Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 4 165875
IFGO 2014Texto 01
Por que nunca entrei no Facebook
Eugenio Bucci
– Não, não estou no Facebook.
Quando a gente diz isso numa roda, num jantar ou num ponto de ônibus, a conversa silencia. Olhares incrédulos saltam sobre nossa figura tímida, como luzes de otorrinolaringologistas do futuro, tentando investigar nossas limitações ocultas. Analfabetismo digital? Conservadorismo? Alguém arrisca um “em que planeta você vive?”. Outro sente pena e tenta ser simpático: “Até minha avó está no Face, é tão friendly”.
Aí, vem aquela voz categórica, que procura dar o sinal definitivo dos tempos: “Minha filha já nem usa mais email. Com ela, é tudo pelo Facebook”. É assim que os 46,3 milhões de brasileiros que mantêm um perfil pessoal na maior rede social do planeta tratam os outros, os que estão de fora. Fazem ar de espanto. Fazem chiste, bullying, assédio moral.
E não obstante: Não, não estou no Facebook. E acho que tenho razão. Errados estão os 845 milhões de viventes que, em todas as línguas, em todos os países, puseram lá suas fotografias (tem gente sem camisa!) ao lado de seus depoimentos confessionais. Viventes e morrentes, é bom saber. Há poucas semanas, o escritor Humberto Werneck, em sua coluna dominical no jornal O Estado de São Paulo, registrou um dado um tanto mórbido. Quando um sujeito morre – isso acontece –, o perfil do defunto fica lá, intacto. O perfil do morto não entra em putrefação, nem vai para debaixo da tela. Os outros usuários, estes vivos, mas desavisados, podem “curtir” até cansar. O perfil não se mexe nem sai de cena. Não há coveiros digitais no tempo real. De todo modo, como não frequento isso que Werneck chamou de “cemitério virtual”, não posso saber como é. Apenas presumo que deva ser aflitivo. Também por isso, ali não entro nem morto.
A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar. Também não está nas fotos de gente sem camisa. A evasão de intimidades em que estamos submersos é a regra totalitária. Até mesmo a fé – algo ainda mais íntimo que o sexo – ganhou estatuto de espetáculo nas telas eletrônicas, e a transcendência do espírito se converteu em explicitude obscena. Entre o lúbrico e o religioso, não é o festival abrasivo nauseante de intimidades que me mantém distante. Não é também a frivolidade.
O que mais me afasta desse tipo de rede social é o comércio. Nada contra as feiras livres, que, em qualquer lugar, em qualquer tempo, concentram as mais autênticas vibrações da cultura (a melhor porta de entrada para o viajante que quer conhecer uma cidade é a feira livre). Agora, o comércio no Facebook é outra história. Ele é ainda mais funéreo que a presença dos clientes mortos que não pagam nem arredam pé. Ali, a mercadoria é o freguês, o que vai ficando cada dia mais evidente, com denúncias crescentes sobre o uso de informações pessoais mercadejadas pelos administradores do site. Ali dentro, as mais exibicionistas intimidades adquirem um sinistro valor de troca para as mais intrincadas estratégias mercadológicas.
Já no tempo do Orkut – no qual também nunca pus os pés, ou os dedos, ou os dígitos – esse fantasma existia. Hoje, no Facebook, o velho fantasma é corpóreo, material, indisfarçável em seu jogo desigual. O usuário alimenta o usurário – com seu próprio trabalho, não remunerado. Clicando “curti” para lá e para cá, o freguês fabrica alegremente o “database marketing” que o vende sem que ele saiba. Estou fora. Muito obrigado.
Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2013. [Adaptado]
Leia o seguinte fragmento:
“A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar”.
O conectivo em destaque expressa ideia de
Questão 14 11126207
Concursos Pref de Rio Maria - Port 2013COM BASE NA LEITURA DO TEXTO “ENQUANTO DORME”, ASSINALE A ALTERNATIVA QUE COMPLETA CORRETAMENTE
Enquanto dorme
Chego de manhã cedinho, às cinco da matina. Subo as escadas com
cuidado para não fazer barulho e entro no quarto do Benjamim para vê-lo
dormir. Já estou há seis dias longe de casa, e o telefone não serve para aliviar
a saudade. Nesses telefonemas, ele faz pouco caso, não quer falar comigo ou
[5] está muito ocupado com outra coisa.
Fico com o meu coração de mãe apertado. Mas vou fazer o quê? O
cara tem razão de não falar ou de me ignorar. Afinal, a dona mãe está longe,
trabalhando numa coisa que ele não entende direito e que deve ser bem chata.
Até tento fazê-lo entender no começo, mas o esforço é em vão.
[10] Entro no quarto e vejo o menino que não é mais bebê ressonando
suavemente, quente na cama, abraçado em seu carneirinho de brinquedo.
Quando olhamos para nossos filhos adormecidos, nossos corações se enchem
de uma ternura inexplicável.
É como se vocês fossem sempre anjos de bondade, não fizessem birra
[15] na entrada do cinema, comessem toda a salada sem reclamar e não
insistissem em assistir à TV a toda hora.
Ao verem vocês adormecidos, pais ficam felizes e agradecidos por sua
existência, não se enganem. Mesmo naqueles dias em que tudo está azedo,
os humores ariscos e as brigas à flor da pele, é só vocês caírem no sono que
[20] vamos lá espreitar, guardar e nos parabenizar pela lindeza de filhos que
colocamos no mundo.
É bem piegas, mas é a pura verdade!
CLARICE REICHSTUL
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhinha/dicas/di02021306.htm.Acesso em: 3 fev 2013.
Quanto às noções de sintaxe, é verdadeiro afirmar que
Questão 3 10849219
Concursos Pref de Pariconha 2013A questão baseiam-se no texto apresentado abaixo.
TRABALHADOR NÃO É MÁQUINA
“A vida de um desempregado é horrível, porque na nossa sociedade tudo depende do trabalho: salário, contatos profissionais, prestígio e (quando se é católico) até o resgate do pecado original e o bilhete de ingresso para o paraíso. Portanto, se falta o trabalho, falta tudo.
Mas corre-se o risco de que o problema do desemprego coloque em segundo plano o problema de quem tem um emprego. Com uma frequência sempre maior, a vida do trabalhador é transformada num inferno, porque as organizações das empresas se preocupam em multiplicar a quantidade de produtos, mas não dão a mínima para a felicidade de quem os produz.”
DE MASI, Domenico. In: O ócio criativo.Rio de Janeiro: Sextante, 2000.
No trecho: “...a vida do trabalhador é transformada num inferno, porque as organizações das empresas se preocupam em multiplicar a quantidade de produtos, mas não dão a mínima para a felicidade de quem os produz.”, as conjunções destacadas relacionam segmentos do texto estabelecendo entre eles, respectivamente, ideia de:
Questão 10 10838300
Concursos Pref de Santana do Ipanema 2013Em qual dos enunciados abaixo, retirados de “A odisseia” (Ruth Rocha conta a Odisséia. São Paulo, Companhia das Letrinhas, 2000), há erros de concordância verbal e nominal?
Questão 9 10808080
Concursos Universidade Paulista 2013Assinale a alternativa em que a concordância do termo destacado atende às regras da norma-padrão da língua.
Questão 5 10808028
Concursos P.M. Nipoã 2013Os atletas pareciam cansados. Assinale a alternativa correta quanto ao tipo de Predicado:
I- Predicado Nominal.
II- Predicado Verbal.
III- Predicado Verbo-Nominal.
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