Questões de EFAF Português
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Questão 8362384
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016Era a primeira vez que o Getúlio vinha ao Rio de Janeiro. Conquanto filho do barão de Batatais, lavrador abastado, jamais se divertira. Depois de formado em Direito, sabe Deus como, na capital de São Paulo, voltara para a fazenda do pai, onde nasceu, e onde esperava morrer.
Aos vinte e oito anos chegaram-lhe desejos de ver mundo. Falou ao barão de uma viagem à Europa. – Para que Europa? – disse o velho. – Vai ao Rio de Janeiro, que ainda não conheces, e é uma capital digna de ser vista. À Europa irás depois comigo, tua mãe e tua irmã, se Deus nos der vida e saúde. – O bacharel contentou-se, pois, com o Rio de Janeiro.
Quando se despediu do filho, na plataforma da estação, o barão recomendou-lhe, pela centésima vez, que tivesse muito cuidado com as más companhias, o que não impedia que o rapaz, aqui chegado, se entregasse confiadamente ao Alípio.
É verdade que o Alípio tinha exterioridades que enganavam, e não vivia senão à custa delas. Delas e do próximo. Era um rapaz da moda, mas passou pelo serviço antropométrico* e ainda hoje tem o retrato na polícia.
(Arthur Azevedo, História vulgar. Seleção de contos, 2014)
* antropométrico: relativo à antropometria, ou seja, técnica de identificação de indivíduos, especialmente criminosos, com base na descrição do corpo humano (fotografias, medidas, impressões digitais etc.)
Questão 8362381
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016Tem gente que mente para levar vantagem, conseguir o que quer. Existem infinitas maneiras de mentir, e elas nos acompanham o tempo todo.
A pessoa ruboriza, pisca muito, transpira, põe a mão na boca, mexe em objetos, evita o contato visual. Quando desconfiamos de alguém e notamos indícios assim, é tiro e queda. Está mentindo! Será mesmo? “Não há tiques universais que indiquem que as pessoas estejam mentindo. Uma pisca rápido, mas outra pode olhar fixamente para você, com longas pausas entre as piscadas”, diz o psicólogo Robert S. Feldman, da Universidade de Massachusetts Amherst. Mesmo que você se ache fera em detectar gente falsa, o fato é que você cai como um patinho em metade das vezes. Foi o que os psicólogos Bella DePaulo e Charles Bond descobriram em 2006. Eles analisaram mais de 200 estudos sobre o desempenho de 24 mil pessoas na detecção de mentiras. Conclusão: conseguimos detectar a verdade em apenas 54% do tempo. É praticamente a mesma chance de acerto que pegar uma moeda e jogar cara ou coroa.
No trecho – Tem gente que mente para levar vantagem... –, substituindo-se “ter” por outro verbo e o substantivo “gente” por “pessoas”, obtém-se, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa:(Superinteressante, agosto de 2015. Adaptado)
Questão 8362273
PUC-RS PUCRS 2016 2 FaseU FBP 2016TEXTO 2
Qual dos adjetivos a seguir não poderia ser atribuído a um "deboísta"?- “Deboísta” (05) é (07) quem é adepto da filosofia do “ser de boa” - explica Carlos Abelardo, 19 anos, (08) estudante de Ciências Biológicas na Universidade Federal de Goiás e criador, (09) ao lado da namorada, Laryssa de Freitas, da página no Facebook “Deboísmo”. (06) - É aquela pessoa
que não se deixa levar por problemas bestas,(10) que, mesmo discordando de alguém, não parte para a agressão. É a pessoa calma, que escolhe o lutar em vez de brigar.
Segundo Abelardo, (01) o movimento é apartidário, mas (03) político. (02) E sobre a escolha do símbolo, que é uma preguiça, ele diz que a calmaria natural do animal passa uma sensação automática de “ficar de boas”.
- É o animal mais de boa - diz. (04)
(Adaptado de: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/ conheca-deboismo-nova-filosofia-de-boas-da-internet-17392121. Acesso em 02 abr. 2016.)
Questão 8362272
PUC-RS PUCRS 2016 1 FaseU FBP 2016
TEXTO 4
As transformações que ________ ocorrido na sociedade contemporânea, (01) em especial (02) a partir dos anos 70,(01) ________ propiciando mudanças nas relações científicas estabelecidas com o ambiente internacional. Um evento norteador das transformações sociais (04) e decisivo para essas mudanças (04) foi a globalização, (05) que _________ fortes evidências do entrosamento entre ciência e sociedade e _________ a dinâmica de produção do conhecimento, (06) com efeitos no ensino superior (03) sobretudo, realçando a importância da internacionalização nas funções de transmitir e produzir conhecimento.
(Universidade, ciência, inovação e sociedade. 36 Encontro Anual da ANPOCS. (Texto adaptado).)
