Questões de EFAF Português
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Questão 8360278
ENCCEJA ENCCEJA 2018 EF-LIN 2018Escola da mestra Silvina
Minha escola primária...
Escola antiga de antiga mestra.
Repartida em dois períodos
para a mesma meninada,
Das às , da às .
Nem recreio, nem exames.
Nem notas, nem férias.
Sem cânticos, sem merenda...
Digo mal – sempre havia
distribuídos
alguns bolos de palmatória...
A granel?
Não, que a mestra
era boa, velha, cansada, aposentada.
Tinha já ensinado a uma geração
antes da minha.
CORALINA, C. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. São Paulo: Global, 1993.
Na reconstrução, pela memória, do ambiente escolar e de sua professora, o eu lírico recorre a elementos que expõem uma visão
Questão 8360273
ENCCEJA ENCCEJA 2018 EF-LIN 2018"Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende" Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende" Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz" De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende""
"Infelizmente, cavalheiro..."
"Ora, você sabe do que eu estou falando."
"Estou me esforçando, mas..."
"Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?"
"Se o senhor diz, cavalheiro."
"Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero."
"Sim, senhor. Pontudo numa ponta."
"Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?"
VERISSIMO, L. F. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1982.
Analisando o diálogo apresentado no texto, percebe-se que falhas na comunicação poderiam ser minimizadas se o consumidor
Questão 8357799
EMBRAER EMBRAER 2018 ConhecimentosGerais 2018Felicidade
Se eu pudesse congelar o tempo,
escolheria este momento,
exatamente agora,
nesta pouca hora
de uma quarta-feira.
O gerânio(1) novo
enfeitando a prateleira,
o riso de criança
brilhando lá fora.
O livro aberto
no lugar certo,
que simplesmente diz:
“Eu não tenho nada,
mas rouxinóis(2) gorgolejam(3) versos na calçada.”
É assim que se começa a ser feliz.
(Flora Figueiredo. Amor a céu aberto. Osasco, Novo Século, 2010)
(1) gerânio: planta ornamental com flores;
(2) rouxinol: pássaro de canto melodioso;
(3) gorgolejar: produzir som característico de algumas aves.
Questão 8357794
EMBRAER EMBRAER 2018 ConhecimentosGerais 2018Catadora de lixo e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, na segunda metade da década de 1950, Carolina Maria de Jesus usava os cadernos que encontrava no lixo para escrever sobre seu cotidiano. Seus escritos em forma de diário resultaram no livro Quarto de despejo, traduzido para vários idiomas.
Carolina de Jesus aponta que, enquanto o centro da cidade é a sala de visitas, a favela é o quarto onde se joga o indesejável, o entulho, tudo aquilo que se quer esconder. Sua escrita, no entanto, é sua forma de se recusar a ser “despejo”, a ser “resto”.
Sua voz é marcante não pelos “erros” gramaticais preservados pela edição, mas sim pela sensibilidade para os detalhes normalmente desprezados pelo nosso olhar. Carolina está acostumada a olhar para o lixo e ver o que tem valor ali, ou a catar as luzes distantes das estrelas quando todos ao seu redor já estão de olhos fechados.
“Eu deixei o leito(1) às 3 da manhã porque quando a gente perde o sono começa pensar nas misérias que nos rodeia.” – trecho do livro Quarto de despejo, de 1960.
(Aline Valek. www.cartacapital.com.br. Publicado em: 15.03.2016. Adaptado)
(1) leito: cama.
A relevância da obra de Carolina de Jesus é praticamente um ________ entre os estudiosos da literatura. Ao denunciar o preconceito a que os negros e os favelados são ________ e reivindicar igualdade de direitos, ela ________ reconhecida como uma grande escritora do Brasil.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas desse texto.
Questão 8357793
EMBRAER EMBRAER 2018 ConhecimentosGerais 2018Catadora de lixo e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, na segunda metade da década de 1950, Carolina Maria de Jesus usava os cadernos que encontrava no lixo para escrever sobre seu cotidiano. Seus escritos em forma de diário resultaram no livro Quarto de despejo, traduzido para vários idiomas.
Carolina de Jesus aponta que, enquanto o centro da cidade é a sala de visitas, a favela é o quarto onde se joga o indesejável, o entulho, tudo aquilo que se quer esconder. Sua escrita, no entanto, é sua forma de se recusar a ser “despejo”, a ser “resto”.
Sua voz é marcante não pelos “erros” gramaticais preservados pela edição, mas sim pela sensibilidade para os detalhes normalmente desprezados pelo nosso olhar. Carolina está acostumada a olhar para o lixo e ver o que tem valor ali, ou a catar as luzes distantes das estrelas quando todos ao seu redor já estão de olhos fechados.
“Eu deixei o leito(1) às 3 da manhã porque quando a gente perde o sono começa pensar nas misérias que nos rodeia.” – trecho do livro Quarto de despejo, de 1960.
(Aline Valek. www.cartacapital.com.br. Publicado em: 15.03.2016. Adaptado)
(1) leito: cama.
“Eu deixei o leito as 3 da manhã porque quando a gente perde o sono começa a pensar nas miserias que nos rodeia.”
Essa frase está reescrita na norma-padrão da língua com as seguintes alterações destacadas em negrito:
Questão 8357791
EMBRAER EMBRAER 2018 ConhecimentosGerais 2018Catadora de lixo e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, na segunda metade da década de 1950, Carolina Maria de Jesus usava os cadernos que encontrava no lixo para escrever sobre seu cotidiano. Seus escritos em forma de diário resultaram no livro Quarto de despejo, traduzido para vários idiomas.
Carolina de Jesus aponta que, enquanto o centro da cidade é a sala de visitas, a favela é o quarto onde se joga o indesejável, o entulho, tudo aquilo que se quer esconder. Sua escrita, no entanto, é sua forma de se recusar a ser “despejo”, a ser “resto”.
Sua voz é marcante não pelos “erros” gramaticais preservados pela edição, mas sim pela sensibilidade para os detalhes normalmente desprezados pelo nosso olhar. Carolina está acostumada a olhar para o lixo e ver o que tem valor ali, ou a catar as luzes distantes das estrelas quando todos ao seu redor já estão de olhos fechados.
“Eu deixei o leito(1) às 3 da manhã porque quando a gente perde o sono começa pensar nas misérias que nos rodeia.” – trecho do livro Quarto de despejo, de 1960.
A partir da leitura do texto, entende-se que o título do livro – Quarto de despejo – faz referência:(Aline Valek. www.cartacapital.com.br. Publicado em: 15.03.2016. Adaptado)
(1) leito: cama.
06
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