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Questão 5 10182469
CMM 1° Ano - Prova de Português 2018TEXTO
CORRUPÇÃO CULTURAL OU ORGANIZADA?
Renato Janine Ribeiro
Ficamos muito atentos, nos últimos anos, a um tipo de corrupção que é muito frequente em nossa sociedade: o pequeno ato, que muitos praticam, de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem comum para obter uma vantagem pessoal. Foi e é importante prestar atenção a essa responsabilidade que temos, quase todos, pela corrupção política − por sinal, praticada por gente eleita por nós.
Esclareço que, por corrupção, não entendo sua definição legal, mas ética. Corrupção é o que existe de mais antirrepublicano, isto é, mais contrário ao bem comum e à coisa pública. Por isso, pertence à mesma família que trafegar pelo acostamento, furar a fila, passar na frente dos outros. Às vezes é proibida por lei,outras, não.
Mas, aqui, o que conta é seu lado ético, não legal. Deputados brasileiros e britânicos fizeram despesas legais, mas não éticas. É desse universo que trato. O problema é que a corrupção "cultural", pequena, disseminada − que mencionei acima − não é a única que existe. Aliás, sua existência nos poderes públicos tem sido devassada por inúmeras iniciativas da sociedade, do Ministério Público, da Controladoria Geral da União (órgão do Executivo) e do Tribunal de Contas da União (que serve ao Legislativo).
Chamei-a de "corrupção cultural" pois expressa uma cultura forte em nosso país, que é a busca do privilégio pessoal somada a uma relação com o outro permeada pelo favor. É, sim, antirrepublicana. Dissolve ou impede a criação de laços importantes. Mas não faz sistema, não faz estrutura.
Porque há outra corrupção que, essa, sim, organiza-se sob a forma de complô para pilhar os cofres públicos − e mal deixa rastros. A corrupção "cultural" é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Bastou colocar as contas do governo na internet para saltarem aos olhos vários gastos indevidos, os quais a mídia apontou no ano passado.
Mas nem a tapioca de R$ 8 de um ministro nem o apartamento de um reitor − gastos não republicanos − montam um complô. Não fazem parte de um sistema que vise a desviar vultosas somas dos cofres públicos. Quem desvia essas grandes somas não aparece, a não ser depois de investigações demoradas, que requerem talentos bem aprimorados da polícia, de auditores de crimes financeiros ou mesmo de jornalistas muito especializados.
O problema é que, ao darmos tanta atenção ao que é fácil de enxergar (a corrupção "cultural"), acabamos esquecendo a enorme dimensão da corrupção estrutural, estruturada ou, como eu a chamaria, organizada.
Ora, podemos ter certeza de uma coisa: um grande corrupto não usa cartão corporativo nem gasta dinheiro da Câmara com a faxineira. Para que vai se expor com migalhas? Ele ataca somas enormes. E só pode ser pego com dificuldade.
Se lembrarmos que Al Capone acabou na cadeia por ter fraudado o Imposto de Renda, crime bem menor do que as chacinas que promoveu, é de imaginar que um megacorrupto tome cuidado com suas contas, com os detalhes que possam levá-lo à cadeia − e trate de esconder bem os caminhos que levam a seus negócios.
Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção. A corrupção enquanto cultura nos desmoraliza como povo. Ela nos torna "blasé". Faz-nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o regime por excelência da ética na política: aquele que educa as pessoas para que prefiram o bem geral à vantagem individual. Daí a importância dos exemplos, altamente pedagógicos.
Valorizar o laço social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue pela educação. Temos de fazer que as novas gerações sintam pela corrupção a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral.
Mas falar só na corrupção cultural acaba nos indignando com o pequeno criminoso e poupando o macrocorrupto. Mesmo uma sociedade como a norte-americana, em que corromper o fiscal da prefeitura é bem mais raro, teve há pouco um governo cujo vice-presidente favoreceu, antieticamente, a uma empresa de suas relações na ocupação do Iraque.
A corrupção secreta e organizada não é privilégio de país pobre, "atrasado". Porém, se pensarmos que corrupção mata − porque desvia dinheiro de hospitais, de escolas, da segurança −, então a mais homicida é a corrupção estruturada. Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções "culturais" nos leve a ignorar a grande corrupção. É mais difícil de descobrir. Mas é ela que mata mais gente.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2806200909.htm#_=_
Glossário:
Blasé: entediado, indiferente.
Em textos opinativos (texto), há estratégias argumentativas apresentadas no seu desenvolvimento para que se possa defender o ponto de vista do autor.
Nesse sentido, há estratégia argumentativa de exemplificação no parágrafo:
Questão 4 10178694
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2018Para responder à questão, leia o texto a seguir.
Na BR-232, o verde violenta o muro

