Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 12 10782281
IFMT 2019/1O texto abaixo foi escrito por um importante poeta brasileiro, Alphonsus de Guimaraens.
Leia-o e responda à questão.
Ismália
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
(GUIMARAENS, A. Melhores poemas de Alphonsus de Guimaraens / seleção de Alphonsus de Guimaraens Filho. 4 ed. São Paulo: Global, 2001)
Os termos “desvario” (3ª estrofe, verso 1) e “ruflaram” (5ª estrofe, verso 2) são, respectivamente, sinônimos de:
Questão 11 10782280
IFMT 2019/1O texto abaixo foi escrito por um importante poeta brasileiro, Alphonsus de Guimaraens.
Leia-o e responda à questão.
Ismália
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
(GUIMARAENS, A. Melhores poemas de Alphonsus de Guimaraens / seleção de Alphonsus de Guimaraens Filho. 4 ed. São Paulo: Global, 2001)
Ao lermos o poema podemos afirmar que:
Questão 6 10782274
IFMT 2019/1O texto abaixo serve de base para responder à questão.
Não há Vagas
O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
- porque o poema, senhores,
está fechado:
"não há vagas"
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira
(Ferreira Gullar. Disponível em: http://www.citador.pt/poemas/nao-ha-vagas-ferreira-gullar)
Por meio do texto, Ferreira Gullar critica ironicamente:
Questão 5 10782273
IFMT 2019/1Os textos a seguir orientam a questão.

O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
(Manuel Bandeira. Disponível em: https://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2008/11/25/o-bicho-de-manuel-bandeira/)
O texto “O Bicho” é um poema.
Nesse gênero, as palavras são usadas no sentido diferente do que lhes é atribuído no dia-a-dia, pois a função predominante da linguagem é a:
Questão 4 10782272
IFMT 2019/1Os textos a seguir orientam a questão.

O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
(Manuel Bandeira. Disponível em: https://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2008/11/25/o-bicho-de-manuel-bandeira/)
Ao lermos os dois textos (não-verbal e verbal), podemos notar que eles se relacionam.
Assim, pois, o verso do poema que melhor justificaria a associação entre os textos é:
Questão 3 10782271
IFMT 2019/1O texto abaixo serve de base para responder à questão.
A luta e a lição
Um brasileiro de 38 anos, Vítor Negrete, morreu no Tibete após escalar pela segunda vez o ponto culminante do planeta, o monte Everest. Da primeira, usou o reforço de um cilindro de oxigênio para suportar a altura. Na segunda (e última), dispensou o cilindro, devido ao seu estado geral, que era considerado ótimo. As façanhas dele me emocionaram, a bem sucedida e a malograda. Aqui do meu canto, temendo e tremendo toda a vez que viajo no bondinho do Pão de Açúcar, fico meditando sobre os motivos que levam alguns heróis a se superarem. Vitor já havia vencido o cume mais alto do mundo. Quis provar mais, fazendo a escalada sem a ajuda do oxigênio suplementar. O que leva um ser humano bem sucedido a vencer desafios assim?
Ora, dirão os entendidos, é assim que caminha a humanidade. Se cada um repetisse meu exemplo, ficando solidamente instalado no chão, sem tentar a aventura, ainda estaríamos nas cavernas, lascando o fogo com pedras, comendo animais crus e puxando nossas mulheres pelos cabelos, como os trogloditas — se é que os trogloditas faziam isso. Somos o que somos hoje devido a heróis que trocam a vida pelo risco. Bem verdade que escalar montanhas, em si, não traz nada de prático ao resto da humanidade que prefere ficar na cômoda planície da segurança.
Mas o que há de louvável (e lamentável) na aventura de Vítor Negrete é a aspiração de ir mais longe, de superar marcas, de ir mais alto, desafiando os riscos. Não sei até que ponto ele foi temerário ao recusar o oxigênio suplementar. Mas seu exemplo - e seu sacrifício - é uma lição de luta, mesmo sendo uma luta perdida.
(Carlos Heitor Cony. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult505u247.shtml)
Assinale a alternativa em que as palavras retiradas do texto são acentuadas graficamente por serem proparoxítonas.
06
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