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Questão 8 169363
IFMT 2017/1TEXTO I
“SELFIES” E A ERA DE NARCISO
Gianni Carta
[1] Somos todos animais sociais e precisamos ser “liked” pelos nossos “amigos”. E somos obcecados pela nossa
aparência. Para resolver essas questões, nada melhor do que um “selfie”, o termo mais popular deste ano de
2013, segundo os Oxford Dictionaries. Cerca de 17 mil pessoas usaram a nova palavra.
[...]
[2] Em busca da aprovação de amigos – e quiçá atrás de celebridade – as pessoas postam seus selfies no
Facebook, Twitter ou Instagram. No Facebook, de fato, internautas postam seus selfies com frequência.
[3] Vemos, por exemplo, uma moça que aparece à beira de uma piscina com um fantástico tanquinho. Até Justin
Bieber ficaria com inveja. Depois a vemos em outra ocasião também bastante sexy, desta feita com uma saia
em uma festa. Outros postam seus selfies que variam dependendo da fase: a intelectual – com óculos e
lendo; a esportiva – com uma raquete em uma quadra de tênis; a fase relaxada – em uma praia no Caribe
degustando um prato de frutos do mar. E por aí vai.
[4] Esse pessoal viciado em selfies é camaleão. E, em geral, é também bastante superficial. Quando são
adolescentes com egos do tamanho do Canadá, é mais compreensível, embora seus pais devessem ensiná-
los que tudo tem um limite. Mas e quando são mais velhos, e argumentam que só querem dividir suas vidas
com os “amigos” (mais sobre os “amigos” abaixo), seus objetivos ao postar selfies são mais questionáveis.
Independentemente da faixa etária do autor do selfie, a parte mais difícil é o veredicto. Uma avalanche de
likes fará o autor do selfie se sentir querido, bonito, bacana, cool (anglicismos são bem-vindos pelos adeptos
do selfie). Em suma, sentem que fazem parte da comunidade de uma determinada rede social.
[5] No entanto, uma escassez total de likes será o equivalente a uma punhalada nas costas. A pessoa em
questão sentirá que não tem amigos. Ou aqueles presentes na sua conta de rede social não gostam
realmente dele. Ou será que ele não deveria ter posado de maiô para mostrar a pele bronzeada e o tanquinho
na praia?
[7] O autorretrato remonta ao início da civilização. O homem sempre tentou se autorretratar em muros de pedra e
mais tarde em quadros. Com o advento da fotografia, na primeira metade do século XIX, várias pessoas
fizeram autorretratos. Depois, máquinas fotográficas passaram a oferecer o recurso self-timer, que permitia ao
fotógrafo ser fotografado. Ele acionava a máquina e corria por vezes para se inserir em um grupo já
preparado para a fotografia. A chegada da máquina compacta digital mudou o quadro. E o smartphone ainda
mais.
[6] Com as novas tecnologias, somadas às redes sociais, ganhou vida o selfie. As pessoas, especialmente as
celebridades, acham que têm controle sobre as fotos, pois podem deletar aquelas não apreciadas. Não é bem
assim. Podem controlar o que postam, mas as fotos não são vistas somente pelos “amigos”. Uma vez na
internet, esse campo selvagem, vai saber como essas fotos serão utilizadas? Atenção deve ser dada aos
futuros patrões.
[8] Em tempo: Narciso não estava interessado em divulgar sua imagem. Apaixonou-se por ele mesmo e não
estava preocupado com o parecer dos outros. [...]
[9] Narciso gostava tanto de si mesmo que não precisaria ter uma conta no Twitter ou no Facebook. Era
enamorado de si mesmo e não precisava provar nada a ninguém. De certa forma, Narciso é menos vaidoso
do que aqueles que vivem a postar seus selfies nas redes sociais.
(Disponível em http://www.cartacapital.com.br/tecnologia/, acesso em 19/03/2015).
Assinale a afirmativa abaixo que traz uma informação INCORRETA sobre a formação das palavras empregadas no texto.
