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Questão 8360754
CN CN 2016 1 FaseU Demais 2017O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura(26) são preocupantes quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais(18) na formação subjetiva das pessoas. Perguntamo-nos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se, em nossa época, a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância,(15) nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância(25) em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.(2) Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha(9) na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber(19) pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente,(22) alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis.(10) Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma(1) por estagnação.(23) A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.(13)
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Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não por que o pensamento dependa da gramática(16) ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina(12) a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Ensina-nos a interpretar. Ajuda-nos, portanto, a elaborar questões(8) e a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar,(6) ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que esse outro seja,(20) em primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto(4) simples(17) e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura(14) em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler(5) um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana.(3) Por isso também muitos se afastam dele.(11) Muitos que foram educados para não pensar(24) passam a não gostar do que não conhecem.(7) Mas há quem tenha descoberto esse prazer(21) que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – sempre ofertada em um livro. Certamente, para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
Assinale a opção na qual o acento indicativo de crase foi corretamente empregado.TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 31 jan. 2016 (adaptado).
Questão 8360753
CN CN 2016 1 FaseU Demais 2017O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura(26) são preocupantes quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais(18) na formação subjetiva das pessoas. Perguntamo-nos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se, em nossa época, a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância,(15) nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância(25) em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.(2) Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha(9) na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber(19) pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente,(22) alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis.(10) Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma(1) por estagnação.(23) A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.(13)
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Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não por que o pensamento dependa da gramática(16) ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina(12) a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Ensina-nos a interpretar. Ajuda-nos, portanto, a elaborar questões(8) e a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar,(6) ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que esse outro seja,(20) em primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto(4) simples(17) e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura(14) em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler(5) um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana.(3) Por isso também muitos se afastam dele.(11) Muitos que foram educados para não pensar(24) passam a não gostar do que não conhecem.(7) Mas há quem tenha descoberto esse prazer(21) que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – sempre ofertada em um livro. Certamente, para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
Em qual opção o termo destacado tem a mesma classificação morfológica que "[...] é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais[...]." (18)?TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 31 jan. 2016 (adaptado).
Questão 8360752
CN CN 2016 1 FaseU Demais 2017O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura(26) são preocupantes quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais(18) na formação subjetiva das pessoas. Perguntamo-nos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se, em nossa época, a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância,(15) nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância(25) em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.(2) Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha(9) na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber(19) pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente,(22) alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis.(10) Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma(1) por estagnação.(23) A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.(13)
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Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não por que o pensamento dependa da gramática(16) ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina(12) a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Ensina-nos a interpretar. Ajuda-nos, portanto, a elaborar questões(8) e a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar,(6) ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que esse outro seja,(20) em primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto(4) simples(17) e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura(14) em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler(5) um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana.(3) Por isso também muitos se afastam dele.(11) Muitos que foram educados para não pensar(24) passam a não gostar do que não conhecem.(7) Mas há quem tenha descoberto esse prazer(21) que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – sempre ofertada em um livro. Certamente, para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
Assinale a opção na qual o texto foi pontuado corretamente.TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 31 jan. 2016 (adaptado).
Questão 8360750
CN CN 2016 1 FaseU Demais 2017O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura(26) são preocupantes quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais(18) na formação subjetiva das pessoas. Perguntamo-nos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se, em nossa época, a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância,(15) nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância(25) em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.(2) Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha(9) na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber(19) pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente,(22) alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis.(10) Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma(1) por estagnação.(23) A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.(13)
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Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não por que o pensamento dependa da gramática(16) ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina(12) a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Ensina-nos a interpretar. Ajuda-nos, portanto, a elaborar questões(8) e a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar,(6) ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que esse outro seja,(20) em primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto(4) simples(17) e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura(14) em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler(5) um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana.(3) Por isso também muitos se afastam dele.(11) Muitos que foram educados para não pensar(24) passam a não gostar do que não conhecem.(7) Mas há quem tenha descoberto esse prazer(21) que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – sempre ofertada em um livro. Certamente, para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
Assinale a opção em que o termo destacado tem o mesmo valor sintático que a oração destacada em "É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura” (14).TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 31 jan. 2016 (adaptado).
Questão 8360748
CN CN 2016 1 FaseU Demais 2017O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura(26) são preocupantes quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais(18) na formação subjetiva das pessoas. Perguntamo-nos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se, em nossa época, a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância,(15) nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância(25) em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.(2) Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha(9) na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber(19) pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente,(22) alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis.(10) Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma(1) por estagnação.(23) A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.(13)
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Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não por que o pensamento dependa da gramática(16) ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina(12) a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Ensina-nos a interpretar. Ajuda-nos, portanto, a elaborar questões(8) e a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar,(6) ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que esse outro seja,(20) em primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto(4) simples(17) e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura(14) em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler(5) um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana.(3) Por isso também muitos se afastam dele.(11) Muitos que foram educados para não pensar(24) passam a não gostar do que não conhecem.(7) Mas há quem tenha descoberto esse prazer(21) que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – sempre ofertada em um livro. Certamente, para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
Em que opção a acentuação do termo destacado está correta?TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 31 jan. 2016 (adaptado).
Questão 8360747
CN CN 2016 1 FaseU Demais 2017O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura(26) são preocupantes quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais(18) na formação subjetiva das pessoas. Perguntamo-nos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se, em nossa época, a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância,(15) nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância(25) em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.(2) Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha(9) na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber(19) pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente,(22) alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis.(10) Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma(1) por estagnação.(23) A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.(13)
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Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não por que o pensamento dependa da gramática(16) ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina(12) a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Ensina-nos a interpretar. Ajuda-nos, portanto, a elaborar questões(8) e a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar,(6) ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que esse outro seja,(20) em primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto(4) simples(17) e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura(14) em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler(5) um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana.(3) Por isso também muitos se afastam dele.(11) Muitos que foram educados para não pensar(24) passam a não gostar do que não conhecem.(7) Mas há quem tenha descoberto esse prazer(21) que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – sempre ofertada em um livro. Certamente, para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
Em "Nos ajuda, portanto, a elaborar questões[...]." (8), há um desvio da modalidade padrão da língua na colocação do pronome destacado. Em que opção isso também ocorre?TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 31 jan. 2016 (adaptado).
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