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Questão 14 379793
IFSC 2017/2Texto
Somente 21 cidades catarinenses atingiram a meta de vacinação para HPV
[1] Apenas 21 dos 295 municípios catarinenses atingiram a meta de vacinação
[2] contra HPV em 2016, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica
[3] (Dive-SC). Ou seja, somente 7% das cidades superaram 80% de cobertura entre as
[4] meninas de nove anos. Santa Catarina pretendia imunizar 46.948 garotas nesta faixa
[5] etária no ano passado, mas somente 10.091 tomaram as duas doses da vacina, o que
[6] leva a uma cobertura de 21,5%. Especialistas defendem que, com essa baixa adesão,
[7] o Estado não conseguirá reduzir índices de doenças relacionadas ao vírus, como o
[8] câncer de colo de útero.
[9] A solução passa por mudança cultural, facilitar acesso aos postos e,
[10] principalmente, trabalhar a conscientização e reintroduzir vacinação nas escolas. Para
[11] Edison Natal Fedrizzi, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e
[12] chefe do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV do Hospital Universitário – um dos
[13] locais que analisaram a eficácia da imunização –, três fatores principais influenciam a
[14] baixa adesão. O primeiro é a faixa etária: adolescentes não estão acostumados à
[15] rotina de vacinação, que é mais intensa com crianças. O segundo está relacionado ao
[16] temor de injeção, que impede a busca voluntária dos jovens. Outro ponto seria o
[17] horário de funcionamento dos postos, que dificulta o acesso de pais que trabalham.
[18] – Todos esses fatores somados levam a uma cobertura bem menor do que
[19] gostaríamos. Isso traz impactos, porque a infecção HPV é muito frequente e muitas
[20] vezes a pessoa nem sabe que está infectada pelo vírus – reforça o professor Fedrizzi.
[21] A gerente de Doenças Imunopreviníveis e Imunização da Dive-SC, Vanessa
[22] Vieira da Silva, considera que o grande desafio nesta faixa ainda é o retorno para
[23] completar a segunda dose, essencial para eficácia da vacina:
[24] – Nós temos um número muito grande de primeira dose, mas elas não retornam
[25]para a segunda.
[26] Vanessa ressalta que os dados neste ano (2017), primeira vez que os meninos
[27] são incluídos na campanha, estão dentro do esperado. Até 30 de março, foram
[28] aplicadas 8.283 doses em meninas e 11.265 doses em meninos.
[29] Diferentes tipos de câncer estão relacionados ao HPV, entre eles o de colo de
[30] útero, vagina, região genital externa, anal e de cavidade oral. A vacina é a forma mais
[31] eficaz de prevenção. Para Fedrizzi, a solução passa por estimular as campanhas nas
[32] escolas, como foi feito no início da vacinação em 2014.
[33] [...]
[34] Vanessa lembra que, durante a Campanha de Multivacinação do ano passado,
[35] em setembro, chamaram também os adolescentes e conseguiram vacinar quatro
[36] vezes mais essa faixa etária.
Disponível em http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2017/04/somente-21-cidades catarinenses-atingiram a-metade- vacinacao-para-hpv-9768107.html Acesso em 10 de Abr 2017. [Texto adaptado]
Considere as afirmativas a seguir e assinale no cartão-resposta a alternativa CORRETA.
I. Em “Todos esses fatores somados levam a uma cobertura bem menor do que gostaríamos” (linhas 18-19), o sujeito do verbo em destaque é composto e inclui o autor do texto.
II. Em “Nós temos um número muito grande de primeira dose, mas elas não retornam para a segunda” (linhas 24-25), o pronome em destaque se refere a “primeira dose”.
III. Em “A vacina é a forma mais eficaz de prevenção” (linhas 30-31), o termo em destaque é objeto indireto.
IV. A presença do acento gráfico nas palavras clínica, útero e gostaríamos é justificada com base na mesma regra de acentuação.
Questão 12 379789
IFSC 2017/2Texto
Somente 21 cidades catarinenses atingiram a meta de vacinação para HPV
[1] Apenas 21 dos 295 municípios catarinenses atingiram a meta de vacinação
[2] contra HPV em 2016, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica
[3] (Dive-SC). Ou seja, somente 7% das cidades superaram 80% de cobertura entre as
[4] meninas de nove anos. Santa Catarina pretendia imunizar 46.948 garotas nesta faixa
[5] etária no ano passado, mas somente 10.091 tomaram as duas doses da vacina, o que
[6] leva a uma cobertura de 21,5%. Especialistas defendem que, com essa baixa adesão,
[7] o Estado não conseguirá reduzir índices de doenças relacionadas ao vírus, como o
[8] câncer de colo de útero.
[9] A solução passa por mudança cultural, facilitar acesso aos postos e,
[10] principalmente, trabalhar a conscientização e reintroduzir vacinação nas escolas. Para
[11] Edison Natal Fedrizzi, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e
[12] chefe do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV do Hospital Universitário – um dos
[13] locais que analisaram a eficácia da imunização –, três fatores principais influenciam a
[14] baixa adesão. O primeiro é a faixa etária: adolescentes não estão acostumados à
[15] rotina de vacinação, que é mais intensa com crianças. O segundo está relacionado ao
[16] temor de injeção, que impede a busca voluntária dos jovens. Outro ponto seria o
[17] horário de funcionamento dos postos, que dificulta o acesso de pais que trabalham.
[18] – Todos esses fatores somados levam a uma cobertura bem menor do que
[19] gostaríamos. Isso traz impactos, porque a infecção HPV é muito frequente e muitas
[20] vezes a pessoa nem sabe que está infectada pelo vírus – reforça o professor Fedrizzi.
