Questões de EFAF Português
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Questão 6 295829
IFRJ 2018Leia o texto a seguir e responda à questão.
Inquilinos
Ninguém é responsável pelo funcionamento do mundo. Nenhum de nós precisa acordar cedo para
acender as caldeiras e checar se a Terra está girando em torno do seu próprio eixo na velocidade apropriada, e
em torno do Sol de modo a garantir a correta sucessão das estações. Como num prédio bem administrado, os
serviços básicos do planeta são providenciados sem que se enxergue o síndico – e sem taxa de administração.
[5] Imagine se coubesse à humanidade, com sua conhecida tendência ao desleixo e à improvisação, manter a
Terra na sua órbita e nos seus horários, ou se – coroando o mais delirante dos sonhos liberais – sua gerência
fosse entregue a uma empresa privada, com poderes para remanejar os ventos e suprimir correntes marítimas,
encurtar ou alongar dias e noites e até mudar de galáxia, conforme as conveniências de mercado, e ainda por
cima sujeita a decisões catastróficas, fraudes e falência.
[10] É verdade que, mesmo sob o atual regime impessoal, o mundo apresenta falhas na distribuição dos
seus benefícios, favorecendo alguns andares do prédio metafórico e martirizando outros, tudo devido ao que
só pode ser chamado de incompetência administrativa. Mas a responsabilidade não é nossa. A infraestrutura já
estava pronta quando nós chegamos. Apesar de tentativas como a construção de grandes obras que afetam o
clima e redistribuem as águas, há pouco que podemos fazer para alterar as regras do seu funcionamento.
[15] Podemos, isto sim, é colaborar na manutenção da Terra. Todos os argumentos conservacionistas e
ambientalistas teriam mais força se conseguissem nos convencer de que somos inquilinos no mundo. E que
temos as mesmas obrigações de qualquer inquilino, inclusive a de prestar contas por cada arranhão no fim do
contrato. A escatologia cristã deveria substituir o Salvador que virá pela segunda vez para nos julgar por um
Proprietário que chegará para retomar seu imóvel. E o Juízo Final, por um cuidadoso inventário em que todos
[20] os estragos que fizemos no mundo seriam contabilizados e cobrados.
– Cadê a floresta que estava aqui? – perguntaria o Proprietário.
– Valia uma fortuna.
E:
– Este rio não está como eu deixei…
[25] E, depois de uma contagem minuciosa:
– Estão faltando cento e dezessete espécies.
A Humanidade poderia tentar negociar. Apontar as benfeitorias – monumentos, parques, áreas férteis onde
outrora existiam desertos – para compensar a devastação. O Proprietário não se impressionaria.
– Para o que eu quero o Taj Mahal? Sete Quedas era muito mais bonita.
[30] – E a catedral de Chartres? Fomos nós que construímos. Aumentou o valor do terreno em…
– Fiquem com todas as suas catedrais, represas, cidades e shoppings. Quero o mundo como eu o entreguei.
Não precisamos de uma mentalidade ecológica. Precisamos de uma mentalidade de locadores. E do terror da
indenização.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. O mundo é bárbaro e o que nós temos a ver com isso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. P 19-20
Vocabulário:
Salvador: um dos nomes de Jesus que, segundo a teologia cristã, veio ao mundo para salvar a humanidade.
Juízo Final: dia em que, segundo a teologia cristã, Jesus voltará para julgar as ações de toda a humanidade.
Inventário: descrição do patrimônio de pessoa falecida para que se partilhe os bens entre os herdeiros.
Inquilino: locatário. Residente de imóvel alugado.
Escatologia: doutrina que trata do destino final do homem e do mundo.
Na frase A escatologia cristã deveria substituir o Salvador que virá pela segunda vez para nos julgar (...), a palavra em destaque exerce a mesma função sintática que o termo grifado em:
Questão 11 295720
IFRR 2018Para responder à questão, considere o fragmento da obra O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey, que segue:
Outra vez na escuridão do quarto, Alfredo já não tinha a companhia da serra, que o dia inteiro ouvira ao longe, mas o latido dos cães prosseguia, intermitentemente. Ao cair da tarde sentira muita fome e acabara com o queijo branco e as bolachas. Dos refrigerantes restava apenas um e a jarra de água descera pela metade. Comendo uma maçã, estirado na estopa, já não tinha muitas dúvidas de que seu cárcere era no próprio bairro. Todo bairro tem um cheiro especial e ele conhecia o cheiro da Bela Vista. Depois, a serra e os latidos eram ruídos familiares, principalmente quando percutidos ao mesmo tempo.