Questão 7 169362
IFMT 2017/1TEXTO I
“SELFIES” E A ERA DE NARCISO
Gianni Carta
[1] Somos todos animais sociais e precisamos ser “liked” pelos nossos “amigos”. E somos obcecados pela nossa
aparência. Para resolver essas questões, nada melhor do que um “selfie”, o termo mais popular deste ano de
2013, segundo os Oxford Dictionaries. Cerca de 17 mil pessoas usaram a nova palavra.
[...]
[2] Em busca da aprovação de amigos – e quiçá atrás de celebridade – as pessoas postam seus selfies no
Facebook, Twitter ou Instagram. No Facebook, de fato, internautas postam seus selfies com frequência.
[3] Vemos, por exemplo, uma moça que aparece à beira de uma piscina com um fantástico tanquinho. Até Justin
Bieber ficaria com inveja. Depois a vemos em outra ocasião também bastante sexy, desta feita com uma saia
em uma festa. Outros postam seus selfies que variam dependendo da fase: a intelectual – com óculos e
lendo; a esportiva – com uma raquete em uma quadra de tênis; a fase relaxada – em uma praia no Caribe
degustando um prato de frutos do mar. E por aí vai.
[4] Esse pessoal viciado em selfies é camaleão. E, em geral, é também bastante superficial. Quando são
adolescentes com egos do tamanho do Canadá, é mais compreensível, embora seus pais devessem ensiná-
los que tudo tem um limite. Mas e quando são mais velhos, e argumentam que só querem dividir suas vidas
com os “amigos” (mais sobre os “amigos” abaixo), seus objetivos ao postar selfies são mais questionáveis.
Independentemente da faixa etária do autor do selfie, a parte mais difícil é o veredicto. Uma avalanche de
likes fará o autor do selfie se sentir querido, bonito, bacana, cool (anglicismos são bem-vindos pelos adeptos
do selfie). Em suma, sentem que fazem parte da comunidade de uma determinada rede social.
[5] No entanto, uma escassez total de likes será o equivalente a uma punhalada nas costas. A pessoa em
questão sentirá que não tem amigos. Ou aqueles presentes na sua conta de rede social não gostam
realmente dele. Ou será que ele não deveria ter posado de maiô para mostrar a pele bronzeada e o tanquinho
na praia?
[7] O autorretrato remonta ao início da civilização. O homem sempre tentou se autorretratar em muros de pedra e
mais tarde em quadros. Com o advento da fotografia, na primeira metade do século XIX, várias pessoas
fizeram autorretratos. Depois, máquinas fotográficas passaram a oferecer o recurso self-timer, que permitia ao
fotógrafo ser fotografado. Ele acionava a máquina e corria por vezes para se inserir em um grupo já
preparado para a fotografia. A chegada da máquina compacta digital mudou o quadro. E o smartphone ainda
mais.
[6] Com as novas tecnologias, somadas às redes sociais, ganhou vida o selfie. As pessoas, especialmente as
celebridades, acham que têm controle sobre as fotos, pois podem deletar aquelas não apreciadas. Não é bem
assim. Podem controlar o que postam, mas as fotos não são vistas somente pelos “amigos”. Uma vez na
internet, esse campo selvagem, vai saber como essas fotos serão utilizadas? Atenção deve ser dada aos
futuros patrões.
[8] Em tempo: Narciso não estava interessado em divulgar sua imagem. Apaixonou-se por ele mesmo e não
estava preocupado com o parecer dos outros. [...]
[9] Narciso gostava tanto de si mesmo que não precisaria ter uma conta no Twitter ou no Facebook. Era
enamorado de si mesmo e não precisava provar nada a ninguém. De certa forma, Narciso é menos vaidoso
do que aqueles que vivem a postar seus selfies nas redes sociais.
(Disponível em http://www.cartacapital.com.br/tecnologia/, acesso em 19/03/2015).
A coesão é o fator responsável pela articulação dos elementos internos do texto de modo que fique clara a relação de sentido entre as ideias. Sobre coesão e construção de sentido no texto em análise, considere as afirmativas a seguir.
I. No terceiro período do primeiro parágrafo, a expressão essas questões recupera o que foi citado no primeiro e segundo períodos desse mesmo parágrafo.
II. Em Quando são adolescentes com egos do tamanho do Canadá é mais compreensível, embora seus pais devessem ensiná-los que tudo tem um limite., a substituição do elemento destacado por todavia não comprometeria o sentido do texto.
