça vários ciclos de respiração profunda e sinta o ar entrando e saindo. Quando sentir seu corpo relaxado e sua mente mais calma, pense em sua nova vida, mais leve. Desta maneira você viverá mais facilmente.
Fonte: Revista Gol – Linhas áreas inteligentes
Que ideia vem DE ENCONTRO AO texto?
Questão 1 423991
IFSul - Rio-Grandense 2016/1Leia o texto, para responder à questão
TEXTO
Crônica parafraseada de uma Síria em guerra
[1] Ela abre os olhos. Não fosse o cheiro horrível de morte, o silêncio seria até agradável, mas
[2] o olfato a lembra que não há paz - nem pessoas, vizinhos, crianças. A trégua na manhãzinha não
[3] traz esperança. Tão somente lhe permite descansar o corpo, mas não a mente. As lembranças da
[4] noite anterior ainda produzem sobressaltos. Bombas, casas caindo e soldados gritando.
[5] Levanta-se, bebe o pouco da água que restou do copo ao lado da cama. Já não é tão
[6] limpa, nem farta como antes. Sempre um gosto amargo misturado com H20.
[7] Abre a geladeira, e só encontra comida enlatada e congelada. E mesmo não tão congelada
[8] assim, já que os cortes diários de eletricidade derretem as camadas de gelo.
[9] Os sobrinhos ainda dormem, e ela tenta orar. Não consegue. A mente desconcentra-se
[10] facilmente. Em uma prece fragmentada, pede a Deus descanso e trégua. E faz a oração sem
[11] pensar muito. Não precisa; é a mesma oração das últimas semanas.
[12] Ela não quer sair de casa. Não é teimosia, é falta de opção. “Para onde ir?”, pergunta, com
[13] uma voz desesperançosa. Está tão confusa que não consegue imaginar saídas.
[14] Nem a piedade de enterrar os mortos o governo permite. Cadáveres estão espalhados
[15] pelas ruas. As forças de Assad impediram de sepultar ou mesmo remover os restos mortais. Ou
[16] seja, mesmo viva, ela não tem como fugir da morte escancarada diante de seus olhos. Não é fácil
[17] acreditar na vida, quando a realidade grita o contrário.
[18] Se não podem sepultar os mortos, os sobreviventes tentam ao menos ajudar a curar as
[19] feridas dos machucados. Não podem levá-los aos hospitais da cidade, já que há um medo
[20] generalizado de que o governo prenda os feridos como se fossem prisioneiros de guerra. Resta
[21] improvisar atendimento nos campos. Não bastasse a precariedade do atendimento, não há
[22] medicamentos suficientes.
[23] Rebeca, de 32 anos, é trabalhadora autônoma. Ou melhor, era. Agora já não sabe mais o
[24] que é e o que faz em sua cidade Damasco, capital da Síria.
Crônica parafraseada do depoimento de uma moradora da capital da Síria (identificada apenas pela letra “R”) ao jornal Folha de São Paulo, de quarta-feira, dia 25. A Síria está em revolta há 16 meses contra a ditadura de Bashar al-Assad. Nos últimos dias, o confronto contra os rebeldes se acirrou e as mortes aumentaram.
Disponível em: Acesso em: 14 set. 2015.
Sobre o texto, são feitas as seguintes afirmações:
I. A narradora, um dia após um bombardeio na cidade de Damasco, conta um episódio trágico por ela vivido.
II. O texto descreve o drama de uma refugiada síria, em Damasco, que se depara cotidianamente com a morte.
III. A crônica foi inspirada em um caso verídico relatado por uma sobrevivente da guerra na Síria.
IV. A narradora, intitulada Rebeca, vive uma situação dramática: a guerra na Síria.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Questão 12 419647
IFSudesteMinas 2016Observe a charge para solucionar a próxima questão.

A comparação entre os recursos expressivos que constituem a charge e o artigo “Em oito meses, país registra 693 mortes por dengue e bate recorde”, revela que:
Questão 5 419634
IFSudesteMinas 2016Leia a letra da canção “Filosofia”, para responder à questão.
Filosofia
Noel Rosa e André Filho
O mundo me condena /E ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome.
Deixando de saber/ Se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia/ Hoje me auxilia
A viver indiferente assim.
Nesta prontidão sem fim/ Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim.
Não me incomodo/ Que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo/ Vivo escravo do meu samba,
Muito embora vagabundo
Quanto a você/ Da aristocracia
Que tem dinheiro/ Mas não compra alegria
Há de viver eternamente
Sendo escrava dessa gente
Que cultiva a hipocrisia.
Disponível em: . Acesso em: 14 set. 2015. Adaptado.
De acordo com a canção Filosofia, marque a alternativa CORRETA.
Questão 4 419633
IFSudesteMinas 2016Leia o conto “Uma vela para Dario” e responda à questão.
Uma vela para Dario
Uma vela para DarioDario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o
passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de
chuva. Descansa na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios,
[5] não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.
Ele reclina-se mais um pouco, estendido na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede
aos outros se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta.
Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.
Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua
[10] conversam de uma porta a outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete
que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na
parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo a seu lado.
A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da
esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam
[15] chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o
alfinete de pérola na gravata.
Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no
fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de
moscas lhe cobrem o rosto, sem que façam um gesto para espantá-las.
[20] Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo,
gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de
pulso.
Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e
alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na
[25] carteira é de outra cidade.
Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é
a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado
dezessete vezes.
O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão
[30] esquerda a aliança de ouro, que ele próprio - quando vivo - só destacava molhando no sabonete. A
polícia decide chamar o rabecão.
A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. A gente começa a se dispersar. Dario levou duas
horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar
de um defunto.
[35] Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não
consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se
espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar
os cotovelos.
Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há
[40] muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça
agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas
da chuva, que volta a cair.
TREVISAN, Dalton. “Uma vela para Dario” in Vinte Contos Menores, Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 20. Adaptado.
Observe a frase “Fecham-se uma a uma as janelas” (linha 41) e marque a proposição CORRETA.
Questão 3 419632
IFSudesteMinas 2016Leia o conto “Uma vela para Dario” e responda à questão.
Uma vela para Dario
Uma vela para DarioDario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o
passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de
chuva. Descansa na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios,
[5] não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.
Ele reclina-se mais um pouco, estendido na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede
aos outros se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta.
Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.
Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua
[10] conversam de uma porta a outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete
que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na
parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo a seu lado.
A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da
esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam
[15] chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o
alfinete de pérola na gravata.
Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no
fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de
moscas lhe cobrem o rosto, sem que façam um gesto para espantá-las.
[20] Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo,
gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de
pulso.
Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e
alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na
[25] carteira é de outra cidade.
Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é
a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado
dezessete vezes.
O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão
[30] esquerda a aliança de ouro, que ele próprio - quando vivo - só destacava molhando no sabonete. A
polícia decide chamar o rabecão.
A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. A gente começa a se dispersar. Dario levou duas
horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar
de um defunto.
[35] Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não
consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se
espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar
os cotovelos.
Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há
[40] muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça
agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas
da chuva, que volta a cair.
TREVISAN, Dalton. “Uma vela para Dario” in Vinte Contos Menores, Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 20. Adaptado.
No conto Uma vela para Dario, as expressões “Um grupo” (linha 13), “Um terceiro” (linha 23), “Um senhor piedoso” (linha 35) e “Um menino de cor” (linha 39) revelam as seguintes asserções, EXCETO:
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