O fato de sentir-se perto de casa aproximava-o dum passado ainda vizinho. Lembrava-se de sua vida de menino, das brincadeiras de rua, do trabalho na oficina do pai e finalmente do dia em que Jaime, ex-radioator, agora no comércio de imóveis, teve a feliz ideia de levá-lo a uma Hora de Calouros depois de vê-lo e ouvi-lo inúmeras vezes cantar e tocar em festinhas. Nunca pensara em tornar-se artista profissional.
Simplesmente imitava os cantores famosos do rock na voz, no balanço e na guitarra. Mesmo um primeiro lugar no programa de amadores lhe pareceu bom demais. O convite da gravadora fora uma surpresa imensa.
Jaime, porém, advertira: "Não se iluda. Muitos gravam e nada acontece". Mas com ele não se deu assim. A música escolhida, de autor também desconhecido, tinha um pique sensacional. Era dessas que o público ouve, gosta e sai cantando. Em seguida, começou a ser chamado para apresentações na televisão e, logo depois, já contratado por Lazzari, passou a fazer shows, juntamente com um pequeno conjunto de roqueiros, pela capital de São Paulo, cidades do interior e outros estados. A essa altura, já não era mais o Alfredo, o Alfredinho, filho do seu Domingos, marceneiro, e de dona Bela, mas o Garoto de Ouro, o rapaz desinibido, de sorriso permanente, que vestia roupas esfuziantes e cujos retratos apareciam quase diariamente nos jornais e revistas e mesmo em pôsteres que as meninas e moças pregavam em seus quartos. Deixara de ser um jovem comum, magro e sardento, para ser um ídolo.
Na escuridão do seu presídio, perguntava-se se era feliz, e respondia prontamente que sim. Embora, reconhecia, era uma felicidade atabalhoada, inquieta, trabalhosa, febril, sem tempo para ser saboreada nem direito a descanso. Sempre num palco ou a bordo dum avião, forçado a demonstrar a alegria pela qual todos esperavam e pagavam, não lhe sobrava espaço para conviver com a família e os amigos da infância estavam cada vez mais distantes. Essa é minha primeira folga em mais de um ano, ele admitiu, arremessando para longe o cabinho da maçã. Um pensamento: todos os delinquentes cometem ao menos um erro. Meu raptor também cometeu?
Na frase: Na escuridão do seu presídio, perguntava-se se era feliz, e considerando-se o contexto da obra, pode-se depreender que:
Questão 4 295694
IFRR 2018Para responder à questão leia o fragmento da obra O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey, que segue:
Algumas bolas de assoprar; no limite de sua resistência, boiavam pelo salão numa festiva multiplicidade de cores. E sobre as mesas, Jaime, o organizador, mandara colocar pequenos jarros com rosas, cravos e margaridas. Tudo preparado para a festa, inclusive os discursos e a comida, só faltando a aguardada chegada do jovem mais popular e querido do bairro.
– Todos os ídolos gostam de se fazer esperar – respondeu Gino bem acomodado em sua cadeira de rodas. – São como noivas.
Ângela, porém, ainda mais bonita naquela noite, com sua japona dourada, perdia a paciência que Gino conservava, condenando a todo instante a demora de Alfredo.
– Ele está dando uma de importante – dizia. – O sucesso deve lhe ter subido à cabeça. É o que sempre acontece com artistas.
A ansiedade já era perceptível em todas as mesas, cujos ocupantes se mexiam, impacientes, ou se levantavam, circulando pelo salão. Os rapazes do conjunto de rock afinavam os instrumentos, para preencher o tempo, e Lucas Lazzari acendia mais um charuto. Mas a família do Garoto de Ouro, na mesa principal, era a mais preocupada, tanto que o pai dele, seu Domingos, deixou a cadeira, irritado, e aproximou-se de Leo.
– Faça-me um favor – pediu. – Parece que Alfredo esqueceu a festa. Dê um pulo até minha casa.
Leo pôs-se de pé imediatamente.