III. O elemento coesivo No entanto estabelece entre as ideias apresentadas no 4º e 5º parágrafos uma relação de adversidade.
IV. No 4º parágrafo, a expressão Em suma apresenta a conclusão da autora a respeito das situações analisadas nesse parágrafo.
V. Em ... e argumentam que só querem dividir suas vidas com os “amigos”, o elemento destacado faz referência ao termo pais, estabelecendo entre este elemento e o termo vida uma relação de posse.
Está correto o que se afirma em:
Questão 6 169361
IFMT 2017/1TEXTO I
“SELFIES” E A ERA DE NARCISO
Gianni Carta
[1] Somos todos animais sociais e precisamos ser “liked” pelos nossos “amigos”. E somos obcecados pela nossa
aparência. Para resolver essas questões, nada melhor do que um “selfie”, o termo mais popular deste ano de
2013, segundo os Oxford Dictionaries. Cerca de 17 mil pessoas usaram a nova palavra.
[...]
[2] Em busca da aprovação de amigos – e quiçá atrás de celebridade – as pessoas postam seus selfies no
Facebook, Twitter ou Instagram. No Facebook, de fato, internautas postam seus selfies com frequência.
[3] Vemos, por exemplo, uma moça que aparece à beira de uma piscina com um fantástico tanquinho. Até Justin
Bieber ficaria com inveja. Depois a vemos em outra ocasião também bastante sexy, desta feita com uma saia
em uma festa. Outros postam seus selfies que variam dependendo da fase: a intelectual – com óculos e
lendo; a esportiva – com uma raquete em uma quadra de tênis; a fase relaxada – em uma praia no Caribe
degustando um prato de frutos do mar. E por aí vai.
[4] Esse pessoal viciado em selfies é camaleão. E, em geral, é também bastante superficial. Quando são
adolescentes com egos do tamanho do Canadá, é mais compreensível, embora seus pais devessem ensiná-
los que tudo tem um limite. Mas e quando são mais velhos, e argumentam que só querem dividir suas vidas
com os “amigos” (mais sobre os “amigos” abaixo), seus objetivos ao postar selfies são mais questionáveis.
Independentemente da faixa etária do autor do selfie, a parte mais difícil é o veredicto. Uma avalanche de
likes fará o autor do selfie se sentir querido, bonito, bacana, cool (anglicismos são bem-vindos pelos adeptos
do selfie). Em suma, sentem que fazem parte da comunidade de uma determinada rede social.
[5] No entanto, uma escassez total de likes será o equivalente a uma punhalada nas costas. A pessoa em
questão sentirá que não tem amigos. Ou aqueles presentes na sua conta de rede social não gostam
realmente dele. Ou será que ele não deveria ter posado de maiô para mostrar a pele bronzeada e o tanquinho
na praia?
[7] O autorretrato remonta ao início da civilização. O homem sempre tentou se autorretratar em muros de pedra e
mais tarde em quadros. Com o advento da fotografia, na primeira metade do século XIX, várias pessoas
fizeram autorretratos. Depois, máquinas fotográficas passaram a oferecer o recurso self-timer, que permitia ao
fotógrafo ser fotografado. Ele acionava a máquina e corria por vezes para se inserir em um grupo já
preparado para a fotografia. A chegada da máquina compacta digital mudou o quadro. E o smartphone ainda
mais.
[6] Com as novas tecnologias, somadas às redes sociais, ganhou vida o selfie. As pessoas, especialmente as
celebridades, acham que têm controle sobre as fotos, pois podem deletar aquelas não apreciadas. Não é bem
assim. Podem controlar o que postam, mas as fotos não são vistas somente pelos “amigos”. Uma vez na
internet, esse campo selvagem, vai saber como essas fotos serão utilizadas? Atenção deve ser dada aos
futuros patrões.
[8] Em tempo: Narciso não estava interessado em divulgar sua imagem. Apaixonou-se por ele mesmo e não
estava preocupado com o parecer dos outros. [...]
[9] Narciso gostava tanto de si mesmo que não precisaria ter uma conta no Twitter ou no Facebook. Era
enamorado de si mesmo e não precisava provar nada a ninguém. De certa forma, Narciso é menos vaidoso
do que aqueles que vivem a postar seus selfies nas redes sociais.