Foto: Jailson de Paz/DP/D.A.Press
[01] Os muros de sustentação do viaduto sobre a
BR-232 em Bonança, município de Moreno, são
provas de que nem sempre o concreto vence o
verde.
[05] Apesar da imensidão de cimento, avencas
surgem a cada dia nos espaços – encaixes – que
existem entre as placas.
Alguns pontos do viaduto mais parecem um
jardim suspenso.
[10] Para alguns moradores de Bonança, o cres-
cimento das plantas é sinônimo de descaso do
poder público. E defendem que sejam arrancadas.
Outros veem a teimosia das avencas como
sinal da força da natureza, portanto deveriam não
[15] apenas ser preservadas, mas estimuladas a crescer.
Em meio ao debate, "a violência do verde
sobre o muro" me agrada.
Tenho pelo menos duas razões para isso: a
quebra do cinza e o recado de resistência do verde
[20] frente a algumas imposições do desenvolvimento.
Fonte: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/meioambiente/2013/ 08/na-br-232-o-verde-volenta-o-cinza. Acesso em: 21 mar. 2014.
Pelo mesmo motivo que veem (l. 13), NÃO é mais grafada com acento circunflexo a palavra
Questão 1 10178495
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2018Para responder à questão, leia o texto a seguir.
Na BR-232, o verde violenta o muro

Foto: Jailson de Paz/DP/D.A.Press
[01] Os muros de sustentação do viaduto sobre a
BR-232 em Bonança, município de Moreno, são
provas de que nem sempre o concreto vence o
verde.
[05] Apesar da imensidão de cimento, avencas
surgem a cada dia nos espaços – encaixes – que
existem entre as placas.
Alguns pontos do viaduto mais parecem um
jardim suspenso.
[10] Para alguns moradores de Bonança, o cres-
cimento das plantas é sinônimo de descaso do
poder público. E defendem que sejam arrancadas.
Outros veem a teimosia das avencas como
sinal da força da natureza, portanto deveriam não
[15] apenas ser preservadas, mas estimuladas a crescer.
Em meio ao debate, "a violência do verde
sobre o muro" me agrada.
Tenho pelo menos duas razões para isso: a
quebra do cinza e o recado de resistência do verde
[20] frente a algumas imposições do desenvolvimento.
Fonte: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/meioambiente/2013/ 08/na-br-232-o-verde-volenta-o-cinza. Acesso em: 21 mar. 2014.
Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao texto.
Questão 14 10132768
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2018Leia o texto para responder ao item.
TEXTO
Mahatma Gandhi

Mahatma Gandhi (1869-1948) foi um líder pacifista indiano. Principal personalidade da independência da Índia, então colônia britânica. Ganhou destaque na luta contra os ingleses por meio de seu projeto de não violência. Além de sua luta pela independência da índia, também ficou conhecido por seus pensamentos e sua filosofia. Recorria a jejuns, marchas e à desobediência civil, ou seja, estimulava o não pagamento dos impostos e o boicote aos produtos ingleses.
As rivalidades entre hindus e muçulmanos retardaram o processo de independência. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Gandhi voltou a lutar pela retirada imediata dos britânicos do seu país. Só em 1947, os ingleses reconheceram a independência da Índia.
Fonte: https://www.ebiografia.com/mahatma ghandi/. Acesso em: 10/10/2018.
O acento grave indicativo de crase está empregado corretamente em "Recorria a jejuns, marchas e à desobediência civil, ou seja, estimulava o não pagamento dos impostos e o boicote aos produtos ingleses." (1° parágrafo).
O uso desse acento está incorreto em:
Questão 10 10132725
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2018Leia o texto para responder ao item.
TEXTO
O texto abaixo é uma composição de Jorge Vercillo, cantor de MPB, com mais de 4,5 CDs e DVDs vendidos. Lançado em 2005, Elo é um álbum em que consta "Homem-Aranha".
Homem-Aranha
Eu adoro andar no abismo
Numa noite viril de perseguição
Saltando entre os edifícios
Vi você!...
Em poder de um fugitivo
Que cercado pela polícia
Te fez refém
Lá nos precipícios
Foi paixão à primeira vista...
Me joguei de onde o céu arranha
Te salvando com a minha teia
Prazer!
Me chamam de Homem-Aranha
Seu herói!...
Hoje o herói aguenta o peso
Das compras do mês
No telhado, ajeitando
A antena da tevê
Acordado a noite inteira
Pra ninar bebê...
Chega de bandido pra prender
De bala perdida pra deter
Eu tenho uma ideia:
Você na minha teia...
Chega de assalto pra impedir
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande ideia:
Você na minha teia...
Hoje eu estou nas suas mãos
Nessa sua ingênua sedução
Que me pegou na veia
Eu tô na tua teia...
(...)
Tenho um grande golpe pra impedir
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande ideia:
Você na minha teia...
Hoje eu estou nas suas mãos
Nessa sua ingênua sedução
Que me pegou na veia
Eu tô na tua teia...
Acerca do estudo de Regência Verbal, pode-se dizer que:
Questão 16 10129457
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2018Leia atentamente o texto e responda à questão.
Texto

Pode-se afirmar que o objetivo principal do texto é
06
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