Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 10 391309
IFMT 2018/2
(fonte: BARALDI, M. Disponivel em: http://www.marciobaraldi.com.br)
No que se refere ao uso das figuras de linguagem no texto, pode-se afirmar que:
I - No primeiro quadro, há utilização da metonímia, pois o nome do instrumento (enxada) está no lugar de quem o usa, no caso, o trabalhador.
II - A ausência de trabalhadores que manejem as enxadas, no primeiro quadro, pode ser vista como metáfora da desolação e o vazio dos grandes espaços dos latifúndios.
III – No segundo quadro, a palavra “inchada” pode ser vista como uma hipérbole, uma vez que ela dá um certo exagero intencional ao contexto da charge.
Em relação ao Texto, está correto o que se afirma acima em:
Questão 8 391303
IFMT 2018/2
(fonte: BARALDI, M. Disponivel em: http://www.marciobaraldi.com.br)
A charge acima explora criativamente a paronímia, pois:
I – Há um jogo de aproximação fonética com as palavras "enxadas" e "inchadas".
II – O substantivo "enxada" faz referência a uma situação que aflige quem vive no campo; e inchada a uma situação que afeta as pessoas que vivem nas grandes cidades.
III – O chargista procura transmitir o sentido do texto, ao opor duas situações: de um lado, a desolação e o vazio dos grandes espaços dos latifúndios, com muitos trabalhadores. De outro, o espaço apinhado de gente e veículos, a grande cidade parada, as pessoas sufocadas procurando fugir de uma situação angustiante.
Em relação ao Texto, está correto o que se afirma acima em:
Questão 4 391289
IFMT 2018/2As mulheres que roubam a cena em Pantera Negra
Ok, você já ouviu que o filme Pantera Negra é um show de diversidade: com elenco praticamente e completamente negro, dirigido, produzido e escrito por negros, ele manda um beijo para o racismo. Mas é preciso falar também do poder feminino da produção.
O protagonista é homem, todos sabem, mas por trás dele, há um verdadeiro exército de mulheres incríveis e poderosas. A história do filme acompanha como o novo rei T´Challa (Chadwick Boseman) precisa encarar alguns vilões para proteger seu reino, Wakanda, um paraíso supermoderno na África. E para vencer o mal, ele conta com muitas minas ao seu lado
A começar por sua irmã Shuri, que é vivida por Letitia Wright — uma das atrizes em que devemos ficar de olho esse ano. Shuri é simplesmente a grande mente do país, responsável pelo laboratório que desenvolve toda a modernidade que aparece no filme.
Na produção, a proteção do herói é feita por uma guarda de mulheres. As guerreiras carecas, munidas de lanças, dão shows de luta em cena e quem as comanda é a general Okoye, interpretada por Danai Gurira, que rouba todas as cenas em que aparece.
Quem luta ao seu lado é Lupita Nyong´o, vivendo Nakia, uma das mais letais guardiãs do rei e também seu amor.
Além delas, Angela Basset marca presença como a matriarca do clã dos Panteras, Ramonda.
Outra coisa que não passa desapercebida no filme é o país onde vive Pantera Negra, Wakanda. Misto de paraíso e universo futurista, é a ideia de um país Africano que não teria sofrido a influência do colonialismo, podendo se desenvolver completamente. Lá, homens e mulheres vivem em igualdade.
Quem tornou real esse universo dos quadrinhos foi a designer de produção Hannah Bechler, que também atuou no premiado Moonlight. Para criar a Wakanda das telas, Hannah visitou a África em busca de inspiração
(Fonte: https://estilo.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/17/as-mulheres-que-roubam-a-cena-em-pantera-negra.htm)
No fragmento “Outra coisa que não passa desapercebida no filme é o país onde vive Pantera Negra, Wakanda.” (7º parágrafo), a respeito do adjetivo em destaque, é INCORRETO afirmar que:
Questão 9 306360
SESC 2018TEXTO IV
EU, ETIQUETA
Carlos Drummond de Andrade
Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
..................................................................
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
[5] minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
[10] são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
[15] indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
[20] seja negar minha identidade,
troca-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
[25] eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
[30] Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
[35] de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
[40] e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
[45] Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias* tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam
e cada gesto, cada olhar,
[50] cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
[55] da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
[60] de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
ANDRADE, C. D. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.
* Idissincrasia: disposição, peculiaridade, natureza.
“Com que inocência demito-me de ser / eu que antes era e me sabia” (versos 24-25)
Nesses versos, a palavra sublinhada faz referência à seguinte característica do eu lírico:
Questão 49 297004
ETEC 2018/1Leia a letra da música “É você” de Marisa Monte e responda à questão.
É você
Só você
Que na vida vai comigo agora
Nós dois na floresta e no salão
Nada mais
Deita no meu peito e me devora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
É você
Só você
Que invadiu o centro do espelho
Nós dois na biblioteca e no saguão
Ninguém mais
Deita no meu leito e se demora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
<https://tinyurl.com/ycdar4y4> Acesso em: 13.11.2017.
Releia os trechos.
Percebemos que os exemplos I e II se tratam de períodos compostos.
Assim, assinale a alternativa que indica o efeito de sentido que as orações destacadas produzem sobre as não destacadas.

Questão 8 295962
CEFET MG 2018O fragmento de canção que estabelece correspondências com as relações familiares representadas em Eu e o silêncio do meu pai é
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