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
TEXTO 4
As transformações que ________ ocorrido na sociedade contemporânea, (01) em especial (02) a partir dos anos 70,(01) ________ propiciando mudanças nas relações científicas estabelecidas com o ambiente internacional. Um evento norteador das transformações sociais (04) e decisivo para essas mudanças (04) foi a globalização, (05) que _________ fortes evidências do entrosamento entre ciência e sociedade e _________ a dinâmica de produção do conhecimento, (06) com efeitos no ensino superior (03) sobretudo, realçando a importância da internacionalização nas funções de transmitir e produzir conhecimento.
(Universidade, ciência, inovação e sociedade. 36 Encontro Anual da ANPOCS. (Texto adaptado).)
Questão 8362140
UNESP UNESP 2016 1 Fase1 Gerais 2016Crônica
Texto jornalístico desenvolvido de forma livre e pessoal, a partir de fatos e acontecimentos da atualidade, com teor literário, político, esportivo, artístico, de amenidades etc. Segundo Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari, a crônica é um meio-termo entre o jornalismo e a literatura: “do primeiro, aproveita o interesse pela atualidade informativa, da segunda imita o projeto de ultrapassar os simples fatos”. O ponto comum entre a crônica e a notícia ou a reportagem é que o cronista, assim como o repórter, não prescinde do acontecimento. Mas, ao contrário deste, ele “paira” sobre os fatos, “fazendo com que se destaque no texto o enfoque pessoal (onde entram juízos implícitos e explícitos) do autor”. Por outro lado, o editorial difere da crônica, pelo fato de que, nesta, o juízo de valor se confunde com os próprios fatos expostos, sem o dogmatismo do editorial, no qual a opinião do autor (representando a opinião da empresa jornalística) constitui o eixo do texto.
Segundo o verbete, uma característica comum à crônica e à reportagem éDicionário de comunicação, 1978.
Questão 8362134
UNESP UNESP 2016 1 Fase1 Gerais 2016
A invasão
A divisão ciência/humanismo se reflete na maneira como as pessoas, hoje, encaram o computador. Resiste-se ao computador, e a toda a cultura cibernética, como uma forma de ser fiel ao livro e à palavra impressa. Mas o computador não eliminará o papel. Ao contrário do que se pensava há alguns anos, o computador não salvará as florestas. Aumentou o uso do papel em todo o mundo, e não apenas porque a cada novidade eletrônica lançada no mercado corresponde um manual de instrução, sem falar numa embalagem de papelão e num embrulho para presente. O computador estimula as pessoas a escreverem e imprimirem o que escrevem. Como hoje qualquer um pode ser seu próprio editor, paginador e ilustrador sem largar o mouse, a tentação de passar sua obra para o papel é quase irresistível.
Desconfio que o que salvará o livro será o supérfluo, o que não tem nada a ver com conteúdo ou conveniência. Até que lancem computadores com cheiro sintetizado, nada substituirá o cheiro de papel e tinta nas suas duas categorias inimitáveis, livro novo e livro velho. E nenhuma coleção de gravações ornamentará uma sala com o calor e a dignidade de uma estante de livros. A tudo que falta ao admirável mundo da informática, da cibernética, do virtual e do instantâneo acrescente-se isso: falta lombada. No fim, o livro deverá sua sobrevida à decoração de interiores.
(O Estado de S. Paulo, Acesso em: 31 maio 2015.)
Em “falta lombada” ( parágrafo), o cronista se utiliza, estilisticamente, de uma figura de linguagem que
A invasão
A divisão ciência/humanismo se reflete na maneira como as pessoas, hoje, encaram o computador. Resiste-se ao computador, e a toda a cultura cibernética, como uma forma de ser fiel ao livro e à palavra impressa. Mas o computador não eliminará o papel. Ao contrário do que se pensava há alguns anos, o computador não salvará as florestas. Aumentou o uso do papel em todo o mundo, e não apenas porque a cada novidade eletrônica lançada no mercado corresponde um manual de instrução, sem falar numa embalagem de papelão e num embrulho para presente. O computador estimula as pessoas a escreverem e imprimirem o que escrevem. Como hoje qualquer um pode ser seu próprio editor, paginador e ilustrador sem largar o mouse, a tentação de passar sua obra para o papel é quase irresistível.
Desconfio que o que salvará o livro será o supérfluo, o que não tem nada a ver com conteúdo ou conveniência. Até que lancem computadores com cheiro sintetizado, nada substituirá o cheiro de papel e tinta nas suas duas categorias inimitáveis, livro novo e livro velho. E nenhuma coleção de gravações ornamentará uma sala com o calor e a dignidade de uma estante de livros. A tudo que falta ao admirável mundo da informática, da cibernética, do virtual e do instantâneo acrescente-se isso: falta lombada. No fim, o livro deverá sua sobrevida à decoração de interiores.
(O Estado de S. Paulo, Acesso em: 31 maio 2015.)
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