[21] A gerente de Doenças Imunopreviníveis e Imunização da Dive-SC, Vanessa
[22] Vieira da Silva, considera que o grande desafio nesta faixa ainda é o retorno para
[23] completar a segunda dose, essencial para eficácia da vacina:
[24] – Nós temos um número muito grande de primeira dose, mas elas não retornam
[25]para a segunda.
[26] Vanessa ressalta que os dados neste ano (2017), primeira vez que os meninos
[27] são incluídos na campanha, estão dentro do esperado. Até 30 de março, foram
[28] aplicadas 8.283 doses em meninas e 11.265 doses em meninos.
[29] Diferentes tipos de câncer estão relacionados ao HPV, entre eles o de colo de
[30] útero, vagina, região genital externa, anal e de cavidade oral. A vacina é a forma mais
[31] eficaz de prevenção. Para Fedrizzi, a solução passa por estimular as campanhas nas
[32] escolas, como foi feito no início da vacinação em 2014.
[33] [...]
[34] Vanessa lembra que, durante a Campanha de Multivacinação do ano passado,
[35] em setembro, chamaram também os adolescentes e conseguiram vacinar quatro
[36] vezes mais essa faixa etária.
Disponível em http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2017/04/somente-21-cidades catarinenses-atingiram a-metade- vacinacao-para-hpv-9768107.html Acesso em 10 de Abr 2017. [Texto adaptado]
Leia com atenção as afirmativas a seguir.
I. Para que a proteção seja eficaz, é necessário tomar a segunda dose da vacina.
II. Somente metade dos municípios catarinenses vacinaram suas crianças e adolescentes contra o HPV no ano passado.
III. Aproximadamente 10 mil jovens já receberam a vacina até 30 de março de 2017.
IV. A vacina contra o HPV pode evitar o câncer de colo de útero.
Assinale a alternativa CORRETA.
Questão 11 305167
IFGO 2017Leia o texto 2 para responder à questão.
TEXTO 2
Lira Itabirana
Carlos Drummond de Andrade
I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
III
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
Jornal Cometa Itabirano, 1984. Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/11/poema-dedrummond-sobre-o-rio-doce-que circula-em-redes-sociais-nunca-foipublicado- em-livro-4905072.html>. Acesso em: 19 nov. 2016.
A “carga” que o eu-lírico menciona na primeira estrofe refere-se
Questão 8 305162
IFGO 2017Leia o texto 2 para responder à questão.
TEXTO 2
Lira Itabirana
Carlos Drummond de Andrade
I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
III
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
Jornal Cometa Itabirano, 1984. Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/11/poema-dedrummond-sobre-o-rio-doce-que circula-em-redes-sociais-nunca-foipublicado- em-livro-4905072.html>. Acesso em: 19 nov. 2016.
Sobre o vocabulário utilizado no poema, assinale a alternativa correta:
Questão 7 305159
IFGO 2017Leia o texto 2 para responder à questão.
TEXTO 2
Lira Itabirana
Carlos Drummond de Andrade
I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
III
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
Jornal Cometa Itabirano, 1984. Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/11/poema-dedrummond-sobre-o-rio-doce-que circula-em-redes-sociais-nunca-foipublicado- em-livro-4905072.html>. Acesso em: 19 nov. 2016.
O poema trata
Questão 5 305157
IFGO 2017Leia o texto 1 para responder à questão.
TEXTO 1
A ONDA
Uma reconstituição da tragédia de Mariana, o maior desastre ambiental do país
Consuelo Dieguez
A história das pessoas
No dia 5 de novembro de 2015, uma gigantesca barragem de rejeito de minério de ferro, conhecida como Fundão, pertencente à empresa Samarco, controlada por duas das maiores mineradoras do mundo – a brasileira Vale e a anglo-australiana BHP Billiton – rompeu inteira sobre o pequeno povoado de Bento Rodrigues, distrito de Mariana, Minas Gerais.
Quando a barragem se desmanchou, às 15h30, vazando uma mistura de lama e metais em volumes aterrorizantes, Paula Geralda Alves preparava mudas de reflorestamento para a Samarco, em uma fazenda vizinha ao povoado; Eliene dos Santos, diretora da escola de Bento Rodrigues, acabara de fechar a porta de vidro do prédio, após entregar documentos de alunos a um portador; Reinaldo Caetano olhava satisfeito a caixa d’água da casa da mãe que ele acabara de encher com água trazida do córrego. A cerca de 350 quilômetros dali, em Governador Valadares, o empresário Sandro Faria Heringer, dono de uma revenda de caminhões, falava ao telefone com um cliente. Um pouco adiante, em direção ao mar, nas franjas da cidade de Resplendor, Dejanira Krenak pitava seu cachimbo, na prainha de rio da aldeia dos índios krenaks. Seguindo a jusante, em Colatina, já no Espírito Santo, o fotógrafo Edson Negrelli tirava fotos em seu estúdio. Na vila capixaba de Regência, o líder comunitário Carlos Sangália caminhava pela areia branca banhada pelo mar azul, observando os ninhos das tartarugas marinhas que desovavam na praia, uma área de proteção ambiental.
Nenhum deles podia imaginar que, naquele exato instante, o mundo que lhes era tão familiar estava prestes a desaparecer. O rompimento da barragem da Samarco se converteu na maior tragédia ambiental brasileira e no mais grave acidente – e único dessa natureza – da história da mineração mundial. Dezenove pessoas morreram só na primeira meia hora. Mas, nos dias que se seguiram, a vida de outras centenas de milhares que vivem ao longo dos 650 quilômetros percorridos pela lama, seria afetada para sempre.
Revista Piauí, Edição 118, jul. 2016. Disponível em: . Acesso em: 19 nov. 2016.
O texto pode ser corretamente classificado como
06
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