(Disponível em http://www.cartacapital.com.br/tecnologia/, acesso em 19/03/2015).
Sobre os recursos de expressividades usados no texto, marque a afirmativa INCORRETA.
Questão 4 169358
IFMT 2017/1TEXTO I
“SELFIES” E A ERA DE NARCISO
Gianni Carta
[1] Somos todos animais sociais e precisamos ser “liked” pelos nossos “amigos”. E somos obcecados pela nossa
aparência. Para resolver essas questões, nada melhor do que um “selfie”, o termo mais popular deste ano de
2013, segundo os Oxford Dictionaries. Cerca de 17 mil pessoas usaram a nova palavra.
[...]
[2] Em busca da aprovação de amigos – e quiçá atrás de celebridade – as pessoas postam seus selfies no
Facebook, Twitter ou Instagram. No Facebook, de fato, internautas postam seus selfies com frequência.
[3] Vemos, por exemplo, uma moça que aparece à beira de uma piscina com um fantástico tanquinho. Até Justin
Bieber ficaria com inveja. Depois a vemos em outra ocasião também bastante sexy, desta feita com uma saia
em uma festa. Outros postam seus selfies que variam dependendo da fase: a intelectual – com óculos e
lendo; a esportiva – com uma raquete em uma quadra de tênis; a fase relaxada – em uma praia no Caribe
degustando um prato de frutos do mar. E por aí vai.
[4] Esse pessoal viciado em selfies é camaleão. E, em geral, é também bastante superficial. Quando são
adolescentes com egos do tamanho do Canadá, é mais compreensível, embora seus pais devessem ensiná-
los que tudo tem um limite. Mas e quando são mais velhos, e argumentam que só querem dividir suas vidas
com os “amigos” (mais sobre os “amigos” abaixo), seus objetivos ao postar selfies são mais questionáveis.
Independentemente da faixa etária do autor do selfie, a parte mais difícil é o veredicto. Uma avalanche de
likes fará o autor do selfie se sentir querido, bonito, bacana, cool (anglicismos são bem-vindos pelos adeptos
do selfie). Em suma, sentem que fazem parte da comunidade de uma determinada rede social.
[5] No entanto, uma escassez total de likes será o equivalente a uma punhalada nas costas. A pessoa em
questão sentirá que não tem amigos. Ou aqueles presentes na sua conta de rede social não gostam
realmente dele. Ou será que ele não deveria ter posado de maiô para mostrar a pele bronzeada e o tanquinho
na praia?
[7] O autorretrato remonta ao início da civilização. O homem sempre tentou se autorretratar em muros de pedra e
mais tarde em quadros. Com o advento da fotografia, na primeira metade do século XIX, várias pessoas
fizeram autorretratos. Depois, máquinas fotográficas passaram a oferecer o recurso self-timer, que permitia ao
fotógrafo ser fotografado. Ele acionava a máquina e corria por vezes para se inserir em um grupo já
preparado para a fotografia. A chegada da máquina compacta digital mudou o quadro. E o smartphone ainda
mais.
[6] Com as novas tecnologias, somadas às redes sociais, ganhou vida o selfie. As pessoas, especialmente as
celebridades, acham que têm controle sobre as fotos, pois podem deletar aquelas não apreciadas. Não é bem
assim. Podem controlar o que postam, mas as fotos não são vistas somente pelos “amigos”. Uma vez na
internet, esse campo selvagem, vai saber como essas fotos serão utilizadas? Atenção deve ser dada aos
futuros patrões.
[8] Em tempo: Narciso não estava interessado em divulgar sua imagem. Apaixonou-se por ele mesmo e não
estava preocupado com o parecer dos outros. [...]
[9] Narciso gostava tanto de si mesmo que não precisaria ter uma conta no Twitter ou no Facebook. Era
enamorado de si mesmo e não precisava provar nada a ninguém. De certa forma, Narciso é menos vaidoso
do que aqueles que vivem a postar seus selfies nas redes sociais.
(Disponível em http://www.cartacapital.com.br/tecnologia/, acesso em 19/03/2015).
