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Questão 8 398612
IFPE 2018/1TEXTO
O FIM DO LIVRO DE PAPEL
(1) Só 122 livros. Era o que a Universidade de Cambridge tinha em 1427. Eram manuscritos lindos, que valiam cada um o preço de uma casa. Isso foi 3 décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas. Depois dela, os livros deixaram de ser obras artesanais exclusivas de milionários e viraram o que viraram. Graças a uma novidade: a prensa de tipos móveis, que era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge levava para terminar um manuscrito.
(2) Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá. Só que uma revolução que já acabou. Há 10 anos, pelo menos. Quando a internet começou a crescer para valer, ficou claro que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra.
(3) Mas aconteceu justamente o que ninguém esperava: nada. A internet nunca arranhou o prestígio nem as vendas dos livros. Muito pelo contrário. O 2o negócio online que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. Se um extraterrestre pousasse na Terra hoje, acharia que nada disso faz sentido. Por que o livro não morreu? Como uma plataforma que, se comparada à internet, é tão arcaica quanto folhas de pergaminho ou tábuas de argila continua firme?
(4) Você sabe por quê. Ler um livro inteiro no computador é insuportável. A melhor tecnologia para uma leitura profunda e demorada continua sendo tinta preta em papel branco. Tudo embalado num pacote portátil e fácil de manusear. Igual à Bíblia de Gutenberg. Isso sem falar em outro ingrediente: quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até.
(5) Mas esse amor só dura porque ainda não apareceu nada melhor que um livro para a atividade de ler um livro. Se aparecer… Se aparecer, não: quando aparecer. Depois do cd, que já morreu, e do dvd, que está respirando com a ajuda de aparelhos, o livro impresso é o próximo da lista.
VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Disponível em: . Acesso em: 06 out. 2017. Adaptado.
A pontuação não interfere apenas nos aspectos sintáticos do texto, mas também nos semânticos. Sobre os efeitos de sentido decorrentes do uso da pontuação no TEXTO, marque a única afirmação CORRETA.
Questão 6 398606
IFPE 2018/1TEXTO
O FIM DO LIVRO DE PAPEL
(1) Só 122 livros. Era o que a Universidade de Cambridge tinha em 1427. Eram manuscritos lindos, que valiam cada um o preço de uma casa. Isso foi 3 décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas. Depois dela, os livros deixaram de ser obras artesanais exclusivas de milionários e viraram o que viraram. Graças a uma novidade: a prensa de tipos móveis, que era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge levava para terminar um manuscrito.
(2) Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá. Só que uma revolução que já acabou. Há 10 anos, pelo menos. Quando a internet começou a crescer para valer, ficou claro que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra.
(3) Mas aconteceu justamente o que ninguém esperava: nada. A internet nunca arranhou o prestígio nem as vendas dos livros. Muito pelo contrário. O 2o negócio online que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. Se um extraterrestre pousasse na Terra hoje, acharia que nada disso faz sentido. Por que o livro não morreu? Como uma plataforma que, se comparada à internet, é tão arcaica quanto folhas de pergaminho ou tábuas de argila continua firme?
(4) Você sabe por quê. Ler um livro inteiro no computador é insuportável. A melhor tecnologia para uma leitura profunda e demorada continua sendo tinta preta em papel branco. Tudo embalado num pacote portátil e fácil de manusear. Igual à Bíblia de Gutenberg. Isso sem falar em outro ingrediente: quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até.
(5) Mas esse amor só dura porque ainda não apareceu nada melhor que um livro para a atividade de ler um livro. Se aparecer… Se aparecer, não: quando aparecer. Depois do cd, que já morreu, e do dvd, que está respirando com a ajuda de aparelhos, o livro impresso é o próximo da lista.
VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Disponível em: . Acesso em: 06 out. 2017. Adaptado.
A ideia central defendida pelo autor do TEXTO é
Questão 2 398597
IFPE 2018/1TEXTO
MÚSICA, DIVINA MÚSICA!
(1) Tanto duvidaram dele, da teoria daquele jovem gênio musical, que ele resolveu provar pra si mesmo, empiricamente, a teoria de que não existem animais selvagens. Que os animais são tão ou mais sensíveis do que os seres humanos. E que são sensíveis sobretudo ao envolvimento da música, quando esta é competentemente interpretada.
(2) Por isso, uma noite, esgueirou-se sozinho pra dentro do Jardim Zoológico da cidade e, silenciosamente, se aproximou da jaula dos orangotangos. Começou a tocar baixinho, bem suave, a sua magnífica flauta doce, ao mesmo tempo em que abria a porta da jaula. Os macacões quase que não pestanejaram. Se moveram devagarinho, fascinados, apenas pra se aproximar mais do músico e do som.
(3) O músico continuou as volutas de sua fantasia musical enquanto abria a jaula dos leões. Os leões, também hipnotizados, foram saindo, pé ante pé, com o respeito que só têm os grandes aficionados da música. E assim a flauta continuou soando no meio da noite, mágica e sedutora, enquanto o gênio ia abrindo jaula após jaula e os animais o acompanhavam, definitivamente seduzidos, como ele previra.
(4) Uma lua enorme, de prata e ouro, iluminava os jacarés, elefantes, cobras, onças, tudo quanto é animal de Deus ali reunido, envolvidos na sinfonia improvisada no meio das árvores. Até que o músico, sempre tocando, abriu a última jaula, do último animal - um tigre.
(5) Que, mal viu a porta aberta, saltou sobre ele, engolindo músico e música - e flauta doce de quebra. Os bichos todos deram um oh! de consternação. A onça, chocada, exprimiu o espanto e a revolta de todos:
- Mas, tigre, era um músico estupendo, uma música sublime! Por que você fez isso?
E o tigre, colocando as patas em concha nas orelhas, perguntou:
- Ahn? O quê, o quê? Fala mais alto, pô!
FERNANDES, M. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www2.uol.com.br/millor/fabulas/055.htm. Acesso em: 03 out. 2017.
A análise dos aspectos semânticos do TEXTO permite-nos afirmar que
Questão 20 395729
IFMT 2018/1
O advérbio “batido”, no texto, pode assumir vários significados. Dentre eles, só não podemos usá-lo no sentido de:
Questão 12 395719
IFMT 2018/1ISSO É O QUE DÁ SER CERTINHO
Inversão de valores é a expressão que se usa para descrever a sensação de que se está errado quando se faz o que é certo. Hoje em dia, o aluno aplicado é “Caxias”, o funcionário leal é “Puxa-saco”, quem respeita filas é “Trouxa”. E existem pessoas que até se constrangem em devolver um troco recebido a mais. Estamos perdendo o controle sobre o certo e o errado. Ser “certinho” é uma acusação depreciativa.
Quando tudo parece dizer “Seja errado você também”, “Você está querendo ser o Joãozinho-do-Passo-Certo?", “Deixe disso!”, só podemos afirmar uma coisa: não existirá dignidade – nem qualidade de vida – num mundo em que a honestidade seja motivo de vergonha.
(Propaganda da RBS/TV. Zero Hora. 16/08/92)
Seguindo as normas gramaticais da língua portuguesa, a sugestão “Seja errado você também.”, ao ser construída na segunda pessoa do plural do imperativo afirmativo, torna-se:
Questão 16 391374
IFMT 2018/2Poeminho do Contra, Mario Quintana
Todos esses que ai estão
Atravacando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Mario Quintana , In: Caderno H, Mario Quintana: Poesia Completa, Editora Nova Aguilar, p. 257.)
Ainda sobre o poema, analise as alternativas e marque a INCORRETA.
06
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