– Pode deixar, seu Domingos. Estava pensando em fazer isso mesmo. Volto num instante.
O que era para Leo uma tarefa tornou-se um prazer quando Ângela também se levantou, prontificando-se a acompanhá-lo.
– Vou com você – disse. – Já me cansei de ficar sentada.
Gino, que nunca perdia um lance, sorriu para o primo, ciente de que a ideia de Angela lhe dava enorme satisfação. E não desfez o sorriso enquanto os dois não saíram da cantina.
Na frase: Ângela, porém, ainda mais bonita naquela noite, com sua japona dourada, perdia a paciência que Gino conservava, condenando a todo instante a demora de Alfredo observa-se:
Questão 36 294456
IFRS 2018INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O outro
[01] Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego
[02] que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores –
[03] além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.
[04] O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um
[05] apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior que combinava
[06] um visual péssimo – baixinho, gordinho, careca – com uma congênita inabilidade para falar em
[07] público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa gran
[08] desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
[09] O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não
[10] se fizeram esperar. Em poucas semanas o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos
[11] especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num
[12] fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase.
[13] Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de
[14] um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com
[15] saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o
[16] caracterizava.
[17] E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu.
[18] Mas como? Então era aquele tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o
[19] comprovou, mostrando a identidade.
[20] Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia
[21] falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu c
[22] amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele sim, podia fazer uma
[23] grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
[24] Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só
[25] que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições resolvera passar dois anos em
[26] alguma praia do Caribe
[27] Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgan
[28] multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia
[29] acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto
[30] – para sempre.
In: SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Gaia, 2006.
Assinale a afirmativa INCORRETA acerca dos usos das formas verbais no texto e dos seus sentidos.
Questão 35 294455
IFRS 2018INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O outro
[01] Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego
[02] que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores –
[03] além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.
[04] O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um
[05] apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior que combinava
[06] um visual péssimo – baixinho, gordinho, careca – com uma congênita inabilidade para falar em
[07] público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa gran
[08] desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
[09] O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não
[10] se fizeram esperar. Em poucas semanas o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos
[11] especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num
[12] fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase.
[13] Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de
[14] um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com
[15] saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o
[16] caracterizava.
[17] E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu.
[18] Mas como? Então era aquele tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o
[19] comprovou, mostrando a identidade.
[20] Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia
[21] falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu c
[22] amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele sim, podia fazer uma
[23] grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
[24] Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só
[25] que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições resolvera passar dois anos em
[26] alguma praia do Caribe
[27] Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgan
[28] multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia
[29] acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto
[30] – para sempre.
In: SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Gaia, 2006.
Considere os seguintes pares de elementos do texto.
I - “fantástico” (l. 12) e “fanhoso” (l. 15).
II - “o” (l. 17) e “ele” (l. 18).
III - “O” (l. 09) e “uma” (l. 22).
Em quais afirmativas os dois elementos pertencem à mesma classe gramatical?
Questão 31 294445
IFRS 2018INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O outro
Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego
que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores –
além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.
O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um
[05] apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior que combinava
um visual péssimo – baixinho, gordinho, careca – com uma congênita inabilidade para falar em
público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa gran
desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não
[10] se fizeram esperar. Em poucas semanas o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos
especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num
fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase.
Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de
um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com
[15] saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o
caracterizava.
E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu.
Mas como? Então era aquele tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o
comprovou, mostrando a identidade.
[20] Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia
falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu c
amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele sim, podia fazer uma
grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só
[25] que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições resolvera passar dois anos em
alguma praia do Caribe
Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgan
multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia
acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto
[30] – para sempre.
In: SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Gaia, 2006.
Sobre o conteúdo do texto, considere as seguintes afirmações.
I - O texto critica candidatos que, atentos ao visual, fazem uso de roupas e acessórios durante a campanha eleitoral para disfarçar características como idade, peso e calvície.
II - A troca do verbo “queria” (l. 01) pelo verbo “precisava” (l. 01) reforça que o candidato vislumbrava sua candidatura a vereador, acima de tudo, como uma oportunidade para obter certas regalias.
III - Após ser eleito, o vereador empossado revelou-se diferente do candidato construído durante a campanha.
Quais afirmações estão de acordo com o texto?
06
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