Marque o trecho que melhor retoma a ideia sugerida no título.
Questão 3 169357
IFMT 2017/1TEXTO I
“SELFIES” E A ERA DE NARCISO
Gianni Carta
[1] Somos todos animais sociais e precisamos ser “liked” pelos nossos “amigos”. E somos obcecados pela nossa
aparência. Para resolver essas questões, nada melhor do que um “selfie”, o termo mais popular deste ano de
2013, segundo os Oxford Dictionaries. Cerca de 17 mil pessoas usaram a nova palavra.
[...]
[2] Em busca da aprovação de amigos – e quiçá atrás de celebridade – as pessoas postam seus selfies no
Facebook, Twitter ou Instagram. No Facebook, de fato, internautas postam seus selfies com frequência.
[3] Vemos, por exemplo, uma moça que aparece à beira de uma piscina com um fantástico tanquinho. Até Justin
Bieber ficaria com inveja. Depois a vemos em outra ocasião também bastante sexy, desta feita com uma saia
em uma festa. Outros postam seus selfies que variam dependendo da fase: a intelectual – com óculos e
lendo; a esportiva – com uma raquete em uma quadra de tênis; a fase relaxada – em uma praia no Caribe
degustando um prato de frutos do mar. E por aí vai.
[4] Esse pessoal viciado em selfies é camaleão. E, em geral, é também bastante superficial. Quando são
adolescentes com egos do tamanho do Canadá, é mais compreensível, embora seus pais devessem ensiná-
los que tudo tem um limite. Mas e quando são mais velhos, e argumentam que só querem dividir suas vidas
com os “amigos” (mais sobre os “amigos” abaixo), seus objetivos ao postar selfies são mais questionáveis.
Independentemente da faixa etária do autor do selfie, a parte mais difícil é o veredicto. Uma avalanche de
likes fará o autor do selfie se sentir querido, bonito, bacana, cool (anglicismos são bem-vindos pelos adeptos
do selfie). Em suma, sentem que fazem parte da comunidade de uma determinada rede social.
[5] No entanto, uma escassez total de likes será o equivalente a uma punhalada nas costas. A pessoa em
questão sentirá que não tem amigos. Ou aqueles presentes na sua conta de rede social não gostam
realmente dele. Ou será que ele não deveria ter posado de maiô para mostrar a pele bronzeada e o tanquinho
na praia?
[7] O autorretrato remonta ao início da civilização. O homem sempre tentou se autorretratar em muros de pedra e
mais tarde em quadros. Com o advento da fotografia, na primeira metade do século XIX, várias pessoas
fizeram autorretratos. Depois, máquinas fotográficas passaram a oferecer o recurso self-timer, que permitia ao
fotógrafo ser fotografado. Ele acionava a máquina e corria por vezes para se inserir em um grupo já
preparado para a fotografia. A chegada da máquina compacta digital mudou o quadro. E o smartphone ainda
mais.
[6] Com as novas tecnologias, somadas às redes sociais, ganhou vida o selfie. As pessoas, especialmente as
celebridades, acham que têm controle sobre as fotos, pois podem deletar aquelas não apreciadas. Não é bem
assim. Podem controlar o que postam, mas as fotos não são vistas somente pelos “amigos”. Uma vez na
internet, esse campo selvagem, vai saber como essas fotos serão utilizadas? Atenção deve ser dada aos
futuros patrões.
[8] Em tempo: Narciso não estava interessado em divulgar sua imagem. Apaixonou-se por ele mesmo e não
estava preocupado com o parecer dos outros. [...]
[9] Narciso gostava tanto de si mesmo que não precisaria ter uma conta no Twitter ou no Facebook. Era
enamorado de si mesmo e não precisava provar nada a ninguém. De certa forma, Narciso é menos vaidoso
do que aqueles que vivem a postar seus selfies nas redes sociais.
(Disponível em http://www.cartacapital.com.br/tecnologia/, acesso em 19/03/2015).
Sobre a composição desse artigo de opinião, marque a afirmativa INCORRETA.
