Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 7 10240763
IFSertãoPE 2016Observe a reconstrução da fala de Mafalda no enunciado que segue: O mundo será maravilhoso quando as bibliotecas forem mais importantes que os bancos.
Neste novo enunciado, a expressão grifada estabelece, entre as orações, uma relação de:
Questão 6 10240759
IFSertãoPE 2016TEXTO

(Disponível em: http:// www.universeforwords.com. Acesso em: 30
de set de 2015)
Na fala de Mafalda, a expressão “o mundo” exerce a função sintática de:
Questão 2 10232150
CMB 1°ano -Língua Portuguesa 2016TEXTO
A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
[5] À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
[10] som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
[15] A mãe chamou:
— Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
[20] fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos — às
vezes, um de cada vez — assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
[25] tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
[30] ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
— Ele conta histórias, mãe?
[35] Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
— Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
[40] insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
[45] A mãe puxou o filho pelo braço:
— Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.
DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal — coordenador — Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995. Página 1
Vocabulário:
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.
Marque a opção em que os trechos selecionados indiquem, respectivamente, relações semânticas de causa e consequência.
Questão 1 10231989
CMB 1°ano -Língua Portuguesa 2016TEXTO
A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
[5] À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
[10] som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
[15] A mãe chamou:
— Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
[20] fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos — às
vezes, um de cada vez — assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
[25] tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
[30] ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
— Ele conta histórias, mãe?
[35] Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
— Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
[40] insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
[45] A mãe puxou o filho pelo braço:
— Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.
DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal — coordenador — Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995. Página 1
Vocabulário:
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.
A partir da análise dos elementos do texto, é correto afirmar que
Questão 18 10191451
CMR 1°ano - Prova de Português 2016TEXTO
Porquinho-da-Índia (Manuel Bandeira) - Fragmento de texto: Quando eu tinha seis anos:
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
Em que item há um emprego não convencional de complemento verbal e uma próclise por atração?
Questão 5 10191307
CMR 1°ano - Prova de Português 2016Texto II
Aninha e suas pedras (Cora Coralina)
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte. '
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
(Fonte: http://wmww.poesiaspoemaseversos.com.br/cora-coralina-poemas/ Acesso; 05/11/16)
Texto III
Cora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa e contista brasileira, responsável por belos poemas. Foi elogiada por Carlos Drummond de Andrade. Cora Coralina (1889-1985) nasceu na cidade de Goiás, no dia 20 de agosto de 1889. Seu nome de batismo era Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Tornou-se doceira, ofício que exerceu até os últimos dias de sua vida. Famosos eram os seus doces de abóbora e figo.
Cora Coralina já escrevia poemas em 1903 e chegou a publicá-los no jornal de poemas femininos "A Rosa", em 1908. Em 1910, foi publicado o seu conto "Tragédia na Roça" no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", usando o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911, Fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas, com quem teve seis filhos. Foi convidada a participar da Semana de Arte Moderna, mas é impedida pelo seu marido.
Já em São Paulo, em 1934, trabalhou como vendedora de livros na editora José Olímpio, onde lançou seu primeiro livro, em 1965, quando tinha 76 anos, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado o livro "Meu Livro de Cordel" pela editora Goiana. Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.
Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG e foi eleita com o "Prêmio Juca Pato" da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983. Cora Coralina faleceu em Goiânia, no dia 10 de abril de 1985.
Fonte: https://Awww.ebiografia.com/cora coralina/ Acesso;05/11/2016
O que podemos assegurar como VERDADEIRO na análise comparativa dos sentidos veiculados pelos textos II e III é:
06
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