Questão 2 169356
IFMT 2017/1TEXTO I
“SELFIES” E A ERA DE NARCISO
Gianni Carta
[1] Somos todos animais sociais e precisamos ser “liked” pelos nossos “amigos”. E somos obcecados pela nossa
aparência. Para resolver essas questões, nada melhor do que um “selfie”, o termo mais popular deste ano de
2013, segundo os Oxford Dictionaries. Cerca de 17 mil pessoas usaram a nova palavra.
[...]
[2] Em busca da aprovação de amigos – e quiçá atrás de celebridade – as pessoas postam seus selfies no
Facebook, Twitter ou Instagram. No Facebook, de fato, internautas postam seus selfies com frequência.
[3] Vemos, por exemplo, uma moça que aparece à beira de uma piscina com um fantástico tanquinho. Até Justin
Bieber ficaria com inveja. Depois a vemos em outra ocasião também bastante sexy, desta feita com uma saia
em uma festa. Outros postam seus selfies que variam dependendo da fase: a intelectual – com óculos e
lendo; a esportiva – com uma raquete em uma quadra de tênis; a fase relaxada – em uma praia no Caribe
degustando um prato de frutos do mar. E por aí vai.
[4] Esse pessoal viciado em selfies é camaleão. E, em geral, é também bastante superficial. Quando são
adolescentes com egos do tamanho do Canadá, é mais compreensível, embora seus pais devessem ensiná-
los que tudo tem um limite. Mas e quando são mais velhos, e argumentam que só querem dividir suas vidas
com os “amigos” (mais sobre os “amigos” abaixo), seus objetivos ao postar selfies são mais questionáveis.
Independentemente da faixa etária do autor do selfie, a parte mais difícil é o veredicto. Uma avalanche de
likes fará o autor do selfie se sentir querido, bonito, bacana, cool (anglicismos são bem-vindos pelos adeptos
do selfie). Em suma, sentem que fazem parte da comunidade de uma determinada rede social.
[5] No entanto, uma escassez total de likes será o equivalente a uma punhalada nas costas. A pessoa em
questão sentirá que não tem amigos. Ou aqueles presentes na sua conta de rede social não gostam
realmente dele. Ou será que ele não deveria ter posado de maiô para mostrar a pele bronzeada e o tanquinho
na praia?
[7] O autorretrato remonta ao início da civilização. O homem sempre tentou se autorretratar em muros de pedra e
mais tarde em quadros. Com o advento da fotografia, na primeira metade do século XIX, várias pessoas
fizeram autorretratos. Depois, máquinas fotográficas passaram a oferecer o recurso self-timer, que permitia ao
fotógrafo ser fotografado. Ele acionava a máquina e corria por vezes para se inserir em um grupo já
preparado para a fotografia. A chegada da máquina compacta digital mudou o quadro. E o smartphone ainda
mais.
[6] Com as novas tecnologias, somadas às redes sociais, ganhou vida o selfie. As pessoas, especialmente as
celebridades, acham que têm controle sobre as fotos, pois podem deletar aquelas não apreciadas. Não é bem
assim. Podem controlar o que postam, mas as fotos não são vistas somente pelos “amigos”. Uma vez na
internet, esse campo selvagem, vai saber como essas fotos serão utilizadas? Atenção deve ser dada aos
futuros patrões.
[8] Em tempo: Narciso não estava interessado em divulgar sua imagem. Apaixonou-se por ele mesmo e não
estava preocupado com o parecer dos outros. [...]
[9] Narciso gostava tanto de si mesmo que não precisaria ter uma conta no Twitter ou no Facebook. Era
enamorado de si mesmo e não precisava provar nada a ninguém. De certa forma, Narciso é menos vaidoso
do que aqueles que vivem a postar seus selfies nas redes sociais.
(Disponível em http://www.cartacapital.com.br/tecnologia/, acesso em 19/03/2015).
A respeito das ideias defendidas nesse artigo de opinião, analise as afirmativas abaixo.
I. As pessoas postam selfie também com o propósito de se tornarem famosas.
II. Os adolescentes postam selfie em excesso porque seus pais não lhes impõem limites.
III. O número de “curtidas” representa o grau de aceitação das imagens postadas.
IV. Retratar a si mesmo só se tornou possível com o avanço da tecnologia.
V. Nas redes sociais, o controle da privacidade é restrito.
Está correto o que se afirma em:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)